Fix You
1 Parte I
Notas iniciais
Fix You
Por: MaryRocambole
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“Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso...”
A multidão era pequena, mas no pequeno corredor do prédio, em frente ao mural de anuncio, tornava quando impossível à Sakura Haruno ver qualquer coisa senão cabeças e mais cabeças de pessoas tão ansiosas quanto ela.
Ainda assim, ela esgueirou-se como pode até enfim chegar na frente da folha de papel amassada. A lista de admissão da Todai.
Ela passou os olhos rapidamente pela lista, a procura da letra H. Uma, duas, incontáveis vezes...
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_ Saky? _ A voz preocupada suou ao longe, ou talvez perto, a Haruno não saberia identificar. O mundo parecia ter virado apenas um eco, enquanto ela sentia o olho arder pelo excesso de tempo sem piscar, e finalmente deu-se conta de que há algum tempo não respirava. _ Saky? Tá tudo bem?
As mãos grandes de Naruto Uzumaki agarram-na pelos braços e viraram-na, fazendo com que assim, Sakura olhasse nos olhos azuis e apreensivos do melhor amigo. Sua vista embaçou, devido às lagrimas, mas ela não conseguiu chorar.
_ Saky? O que houve? Você passou? _ Naruto começou a sacudi-la, nervoso. A rosada abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Seria aquilo que eles chamam de estado de choque? O mundo ainda estava em eco, e ela não conseguia mais lembrar de como era sentir qualquer coisa. O Uzumaki interpretou o silencio da amiga erroneamente, e ela assistiu o seu sorriso abrindo, enquanto ele a puxou mais para perto, finalmente abraçando-a._ Eu sabia que você conseguiria. _ Ela sentiu as lagrimas sinceras do garoto molharem seu ombro. Ele fora aquele que esteve ao seu lado, presenciando o quanto ela se esforçara.
Sakura fechou os olhos, correspondendo ao abraço do loiro.
Havia falhado.
“Quando consegue o que quer, mas não o que precisa...”
Shikamaru soltou a fumaça do cigarro, e acompanhou com o olhar ela se misturar a neblina. Já passavam das duas da manhã, e ele estava sentado, só, na sacada do apartamento de luxo. Como em todas as outras noites nos últimos dois anos.
Era um rapaz de família rica, do interior. Morava com a avó desde os quatro anos, quando a mãe falecera de câncer. O pai, menos de seis meses depois, casara-se de novo, e o rapaz tinha certeza que ele já vinha mantendo um caso com a colega de trabalho há um tempo.
Suas lembranças com os pais eram das intensas brigas até a madrugada.
Há dois anos, quando a avó falecera, ele voltara a encontrar o pai. Este já havia construído uma nova família. Tinha dois filhos com a metade da idade de Shikamaru, e a esposa não era mais a mulher que provocava repulsa do filho mais velho.
Seu pai tinha, agora, uma família perfeita. E não havia lugar para ele.
Alugara o apartamento próximo a escola pública onde estudara, recebia uma ótima mesada e evitava ao máximo ver o homem que havia abandona-o.
Ele fora tirado dos seus pensamentos quando a porta do banheiro se abriu. A companhia da noite era, como em todas as outras, uma loira. Examinou-a dos pés à cabeça. Estava em pé, no meio do quarto. Já vestia a roupa com que chegara mais cedo, e usava uma toalha branca para secar os fios dourados. Era bonita, muito. Mas agora, depois do efeito do álcool ter passado, ele já não mais entendia o porquê trouxera aquela garota para casa.
_ Pode deixar a porta encostada. _ Disse, direto. Nunca teve paciência para aguentar as garotas depois do sexo. Tudo o que queria no momento era fumar seu cigarro e voltar a perder-se em pensamentos.
A loira o encarou, incrédula, e abriu a boca na tentativa de dizer algo, mas fora interrompida.
_ Tem dinheiro pro taxi ali, no criado mudo. Tenha uma boa noite.
Desistindo, por fim, ele assistiu a garota abandonar a toalha em cima da cama e caminhar até a mesa, pegando muito mais do que o valor de um taxi, e sair, sem olhar pra trás.
Shikamaru contou até trinta, ouvindo a porta do seu apartamento fechar, e apagou o cigarro no cinzeiro de barro. Levantando-se em seguida.
Caminhou com calma até a mesa de escritório no canto do quarto, ligando o notebook. O aparelho acendeu, revelando a conta de email acessado. Uma mensagem na espera. Ele acendeu outro cigarro.
“Saudades.
Ino.”
“Quando se sente cansado, mas não consegue dormir.”
Naruto apertou o botão de trava do celular pela milésima vez na noite, apenas para destravá-lo um segundo depois e constatar novamente que não havia nenhuma mensagem de Hinata.
Ele bufou, jogando o aparelho de qualquer jeito em cima da cama bagunçada.
Por mais que nunca tivesse horário certo, não havia um dia desde que Hinata declarou-se apaixonada por ele e começaram a namorar, que a garota não o mandava uma mensagem de boa noite.
Era estupido, e no inicio ele até mesmo pensou em pedi-la para parar. Mas com o tempo ele se acostumou. Era bom se sentir amado. Era bom saber que fora o primeiro e último pensamento de alguém no dia.
Mas então eles terminaram. Hinata descobrira que o garoto a traíra. Um instante de fraqueza com a garota que a meses vinha dando em cima dele.
Ela devolveu a ele tudo o que tinha a dado e apagou todas as mensagens e fotos. Apagaria ele do coração, mesmo tendo de encontra-lo diariamente na escola. Mesmo sua turma sendo a mesma e sempre saírem juntos. Ela o esqueceria.
Mesmo assim, as mensagens continuaram.
O Uzumaki deitou-se na cama, jogando o travesseiro na cabeça, com raiva de si mesmo. Ele amava Hinata, mas não a ponto de sofrer por uma garota.
Então porque se incomodava tanto de ela não ter dado notícias hoje?
Será que a garota resolvera mandar a mensagem para outro alguém?
Apertou os olhos, tentando não pensar em nada. Apenas queria dormir.
Porque raios os olhos lavanda vinham em seus pensamentos toda vez que ele fechava os seus?
Tateou a cama, pegando o celular e destravando-o mais uma vez. Nada.
Naquela noite, Naruto não dormiu.
“Presos em marcha-ré”
Notas finais
Mas hoje no onibus ela não saia da minha cabeça... Então, tá aí.
Até o proximo.
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