Flame
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Capitulo 13:
-Vamos Sofia?- John apareceu no escritório me chamando para ir embora, olhei no relógio e já eram 5hr45min. Nossa o tempo passou e eu nem notei, bom, depois que Jacob veio aqui e dos beijos, fiquei meio no ar e eu não o vi depois disso.
-Ah, vamos sim!- Falei pegando meu casaco. No caminho de volta, fomos como na vinda, em silencio.
(...)
-Então, como foi seu primeiro dia de trabalho?- Helena perguntou colocando o jantar na mesa.
-Ah... Foi ótimo!- Disse sorrindo e lembrando o meu ótimo primeiro dia de trabalho.
-Gostou tanto assim de ficar dentro de um escritório praticamente o dia inteiro?- John perguntou.
-Ah, eu não fiquei o dia inteiro dentro do escritório- Falei enquanto colocava a lasanha no prato- Teve o horário de almoço, que voltamos para La Push e eu ia observar os garotos às vezes- Dei de ombros.
-Observar os garotos?- Dan perguntou levantando uma sobrancelha.
-Ah, não enche- Reclamei e comecei a comer.
(...)
“-Vamos Claire, Emily disse para chegarmos antes do jantar- Falei pegando em sua mãozinha e ajudando a limpar seu bumbum que estava cheio de areia.
-Tia Emily dixe que ia faze lasanha- A pequena tagarelou- Eu adooooro lasanha- Ri de seu jeito, me virei e comecei a andar de mãos dadas com ela, de repente um homem aparece em nossa frente, tipo do nada! Ele era extremamente pálido, grande, forte, cabelos castanhos e o que mais chamava atenção era seus olhos vermelhos escarlates, automaticamente me lembrei do sonho que tive em que corria pela floresta com exatamente esse homem atrás de mim. MEU DEUS! Eu vou ser morta por ele.
Peguei Claire no colo e dei um passo para trás, ele deu um mais pra frente pendendo a cabeça para o lado, me observando curioso. Dei outro passo para trás e indo para o lado, e deu outro para frente, comecei a andar para o lado e indo para frente, nunca deixando de olhá-lo, quando cheguei ao ponto que queria, me virei e comecei a correr o máximo que conseguia com Claire no colo, olhei para trás e ele sorria debochado e vinha andando atrás de nós.
-Não vai conseguir escapar de mim!- Cantarolou, num segundo ele estava andando calmamente e no outro estava nas minhas costas, paralisei descendo Claire do meu colo, para ele não encostar-se a ela, ele cheirou meu pescoço- Realmente, você é muito cheirosa, imagino o que você iria se tornar- Sussurrou em meu ouvido.
-Por favor- Comecei com a voz baixa e tremula- A deixe ir, é só uma criança, por favor! Por favor- implorei, ele pareceu analisar e chegou até a cheirar Claire, mas fez uma careta.
-Cachorros malditos- Foi o que ele disse quando cheirou Claire- Vá, antes que eu me arrependa, até por que você não me serve- Falou para Claire que olhava apavorada para ele, puxei ela para perto de mim e agachei.
-Claire, escuta a tia, corre. Tá? Corre o máximo que você puder e não olha pra trás, corre pra casa da Tia Emily, vai- Empurrei a pequena que ficou hesitante, empurrei de novo gritando um vai novamente, lagrimas corriam por seu belo rostinho, e corriam pelo meu também. O homem me pegou pelo braço e me levou floresta adentro numa velocidade incrível, seu toque era frio, completamente diferente do das pessoas de La Push.
-Olha como eu sou um bom samaritano, vou dar um tempo para você correr e escapar- Sorriu- Vai, seu tempo esta passando... – Comecei a correr desesperadamente- Tic Tac- Ouvi sua voz vindo de algum lugar da floresta, as arvores balançavam e o céu se fechou pronto para uma tempestade, de repente eu vi meu sonho se concretizando, eu corria desesperada, então a floresta se calou, só ouvia os sons que eu produzia, então eu cai e sua risada preencheu o silencio absoluto da floresta, me virei e vi ele, com seus olhos vermelhos horripilantes e seu sorriso da morte, dessa vez eu não pisquei, ele veio lentamente até mim, mas esse não foi o final do meu outro sonho, ele me pegou pelo pescoço e me imprensou contra uma arvore, cheirou meu pescoço novamente e rasgou minha blusa passando as mãos frias e asquerosas pelo meu seio, gritei e ele riu, dizendo que ninguém iria me escutar, passou a mão pela minha barriga e parou no botão da minha calça, mas então um lobo enorme aparece e tira aquele homem de cima de mim, eu assistia outros aparecerem apavorada.”
Acordei ofegante, suada e tremendo. Meu deus, isso foi tão real, pensei passando a mão pela minha testa. Olhei para o relógio que marcava 6hr11min. Meu Deus vai ser sempre assim? Eu estava ficando com medo de dormir e sonhar com esse tipo de coisa tinha medo de acontecer, por que varias vezes eu já sonhei com algo e aconteceu... Como uma visão do futuro. Só que sempre eram coisas bobas, momentos alegres e não aterrorizantes desse jeito.
-Sofia?- Escutei a voz de meu pai, olhei a porta e ele estava com metade do corpo para dentro do quarto.
-Oi pai?- Respondi ajeitando meu cabelo- Já vou me arrumar pra gente ir, é rapidinho- Anunciei.
-É sobre isso que eu ia falar, pode voltar a dormir se quiser, caiu uma arvore na estrada e não vai dar para ir hoje- Falou e eu ergui as sobrancelhas e assentei concordando, ele sorriu e fechou a porta, um trovão cortou o silencio que se instalou em meu quarto, levantei e fui escovar os dentes, voltei para o quarto, peguei uma coberta e desci enrolada nela. Larguei-a no sofá e fui tomar café, assim que terminei fui para a sala novamente, Daniel estava sentado, então eu peguei a coberta, um travesseiro que coloquei em seu colo e deitei, Dan riu e ficou fazendo carinho em meu cabelo. Logo John e Helena também estavam na sala assistindo um filme de comédia qualquer, escutei meu celular tocando lá em cima e subi correndo, atendi sem olhar quem era na pressa antes que desligassem.
-Alô?
-Filha? Te acordei?- Mamãe perguntou.
-Não mãe- Percebi que minha voz estava rouca, talvez por isso ela achasse que tinha me acordado- Já estava acordada.
-Ah é! Esqueci que agora meu bebê trabalha- Riu do outro lado da linha, mas... Como ela sabe que eu estou trabalhando?
-Hoje eu não vou trabalhar, caiu uma arvore na estrada... — Falei e ela fez um som de concordância- Como você sabe que eu estou trabalhando?- Perguntei curiosa.
-Tenho minha informante- Riu novamente- Helena me contou querida.
-Ah sim! Viraram amigas, até sei pra que!- Fiz bico e ela riu.
-Pra que Bonequinha?- Perguntou se fazendo de desentendida.
-Para ficarem fofocando se eu arranjei ou não um namorado, que coisa feia Drª. Mars- Falei rindo e até pude imaginar sua falsa cara de ofendida.
-Que isso, eu não faria uma coisa dessas.
-Mamãe!- Falei no tipo: “eu te conheço e sei que faria.” Ela riu.
-Ok, você não conta, tenho de me informar! Quem é Jacob Black?- Perguntou.
-Mãe!- Exclamei e ela disso um “o que?”- É só um amigo- Falei envergonhada.
-Amigo? Ah! Vamos lá, Sofia! Não precisa esconder nada de mim, sabe disso!- Falou me incentivando.
-Ok, ok! Nos beijamos uma vez, eu disse uma vez- Falei logo tratando de baixar a bola dela que soltou um gritinho.
-Hum, isso esta me cheirando a namoro- Disse sapeca.
-Sabe o que eu acho?- Ela respondeu com um “hum?”- Que você quer me casar logo e me enxotar de casa- Falei com uma voz estranha, entre decepção e indignação, claro, falsamente. Ela gargalhou.
-Own Bonequinha, é claro... – Soltou e eu soltei um som de surpresa e indignação- que não! Você é muito nova para casar ainda!- Riu e eu ri junto.
-Como você esta?- Perguntei mudando de assunto e ficando séria.
-Estou bem, nova em folha! Sinto-me ótima- Me respondeu.
-Que bom mãe, então logo você pode vim para cá! O que você acha?- Perguntei.
-Eu acho que você não consegue viver sem mim.
-Meu Deus! Como você adivinhou? Nada convencida você, não é?- Ri.
-É somente um fato!- Riu- Bonequinha eu vou desligar, tenho que ir no hospital pegar os exames- Falou.
-Ta bem, te amo, beijo- Me despedi.
-Beijo, também te amo- Desligou.
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