Fix a Heart - Klaroline
11 Capítulo 9
Notas iniciais
PDV Autora:
—Finalmente vocês chegaram! – Disse Rebekah indo abraçar o irmão, juntamente com Kol. Klaus e Caroline haviam partido de Paris no dia seguinte, e quando chegaram, o britânico levou a namorada para a casa dos Forbes.
—Nós sentimos sua falta no ano novo—Comentou Kol.
—Eu também. Sabiam que o Finn estava com a Sage e a filha em Paris?
—Não! Ele nem deixou nós vermos a filha adotiva deles, imagina saber o que está acontecendo!
—Vou colocar minha mala na casa. A história é meio longa.
...
Caroline estava terminando de arrumar suas coisas de sua mala para depois descansar, afinal, a viajem havia sido cansativa.
—Oi! – Exclamou Elena chegando no quarto da Caroline—O Damon me disse que você tinha chegado. Como se foi de viajem?
—Ah, você já deve saber de tudo porque a Gossip Girl tinha espiões.
—Mas há coisas que dá para esconder.
—E com certeza não foi a perca da minha virgindade —Disse Caroline sem humor.
—Provavelmente— Fez uma pausa—Caroline, eu estava lembrando da sua viajem aos 14 anos, e você nunca me contou o porquê de uma tão apressada e por tanto tempo. A propósito, a Gossip Girl não comentou nada sobre isso.
Caroline não podia deixar de ficar nervosa quando falavam sobre isso. Aquela viajem tinha sido onde ganhara e perderam muitas coisas, coisas que não gostavam de lembrar.
—Porque você está me perguntando isso? Damon te contou algo? – Fazia perguntas, nervosa.
—Não, mas agora fiquei curiosa. Como você pode ter escondido um segredo da sua melhor amiga? – Perguntou Elena verdadeiramente indignada.
—Às vezes existem segredos entre nós, Elena. É necessário.
—Eu nunca guardei segredos de você! – Defendeu-se Elena.
—Qual é Elena, eu tenho certeza que se não fosse a Gossip Girl nós não saberíamos sobre você e o Damon por um bom tempo—Acusou e Elena obteve-se calada afinal, era verdade—Viu, todo mundo tem segredo, e esse é um segredo de família. Se me der licença, eu já terminei aqui e quero descansar da viajem.
—Mas...
—SAIA! – Gritou. A Gilbert olhou a amiga por um tempo e saiu do quarto.
Caroline sentou na cama.
Ela não precisava ter gritado com Elena daquele jeito, mas era a única opção para não contar a verdade. Mais um pouquinho e ela não aguentaria guardar esse segredo tão assustador só para ela. Era necessário, aquele segredo ficaria com ela para sempre juntamente com a dor.
Mas quem implantara aquela dúvida na cabeça de Elena? Afinal, já fazia um bom tempo... A mente de Caroline só conseguiu captar um nome.
Damon.
—O que você contou a Elena? – Perguntava furiosa.
—Depende de quando, maninha. Na cama por exemplo...
—Não me venha com essas brincadeiras, Damon! Você sabe que é sério. Ela veio me perguntando sobre a viajem que nós fizemos aos 14 anos, isso quer dizer que você deixou escapulir alguma coisa. Damon, se alguém souber o que aconteceu... – Caroline engoliu o choro. Damon percebeu o assunto que se tratava.
—Eu não disse nada, Caroline! A Elena ficou xeretando minhas coisas e encontrou uma foto minha com o Finn. Eu expliquei que o conheci na nossa viajem e ela começou a fazer perguntas sobre o porquê de nós nunca falarmos sobre o que aconteceu. Nós fizemos um juramento, Car. É uma coisa de família, Caroline. Nunca contaria, nem por Elena.
—Desculpa, Damon. É que, só o pensamento de isso tudo vir à tona me assusta— Ela explicou, e o irmão aconchegou-a em seus braços.
—Eu sei maninha, eu sei.
Enquanto eles ficavam abraçados, Klaus estava do outro lado da porta. Ele veio ver a namorada, e como não estava no seu quarto nem no de Stefan, foi ao quarto de Damon. Mas apenas escutou ao ouvir os gritos.
...
Toc. Toc. Toc.
—Quem é? – Perguntou Caroline.
—Seu namorado—Respondeu e a Forbes sorriu e depois abriu a porta para Klaus, dando um beijo demorado no mesmo.
—Senti sua falta! – Reclamou ela.
—Mais já? – Perguntou.
—Cada segundo que eu passo sem você já é um enorme motivo para dar saudade—Pulou em cima dele, enlaçando suas pernas em sua cintura, e voltando a beijá-lo.
—Gosto quando fica com saudade de mim—Ele respondeu fechando a porta do quarto enquanto Caroline beijava seu pescoço.
Klaus jogou a namorada na cama, voltando a beijá-la com brutalidade. Ela ficou por cima, desabotoando a camisa dele, até que foi interrompida.
—Espera, Caroline. Eu tenho uma coisa para contar —Ele disse e ela o encarou—Eu escutei sua conversa com o Damon.
—Klaus...
—Eu sei que você não quer contar esse segredo a ninguém, mas pense um pouco. Você sabe que pode confiar em mim.
—Klaus, você quer mesmo conversar sobre segredo enquanto eu estou em cima de você? —Perguntou ela disfarçando o nervosismo com a sedução. — Qual é, Klaus. Suas mãos estão em minha perna e eu já estou sentindo seu amiguinho dá sinal de vida.
Voltou a beijar o pescoço do Mikaelson, distribuindo chupões e mordidinhas.
—Caroline, nós precisamos conversar—Ele falou em tom baixo, mas ela ignorou rebolando em cima dele—Dane-se!
Algum tempo depois...
—Eu falei sério—Exclamou Klaus terminando de vestir-se—Eu preciso saber.
—Porquê? Porque é tão importante saber isso? Não vai alterar nada—Reclamou ela.
—Porque eu fiz as contas. Seu irmão mencionou o Finn e quando você tinha 14 anos foi exatamente quando Finn veio visitar Los Angeles. Esse segredo tem a ver com a minha família, afinal você também é minha família.
—Klaus, eu não.
—Eu tenho pesadelos a noite porque meu pai me batia, Caroline. Cada coisa errada que toda criança faz, era irrelevante para o meu pai. Eu levava uma surra por dia, e quando não era eu o culpado, eu levava o culpa pelos meus irmãos. Eles tinham no máximo 3 anos e eu 5. Parecia mais justo eu levar — Confessou.
—Ah meu Deus, Klaus! – Exclamou Caroline abismada—Quanto tempo isso durou?
—Até meus 13 anos, quando eu fui para o colégio interno. Minha mãe tinha pena de mim, mas não podia fazer nada. Foi um alívio quando meu pai morreu e eu me sinto horrível ao falar isso.
—Não sinta. Ele fez por merecer o seu alívio.
—Caroline, eu acabei de contar um segredo que eu nunca contei nem a Rebekah. Kol e Esther eram os únicos que sabiam que eu não caía da escada sem querer, ou que eu não fui atropelado de carro. Eu confiei meu segredo a você, porque eu te amo. Eu espero que você me ame o suficiente para me mandar contar o seu segredo. Você ama?
Houve um longo minuto de silêncio. Caroline não sabia o que fazer. Ele acabara de contar um segredo guardado há mais de 20 anos. Será que ela o amava para contar o que aconteceu?
—Sim Klaus, eu amo você o suficiente para te contar. É melhor sentar, tem muitas coisas que você precisa saber.
PDV Katherine Pierce (Katerina Petrova).
—Katerina? – Conhecia aquele sotaque gentil e superior de longe. Como era possível?
—Elijah—Sussurrei ao virar e encontrar um sorriso cordial em seu rosto—O que você faz aqui? As duas da madrugada!
—Niklaus permitiu que eu trabalhasse com ele aqui em Los Angeles. Ele fez um acordo com o Finn.
—Mas, você disse que nunca mais ia voltar! Você disse que as empresas precisavam de você.
—Klaus colocou Freya, minha irmã mais velha para lá. Eu não voltaria por ela, mas Klaus de algum jeito conseguiu.
—E você achou que simplesmente voltaria e pronto, seus problemas comigo desapareceriam? Você me magoou, Elijah! Disse que não voltaria. E se eu estiver com um namorado agora?
—Você está? – Me derreti ao ver a cara de desespero de Elijah e acho que passei tempo demais derretida já que ele estava a ponto de chorar—Tudo bem. Eu te deixei livre e te mandei seguir em frente, você percebeu que acabou e seguiu. Desculpa por ter vindo até aqui, eu não tinha ideia de que você... Adeus, Katerina.
—Elijah, espera! – Finalmente consegui sair dos meus devaneios e corri em sua direção, dando-lhe um beijo—Você não escutou o “e se?”. Acha mesmo que eu simplesmente iria para os braços de outro.
—Rebekah diria que isso é muito a cara de “Katherine Pierce”.
—Mas eu não sou Katherine Pierce com você. Com você, eu sou Katerina Petrova.
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