Fix You

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Oi gente, eu fiz essa fic de ontem para hoje, porque eu estava com uma porção de hormônios me matando, ai pensei que como eu não conseguia escrever a outra, vim e fiz uma nova, capítulo único e grandinha até. Sterek é claro e eu adorei escrevê-la.Se vocês gostarem, favoritem, comentem e recomendem, por favor.Beijos da Beta :*

Fix You — Coldplay

Stiles estava dormindo, mais uma vez seu sono estava inquieto. Depois de ser possuído por um maldito Nogitsune, ele não sabia mais o que era ter uma boa noite de sono. Para ser sincero, quando acordou naquela madrugada pela terceira vez sobressaltado com um sonho inocente e completamente trêmulo com a ideia de estar dentro de uma ilusão de novo, ele percebeu que nunca teve uma boa noite de sono, não depois que sua mãe descobriu a doença, porque nada depois disso foi normal ou bom na vida do filho do xerife. No dia seguinte Stiles estava acabado, seus olhos fundos e com bolsas escuras embaixo, enquanto seu corpo parecia ter sido espancado por um lobisomem completamente fora de controle. Stiles estava um caco e precisava dormir, mas como?

– E aí bro, maratona de CS hoje na minha casa? — Stiles encarou Scott com uma lerdeza incomum.

– Tá. — Scott achou aquilo muito estranho, seu melhor amigo nunca, repetindo, nunca era monossilábico.

– Você está bem cara? — Scott encarou o amigo e percebeu que ele estava destruído. — Wow! Há quanto tempo você não dorme? — Stiles suspirou, estava irritadiço e cansado, perguntas estúpidas dos amigos não ajudavam em nada.

– Desde que você virou um maldito lobisomem Scott. — o lobo de queixo torto engoliu em seco. Conhecia aquele tom seco e sarcástico de Stiles, mas não esperava que seu mau humor o atingisse daquele jeito.

– Você só precisa dormir um pouco Stiles. — Scott tentou amenizar, mas Stiles estava cansado de tudo, ele só queria um pouco de paz.

– Só me deixe em paz Scott. — o garoto pegou sua mochila e saiu andando pelo pátio até chegar em seu jeep e desabar.

Stiles nunca se sentiu tão mal em toda sua vida. Era ruim não ter uma mãe que pudesse acolhê-lo quando ele se sentisse triste, um pai que não bebesse toda vez que lembrasse da mãe ou que não se entupisse de besteiras mesmo sabendo que aquilo poderia matá-lo, poderia fazê-lo partir cedo demais da vida do filho.

O garoto sabia que era injusto reclamar de Scott, pelo menos o melhor amigo e todos os outros amigos dele nunca o deixaram na mão, mas por sua causa Allison e Aiden estavam mortos, por sua causa sua mãe estava morta. Era sua culpa tudo dar tão errado na vida de todos e mesmo que ele tentasse empurrar com a barriga, seu problema não era perder o sono, era não ter a consciência limpa o suficiente para deitar no travesseiro tranquilo. Stiles não estava pronto para uma noite de sono, não com tantos traumas, não com tantas mortes em suas costas.

– Você está fedendo. — Derek o assustou, Stiles imediatamente escondeu o rosto coberto por lágrimas quando o lobo invadiu seu jeep o empurrando para o banco do carona e assumindo o volante.

– O que você quer no meu carro Derek? — Stiles tentou secar o rosto na manga da camisa xadrez, mas seus olhos vermelhos o denunciavam, fora o cheiro podre de tristeza que exalava dele.

– Não precisa fingir que não estava chorando. — Derek deu partida no carro e Stiles colocou o cinto soltando o ar com força.

– Eu não estou fingindo, só não estou a fim de chorar na sua frente. — Stiles respondeu seco. — Dá para explicar o que está fazendo dirigindo a merda do meu carro? — Derek encarou o garoto por meio segundo, ele não esperava encontrar o menino em um estado tão caótico, mas ele mesmo não sabia o que estava fazendo ali.

– Meu lobo me fez vir atrás de você. — o garoto jogou a testa contra o painel do jeep e bufou irritado.

– Vocês seres sobrenaturais tem algum problema comigo, certo? Não é possível que a porra do teu lobo seja tão ridículo a ponto de me procurar! Será que essa porcaria toda não pode me deixar em paz? — Derek encostou o carro em um cantar de pneus assustador, Stiles precisou se segurar e mesmo assim sentiu sua cabeça bater contra o vidro da janela lhe arrancando um gemido de dor. — Você está maluco? — o filho do xerife gritou soltando o cinto de segurança. — Desce da porra do meu carro seu lobo suicida! — ele exigiu.

– Stiles. — Derek sentia seu peito apertar cada vez que sentia a energia de Stiles crescer, o garoto estava fora de controle, irritado, triste e com raiva, muita raiva.

– Eu mandei sair Derek! — ele pediu com firmeza mais uma vez, mas Derek sabia que era tudo faixada.

– E se eu não sair? — Stiles encarou os olhos verdes do lobo e sentiu o nó tomar a garganta, ele não estava suportando mais, nem fazia ideia de quem poderia escutá-lo, entendê-lo, segurá-lo quando ele se desse por vencido e desabasse, e mesmo que tudo dentro dele implorasse para que não, ele estava caindo bem ali, na frente de Derek Hale o ômega que o desprezava.

Quando Stiles começou a chorar desesperadamente o lobo ficou sem reação por dois segundos, até se soltar do cinto e puxar o garoto contra o seu peito. Stiles quis recuar, se debateu, lutou, socou o peito do maior com toda sua força até seu ar faltar, os soluços espancarem o silêncio e ele desistir, se entregando ao aperto forte em volta do seu corpo. Derek permitiu que o garoto molhasse toda sua camisa, o acalmou com carícias delicadas na coluna, ouviu os soluços desesperados que esmagavam seu peito, acariciou os cabelos suados do filho do xerife e o trouxe cada vez mais para perto, até que estivessem tão juntos que não era possível dizer se Stiles estava ou não no colo do lobo.

Stiles já tinha parado de chorar, mas não queria se soltar daquele abraço que estranhamente o fazia sentir seguro e muito menos queria romper o silêncio e percebeu que Derek respeitou sua decisão de não falar. Derek viu o garoto se desvencilhar delicadamente e voltar a sentar quieto e encolhido no banco do carona, ele ainda observou o menor por mais alguns minutos até colocar o cinto e vê-lo o imitar podendo assim dar partida. Deixou Stiles em casa e a despedida não passou de um olhar de cumplicidade, entendimento e compreensão que deixava uma preocupação estranha no peito do lobo e uma insegurança pela separação assolando Stiles.

Em casa Stiles se sentia um pouco melhor, tinha chorado e recebido apoio. A falta de palavras de Derek o deixa confortável, ele sabia que nada do que dissessem à ele o faria sentir melhor, então o silêncio era a melhor coisa que Derek podia ter dado a ele, mesmo que ele não soubesse o que levou o lobo a cuidar dele. Ele nem sabia o que Hale estava fazendo na sua escola naquele momento, ele só sabia que o lobo dele tinha pedido por isso.

Naquela noite Stiles conseguiu dormir por seis horas e isso era mais do que ele poderia querer. Não teve nenhum pesadelo, sequer um sonho e se sentiu feliz por isso. Levantou e começou a se arrumar para a escola e quando viu Scott naquele dia tentou agir normalmente, mesmo que algo implorasse para ele se desculpar pela estupidez do dia anterior.

– Videogame? — Scott perguntou na saída.

– Vai ser bom. — o garoto deu de ombros tímido, não costumava se sentir assim com ninguém, mas Scott era como um irmão e ele não podia se dar ao luxo de perdê-lo por causa de uma estupidez própria.

– Você parece melhor hoje. — Scott comentou depois do caminho silencioso até sua casa e Stiles sorriu mesmo sem vontade.

– Consegui dormir um pouco. — eles entraram na residência dos McCall. — Como você está lidando com a coisa toda da Alli? — Scott desviou o olhar antes de soltar o ar com pesar.

– É difícil, ela não gostaria que eu ficasse chorando pelos cantos, mas é difícil. — os dois amigos se olharam em sinal de cumplicidade. — Eu sei o quanto é difícil para você também Stiles e também sei que boa parte disso tudo é culpa minha. — o garoto sentiu vontade de chorar de novo e não pôde evitar sentir raiva de si mesmo.

– Não é, na verdade não é culpa de ninguém. — ele suspirou tentando evadir o nó na garganta e o mau humor. — Videogame? — ele sugeriu encerrando o assunto.

– Melhor de três no futebol. — Stiles revirou os olhos e jogou a mochila no sofá.

Passar a tarde com Scott foi uma boa ideia, ele conseguiu respirar um pouco daquela leveza habitual que os dois tinham e sabia que mesmo com tantas coisas diferentes em sua vida ainda podia ter momentos comuns com seu melhor amigo, seu irmão. Em casa as coisas não estavam assim tão fáceis. Seu pai estava afastado da polícia por facilitar um monte de casos que envolveram Stiles e aquele excesso de acontecimentos inexplicáveis e sobrenaturais, mas o xerife preferia se prejudicar a ter que colocá-lo em uma clínica psiquiátrica ou na cadeia por motivos anormais que ele nunca poderia explicar, então usou a cabeça e deu um jeito de encobrir tudo, mas isso o colocou sob investigação e com isso foi afastado temporariamente do cargo, o tudo não facilitava em nada a administração da culpa em Stiles e tornava a relação dos dois muito complicada.

– Oi filho, você demorou. Como foi na escola? — John perguntou enquanto assistia a um jogo qualquer na sala.

– Normal, estava no Scott. — Stiles não conseguia olhar para o pai depois de saber que poderia ter destruído a carreira dele por causa das suas estúpidas ligações com aquele mundo sobrenatural e idiota.

– Stiles, por que não assiste ao jogo comigo? — John tinha um sorriso doce nos lábios, ele desejava intensamente ver o filho se recuperar daquele amontoado de esterco que o garoto passou.

– Estou um pouco cansado pai, vou subir. — o garoto não esperou uma resposta, apenas subiu.

Aquela noite ele teve um pesadelo. Estava preso como viu Derek preso uma vez em uma lua cheia em que todos estavam um pouco mais loucos que o normal, estava com sede, morria de frio por estar nu e podia ouvir vozes em todas as direções. Allison perguntava por que ele tinha feito isso com ela, Aiden repetia que as coisas não deveriam ser assim, ele quem deveria ter morrido, o mesmo com todas as outras vítimas e todas as mortes ocorridas em Beacon Hills desde que Scott virou um lobisomem, desde que ele se meteu naquela merda toda e o pior, ele não conseguia acordar. Estava tão assustado que nem se deu conta que gritava e que seu pai o agarrava forte contra a cama tentando contê-lo de se machucar, mas não foi suficiente, ele se soltou e foi parar no outro lado do quarto, escorregou as costas na parede e abraçou os próprios joelhos soluçando sem ar na esperança de tudo aquilo se dissipar e ele voltar a ter a vida monótona de antigamente.

– Stiles foi só um pesadelo. — John se agachou na frente do filho e o menino o encarou com os olhos inchados de tanto chorar.

– Me deixa sozinho. — o garoto pediu e John hesitou.

– Filho, você precisa conversar com alguém sobre isso. — o olhar de preocupação do xerife deixava Stiles mais culpado ainda.

– Vai embora! Me deixa sozinho! — ele exigiu ríspido.

– Tudo bem, estou aqui ao lado se precisar. — Joh desistiu e saiu, mesmo que seu coração estivesse apertado por ver o filho assim, tão abalado.

O resto da noite o garoto permaneceu naquela posição, estava com medo, não queria dormir e sentir toda aquela culpa de novo, não queria olhar para o pai e ver uma carreira construída com tanto suor acabar por sua culpa, a vida dos amigos desmoronar e alguns deles mortos por culpa da sua fraqueza, porque ele era frágil, desfocado e infeliz, por ele ser vulnerável à coisas ruins, por não ter nada de bom dentro de si e não merecer ninguém ao seu lado. Na hora de ir para escola ouviu o xerife bater em sua porta antes de entrar e encontrá-lo do mesmo jeito em que o deixou no meio da noite passada.

– Quer ficar em casa hoje? — Stiles encarou o pai e se levantou.

– Não. — ele passou pelo quarto, pegou sua toalha, umas roupas e foi para o banheiro.

– Você não precisa ir para escola hoje, tenho certeza que se eu ligar os professores vão entender. — John estava na porta do banheiro, sua preocupação com o filho só aumentava.

– Eu to bem. — o garoto saiu cinco minutos depois pronto para ir para escola, mas teve seu braço agarrado com força suficiente para ele sair da inércia e prestar atenção no pai.

– Você não pode continuar assim Stiles, vou ser obrigado a te levar em um psicólogo se não reagir. Entenda de uma vez por todas que não é sua culpa. — Stiles puxou o braço com força conseguindo se soltar.

– Já disse que estou bem pai. — Stiles pegou sua mochila e saiu.

Não prestou atenção em uma única aula, só conseguia repassar as palavras horríveis e verdadeiras de seu sonho, olhava os assentos de Allison, Aiden, Ethan e Isaac vazios, todos tinham partido por sua causa. Scott sentado a sua frente estava triste, ele não precisava do faro sobrenatural dos lobisomens para saber que o melhor amigo estava acabado com a morte da garota que ele amou mais que a si mesmo e que Kira não era nada perto do que ele sentia pela caçadora. Lydia parecia não demonstrar, mas sentia falta do garoto com cara de mal e que tinha uma cópia que deixava Danny cabisbaixo por sua ausência também. Stiles era o culpado disso tudo, se ele não tivesse nascido nada disso aconteceria com seus amigos. O sinal bateu e o garoto sentiu alguém tocá-lo nas costas, levantou a cabeça e percebeu que só tinha ele e Malia na sala.

– Você está triste, por quê? — ela sentou na cadeira ao seu lado e ele levantou.

– Estou ótimo. — era mentira, mas ele não queria falar com a garota, não conseguia olhar para ela sem ter como explicar que ele não sentia nada por ela, mesmo tendo transado com a menina em um momento tão delicado da vida dos dois.

– Pare de me evitar, não sou estúpida. — Stiles se virou para ela, a garota estava de pé e séria. — Não estou correndo atrás do meu primeiro amor Stiles, só que eu me preocupo com você. — o garoto soltou o ar com força.

– Não deveria, todo mundo que se preocupa comigo morre. — e assim ele saiu, passou direto pelos armários e foi para o vestiário, hoje tinha teria de lacrosse.

Muito esforço físico parecia ocupar sua mente, mesmo que ele estivesse tão aéreo que mal sentisse as investidas maldosas dos jogadores que sempre lhe resultavam em hematomas que duravam semanas até sumirem completamente. Ele não ligou de comer grama, não ligou para os berros de Finstock errando seu nome e os incentivando com o discurso do Independence Day, ele nem ao menos se importou quando seu nariz começou a sangrar depois de sem querer levar um empurrão de Scott.

– Desculpe cara, eu não queria mesmo te machucar. — Stiles olhou o melhor amigo enquanto ele próprio tentava estancar o sangramento.

– Não machucou. — ele respondeu frio, para Scott aquele Stiles não era nem de longe o seu amigo.

– Que porra está acontecendo com você Stiles? — Scott agarrou os ombros do melhor amigo e o chacoalhou, o sangue pingava no uniforme do garoto e ele continuava a olhar para o nada.

– Um sangramento no nariz que você não está ajudando a estancar. — ele se libertou do aperto nos ombros e voltou a limpar o nariz que não parava de sangrar.

– Qual é! Eu sou seu melhor amigo e você virou a porra de um zumbi! Eu quero te ajudar Stiles, já perdi gente demais para perder você também. — Scott comprimiu os lábios.

– Eu vou superar, em algum momento. — Stiles não acreditava nem um pouco nisso, mas Scott precisava de alguma certeza para deixá-lo em paz e ele aprendera direitinho a mentir para lobisomens, a burlar o polígrafo natural que eles tinham no DNA.

– Volte logo a ser o Stiles que eu amo cara. — Scott tinha um olhar triste, sua típica cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança.

– Só me deixe dar um jeito no nariz e dê um tempo. — Stiles sorriu e isso pareceu ser suficiente para o alfa que o deixou em paz o resto do dia.

Quando chegou em casa naquele dia, seu pai estava bebendo e ele se sentiu mais culpado ainda, cada vez a situação ficava pior. O xerife estava jogado na cozinha com duas garrafas de uísque vazias e Stiles só pode levá-lo com dificuldade até o sofá e se livrar daquelas garrafas, já no quarto viu que tinha companhia e não se surpreendeu ao ver Derek sentado na sua cama com uma expressão não muito melhor que a dele.

– Seu nariz está sangrando. — o lobo comentou ao ver o menino entrar pálido e com a camisa cinza manchada com gotas frescas do líquido vermelho.

– Que merda. — ele correu para o banheiro e abaixou a cabeça sobre a pia deixando o líquido correr, estava de saco cheio.

– Você está bem? — Derek se apoiou no batente da porta e encarou o menino terminar de limpar o rosto e depois tirar a camisa suja a jogando no cesto de roupa suja.

– Não e nem vou ficar. — Stiles não sabia o motivo de ser tão sincero com Derek. — O que faz aqui? — ele perguntou voltando para o quarto.

– Hoje fazem seis anos que todos se foram, eu não queria ficar em lugar nenhum então andei por todos os lugares e acabei aqui. — o lobo deu de ombros e Stiles pode sentir que mesmo fingindo bem, Derek precisava de colo as vezes.

– Não sou a melhor companhia hoje, mas eu posso te ouvir. — Stiles sentou em sua cama e se desfez dos tênis, estava exausto mas com Derek ali não poderia dormir e assim não teria mais pesadelos.

– Eu não quero falar, só quero ficar aqui, com você. — Derek encolheu os ombros e Stiles bateu no espaço ao lado dele na cama.

Harmonia era uma coisa que nunca mais pairava no lar dos Stilinski, mas Stiles estava se sentindo em paz ao lado de Derek. Ambos deitados em sua cama, ele sem camisa com a calça caqui habitual e de meias, enquanto o lobo tinha tirado a jaqueta de couro e ficado com a camisa branca e o jeans apertado, tinha se livrado das botas e das meias também. O silêncio entre eles era tão confortável que Stiles sentiu sono e acabou dormindo. Derek acordou com o menino agarrado em seu peito, as pernas entrelaçadas nas suas e a boca aberta soltando roncos baixinhos, Stiles parecia tão exausto que ele preferiu ficar inerte até que o garoto acordasse naturalmente. Quando ele despertou, muitas horas depois, Derek estava cochilando, mas sentiu o filho do xerife se mexer e bocejar.

– Você está melhor? — Derek se surpreendeu com a pergunta, tinha ido para lá com um sentimento nublado demais e só agora tinha se dado conta de que perto do garoto ele se sentia realmente melhor.

– Sim. Você colocou parte do sono em dia. — ele comentou e Stiles olhou as horas, passavam das sete da noite do dia seguinte.

– Meu Deus! Meu pai! — ele levantou e sentiu uma vertigem o atingir, sendo impedido de dar de cara no chão pelos reflexos rápidos de Derek.

– Há quanto tempo você não come? — Derek ouviu o estômago do garoto roncar e mesmo antes tinha percebido que o garoto estava magro demais.

– Desde antes de ontem a tarde? — ele estava indeciso.

– Espere aqui. — Derek levantou e foi até a cozinha.

Stiles se deitou novamente, estava realmente se sentindo fraco e ao mesmo tempo estava impressionado por dormir tanto, por ter conseguido passar tanto tempo inconsciente e não ter pesadelos ou um ataque de pânico. Sorriu ao ver os sanduíches e o suco que Derek trouxe acompanhado da explicação de que seu pai tinha ido até a delegacia, já que tinha deixado um bilhete na geladeira. Stiles comeu em silêncio e Derek o acompanhou, o lobo se sentia estranhamente confortável com o garoto e isso o confundia de maneiras complicadas demais para ele se aprofundar no momento. Tudo era demais no momento.

– Eu já vou. — Derek avisou quando Stiles saiu do banho e já parecia bem melhor.

– Tá. — Stiles queria que Derek ficasse, andava tão sozinho e perdido que ter o lobo por ali pareceu lhe dar alguma referência.

– Tchau. — Derek caminhou até a janela.

– Tchau. — Stiles mordeu o lábio inferior e viu o maior partir levando consigo a sensação de paz.

Stiles ficou feliz por seu pai voltar a trabalhar, mesmo que a bebedeira da noite anterior tivesse sido o motivo para uma longa discussão entre os dois que acabou deixando ambos muito magoados. Sem falar com seu pai depois de uma sessão de coisas sendo esfregadas na cara um do outro o garoto se trancou no quarto e tudo pareceu piorar mais ainda quando Scott e Lydia apareceram. Eles encheram tanto o saco de Stiles que ele explodiu em uma nova onda de raiva e falou mais do que devia, magoando a ruiva e o melhor amigo, afastando mais uma vez as pessoas que ama e que retribuem esse amor por causa de sua culpa desacerbada.

A escola andava de mal a pior, ele tinha certeza que reprovaria depois de tanto caos, nem se importava mais e quando chegou bem próximo ao aniversário de morte da sua mãe ele se tornou insuportável. Estava há um mês dormindo apenas por exaustão e acordando poucas horas depois em meio a crises de pânico e pesadelos bem reais e quando se via sozinho tudo parecia aumentar absurdamente. Ele vivia chorando em seu quarto, comia o mínimo possível e não rendia nada nos treinos de lacrosse, o treinador até o tirou do time naquele dia, o mesmo dia em que ele socou Scott e acabou arrumando uma briga corpo a corpo com o melhor amigo por falar coisas que no fundo ele se arrependia amargamente.

Estava desesperado. Seu melhor amigo o odiava, todos os seus amigos na verdade e seu pai estava tão bêbado quando ele chegou em casa que mal se importou quando começou a enchê-lo de acusações estúpidas. O garoto tentou colocar o pai no chuveiro, tentou fazer com que ele parasse de beber e foi em vão, ouviu um milhão de sermões e quando desistiu tomou seu banho e foi comer, enquanto dormia o que ele achava que nunca conseguiria naquela noite, foi acordado com um solavanca e sentiu o corpo ir para o chão no mesmo minuto que sentiu mãos pesadas o puxarem para cima e depois sua cabeça batendo contra a parede com força demais.

– Pai! — ele gritou vendo John com os olhos vermelhos por conta do choro, as pupilas dilatadas e o cheiro de álcool empesteando o hálito do xerife.

– É culpa sua! Tudo culpa sua! Seu filho da puta, desgraçado! — ele sentiu novamente sua cabeça bater na parede com outro solavanco.

– O que eu fiz? — o menino prendeu as lágrimas. — Você está bêbado, não quer fazer isso. — nem Stiles acreditava nesse argumento.

– Você matou sua mãe! Você, seu monte de merda! — Stiles começou a chorar. — Eu te odeio! — o garoto começou a forçar para que John o soltasse, mas mesmo bêbado seu pai era forte demais.

– Por favor, pai. Eu não fiz nada. — ele estava chorando, não acreditava que aquilo podia ser real, só podia ser mais um pesadelo.

– Cale a boca! — o primeiro tapa estalou tão forte que Stiles ficou desnorteado e sem reação ele parou de chorar. — Você precisa aprender de uma vez por todas a ser homem! Precisa aprender a não estragar a vida das pessoas! Seu assassino! — outro tapa, duas vezes mais forte que o levou para o chão.

Stiles se encolheu sentindo John chutá-lo no estômago e em todas as partes que ele não conseguia proteger, o choro entrecortado de dor e desespero ecoava pela casa e ele só queria que tudo não passasse de mais um pesadelo absurdo, mas era verdade, ele teve certeza disso quando seu pai sentou em cima dele e voltou a estapeá-lo, até que de tanto lutar para se soltar o xerife começou a desferir socos em seu rosto, até que o sangue estivesse manchando sua vista, fazendo uma poça dentro de sua boca e ele mesmo parasse de resistir e cansado o próprio xerife saiu de cima dele e o deixou no quarto, sozinho e abandonado. A dor emocional era mil vezes maior que a física e Stiles mesmo debilitado não conseguiria ficar nem mais um minuto ali, mas para onde iria? Ele não tinha mais ninguém, tinha?

Derek sentiu um forte cheiro de sangue e reconheceu o dono daquele odor forte de desespero, medo, sofrimento e dor. Ouviu a porta ser aberta por Peter que murmurou alguma coisa sobre o estado deplorável em que o garoto se encontrava e o lobo se surpreendeu ao ver Stiles cambalear até ele e o abraçar em prantos. Sentiu o corpo todo retesar, podia sentir o medo do garoto se tornando seu e o desespero por não saber o que aconteceu para ele se ferir tanto assim tomar conta de seu sistema nervoso. Pegou o menino pela cintura e ouviu um resmungo alto, dor, muita dor exalava daquele adolescente e ele só conseguiu ser rápido o suficiente para levá-lo até sua cama e deitá-lo com o máximo de cuidado.

– Não vai, por favor, não me deixa sozinho. — Stiles pediu com a voz rouca, os soluços o atrapalhando e sua mão nada firme segurando a camisa de Derek.

– Eu vou pegar um kit de primeiros socorros, é só um segundo. — ele insistiu surpreso com a fragilidade de Stiles que o soltou.

Aquela fragilidade era dolorosa para Derek, ele sempre enxergou Stiles como um garoto durão, mesmo quando ele estava triste ou com problemas. Stiles era durão, corajoso e tinha o sarcasmo como defesa número um, nem ele era tão forte quanto o garoto, nem ele era tão inteligente e tudo isso o deixava abismado, porque agora Stilinski estava sangrando em várias partes do corpo e tinha grandes hematomas por toda parte, estava um caco e tão vulnerável que qualquer um poderia lhe fazer mal. Quis chorar quando percebeu que alguém foi cruel ao ponto de ter coragem suficiente de maltratá-lo daquele jeito e então quis aninhar o menino e absorver toda sua dor até que aquilo passasse, por fim a raiva o consumiu e ele só pensava em estraçalhar a garganta do maldito que espancou o menino, mas ele tinha que cuidar de Stiles e tudo o que ele sentia ou pensava, tudo que ele sequer cogitava fazer ou querer, ele tinha que deixar para depois e se focar em ajudar o menor ferido e machucado. Só isso.

– Eu vou fazer a dor passar, não se preocupe. — Derek tocou o rosto e as costas de Stiles e começou a sugar sua dor, as veias pretas subindo por seus braços, chegando ao seu pescoço o deixando tomado por aquela onda absurda de dor que ele quase rosnava ao sentir.

– Derek, pare. — Stiles se desvencilhou e gemeu, a dor tinha abrandado, mas ainda podia jurar que tinha trincado alguma costela.

– Eu não quero ver você assim. — os olhos de Derek estavam cheios d'água.

– Eu sei, só fique comigo. É tudo o que eu preciso. — o menino começou a soluçar, só de lembrar as coisas horríveis que ouviu, a dor de ter seu pai o machucando, sua única família.

– Me conte o que aconteceu. — Derek pediu enquanto rasgava a roupa do garoto o deixando apenas de cueca na cama e se não fosse aquele sangue todo, o lobo perceberia que o menino estava com vergonha de se sentir tão exposto.

Derek não recebeu uma resposta, apenas alguns gemidos de dor enquanto ele limpava o mais delicado que conseguia cada rastro de sangue do corpo do garoto. Ele não esperava ver tantos hematomas, mas depois de forçar os dedos sobre vários lugares, teve certeza que nada estava quebrado ou fraturado, mesmo assim fez uma nota mental para levar o garoto ao hospital no dia seguinte para tirar uma chapa das costelas pelo menos. O rosto estava inchado e começando a ficar roxo, tinha com certeza levado socos na boca e no olho, seu nariz estava sangrando um pouco, mas logo cessou e o menino estava limpo e medicado. O mais velho passou um pano úmido pelo corpo do mais novo, limpando rastro de sujeira, sangue e suor e percebeu que o garoto estava arrepiando quando suas mãos chegavam perto das coxas ou do umbigo. Percebeu também pequenos espasmos vindos da cueca escura do garoto e pode ver que uma ereção se formava ali, não era proposital, nem de longe Stiles tinha condições de controlar qualquer coisa no próprio corpo naquele momento, mas mesmo assim aquilo lhe chamou atenção.

– Vou pegar uma roupa limpa minha para você. — Derek levantou e percebeu que o menino estava corado, os olhos quentes, a pele arrepiada, a semi ereção latejando e o ar saindo pesado em lufadas que baforavam dos lábios entreabertos.

– Fica. — ele pediu encarando o maior com os olhos semiabertos. — Deita aqui comigo. — Derek respirou fundo, ele sentia toda aquela excitação crescer dentro de Stiles e o atingir de um jeito novo que ele nunca sentiu antes.

– Melhor assim? — ele perguntou cobrindo o garoto e deitando o seu lado, seus dedos corriam o cabelo macio de Stiles enquanto suas respirações se chocavam.

– Eu posso... — o menino desviou o olhar e corou.

– O quê? — Derek tocou seu queixo e o obrigou a olhá-lo nos olhos.

– Te abraçar. Eu posso te abraçar? — o garoto fechou os olhos como se esperasse uma resposta negativa, mas Derek apenas o puxou com cuidado excessivo para perto de seu corpo e sentiu o rosto do garoto se afundando em seu ombro, a respiração batendo em seu pescoço.

– Você está... excitado. — Derek soltou de uma vez quando o garoto passou uma das pernas entre as dele, encostando sua ereção ainda incompleta em sua barriga.

– Eu sei, não consigo controlar. Desculpe. — Stiles se afastou, mas os braços de Derek em torno do seu corpo o impediram. — Devagar, por favor. — ele pediu sentindo a dor correr sua espinha pelo movimento brusco.

– Desculpe. — Derek acariciou a coluna nua do garoto e o encarou, estavam muito mais próximos agora e o seu próprio corpo tremia. — Está se sentindo melhor? — Stiles sentiu o carinho delicado em suas costas e suspirou.

– Sim, obrigado. — o garoto mordeu o lábio em sinal de nervoso, mesmo estando com a boca toda arrebentada.

– Não faz isso. — Derek pediu tocando os lábios do menor, o forçando a parar de se machucar. — Tente dormir. — ele começou um cafuné desajeitado no mais novo.

– Eu não consigo, tenho medo do que pode acontecer comigo quando eu dormir. É sempre um novo pesadelo e agora eles começaram a se tornar reais. — o garoto se encolheu e Derek o aconchegou em seu peito.

– Eu não vou deixar ninguém te machucar Stiles, você está seguro agora. — o garoto afundou o rosto na curva do pescoço do lobo e inspirou seu cheiro, gostava de estar ali, se sentia seguro nos braços do maior e com Derek sugando sua dor e a sensação de formigamento se espalhando por todo o seu corpo, acabou dormindo profundamente nos braços do mais velho.

Derek observou o garoto dormir por horas e só dormiu quando estava exausto demais para sugar qualquer dor, ele mesmo não sabia que o garoto seria capaz de sentir aquilo tudo sozinho. Estavam descansando abraçados e Stiles se apertava cada vez mais contra o maior, gemia as vezes de dor quando mudava de posição, mas não acordava. Estava cansado e perdido, enquanto dormia uma noite e depois um dia inteiro e mais uma noite sem sonhos, se sentiu um pouco melhor . Despertou sentindo o cheiro de comida quente e fresca, abriu os olhos e viu Derek na porta com uma bandeja, ao mesmo tempo que se sentou e percebeu que tinha uma grande faixa firme enrolada em todo o seu dorso e o mantendo com a respiração presa as vezes.

– Finalmente você acordou. Aqui, coma um pouco. É sopa de legumes, eu que fiz então, se estiver ruim não se assuste. — Stiles sorriu, Derek estava sendo simpático com ele e isso não era comum no lobo.

– Você não precisa ser tão legal comigo, já fez bastante por mim. — o lobo sorriu e deixou a bandeja em cima da cama.

– Não estou sendo legal com você por pena Stiles, eu realmente me preocupo contigo. — o garoto deu um sorriso triste.

– Vamos comer sopa então. — ele pegou a tigela funda e começou a comer, estava bom para uma sopa de legumes ou talvez ele só estivesse com muita fome. — Tem mais? — ele perguntou com as bochechas vermelhas, mesmo que algumas manchas roxas sobressaíssem agora.

– Vou pegar. — Derek se levantou e logo estava de volta com a sopa e um copo de suco. — Você precisa se hidratar, Deaton disse que você estava desidratado e que trincou seis costelas. Vai ficar imobilizado um tempo e seria melhor se ficasse uns dias em casa também. Eu liguei para a Melissa e ela arranjou um atestado, eu mandei a Malia levar para a escola e entregar ao diretor então, você está livre pelas próximas duas semanas. — Stiles arregalou os olhos.

– Você fez isso tudo? — o lobo assentiu. — Por que? Você nem sabe o que aconteceu. — o menino encolheu os ombros.

– Eu sei que você precisa de mim e eu estou aqui, senão por quê me procuraria? — Stiles mordiscou o canto da boca.

– Foi o meu pai. — ele comentou enquanto terminava a tigela de sopa.

– O que tem o xerife? Eu ainda não avisei nada a ele, como ele está de plantão pensei que seria melhor esperar um pouco. — Derek deu de ombros e então ficou mudo, viu o olhar triste de Stiles, as lágrimas correndo pelo rosto ferido.

– Eu cheguei em casa e ele estava bêbado, eu tentei ajudá-lo a ir para o banho e a gente brigou, eu fui dormir irritado e quando eu peguei no sono ele me jogou da cama, disse coisas tão horríveis e então eu estava apanhando. Quando ele terminou eu não consegui ficar lá e eu não tinha ninguém mais que me fizesse sentir seguro que não você. — Stiles estava aninhado ao peito do lobo nesse momento.

– Está tudo bem, ninguém mais vai te machucar. — Derek acariciou o rosto do menino e ouviu um soluço antes do garoto se recompor.

Derek estava assustado com o que tinha acontecido e sentiu raiva de John, queria rasgar sua garganta, mas se conteve. Stiles nunca o perdoaria, mesmo em meio ao caos ele ainda amava o pai e nunca deixaria ninguém machucá-lo, mesmo que a recíproca não fosse verdadeira. Stiles voltou a dormir por causa dos fortes analgésicos e o garoto estava adorando repor o sono perdido em meses e ele não tinha nenhum pesadelo perto do lobo. Era noite de lua cheia e Stiles ouviu que Peter não ficaria no loft, o que era um alívio e que Derek ficaria na sala esperando o efeito da lua parar de afetar seu humor o deixando mais agressivo e mau humorado, e depois ele iria ver como Stiles estava, mas o garoto dormiu e não foi assim que as coisas aconteceram.

– Hey! — ele se assustou ao sentir o nariz de Derek se esfregar em seu pescoço, o corpo do maior estava em cima do dele, mas ele não sentia o seu peso. — O que foi Derek? — ele perguntou sentindo a língua do lobo tocar sua orelha, seu corpo todo se arrepiou. — Derek! O que você está fazendo? — Stiles não tinha força para sair daquele aperto. O lobo ondulou o quadril sobre o do garoto que sentiu algo muito duro irradiar calor contra seu membro ainda flácido. — Opa! Derek, você está duro e se esfregando... Oh! — ele gemeu, não era de dor, tinha gostado de sentir o lobo lamber seu pescoço e dar pequenos chupões por ali. — Ok, eu entendi. — o lobo rosnou ao sentir o garoto tentando se desvencilhar. — Só um pouquinho, está pressionando minhas costelas. — Derek ou seu lobo, Stiles não tinha certeza, pareceu entender e deu espaço para o menino não se sentir desconfortável, ao mesmo tempo em que esfregava a barba na pele do pescoço do filho do xerife o fazendo arrepiar e aos poucos ficar animado. — Meu Deus! Seu lobo tarado! Pare com isso, Derek vai me matar quando ficar consciente. — ele gostava daquela invasão, gostava de se sentir usado mesmo que não fosse a vontade real de Derek, ele gostava da ideia de ter o lobo por cima dele o provocando.

Derek não tinha controle nenhum pelos seus atos, era como se estivesse distante dali e fosse puro instinto. A lua estava no ápice e isso tinha feito ele se descontrolar e há semanas ele sabia que sua âncora não era mais o sofrimento, a raiva e a dor e sim o garoto que dormia na sua cama apenas de cueca. Foi assim que ele se sentiu impelido a ir até o garoto desde o início da noite e se reprimiu até cochilar no sofá, depois disso ele não lembrava de mais nada.

Stiles sentiu a respiração ofegante de Derek em seu ouvido, ao mesmo tempo que sua língua brincava com o lóbulo já molhado de saliva. Arfou ao sentir novamente o quadril do lobo ondulando contra o seu, sua ereção tão dura quanto a dele e os movimentos o estimulando de forma enlouquecedora. Os gemidos começaram a se tornar audíveis quando Derek prendeu suas mãos com as dele presas na cama e lambeu seu mamilo, ele não esperava por aquilo.

– Olha lobo, o Derek vai acordar e vai rasgar a minha garganta... — um gemido alto escapou dos seus lábios quando a pressão entre os membros aumentou ao mesmo tempo que Derek raspou a barba do queixo no mamilo sensível depois de tanto ser maltratado. — Hey! Pode manter seus dentes bem longe de mim. — ele reclamou e ouviu um som estranho, parecido com um lamento escapar dos lábios do lobo. — É sério Derek, se você voltar a consciência eu vou estar fodido. — ele sentiu a fricção aumentar violentamente, chegava a doer suas costelas com o choque dos corpos. — Puta que pariu Derek, assim eu vou gozar. — ele mordeu a parte interna da bochecha quando sentiu que o lobo não pararia. — Ah! — ele estava quase lá, fazia tanto tempo que não sentia nada parecido com prazer que não demoraria a explodir. — Oh! — ele soluçou sentindo o pênis se contrair, as bolas se apertarem estava tão perto.

Stiles desejou que Derek não voltasse a consciência agora, que seu lobo terminasse o que começou e o deixasse gozar, mesmo que isso significasse ter a garganta estraçalhada por um Hale furioso depois, mas ele sentiu o corpo de Derek pressionar o dele mesmo imóvel e a respiração antes feroz por conta da transformação parcial se tornar ofegante e humana, Derek estava de volta e ele enrascado.

Como explicaria que gostara de tudo aquilo? Ele nem mesmo conseguia entender em que momento começou a achar normal dormir na mesma cama que um cara como Hale, ou ficar de cueca na casa dele, mal Stiles conseguia assimilar que tinha procurado o lobo em um momento difícil e não McCall, como ele explicaria que estava prestes a explodir de tesão?

Tentou reprimir um gemido de dor e prazer quando Derek se mexeu, o maior estava saindo de cima das suas costelas, se apoiando nos cotovelos e com isso causou uma fricção simples entre as ereções, ele ainda estava ereto e Stiles ainda estava prestes a gozar. Se amaldiçoou por não conseguir conter o segundo e o terceiro gemido com os outros leves movimentos e se arrepiou ao ouvir a voz de Derek.

– Você não tinha o direito de fazer isso. — ele estava rouco, como se não usasse palavras há dias e todo o corpo do garoto estremeceu, uma pontada de decepção apertou seu peito.

– Eu... eu posso explicar. — sua voz falhou e tremeu naquela frase, ele não podia explicar como estava gostando daquilo.

– Seu estúpido! — ele rosnou e se remexeu, Stiles gemeu alto todo seu corpo estava sensível pela dor e os estímulos.

– Não me machuca, por favor. — ele choramingou, queria implorar para se desmanchar com um pouco mais daquela fricção, mas o medo estava começando a se sobrepor. — Não foi culpa sua. — Derek não conseguia olhar para Stiles, estava morrendo de vergonha e toda a excitação corria pelas suas veias misturada a do menino e somada ao medo.

– Cale a boca. — Stiles engoliu em seco.

– Eu juro que não foi culpa minha Derek, eu tentei parar. — um fio de voz escapou dos lábios trêmulos de Stiles, seu corpo pressionado, a dor das costelas começando a crescer pela respiração ofegante e então o mais velho o encarou.

– Claro que não foi culpa sua Stiles. — o menino suspirou, mesmo que ele não conseguisse identificar tudo o que aquele par de bolas de gude verdes falava, ele via claramente a vergonha ali.

– Nem sua. — a mão de Stiles tocou a bochecha do lobo sem que ele mesmo controlasse o gesto e Derek se retraiu.

– Eu não tinha o direito de te forçar a nada. — Derek queria sair daquela posição, mas a tensão era tão grande que nenhum dos dois se movia, apenas os dedos longos de Stiles por seu pescoço em um carinho que o desconcertava.

– Você não me forçou. — Stiles estava vermelho, ele podia querer morrer depois ou até ser assassinado por um lobo furioso como Derek, mas não deixaria o moreno se culpar por algo que ele também permitiu. — Eu deixei. — o olhar tímido desviou do par verde avelã e Derek se surpreendeu.

– Meu lobo tem permissão de tocá-lo desse jeito? — Stiles se retraiu, não era esse o rumo que queria tomar. — Por quê? — Derek se ajeitou em cima do garoto e arrancou um suspiro abalado dele, o maior percebia que o garoto precisava se aliviar.

– Você também tem. — o menor o encarou, os olhos arregalados, o rosto corado em meio aos hematomas, Stiles sempre era bonito para Derek, mesmo todo ferido e inchado.

– Tenho? — o lobo hesitou, mas o menino suspirou e mordeu o lábio inferior enquanto assentia com calma.

O beijo veio delicado e Stiles sentiu aquela mudança repentina. O lobo de Hale era agressivo e afoito, agia por instinto e com isso o machucava um pouco mesmo que ele não ligasse muito, os movimentos eram precisos e certeiros com um único objetivo, o orgasmo, já Derek era totalmente diferente. O moreno não estava pressionando seu corpo ferido, o que lhe dava espaço para respirar e sentir com mais clareza cada delicado toque por seu corpo, Derek o tocava com calma estendida, explorava as partes sensíveis de seu corpo e não tinha pressa ou aflição em se resolver, ele estava conhecendo Stiles e isso passava confiança, o deixava seguro.

Stiles correu os dedos ainda trêmulos, um pouco pela adrenalina e o prazer e um pouco pelo medo e hesitação, pelas costas do maior, tocou a barra da camisa verde que ele vestia e travou. Era Derek ali e ele tinha acabado de descobrir que sua confiança no mais velho era muito mais do que uma amizade se formando, agora ele não sabia onde aquilo iria parar e sentia medo, medo de se machucar, medo de tudo não passar de um sonho bom ou ruim, porque o final ainda poderia ser trágico.

Derek sentiu o medo e a hesitação no garoto, com isso tirou as mãos do menino dali e as levou até seus lábios, depositou um beijo em cada dedo e correu a barba primeiro pelo braço esquerdo e depois o braço direito, até chegar aos ombros, fez um caminho pelo pescoço, distribuiu pequenos beijos na mandíbula e circulou os lóbulos das orelhas um de cada vez com a língua para depois beliscar com os dentes, Stiles estava de olhos fechados, sentindo e curtindo as sensações, ele estava seguro ali com o lobo, sabia que o homem não lhe faria nenhum mal.

– Você confia em mim? — a voz do lobo ressoou pelo seu ouvido tão sexy que ele estremeceu.

– C-confio. — Stiles se obrigou a olhar aquele par de olhos verdes.

– Eu não vou te machucar. — Derek tinha um olhar doce brincando no rosto e Stiles sorriu.

– Eu sei, tenho medo de te machucar. — a risada sem humor deixou Derek assustado, o cheiro de tristeza começou a dançar no ar.

– Não me deixe passar dos limites. — ele pediu roçando seus lábios no do menor e ondulando lentamente os quadris contra a ereção do garoto.

O primeiro gemido foi reprimido e o mesmo aconteceu com os outros que Stiles engoliu com vergonha do olhar quente do lobo, Derek podia sentir cada uma das reações do menino e mesmo tendo consciência de que ele estava a fim, sabia que o filho do xerife estava inseguro e até onde ele sabia o garoto não era um poço de experiência sexual. Derek iria com calma, por isso levou uma das mãos ao rosto marcado de Stiles e acariciou cada detalhe, cada pinta, cada ferida o fazendo estremecer, depois correu o indicador pela curva do pescoço, até chegar ao dorso meio enfaixado na altura das costelas, correu o dedo por um mamilo e depois o outro vendo ambos endurecerem, voltou ao seu queixo para um dos ombros e depositou beijos ásperos por ali, sentiu a pele arrepiar o ar escapar pesado da boca do menor e ele tensionar os músculos em aprovação, espalmou as mãos sobre a do menino e sentiu os dedos dele entrelaçando aos seus, o rubor tomando conta de toda a face, o olhar quente, incerto e infantil.

– Oh! De-r-rek... — o garoto gemeu seu nome sem perceber enquanto a boca do maior corria um dos mamilos o estimulando com a língua e depois o dente, o mesmo processo no outro e então seus dedos corriam a pele do baixo ventre, que antecipava o elástico da cueca.

Stiles nunca foi tocado dessa forma e era tão bom que ele quase não conseguia focar no que realmente estava acontecendo. Sentiu a língua morna de Derek passear pelo cós da cueca e sentiu o frio tomar conta de todos os seus órgãos internos, tudo parecia torcer e revirar, ele queria gritar com aquela sensação que mesmo dolorosa lhe causava um prazer intenso.

As unhas curtas de Derek raspavam as laterais das coxas do menino que não conseguiu conter um gemido e depois outro e cada vez mais altos e intensos enquanto sentia o corpo todo responder positivamente àqueles estímulos. Derek queria ir com calma, mas até ele e seu auto controle excessivo estavam impacientes para livrar o garoto daquela única peça que o impedia de dar prazer o menor com mais liberdade.

– Derek, por favor... — um soluço abafado escapou dos lábios do menino que apertava as mãos na cama quando o lobo pressionou os lábios contra a ereção coberta do mais novo.

Derek voltou a massagear o membro do garoto com os lábios, podia sentir o cheiro do líquido que saía da fenda no pênis do menino e queria prová-lo, queria fazê-lo gozar e não resistiu em se livrar da peça lentamente e depois observar por minutos a ereção de um Stiles deitado a sua mercê.

O menino estremeceu com o olhar azul gélido de Derek, um claro sinal de que seu lobo também estava presente, sinal de que as coisas poderiam ficar bem mais agressivas em qualquer minuto, mas ao sentir do dedo do lobo esfregando a cabeça de seu pau ele se desligou.

Só conseguiu gemer e desejar cada vez mais o corpo do outro, queria ser tocado, provocado e não importava se o lobo de Derek abusaria dele de alguma forma, desde que o Derek que ele conhecia também estivesse ali, porque ele conseguia em meio ao caos da vida e todo o tesão, perceber que estava romanticamente envolvido com o homem que o estimulava e isso o assustava, tanto que chegava a doer.

Stiles sentiu algo morno tocar a pele sensível de seu pênis e arqueou o corpo minimamente para ver seu membro se perder dentro da boca do mais velho. A visão era erótica demais, ele nunca tinha visto algo tão excitante e o calor da boca úmida de Derek o deixava a beira de um abismo.

Soluçou, sentiu que poderia chorar como um bebê pidão ao ter as bolas acolhidas na boca do maior e o períneo massageado pela barba que o espetava. Ele nunca tinha sido estimulado daquela forma, nunca tinha se deixado tocar com tanta liberdade por alguém e ele mesmo não conhecia muito bem o seu corpo, já que sempre que se tocava era rápido e intenso, com muito mais testosterona do que tesão.

Sentiu o corpo espasmar quando a língua de Derek o tocou em um lugar íntimo demais, sentiu o corpo todo ficando trêmulo e seu rosto, pescoço e pontas das orelhas esquentando em vergonha. Nunca ninguém o tinha tocado ali, ele nunca imaginou que se permitiria tocar bem ali e muito menos que esse alguém seria Derek ou que ele gostaria do que estava sentindo.

Primeiro foi estranho, ele quis se afastar e se encolher como um feto, se assustou pelo toque sem aviso, sem permissão e depois sentiu o arrepio correr a coluna, sentiu a respiração tocar a fenda rugosa e causar mais tremores em seu corpo.

Derek era paciente e estava atento a cada reação do garoto, queria identificar os pontos em que o filho do xerife sentia mais prazer e não se deixava levar pelo próprio tesão o maltratando dentro das calças.

Quando o dedo circulou sua entrada, Stiles arqueou a coluna e soltou um grito abafado de dor. Voltou a posição confortável na cama e apertou os olhos, parecia que seu pulmão ia sair correndo de dentro dele e Derek se sobressaltou com isso.

– Respire Stiles. — o lobo pediu deitando ao lado do garoto e alisando o rosto quente e corado dele.

– Tá tudo bem, foi só um susto. — a voz embargada do garoto denunciava a dor que ele sentia e Derek se perguntou se aquela reação exagerada era de prazer ou desconforto.

– Você quer parar? — Stiles comprimiu os lábios e viu Derek com uma expressão ansiosa no rosto.

– Não, por favor, me faça gozar. — Stiles nunca sentiu o rosto queimar tanto em vergonha como depois de dizer aquilo e Derek abriu um sorriso de canto e depositou um beijo rápido nos lábios do menino.

O garoto gostou do beijo, queria sentir mais dos lábios do maior porque quando se beijavam ele se sentia seguro e preparado para qualquer coisa, ele podia sentir que os dois se entregaram ao prazer por igual e que existia algo além daquela cama que eles ainda não tinham coragem de admitir.

A língua de Derek voltou a lubrificar todo o membro inchado e duro do garoto, o lobo adorou a sensação de ter a carne rosada e brilhosa de sêmen de Stiles em sua boca e se não tivesse outros planos o sugaria até vê-lo ficar flácido em seus lábios, até que ele pudesse o endurecer de novo e repetir isso por toda a noite, mas não se demorou muito ali, voltou as bolas, lambeu, chupou, beliscou com os dentes, raspou as unhas pelo períneo, esfregou a barba e voltou a entrada rugosa e miúda, completamente contraída do menino e a lambeu, molhou e deixou tão escorregadia que seu dedo escorreu ponta a dentro fazendo o garoto retesar todos os músculos e contrair a entrada em volta de Derek.

Stiles se sentiu desconfortável, não era a mesma coisa ter a língua de Derek ali, o dedo o alargava e invadia de um jeito quase assustador, ele não queria aquilo. Não tinha gostado da sensação e não conseguia verbalizar isso, mas Derek sentiu a aflição irradiar do menino e retirou o dedo com cuidado, ganhando um gemido de aprovação quando voltou a lambê-lo e as vezes invadi-lo com a ponta da língua.

Stiles suspirou algumas vezes sentindo o orgasmo chegando e não se deu conta que Derek voltou a chupá-lo com agilidade e então se desmanchou na boca do mais velho. Encarou o maior assustado, ofegante e com as costelas o matando em uma dor apertada, Derek tinha a boca cheia e espalhou todo o gozo de Stiles pela entrada comprimida do garoto, o invadiu com um dedo sem dificuldade, o êxtase do orgasmo deixara o menino tonto e os gemidos do garoto se tornaram de aprovação enquanto aquele líquido branco, amargo e espesso se acumulava dentro de si.

– Out! — o garoto reclamou quando um segundo dedo o invadiu e todas as paredes daquele canal comrpimiram os dedos de Derek que tinha paciência e acariciava as bolas de Stiles enquanto o preparava. — Isso é estranho. — a voz rouca pelo orgasmo e a timidez excessiva encantavam Derek, ele queria tanto sentir os lábios daquele garoto. — Ai! Isso dói. — o menino reclamou quando um terceiro dedo o invadiu, apertou os olhos, encolheu os ombros e apertou as mãos no lençol. — Oh! Porra Derek! Ah! — ele grunhiu, Derek tinha acertado um ponto que ele desconhecia, mas era extremamente bom e o deixara duro no mesmo instante.

Stiles parou de pensar, não sentiu o mesmo desconforto depois que os dedos roçavam na carne macia de sua próstata, ele nem ao menos se importou dos movimentos ficarem mais agressivos ou de Derek apertar a base de seu pênis com força o impedindo dolorosamente de gozar enquanto era estimulado por minutos a fio. Estava se contorcendo, a dor nas costelas foi esquecida e ele não ligava se estava gemendo alto feito uma cadela no cio, ele só queria mais, cada vez mais.

– Caralho Derek! — ele gritou enquanto Derek o chupava ao mesmo tempo que continuava a acertá-lo no mesmo ponto. — Porra, eu vou gozar! — ele avisou e Derek sentiu os jatos atingindo sua garganta, o garoto entrou em um estado de prostração, estava voando em algum lugar da própria mente depois do segundo orgasmo que o fez ver estrelas e mau se deu conta do lobo deitado por cima dele, já nu com a ereção quente tocando seu membro flácido e úmido.

– Eu quero você. — ele ouviu aquela frase e percebeu que seu cérebro religou no mesmo minuto. A respiração ofegante, o calor e o cheiro de Derek misturado ao cheiro de suor e sêmen.

– Com calma. — ele mordeu o lábio inferior ansioso, estava tenso mesmo que seu corpo estivesse mole em cima da cama. — Eu quero te beijar. — ele pediu enquanto Derek se esfregava nele.

Os lábios do lobo pousaram nos de Stiles hesitante, Derek sentia o gosto da porra de Stiles em toda sua boca e não tinha certeza de que o garoto queria sentir isso também, mas o menor não reclamou e intensificou o beijo enquanto ele puxava uma das coxas de Stiles para o alto e abria caminho entre as nádegas firmes e arredondadas do menino encaixando a cabeça do membro molhado de pré gozo no canal rugoso, quente e virgem.

Stiles estremeceu violentamente ao sentir o calor de Derek contra sua entrada, mas preferiu se focar no beijo para não se desesperar. O lobo apenas pincelou a entrada, deixando tudo muito molhado com o líquido excessivo que vazava da sua própria fenda e lubrificava todo seu membro, ele mesmo agradecia pela condição lupina, assim não precisava se preocupar com lubrificantes.

Dor. Stiles nunca sentiu tanta dor na vida dele como naquele momento, se sentia como se o estivessem partindo em dois e entre um beijo calmo e outro ele se viu chorando feito uma menininha que caí da bicicleta. Pronto, agora em sua cabeça ele poderia guardar aquela dor absurda e a maldita vergonha por estar chorando igual um idiota.

Derek passou os dedos pelo cabelo do menino, alisou seu rosto, lambeu suas lágrimas e voltou a beijar seus lábios. Estava parado com apenas metade do membro para dentro do garoto e esperava que aquilo se tornasse menos desconfortável para ele que se sentia esmagado e menos doloroso para Stiles que estava chorando e claramente envergonhado.

– Shh, já vai passar. — ele murmurou beijando o rosto do garoto.

– Eu sou tão estúpido. — o menino virou o rosto, mas Derek o trouxe de volta para o seu campo de visão.

– Você é lindo. — Stiles não esperava por isso. — Tudo em você é lindo. Me desculpe por te machucar. — Derek sentiu o coração de Stiles pulando no peito, o garoto estava feliz por ouvir aquilo. — Prometo que vai ficar bom. — o filho do xerife apertou os lábios e suspirou, tentou relaxar ao máximo.

As mãos de Derek estavam entrelaçadas nas de Stiles, o lobo estava parado há minutos enquanto sua boca era explorada por Stiles que parecia mais relaxado conforme o tempo passava. Sentiu um remexer de quadril do garoto como se Stiles estivesse testando as sensações e um gemido de reprovação escapou dos lábios, ele claramente ficou decepcionado.

Derek sentia seu pênis doer, estava apertado lá dentro e ele implorava por alívio, mais alguns minutos se passaram até Stiles bufar e soltar as mãos do mais velho, correndo os dedos por suas costas, se demorando um pouco onde tinha uma grande triskle tatuada e depois deslizando pela bunda firme e malhada dele, sentiu o corpo desequilibrar e se afundar no de Stiles, um grito alto e engasgado saiu dos lábios de ambos, mas Stiles ignorou.

Ignorou a dor e obrigou Derek a se mexer, mesmo que ele sentisse vontade de sair correndo dali por causa da dor. Derek começou com movimento lentos e ondulatórios, o menino foi relaxando pouco a pouco, um beijo, uma carícia e as costas de Derek deveriam estar totalmente arranhadas.

– Mais forte. — Stiles pediu começando a sentir prazer com aquele ato.

– Assim? — Derek perguntou estocando profundamente em um ritmo firme e preciso.

– Oh! Um pouco para a esquerda, isso! — Stiles começou a gemer alto demais, estava soluçando pela falta de ar, todo vermelho e excitado.

– Olhe para mim. — Derek sussurrou ao pedir e Stiles o encarou com os olhos semicerrados, a boca levemente aberta em busca de ar, o rosto marcado pela surra do pai e vermelho pelo tesão. — Eu quero ver você enquanto eu gozo. — o garoto grunhiu, Derek o acertava no mesmo ponto com preguiça o que o deixava sem ar e sedento por mais.

– Me fode mais rápido. Eu quero sentir tudo. Me fode com força Derek. — ele pediu apertando a bunda do mais velho com toda a força que tinha e arrancando um gemido dele.

As estocadas eram violentas e os olhos azuis estavam ali de novo e Stiles amou isso, assim como estava delirando de prazer pelo ponto cego que era acertado infinitamente enquanto Derek parecia crescer dentro de si, inchar e contrair, suas bolas maltratando sua bunda, sua ereção em fricção dolorosa entre os dorsos e então Stiles explodiu de novo, tão forte que não conseguiu ver mais nada ou pensar e Derek sentiu seu prazer vir e preencheu o garoto com a sua porra, continuando a estocar a carne sensível do garoto até estar completamente flácido e sair dando passagem para o líquido espesso se esvair até o colchão.

– Você tá bem? — Derek perguntou e recebeu um resmungo em resposta, aninhou o garoto em seu peito e apagaram em um sono profundo.

Stiles acordou dolorido, não sabia se era capaz de andar, sua bunda estava doendo, tocou o vão entre as nádegas e reprimiu um grunhido de dor, estava tudo sensível e ele tinha certeza que Derek o tinha deixado todo aberto. A maior parte da sua pele estava vermelha e irritada pela fricção da barba ou chupões e isso nem se comparava aos hematomas pelo corpo e a dor das costelas.

Olhou o homem deitado de bruços ao seu lado, as costas largas adornadas por uma tatuagem que sempre intrigou Stiles, a bunda mais definida e linda que ele já tinha visto na vida, as coxas grossas e peludas, o joelho meio dobrado, a outra perna largada na cama, os braços embaixo do travesseiro, um sono tão tranquilo e pesado que o excitava. A visão de um Derek vulnerável, tranquilo e dormindo o excitava muito.

Derek acordou com uma sensação molhada entre as pernas. Seu quadril levemente arqueado, o fofo de um travesseiro entre seu pau inchado e duro e sua barriga, a bunda empinada e aberta pelas mãos firmes de Stiles e a língua do garoto o lambendo bem ali. Gemeu com a cena se formando na sua mente e se ofereceu para o garoto, era uma ótima sensação a língua correndo do fim do saco até o ânus apertado. Stiles não percebera que Derek tinha acordado, o lobo gemia enquanto recebia carícias dormindo, mas quando Stiles hesitou em penetrar o dedo nele, Derek suspirou.

– Você pode. Vá em frente. — o garoto se sobressaltou, foi pego no flagra e isso o fez se sentir uma criança travessa demais.

– Vou te machucar. — Stiles estava muito inseguro, ele tinha sentido aquela mesma dor e ainda se sentia incapaz de dar dois passos normais pelo quarto e mesmo assim seu pau implorava para foder Derek até ele estar igual ou pior que ele, porque doía, mas era gostoso de qualquer forma.

– Me fode de uma vez Stiles. — Derek arqueou os quadris se oferecendo mais ainda para o garoto que voltou a lambê-lo e enfiou um dedo sem ressalvas.

O lobo estremeceu, mas não reclamou, era estranho e desconfortável, mas ele não reclamou. Ele queria sentir Stiles dentro dele, queria sentir as mesmas coisas que ele viu o garoto sentir embaixo do seu corpo. Quando o segundo dedo o invadiu e Stiles estimulou uma das paredes, sentindo-a macia e não rugosa, Derek se impulsionou para trás.

Stiles tinha chegado a sua próstata com facilidade e o lobo já estava tomando o controle da situação em meio a tanto prazer. Stiles penetrou o terceiro dedo enquanto Derek se retorcia de prazer e logo os rosnados começaram a sobrepor os gemidos e Stiles sentiu os dedos serem sufocados no canal rugoso, Derek estava gozando.

Em meio ao torpor de um orgasmo intenso e matinal, Derek sentiu o garoto investir contra ele e a dor se misturar ainda as ondas de prazer que espancavam seu sistema nervoso central. Não conseguiu reclamar ou pensar, estava perdido entre a confusão de não entender o que sentia e de estar sufocado pela dor e o prazer.

Era uma dor forte e quase insuportável, mas Stiles massageava o trecho de pele inchada embaixo de seu saco e isso parecia o estimular e fazer relaxar. Stiles podia não ser experiente na cama, mas ele não era burro e uma coisa que ele prezava era ser bem informado, por isso, sabia que se estimulasse a próstata de Derek, mesmo externamente a penetração seria mais fácil.

Começou a estocar mais rápido, arqueou o corpo do lobo mais para perto e conseguiu a angulação certa, acertava a próstata de Derek intensamente sentindo seu próprio prazer ao ser esmagado dentro daquele canal. Derek estava em outro planeta quando sentiu os jatos quentes o preenchendo e logo depois o corpo pesado de Stiles em suas costas o beijando a nuca suada e acariciando seus cabelos escuros com delicadeza.

– Eu estou apaixonado por você. — Stiles disse deitando ao lado do mais velho e sentindo a adrenalina abandonar seu corpo.

– Eu te amo. — Derek encolheu os ombros e corou, não era fácil para ele demonstrar sentimentos.

Eles ainda tinham um milhão e meio de problemas para resolver, o emocional dos dois era fodidamente arruinado e mesmo assim os dois eram perfeitos um para o outro e não abandonariam a si em nenhuma situação. Derek e Stiles eram unidos pelo caos que os cercavam, mas juntos encontravam a paz e a harmonia, entravam em sintonia e consertavam um ao outro.

Stiles era a cola que reunia os cacos emocionais que todas as namoradas de Derek espalharam por ai e Derek era o band-aid de Stiles, de todos os seus problemas familiares e lembranças ruins. Um sempre conseguia consertar o outro, um sempre conseguia manter o outro firme. Os dois só existiam juntos e assim seguiam em frente.

Notas finais
Então, eu quero dedicar essa história ao Mattew, meu personal fanfic lindo que além de me ajudar sempre com as histórias, com suas ideias brilhantes, com sua betagem voluntária e seus comentários super criativo, é também um ótimo amigo e quando eu tava na bad, me disse para eu sentir isso e fazer algo para me distrair, eu juntei as duas coisas e saiu essa one. Então vou dedicá-la a ele, porque ele merece. :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!