Fix You.

2 Capítulo 2 - Proibido garotinhas na cama de cima.


Notas iniciais
oooi minhas leitoras e leitores preferidos do Nyah! Isso mesmo, agora temos um leitor! *oo* Eu achei que só as meninas liam as minhas histórias, mas eu estava completamente enganada. Leandro, obrigado por favoritar as minhas histórias e ler. Quero agradecer também a todas as meninas que deixaram reviews e quero dedicar esse capítulo para a Dreamer, Karina Uchiha Volturi e para o Leandro, que favoritaram a história. Mas esse capítulo também é super dedicado para a Má! Ela, que deixou uma recomendação linda, já no primeiro capítulo! Fiquei super feliz com os primeiros resultados dessa história (: Enfim, estou fazendo o possível para responder todos os reviews daqui e da outra história, mas eu já respondi quase todos daqui. A nossa Música do Capítulo é do A Rocket To The Moon. Eu simplesmente descobri a banda hoje e já viciei nas músicas. E a música de hoje é a cara do capítulo! Quem quiser dar uma pesquisada na tradução, vai ver isso. Enfim, vou deixar vocês lendo aí. Até lá embaixo õ/

(Baby, Blue Eyes — A Rocket To The Moon)

02h50 AM — O quarto estava totalmente escuro e o loiro na cama de cima ainda parecia estar bravo comigo. Aquelas órbes azuis dilatadas, o jeito com que mexia no cabelo e "Me deve uma transa, Vaughan!" não saiam da minha cabeça. É, no mínimo, constrangedor saber que você expulsou uma garota plastificada que transaria com o seu colega de quarto na sua frente e agora, precisa compensar o garoto por isso. Eu sabia perfeitamente que o Brooke não estava dormindo, porque às vezes, ele gemia alto de frustração e era fácil saber do que se tratava.

- Não estava falando sério, não é? — Perguntei, baixinho. — Ou estava?

Maxwel tombou a cabeça para o lado, para me olhar. Vi os fios loiros bagunçados e um pouco dos seus olhos claros. Sua expressão não era das melhores, mas logo em seguida, ouvi sua voz rouca fazer outra pergunta.

- Do que você está falando, garota?! — Sentou na cama. — Às vezes, você me assusta.

- Quando disse que eu devia uma transa para você — Dei uma pausa e olhei para os meus dedos. -, estava falando sério?

O loiro segurou o riso e desceu da cama, sentando ao meu lado. Brooke afastou o cobertor das minhas pernas e me puxou para mais perto. Soltou o ar pelo nariz e riu abafado. Senti que o loiro queria rir muito mais do que podia, porque aquilo parecia engraçado para ele.

- Veja, Lauren. — Coçou a nuca. — Eu jamais faria uma coisa dessas com você! Eu não costumo levar garotinhas para a cama de cima. É contra as minhas regras, certo? — Cruzou os braços, pressionando o peito. — Fique tranquila. Eu estava irritado quando disse aquilo e não achei que você fosse levar à sério. Mas tenho certeza que uma de suas regras pessoais é nunca chegar perto de Brooke Maxwel, à não ser como colegas de quarto. — Sorriu. — Você está certa. Somos tão insuportáveis quando estamos juntos!

Provavelmente, eu estava com uma com uma cara de frustração maior que a do loiro por ter perdido a ruiva. Brooke Maxwel me via como uma garotinha? A julgar pela minha expressão de idiota e minhas bochechas mais vermelhas do que tomates, eu sei que sou uma garotinha perto do Brooke. Meus dedos brincavam com a barra da blusa folgada que eu usava para dormir, enquanto Maxwel me olhava, esperando uma resposta. Eu não queria dizer nada, só queria que o Brooke sumisse dali e fosse me deixar em paz para dormir.

- Não chegar perto de você à não ser como colegas de quarto, é a minha primeira regra pessoal, Maxwel! — Cobri minhas pernas de novo e me encolhi no canto da cama.

Na verdade, essa não era minha primeira regra pessoal, mas a partir de agora, essa seria uma das regras mais importantes a seguir.

- Uma garotinha. — Brooke sussurrou, passando o dedo indicador no meu queixo, antes de voltar para a cama de cima.

Nesse momento, eu já estava me sentindo um poço de frustração, mas eu não podia fazer muita coisa à respeito disso. Eu havia acabado de ganhar uma regra pessoal boba, que nem eu mesma queria seguir. Eu era quase como a irmã mais nova do loiro, mas a única coisa que nós tínhamos em comum, eram os olhos. Por mais que as nossas órbes fossem iguais, eu preferia as do loiro.

Não demorou muito para a beliche balançar de leve e eu sentir alguém sentando ao meu lado novamente. Acho que o Maxwel ainda não havia me torturado mais com seus olhos claros como queria. Ainda faltava mais! Puxei o cobertor até a cabeça e gemi baixinho. Não queria ver aqueles cabelos quase dourados e aquele sorriso na minha frente tão cedo, mas acho que ele não ligava para isso. Arrancou o cobertor do meu corpo em um puxão e me encarou com um sorriso no rosto.

- O que você quer, Maxwel?! — O olhei, com os olhos semi-cerrados. — Me deixe dormir, por favor!

- Qual é? — Coçou os olhos. — Eu não estou com sono, então achei que poderíamos conversar. Acho que você já sabe bastante coisa sobre mim e bem, eu só sei o seu nome.

Sentei na cama, me rendendo. As coisas que ele me dissera, não era bem verdade. Eu sabia pouca coisa sobre o loiro, mas seria legal ficar umas horas sem dormir para conhecer melhor o dono daqueles olhos claros. Mesmo sendo uma garotinha na visão do Brooke, seríamos colegas de quarto agora e eu precisava o conhecer melhor. O loiro levantou, puxando a cadeira da mesinha e sentando de frente para mim.

- Certo, diga o que sabe sobre mim. — Pediu, com os cotovelos apoiados sobre os joelhos.

- Brooke Maxwel, dezessete anos. — Tentei lembrar de algo que não fosse tão óbvio assim. — Fã de baseball e se eu não me engano, seu time preferido é o Mets.

Além disso, é dono dos olhos mais incríveis que eu já vi, completei mentalmente. Eu não sabia se esse afeto pelo Brooke duraria apenas pela madrugada ou se pelo resto da vida. Eu não queria que isso se estendesse por muito tempo. O Maxwel ainda não deixa de ser um babaca porque tem olhos incríveis. Ele só está de bom humor e quando as coisas voltarem ao normal, ele vai ser o mesmo insuportável de sempre.

- Me enganei. — Riu, abafado. — Você não sabe quase nada sobre mim. Isso significa que ainda não está apta para entrar no meu fã-clube!

Agora foi a minha vez de rir. Eu não entraria em um fã-clube para o loiro nem sob tortura!

- Você realmente tem um fã-clube? — Perguntei, curiosa. — As garotas da Eastern tem problemas, só pode. Já olhou para você? Cara, um fã-clube é a coisa mais ridícula de todas.

- Diz isso até ganhar o seu próprio fã-clube. — Riu, tapando a boca, para não fazer muito barulho. — Mas nem são tantas garotas. Umas dez, eu acho.

- Eu não vou ganhar um fã-clube. — Cruzei os braços. — Os garotos não são idiotas o suficiente para fazer uma coisa dessas por mim! Aliás, garotinhas não ganham um fã-clube. — Sorri, brincando novamente com um fio solto na barra da blusa.

- Tem razão. — Girou a cadeira, olhando para o teto. — Nós, garotos, não fazemos esse tipo de coisa. Mal falamos alguma coisa bonitinha, quem dirá um fã-clube. Mas se você fosse a Megan Fox, eu provavelmente, providenciaria um fã-clube para você! — Brincou.

- É uma ideia boba, mesmo assim. — Sorri. — Mas você ficaria uma graça de presidente do fã-clube da Megan Fox.

[...]

06h10 AM — Eu ainda estava com sono, por ter passado a noite inteira conversando com o loiro, mas talvez tenha valido a pena. Antes de entrar no banheiro e tomar um banho, tentei subir na cama de cima sem fazer muito barulho, só para ver se o Brooke ainda estava dormindo. Depois de fazer a beliche balançar um pouco, finalmente consegui chegar na cama de cima — proibida para garotinhas. Fiquei de joelhos na cama e dei uma espiada no rosto do Maxwel. Sua respiração estava regular e ele parecia sonhar com alguma coisa. Desci com cuidado da cama e entrei no banheiro.

Deixei a água quente encher a banheira, enquanto eu prendia meu cabelo em um coque alto. Pendurei minhas roupas em um canto e deixei que a água quente fizesse o meu corpo relaxar. Mas a paz não durou por muito tempo. Ouvi batidas fortes e contínuas na porta do banheiro.

- Droga, Lauren! — Brooke gemeu do outro lado. — Anda logo com isso! Eu odeio dividir o quarto com uma garota.

- Espere, Maxwel! — Coloquei as mãos para fora da banheira, tentando alcançar alguma toalha. — Droga!

- O que foi dessa vez? — Gritou, irritado.

Eu queria ficar calada, mas se eu contasse o que aconteceu, Brooke provavelmente se ofereceria para me ajudar. Isso era o que eu menos queria no momento, mas ou ele me ajudava, ou eu iria ficar ali a vida inteira e ele me culparia pelo nosso atraso para as aulas.

- Eu esqueci a toalha. — Mordi os lábios e fechei os olhos, me odiando pelo o que viria logo em seguida. — Trás para mim?

Ouvi uma risadinha do outro lado da porta. Droga, Maxwel!

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Brooke Maxwel.

Notas finais
As minas pirando em 3, 2, 1. Atendendo a pedidos, eu resolvi postar a foto do Brooke. Além disso, me pediram a foto da Lauren, que eu vou postar no outro capítulo também. Eu achei duas fotos desse mesmo garoto e as fotos eram lindas, aí eu acabei salvando as duas no computador e essa era a mais bonita. Enfim, vou trocar a capa assim que eu puder. Estou me dobrando em duas para postar nas duas fic's. Quem acompanha My Idiot! II, leia as notas iniciais do próximo capítulo que eu irei postar hoje, talvez. É super importante! Espero que vocês tenham gostado desse humilde capítulo, da música, do Brooke. Enfim, só espero que tenham gostado. Vou esperar os reviews de vocês, que eu leio com muito carinho. Obrigado, amores.
3beijos da tia Júlia ;*