Fix a Heart - Klaroline
4 Capítulo
Notas iniciais
PDV Elena Gilbert.
–Vamos lá garotas! 5, 6, 7, 8 – Caroline passava a coreografia para as líderes de torcida, outra vez. Ela nunca teve o que reclamar delas, sempre pegavam as coreografias rápido, não era de esperar menos de uma capitã excelente como ela. Após alguns um bom tempo ensaiando, o fim do ensaio chegou. Depois do vestiário eu, Caroline, Davina e Bonnie fomos encontrar Rebekah, pois seu curso extra era natação, onde era muito boa.
–Hey Bekah! –Chamei e a loira veio em nossa direção (ela já tinha trocado de roupa, mas o cabelo ainda estava molhado) – Aqui está o seu.
Entreguei um convite intitulado “Night Fairy”, uma festa do Pijama. Entreguei a mim também e outro a Davina.
–Meus pais viajaram e só voltam amanhã, e o Jeremy vai dormir na casa do Matt, a Margaret dorme cedo então a casa é nossa! – Avisei.
–Night Fairy, belo nome! – Davina elogiou– Mas a Katherine pode arruinar tudo!
–Ela vai dormir na casa da Lexi, a única amiga que ela tem–Respondi. Preferi ocultar o fato que eu descobri sobre um amante que ela tem.
–Nesse, caso, vejo vocês a noite! – Eu exclamei– Agora eu tenho que ir, tenho prova de Álgebra amanhã.
–Eu também– Responderam Rebekah e Caroline responderam.
–Tenho que ir, minha mãe vai me matar se eu demorar hoje, mas conte comigo para a festa– Bonnie diz saindo. Antes que pudéssemos falar alguma coisa nossos celulares soltaram um bipe.
“Festa do pijama?
Pois é L.A! Eu poderia começar o post com “Elite do Segundo ano tem noite do pijama”, mas a Davina é do primeiro, então... Enfim. A nossa Princess E. acabou de convocar a Little D, Bonnie Bennet, Pricess Perfect Mikaelson e nossa amada/odiada Queen C. Uma pena eu não ser convidada, mas estarei ocupada mesmo. Tenho certeza que terei voluntários para enviar-me fotos ou segredos das nossas elites preferidas”
–Mas o corredor está vazio! – Rebekah exclamou indignada.
–Pelo menos agora sabemos que não é nenhuma de nós– Disse e todas rimos.
–Caroline, pode ir até a porta da escola convencer o Nik a me deixar ir? Ele sempre te escuta! – A Mikaelson junta as mãos implorando.
–É Caroline, o Klaus sempre te escuta! – Provocou Davina e Caroline mostrou a língua para ela.
–Ok Rebekah. Eu vou com você– Caroline responde e Rebekah bate palminhas em sinal de felicidade, e assim elas saem pelo corredor.
–Vai me contar o que está te deixando estranha? – Davina perguntou.
–O quê? Eu não estou estranha! – Respondeu.
–Você errou a coreografia da Caroline, você nunca erra! Pode ir contando, sabe que pode confiar em mim– Ela diz e eu suspirei. Tinha que desabafar com alguém.
–Ontem de madrugada, eu peguei a Katherine com um cara– Expliquei.
–Conta uma novidade! – Comentou.
–Não, não era um cara qualquer! Ele dizia que estava indo embora coisa e tal e ela disse que o amava! Eu parei de ouvir porque eles começaram a se agarrar– Davina riu e eu continuei– E de manhazinha ele deu um beijo na testa dela e saiu. Ele tinha a chave de lá de casa!
–Primeiro ela disse que o amava, isso já e suficiente para ser estranho. Segundo, como ele tem a chave da sua casa? – Questionou histérica.
–Eu não sei, mas isso significa que é um caso de muito tempo! – Respondi.
–E você vai averiguar? – Ao fazer a pergunta, ela me olhava com uma espécie de... pena. Acho que de Katherine.
–Eu vou me trancar com ela no quarto e vou fazer pergunta ela cara a cara. Ela vai ter que responder, ou eu conto aos nossos pais. Mas antes, vou passar em um lugar.
–Boa ideia–Sorrimos uma para outra e saímos pelo corredor.
PDV Autora
–Ah, vamos lá Nik, deixa! – Implorava Rebekah, mas Klaus parecia irredutível.
–Klaus é só uma noite! A casa dos Gilbert é o ponto mais seguro de L.A eu juro! – Caroline tentava convencê-lo.
–Os pais dela não estão em casa! – Klaus diz.
–Mas eles chegam pela manhã! – Explicou a Forbes.
–Tem certeza– Ele parecia reconsiderar a ideia.
–Tenho! – Respondeu Caroline.
–Que horas é para estar lá– Ele suspirou antes de falar, e isso foi levado como um sim. Rebekah começou a dar pulinhos de alegria e o abraçou. Caroline sorriu.
–Às 6 horas– Disse e ele assentiu, observando a loira de cabelos cacheados. Ficamos um tempinho assim.
–Quando eu falo que Klaroline é real, ninguém me escuta! – Diz Rebekah despertando-os do transe.
–Eu já vou indo– murmurou sem graça saindo rapidamente. O que diabos foi isso? – Pensou
Chegou ao meu carro e deu partida para casa, controlando seus pensamentos insanos sobre aquele britânico loiro. Quando chegou em casa, subiu para o seu quarto sem dar nem “oi” para a mãe, que provavelmente acabara de chegar. Quando chegou no quarto, tomei um susto.
–Elena!
–Eu preciso conversar com você. – Avisa enquanto levanta da cama da loira.
–Precisava me dar esse susto?
–É sobre o Damon– Seu sorriso irônico murchou assim que ouvi o nome do último.
–O que tem ele?
–Caroline, porque você o odeia? Quer dizer, ele é seu irmão! E você não o odeia desde sempre, vocês eram tão unidos. Apesar da Katherine fazer tudo o que faz, eu não a odeio de verdade, e o Damon nunca fez nada para você e você o encara desse jeito.
–Você não sabe nem da meia metade. Eu estou só te protegendo!
–Então me conta, Caroline! – Aproximou-se mais da garota– Nós somos amigas desde os 9 anos. Você pode me contar.
Suspirou derrotada, ela tinha que contar. Ela não tinha escolha.
–Lembra quando eu passei onze meses fora com minha família, nos meus 16 anos? – Perguntou e ela assentiu– O Damon conheceu uma garota. Ela ficou muito amiga minha, só que aí a garota começou namorar o Damon, e ficou obcecada por ele. Só que ele traía ela todas as noites, e eu a avisava, mas ela dizia que ele a amava. Então ela descobriu, e veio para cima de mim dizendo que eu sabia e nunca havia contado a ela. Meu ódio por ele começou assim. Meu medo é que ele faça isso com você, Elena e se eu sofri por uma amiga qualquer, imagina com minha amiga de sempre.
–Caroline, eu confesso que não sei se o Damon me ama, mas tenho certeza que se não der certo, nossa amizade não vai acabar assim. Somos amigas para sempre, com ou sem Damon. Eu te amo muito mais do que um dia poderei amá-lo– Discursou a irmã de Katherine, e as duas se abraçaram.
–Eu estou confiando em você–Caroline pega nas mãos da amiga.
–Outra coisa, se aquela amiga fosse sua mesmo, ela não teria duvidado de você. Se você me contasse que Damon está me traindo, eu saberia que você não estava mentindo. Mas o tempo passou, Caroline. Talvez ele tenha mudado, talvez não. O que eu sei é que você não pode mais ficar brigada com seu irmão.
Elena saiu do quarto da amiga após dar um beijo em sua bochecha, deixando a loira no quarto, cheia de coisas na cabeça.
PDV Davina Claire:
Eu estava no meu quarto, pensando no Kol. Grande novidade. Desde o dia que o conheci não parei de pensar nele, e também de evitar ele. Eu não deveria ter o beijado naquela noite, eu o conheci naquela noite! Me sinto uma vadia. Ok, não é para tanto.
–Oi! – Disse uma voz na porta do meu quarto.
–Rebekah, oi! – Respondi surpresa–Entre.
Ela sentou na cama e eu também.
–Eu vim conversar. Sobre o Kol– Fiquei sem cor quando ela mencionou o Mikaelson.
–Rebekah...
–Deixe-me dizer. Kol nunca foi um príncipe encantado. Ele pega as garotas que quiser, quando quiser e como quiser. E não acredito que sua intenção com você era diferente–Explicou e eu abaixei a cabeça– Mas alguma coisa você fez certo.
–O quê? – Perguntei confusa, tentando conter o sorriso.
–Ele está triste desde que você estava o evitando. Ontem eu vi ele acariciando uma foto sua e acredite em mim, ele não faz o tipo romântico. Kol ainda não fez nada porque ele é medroso, mas ele gosta de você. – Discursou– Eu só quero dizer que... Se você realmente gosta dele, vá em frente. É recíproco.
–Eu sinto medo–Respondi– Eu já fui magoada uma vez, por um cara, o nome dele era Oliver. Eu era fruto de uma aposta, e eu realmente gostava do cara. Tenho medo que ele faça isso comigo.
–Não posso te garantir nada, mas Kol não fez aposta nenhuma. Sei reconhecer quando alguém faz uma aposta–Respondeu e eu sorri.
–Eu não estou pronta, agora. Mas vou tentar falar com ele–Eu digo e ela sorri.
Já está na hora. Eu preciso me deixar ser feliz.
PDV Davina Claire OFF.
Hora do Night Fairy.
PDV Autora.
Elena preparou os colchões, as comidas, já eram 5:55. Katherine já tinha saído e Jeremy também, Margaret já estava na cama. Elena só esperava as amigas. A campainha tocou anunciando a primeira convidada.
PDV Elena Gilbert:
–Qual é a senha? –Perguntei.
–Gossip Girl não é convidada! – Respondeu Rebekah, e eu abri a porta.
–Entra!!!!
Entramos e ela foi logo deixando sua bolsa na sala e indo se sentar. Antes que eu me sentasse com ela, a campainha tocou novamente, e, após a senha, revelaram Bonnie e Davina, ela foram colocando o filme e a campainha revelou nossa última convidada.
–Queen C chegando! – Cantarolou Caroline.
–E aí, o que vamos fazer agora? –Perguntei.
–Assistir “um amor para recordar”, é claro! – Todas concordaram, até Rebekah, que não suporta drama.
Nos servimos de pipoca e refrigerante. Após o filme, todas estávamos com lágrimas nos olhos e cantando a trilha sonora “Cry”.
–Okay, Okay. Chega de chororô– Falei pegando os copos e a garrafa de Vodca– Quem quer brincar de “eu nunca”
–Sabe, eu só tenho 16 anos. Deveria processar você– Brinca Davina.
–Aham! Davina, você bebe desde os 15. Essa carinha de santa não esconde nada! – Exclama Caroline.
–Ok! Eu começo– Mencionei– Eu nunca transei em minha vida.
Somente eu e Bonnie bebemos.
–Suas caretas.
–Elena, você tirou a sua semana passada– Disse Rebekah e eu mostrei a língua para ela.
–Minha vez! – Caroline disse– Eu nunca beijei os dois Salvatore’s.
Somente eu bebi.
–Você já ficou com o Stefan? – Perguntou Rebekah meio aflita.
–Eu estava bêbada, só para constar! – Disse tentando amenizar a situação, e ela deu um riso sem graça.
–Ok, minha vez–Disse Davina quebrando o gelo– Eu nunca quis bater na Katherine Pierce.
Todas bebemos e rimos. Passamos um tempo brincando de eu nunca, até que ficou chato. Assistimos “se beber, não case” 1 e 2 até que cansamos.
–Verdade ou desafio? – Perguntou Caroline e todas assentimos.
–Então Caroline, verdade ou desafio– Perguntei após a garrafa ter caído em mim e nela.
–Desafio– Disse com medo.
–Eu te desafio a dizer seus sentimentos pelo Klaus para todos nós– Desafiei– Qual é, Caroline, nós somos suas amigas, não vai matar confessar para nós. Não é para ele.
Senti seu suspiro.
–Eu acho que eu gosto dele– Começamos a dar gritinhos histéricos.
Giramos a garrafa e caiu em Bonnie e Davina.
–Verdade ou desafio D? – Perguntou maliciosa.
–Verdade.
–É verdade que você já beijou o Kol Mikaelson? E já passou disso?
–Sim, eu já me peguei com o Kol Mikaelson, Gossip Girl se encarregou de contar a todos. Mas não passou disso.
–Ok, já tivemos o que queríamos, agora nos trocar de dormir. Você primeiro Rebekah.
–O quê? – Perguntou confusa– Como assim.
–É uma tradição nossa. Você vai lá em cima, troca de roupa e a gente aplaude–Expliquei. Rebekah subiu e em minutos estava pronta. Ela usava uma calça de malha preta e uma blusa branca escrito “Beautiful Nightmare” com casaco-robe rosinha. Calçava pantufas de panda e tinha sua máscara estampada nas mãos escrita “WILD FOX”, além de ter uma trança de lado em seu cabelo.
–10 na roupa, amei o cabelo, excelente casaco robe perfeito! – Exclamou Caroline.
–Agora Rebekah diz a Davina! – Exclamei. Davina fez o mesmo processo de Rebekah. Quando desceu, vestia uma blusa rosa claro com pequenos botões em cima, e uma calça rosa. Calçava uma pantufa da Minnie e máscara de panda. Seu cabelo estava em um rabo de cavalo.
–10 na roupa, ótima escolha. Amei a pantufa e seu cabelo está perfeito! – Disse Rebekah sorrindo.
–Agora Davina para Bonnie! – Bonnie logo desceu com uma blusinha cinza escrita come back to the bed e um short xadrez. Davina disse 10 para tudo!
–Bonnie para Elena– Fui e me arrumei. Desci com uma blusa laranja escrito Kiss me e um short branco. Coloquei meu cabelo preso de lado.
Caroline usava uma blusa do gatinho, calça branca e cabelo solto.
Depois que dei 10 e disse que amava. Após isso, conversamos mais um pouco, nos aconchegamos no colchão e adormecemos.
PDV Caroline:
Acordei sem sono e fui até a janela da sala, mas tive uma surpresa ao ver que Rebekah já ocupava o lugar. Eu ia até ela, mas decidir fazer uma coisa. Peguei meu celular e subi para o quarto da Elena. Disquei um número.
“–Alô
–Damon? Sou eu, Caroline.
–Ah, oi praga. Aconteceu alguma coisa?
–Não, eu só. Eu sei que não foi sua culpa a minha amizade com a Fernanda ter acabado. Eu te amo, eu só queria que você soubesse disso.
Escutei apenas o silêncio.
–Eu também te amo, maninha. Mas da próxima vez que quiser declarar seu imenso amor por mim, liga mais tarde. São 5 da manhã!
Soltei uma risada.
–Até mais, Damon.
–Até mais, Car.”
Depois, voltei a sala e fui até Rebekah.
–Aconteceu alguma coisa? – Perguntei causando um pequeno susto da garota– Nós nos acordamos umas 11 da manhã em noite do pijama. Ainda são 5:00.
–Não é que– Ela parou, como se tivesse pensando se me contaria ou não–Agora é o horário onde normalmente o Nik tem crises de pesadelos.
–O quê? – Perguntei perplexa– Mas na noite que eu dormi na sua casa eu fiquei com ele até mais de 5:00 e ele não teve pesadelos!
–Foi a primeira vez. Eu acordei automaticamente para ir contê-lo, mas ele não estava no quarto, então eu fui procura-lo e encontrei vocês dois na sacada. Ele estava dormindo e parecia tranquilo. Com você, ele não tem pesadelos. Mas eu sei que você ainda gosta do Tyler e...
–Eu gosto dele– A interrompi– Eu realmente gosto dele. Não como eu gosto do Tyler. É mais intenso, me consume de todas as formas, é como se...
–Vocês fossem perfeitos um para o outro– Ela completou– É, eu sei como é.
Sorri.
–Sobre que são os pesadelos? – Perguntei.
–Ele não conta para mim. Só o Kol sabe.
PDV Klaus:
–Papai desculpa, eu não fiz por mal!
–Isso é para você aprender a não tira 9.8 novamente! Você tem que ser um bom menino!
–Eu vou ser papai eu prometo, mas pare por favor.
–Você quer que Kol pague por seus atos? Ou é melhor Rebekah?
–Não! Não faça isso com eles!
–Então admita que você merece apanhar, porque você não é um bom garoto!
–Eu mereço apanhar, porque não sou um bom garoto.
Mikael continuava a me bater com seu cinto, a dor começava a me anestesiar. Ele batia em tudo, eu já estava sem sangue, sem cor. Quando olhei novamente, tudo ficou escuro. Era a morte. Ela tinha chegado para me livrar dessa dor.
–Nik! Nik! – Tentava Kol parar com o meu pesadelo. Até que conseguiu. Ele estava com os braços envolta dos meus e eu suava frio–Você está bem?
–Não foi, nada, só um pesadelo! – Eu disse e ele me soltou, saindo do quarto, mas antes ele parou na porta e disse.
–Desculpa, Nik. Você apanhou muitas vezes por minha culpa, desculpa.
–Ele é um monstro– Respondi– E morreu. Você não tinha culpa do monstro que ele era.
E ele saiu. Eu fui a cozinha e tomei muito café. Não queria sonhar com ele de novo.
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