Flame
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Capitulo 03:
–Sofia?- Ouvi alguém me chamando e me cutucando, abri os olhos e percebi que não estava em casa, e não era minha mãe que me acordava, mas que ainda estava no carro e Seth me chamava.
–Hum?- Perguntei piscando, meus olhos estavam embaçados.
–Estamos chegando- Falou e eu reparei que algumas casas apareceram me ajeitei no banco e esperei. Seth parou em frente a uma casa simples de dois andares e de madeira, simples, porém parecia sem bem aconchegante, desci do carro e ajudei a tirar as 4 malas do carro, puxei duas e Seth mais duas. Ele nem bateu, somente abriu e entrou- Helena!- Chamou e logo uma mulher morena, de olhos pretos e puxados, cabelos negros e estatura mediana apareceu secando a mão em um pano de prato.
–Olá Seth- Olhou para mim e abriu um lindo sorriso- Então você é a bela Sofia?! – Perguntou vindo e me abraçando em um abraço gostoso, um abraço de mãe.
–Sou- Falei quando nos afastamos.
–Você é mais bonita do que John descreveu, deve ter puxado sua mãe- Riu.
–Ah, ela diz que eu puxei algumas coisas de John- Falei sorrindo, ela assentiu e então um garoto/homem veio da cozinha comendo um bolinho, ele olhou para mim e arregalou os olhos.
–Ei! Você é a Sofia!- Falou de boca cheia, Helena bateu nele com o pano.
–Garoto! Fecha essa boca e engole, não foi essa a educação que eu te dei. Respeite sua irmã- Falou. Ah, então aquele era Daniel
–Ah, tudo bem Helena, na verdade minha amiga era assim também- Sorri e ela também.
–Me chame de Hele, querida! Esta com fome?- Perguntou e eu assenti- Então venha- Me chamou para a cozinha.
–To indo mãe, mais tarde eu volto, tchau maninha- Daniel disse e eu dei um tchau com a mão, então ele saiu com Seth.
–Hã, Hele?
–Sim?
–Eu já vou, eu preciso ligar para minha mãe- Falei.
–Tudo bem, vai lá, vou estar na cozinha- Disse e eu concordei. Sentei-me no sofá e liguei meu celular, assim que ligou apareceu uma mensagem de Susan, deixei para ler depois que ligasse para minha mãe. Disquei seu numero e esperei, no 4º toque atenderam.
–Sofia!– Joana falou.
–Oi Jô, cadê minha mãe?- Perguntei logo.
–Ela foi fazer uns exames, saiu daqui a uns 5 minutos... Ela vai demorar– Disse.
–Oh! Ok então, diga que eu liguei e que ela ligue assim que der tudo bem?
–Claro meu bem, chegou bem ai?
–Sim, tudo ótimo, já conheci meu irmão e madrasta, só falta meu pai, eles são ótimos- Falei realmente animada.
–Que ótimo! Viu? Não precisava ficar tão nervosa assim– Disse.
–É... Jô, eu tenho que desligar ok? Não se esquece de dizer para minha mãe ligar, beijo e tchau!
–Tudo bem, claro que não, beijo querida, tchau!– Desligou. Agora eu ia ler a mensagem de Susan.
“Como assim incomunicável? Certo se você esta pedindo, eu não ligo, mas eu quero saber de tudo, absolutamente tudo, quando você me ligar. Te amo azeda ♥”
Ri de sua mensagem, o bom de Susan era que ela não pressionava, se você quisesse contar ou não, não fazia diferença para ela, mas como somos melhores amigas ela deixava meu livre arbítrio um pouco de lado. Deixei para ligar para ela no outro dia, afinal, eu não sabia que horas eram no Brasil, eu teria que ver isso depois. Larguei o celular no criado mudo do lado do sofá e fui para a cozinha. Helena estava fazendo um bolo de chocolate, tinha certeza que meus olhos brilharam quando eu vi pedaços de chocolate em cima da mesa, roubei um e me sentei de frente para Helena que riu da minha traquinagem.
–Igual a Daniel- Sorriu balançando a cabeça negativamente. Sorri de volta.
–O que mais a gente tem de parecido?- Perguntei realmente interessada.
–O jeito de sorrir, até o jeito de andar é parecido- Riu – Se Daniel não fosse moreno e você loira, diria que eram gêmeos!
–Gêmeos? Meu Deus Hele, não! Você já viu o tamanho do seu filho? Ele tem o que, 1,85 , 1,90? Eu tenho 1,70 se não menos! –Ri.
–Ah mais não tem nada a ver! Você é linda querida! Até puxou os olhos verdes de sua mãe não?- Falou, ok, eu não sou tão linda assim, eu sou bonita- modéstia a parte -, loira, não tão branca, olhos castanhos encobertos pelas lentes verdes, 1,70 de altura, um corpo mediano e adequado.
–Na verdade, são lentes – Disse e ela me olhou confusa.
–Por que você usa lentes verdes?
–Não gosto da cor dos meus olhos, é sem graça- Dei de ombros.
–E qual é a cor deles?- Perguntou enquanto despejava a massa na forma.
–Castanhos- Ela olhou para mim com uma expressão divertida.
–Aposto que eles são lindos, você que ainda não percebeu!- Sorri.
–Não conta pra ninguém não tá?
–Claro, vai ser nosso segredo- Fez um movimento como se estivesse fechando um zíper na boca e piscou, eu ri e roubei mais um pedaçinho de chocolate.
–Hele!- Alguém chamou da sala.
–Seu pai chegou- Disse para mim- Aqui na cozinha querido!- Falou mais alto, então logo um homem de uns 1,80, moreno, cabelos negros e olhos castanhos, um porte físico atlético, alguns fiozinhos brancos perdidos, se fez visível. Ele parou entre o balcão e a parede, já que o balcão servia como divisória da sala para e cozinha, e me encarou admirado. Eu fiquei de pé, de frente para ele e encarei-o também.
–Sofia?- Perguntou com a voz falha e os olhos enchendo de lagrimas, assim como eu. Eu assenti e ele abriu os braços, olhei por alguns segundos para seus braços e corri até ele, pulando em seu colo. Ele me apertou e senti pingos em meus ombros que estavam descobertos devido à regata que usava- Você se parece tanto com ela- Falou.
–Todos dizem isso– Sussurrei. Por mais emocionante que seja o reencontro, eu não conseguia chorar, apesar de ser uma manteiga derretida, como mamãe dizia, é só que para mim, ele ainda era um estranho. Um estranho que era meu pai, um estranho que era meu irmão, uma estranha que era minha madrasta e uma cidade estranha. E por mais que isso soe mais estranho ainda, eu me sentia em casa, me sentia bem aqui. Sabe aquela sensação quando você chega em casa depois de dias fora? Uma sensação de conforto de poder deitar na sua cama e tomar banho em seu banheiro. Era assim que eu me sentia.
John me soltou, passou as mãos pelos meus cabelos, em minhas bochechas, braços e pegou minhas mãos. Olhando-me ainda admirado.
–Parece uma boneca- Riu de suas palavras e eu sorri, olhou para Helena e esticou a mão chamando-a, ela pegou sua mão e o beijou, abaixei a cabeça, pois eles eram um casal que dava vergonha de olhar se beijando, pois havia tanto amor ali, que você podia pega-lo com a mão. Então abraçou nós duas- Minhas mulheres- Rimos.
Ele disse que ia tomar banho e eu continuei na cozinha, até ajudei Hele a preparar o recheio e cobertura do bolo, que era para um aniversario, segundo ela. Hele trabalhava com pequenas encomendas de doces, eu me ofereci para ajudá-la e ela aceitou de bom grado, dizendo que já que Daniel era homem e tinha suas obrigações como homem não podia ajudá-la, então eu seria de boa ajuda.
Notas finais
É isso, beijos, um óotimo feriado de Natal, e deixem reviews rsrs' deixem esse presentinho para mim ;*
Fale com o autor