Flame

45 Capítulo 45


Notas iniciais
olá, depois de algum tempo aqui estou eu >.< boa leitura amores :**

Capítulo 45:

Algum tempo se passou até que Dr. Cullen apareceu, e depois de olhar novamente meus ferimentos que já estavam quase cicatrizados, foi logo dizendo que eu já poderia ir para casa, eu suspirei de alivio, odiava hospitais. Ele me ajudou a me trocar e saímos, Jake foi praticamente me carregando para o carro, me deu um beijo de despedida e se afastou indo atrás de seu carro. Já era quase 18 horas e o sol estava se despedindo do céu, deixando uma paisagem bonita, fui o caminho todo observando além da janela.

Quando chegamos Dan me ajudou a descer, por mais que eu dissesse que estava bem e que não precisava de ajuda nenhuma, fui direto para meu quarto, precisava falar com mamãe, resolvi ligar, pois minha cara não deveria estar das melhores.

–Oi minha princesa- Foi o que disse quando atendeu.

–Oi mamãe!- Falei sentindo alivio por poder ouvir sua voz.

–Tudo bem minha bonequinha?- Perguntou.

–Tudo ótimo- Claro que eu iria omitir o que havia acontecido, mamãe não precisava de jeito nenhum saber sobre isso, ainda mais que não havia acontecido por causas normais, e sim sobrenaturais, não queria envolve-la nesse mundo, pelo menos não enquanto não precisasse.

–E você?- Perguntei de volta.

–Estou ótima filha! Nenhum resquício da doença, saudável como um cavalo- Podia imaginá-la mostrando o bíceps e dando aquele sorriso. Ri de seu entusiasmo.

–Como estão as coisas por ai? Seu pai tem cuidado direito de você?- Deu uma risadinha- Helena, seu irmão, Jacob? Alias onde está meu genro, gostaria de conhecê-lo melhor.

–Papai tem cuidado bem de mim sim, o serviço na oficina está bom; Helena é um amor como sempre, às vezes ajudo ela com as encomendas; Dan é um ótimo irmão, protetor, carinhoso, e muito bonito! Jake está trabalhando, nosso namoro está cada vez melhor, a gente se ama mãe, as vezes tenho medo de algo acontecer e acabar tudo, mas acho que é coisa da minha cabeça- Ri nervosa ao perceber que estava no limite da barreira entre o normal e o sobrenatural, sobre o que contar para ela.

–Isso é normal querida, seu primeiro relacionamento, todos passamos por isso- Falou.

–É talvez seja por isso mesmo- Ri.

–E a escola Sofia?- Perguntou e então me dei conta de que havia esquecido dos estudos.

–Ahn, pra falar a verdade, eu nem sei- Ri envergonhada.

–Ai, ai hein mocinha!- Disse brava, os estudos era a única com a qual minha mãe era extremamente rígida.

–Desculpe mãe, mas é que as coisas aqui são diferentes- Me expliquei.

–Acho que fiz errado em te mandar para ai antes de terminar os estudos- Falou pensativa- Mas agora não adianta, irei ver se consigo dar um jeito nisso.

–Tudo bem!- Disse e escutei Helena me chamar para jantar- Ahn mãe?

–Sim querida?

–Hele está me chamando para jantar, outra hora nos falamos?

–Claro meu amor, mande um beijo para todos, se cuide, eu te amo- Se despediu.

–Tudo bem, vou me cuidar, se cuida também, eu também te amo, beijos.

–Beijinhos- Desliguei e desci para jantar com minha família.

********

Quando eu já estava deitada em minha cama um pouco antes de adormecer me ocorreu uma ideia que unia o útil ao agradável.

Saudades da mamãe + questão estudo + mamãe querer conhecer Jacob + minha vontade de dar um tempo para pensar longe dessa loucura = Eu e Jacob na minha casa no Brasil.

Estava decidido, iria para o Brasil, e levaria Jacob, nem que fosse na mala.

*********

No dia seguinte recebi a visita das meninas, a primeira a chegar foi a Suh, e ela foi logo despejando uma enxurrada de perguntas e exclamações.

–Sô!! Eu ainda não acredito que seu irmão é um lobo, que todos os meninos são lobos!

–Então ele já te contou?- Falei enquanto arrumava meu quarto.

–Sim, na noite do seu acidente- Falou baixo- Ele me contou tudo sobre isso também- Falou envergonhada.

–Certo, ainda bem que Dan teve imprinting por você, ou eu simplesmente iria ficar louca se não pudesse contar isso a você, você nunca entenderia ou acreditaria se não visse por si mesma- Divaguei e ela apenas assentiu, logo uma batida na porta nos despertou. Era Kim, acompanhada de Leah e Rafy. Essa ultima praticamente quase, veja bem, quase, destruiu minha cômoda quando a socou enquanto xingava Selena.

–Ela está xingando essa sanguessuga desde que soube que foi ela quem estava por traz disso- Leah segredou conosco.

–Aquela desgraçada está tão perto! Perto o suficiente para te ferir Sofia, mas isso não vai ficar barato! – Dizia furiosa.

–Tudo bem... Será que podemos mudar de assunto, tipo conversar coisas de garotas? Estou meio que cansada desse assunto, quero deixar isso pra depois, realmente pra bem depois- Falei fazendo uma careta.

–Kim tem novidades- Leah sorriu travessa e todas nós olhamos Kim, que por sua vez estava quase roxa de vergonha.

–Leah- Falou sem jeito.

–Ora, vamos, conte! Eu tive que saber disso por Jared, e se você quer saber, eu realmente não queria ter sabido por ele, se é que me entende.

–Essa coisa de compartilhar pensamentos é meio invasivo- Kim replicou.

–Invasivo, sim. Mas não é algo que a gente possa ligar e desligar, só Deus sabe o quanto eu já quis que sim, mas Jared realmente não tem culpa Kim. Nós tentamos, de verdade, não pensar em coisas assim, ou qualquer outra coisa constrangedora, mas no momento em que você pensa em não pensar, você acaba pensando. Dura menos de um segundo, e todos já sabem. Estamos acostumados a bloquear essas coisas, tipo, os “assuntos” que não devemos saber- Fez aspas com os dedos e sorriu confortavelmente para Kim, que suspirou assentindo, parecendo mais aliviada.

–Do que vocês estão falando?- Perguntei.

–Jared e eu tivemos nossa primeira vez- Disse com uma voz mínima e, se possível, praticamente purpura de vergonha. Susan, com seu jeito sutil de ser, perguntou tudo e mais do que deveria, querendo saber os detalhes, depois de um tempo Kim pareceu esquecer-se da vergonha e nos contava tudo.

O dia foi curto – não sei se por que eu estava me divertindo, ou por que eu não ficava olhando as horas– e logo a noite tinha chegado, Jacob viria aqui e eu iria lhe fazer aquela proposta. Havia conversado com as meninas e elas me davam apoio, Susan, claro, foi a única que embicou. Dizendo que ela tinha acabado de chegar de lá e eu iria voltar para o Brasil.

Tudo bem, não que não fosse um opção eu não voltar para o Brasil e fosse corajosa e encarasse tudo de frente aqui em La Push. Mas a questão é: eu não era tão corajosa assim, eu era uma covarde e queria dar um tempo dessa loucura. Até ai tudo bem, mas ai vinha a questão guardiã. E se eu saísse de La Push e as coisas ficassem ruins?

Sofia, eles sempre deram conta das coisas antes de você aparecer – Minha consciência disse.

Realmente, o que custava duas semanas longe? Acho que nada drástico aconteceria em duas semanas.

Quando Jake chegou eu estava assistindo TV, nós nos sentamos na varanda e ficamos conversando e namorando. Então eu tomei coragem e perguntei.

–Jake, se eu fosse para o Brasil, ficar uns dias lá com minha mãe, você viria comigo?- Perguntei olhando em seus olhos, demorou um pouco para responder, pensativo.

–Claro, não iria te deixar sozinha por nada- Falou apertando minha mão.

–Então nós vamos essa semana, tudo bem?- Disse e ele assentiu.

–Mas por que isso agora Sô?- Perguntou confuso.

–Sei lá, só juntou a saudade, os acontecimentos e a vontade dela de te conhecer e deu nisso- Sorri encabulada.

–Ela quer me conhecer?- Ergueu as sobrancelhas com aquele olhar e tom convencido. Eu assenti rindo dele- Então vamos conhecer minha sogra- Falou rindo e eu ri mais ainda dele.

Primeira fase concluída. Agora era só convencer papai.

Notas finais
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