Fix You.

30 Capítulo 30 - Anjos.


Notas iniciais
Mozões, don't cry [] último capítulo de Fix You :c Tenho mesmo que agradecer a vocês por cada review, cada palavra, cada capítulo lido, cada recomendação. Tudinho. Vocês são demais! Sobre os reviews, ainda pretendo respondê-los, mas como já havia dito, agora está tudo mais difícil. E o último capítulo é dedicado para... Nara Emily! Obrigada pela recomendação linda e por todos os reviews. Fico muito grata a todos vocês. Tá, mas aí vocês me perguntam: "E a próxima fic?" Exatamente, meus caros. Eu demorei a postar porque queria postar as duas juntas, mas ia demorar demais e sei que vocês são curiosos. Então, até sexta-feira a próxima fanfic será postada. Por isso, não deixe de dar uma olhadinha nas minhas histórias postadas everyday. Acho que vocês vão gostar muito. Vou acertar os últimos detalhes dela agora. Nossa MDC de hoje é da banda The XX. Enjoooy! []

(The XX — Angels)

23h00 PM – Desde pequenos, ouvimos dizer que beijos são capazes de curar feridas. E isso é verdade. Mas há algo que não nos ensinam. Beijos também podem provocar feridas. Levei um tempo para descobrir isso. E foi da pior forma possível.

As estaduais finalmente haviam terminado. Vitória da Eastern. Estava feliz pelo loiro e achei que finalmente, tudo daria certo para mim, pelo menos, dessa vez. Corri pela escadaria da arquibancada, até alcançar a quadra do ginásio. Antes que pudesse chegar até o Maxwel, alguém interrompeu meu caminho.

– Vejo que seu incentivo funcionou! – Connor me parou. – Então você e o Brooke estão bem? – Levantou a manga da blusa. – Mesmo depois daquele showzinho nos alto-falantes?

Eu queria socar Connor Hayes, mas não podia perder tempo. E só de respirar ao lado dele, era perda de tempo.

– Isso não é da sua conta. – Estiquei o pescoço, tentando achar o loiro. – Você não acha que já bagunçou minha vida o suficiente?

– Mas eu não fiz nada! – Deu uma risada. – Se tudo está assim, a culpa é sua. Podia ter evitado boa parte das besteiras que faz. – Mordeu os lábios. – E bem, metades delas não são culpa minha.

– Eu só deveria ter evitado te conhecer. – Comprimi os lábios. – Isso sim foi um erro.

Enquanto Connor dava uma risada, eu me esticava na ponta dos pés. O ginásio era grande. Brooke Maxwel havia sido engolido pela multidão.

– Está procurando algo, não é? – Hayes perguntou, curioso. – Ou alguém?

Era óbvio que meu foco era o loiro. E Connor sabia disso.

– Olhe para trás. – Apontou para o fundo do ginásio. – Só não posso garantir que vai gostar do que vai ver.

Maxwel estava na porta do vestiário masculino, mas não estava sozinho. Megan Collins beijava-o como se fosse arrancar seus lábios. As vezes, o loiro abria os olhos e foi aí que meu olhar cruzou com o seu. Brooke segurou nos ombros da ruiva, afastando-a de si. Entrou no vestiário sem ao menos, olhar para trás. Parecia atormentado, mas não tanto quanto eu.

Só aí aprendi quanto um beijo pode machucar.

[...]

– Agora vocês estão quites! – Harry se jogou ao meu lado, no gramado do campus. – Não devia se lamentar, Lauren. Agora sabe o que o Maxwel sentiu quando descobriu sobre você e o Connor.

– Não estamos quites, não! – Choraminguei. – Ele não viu Hayes me beijar. Mas eu vi a Megan engolindo a sua cabeça. – Comprimi os lábios e segurei as lágrimas. – Isso não é estar quite.

Já havia se passado quase dois dias depois das estaduais e Brooke me evitava de todas as formas que conseguia. As coisas iam bem, mas depois, desmancharam como açúcar na água. O loiro não havia ido para a comemoração depois das estaduais. Mesmo depois de Zack perturbá-lo muito.

– Só não fique assim, tudo bem? – Me olhou nos olhos e sorriu. – Você tentou e sinceramente, se aquilo tudo fosse para mim, eu não pensaria duas vezes, Lauren Vaughan.

Pude perceber nos olhos do moreno que ainda não havia me superado. Estava lutando para fazer, mas não conseguia. E depois de algum tempo, percebi que sempre que eu precisava, Harry Mackenzie estava lá, tentando me tirar um sorriso. Me sentia péssima por ter estragado as coisas entre nós.

– Eu só queria que tivesse durado. – Suspirei e senti meus olhos queimando. — Eu e você. Juro que queria.

– “Alguns infinitos são maiores do que outros.” – Acariciou meu cabelo, enquanto citava um trecho de A Culpa É Das Estrelas. – Nosso infinito foi pequeno, mas para mim, foi infinito.

– Foi o melhor infinito que já tive. – Sorri. – Não sei ao certo, mas foi especial. E pela primeira vez na vida, eu me senti viva, Harry Mackenzie. – Retribui o carinho no cabelo. – Porque a cada segundo que estávamos juntos, você fazia ser incrível.

Repentinamente, o moreno deitou de costas para mim e começou a fungar. Mackenzie estava chorando. Eu não sabia o que estava sentindo. Minhas veias queimavam e de repente, minha respiração ficou estranha. O abracei por trás e senti seu peito pular. Estava soluçando. Virou de frente para mim e enterrou seu rosto entre meu pescoço e meu ombro.

– N-não estou conseguindo, Laurie. – Suspirou, tentando falar. – Isso de mentir e dizer que já te superei não é para mim, não mesmo. – Me apertou contra si. – Aquela foi a melhor semana da minha vida e só de pensar em tudo o que aconteceu, me dói. – Soluçou e depois, começou a chorar novamente. – Eu ainda te amo, droga!

Continuei acariciando os fios escuros. Ver Harry Mackenzie tão vulnerável me fazia mal. Os olhos claros estavam vermelhos de tanto chorar e o pior, por minha causa. Continuou com a respiração pesada sobre a minha pele. Tentei protegê-lo, mas eu era o seu mal.

– Me desculpa, sério. – Limpou as lágrimas com as costas da mão. – Não queria fazer isso. Só me deu saudades. – Mordeu os lábios. – Só você pode me curar.

O problema era esse. Como curar se eu era a doença? Como resolver se eu era o problema? Eu só queria curá-lo de mim mesma. Quase sem querer, os lábios do moreno me convidavam. Estavam avermelhados como os seus olhos claros. Harry não dizia nada, mas com um olhar, me pedia um beijo. Ou eu o curava, ou evoluía o estágio da “doença” que eu provocara nele.

– Acho melhor descansar, Mack. – Afastei o cabelo de sua testa. – Descansar de mim.

Seus lábios tremeram. Me abraçou com força e voltou a chorar. E eu estava fazendo tudo errado, novamente.

– Nunca vou descansar de você. Nunca. – Sussurrou. – Porque simplesmente não consigo me cansar de você.

[...]

14h40 PM – Me sentia perdida. Me sentia confusa. A alça da minha mochila escorregou pelo meu braço até alcançar o chão. Quando me dei conta, meus olhos queimavam e ardiam, enquanto as lágrimas embaçavam minha visão. A verdade é que eu também estava doente e infelizmente, Brooke Maxwel era a minha cura.

Mas, o que esperar de uma cura que transava na minha cama com Megan Collins? Todo o meu amor pelo garoto que eu, um dia, julguei ser o meu anjo, havia ido embora. Só conseguia ver um ser desprezível. E se aquilo realmente fosse a minha cura, eu preferia morrer. E mesmo que eu me sentisse fraca e imune, tentaria reprimir esse sentimento.

– Lauren, eu só estava... – Deu uma pausa e se enrolou nos meus lençóis. – Só estava...

Era a pior sensação do mundo. Eu estava com um nó na garganta e não conseguia reagir.

– Estava transando. – Completei, comprimindo os lábios. – Tudo bem. As pessoas fazem isso.

Megan sabia exatamente como eu estava me sentindo. Era como se uma bomba nuclear estivesse explodido dentro de mim. Eu não estava mais disposta a ganhar essa guerra, porque simplesmente, eu não queria. Meus recursos e minhas forças haviam se esgotado e Brooke Maxwel não merecia mais nada vindo de mim.

– Sintam-se a vontade para continuar. – Suspirei. – Dessa vez, não vou atrapalhar.

...

Eu corria em direção ao que podia ser o meu antídoto. Talvez não me curasse, mas controlasse o que eu estava sentindo. Com ele, eu simplesmente não tinha problemas. Ele era simples. Não precisava consertá-lo. Ele já era perfeito.

Assim que a porta do seu dormitório foi destravada, o beijei. Minhas mãos passeavam pelas suas costas e novamente, eu pude sentir aquela sensação. Beijar Harry Mackenzie era sempre incrível.

Encostou nossas testas e suspirou, sorrindo. – Por que fez isso?

– Estou te curando de mim. – Acariciei sua nuca. – E de certa forma, me curando também.

Seus lábios alcançaram os meus. Harry sorria silenciosamente entre um beijo e outro. Entre uma mordida e outra. Me apertava contra si e me beijava como se aquele fosse o último beijo da sua vida. Quando nos afastamos, seus olhos estavam mais verdes e por um segundo, eu pude me sentir mais viva.

– Isso quer dizer que está me dando mais uma chance? – Encostou no batente da porta, sorrindo.

– Não, Mackenzie. – Meneei a cabeça. – Eu estou pedindo mais uma chance. Você não fez nada. Eu quem estraguei as coisas. – Acariciei seu rosto. – Deixa eu te curar? Deixa eu consertar a besteira que eu fiz?

– Você está falando demais, morena. – Repuxou os lábios, mostrando suas covinhas. – Vem cá.

...

Apesar da claridade lá fora, o quarto estava meio escuro. Alguns raios de sol penetravam pela janela do quarto. Era o suficiente para fazer os olhos do moreno brilharem. Eu ainda estava um pouco confusa, mas tinha certeza do que eu queria.

– Eu acho que estou sonhando. – Acariciou meu cabelo. – Ainda não acredito. Eu e você.

Meus pés roçaram no seu, enquanto me aninhava no seu peito. – Também não acredito, Mack. – Comprimi os lábios. – Sinceramente, não sei se te mereço.

Suavemente, desceu a alça do meu sutiã pelo ombro e distribuiu beijinhos molhados por ali. Mordia meus lábios com carinho, me fazendo esquecer que havia um mundo lá fora.

– Ainda pergunta, Laurie? – Sussurrou. – Acho que você é boa demais para mim.

Dei uma risadinha e repentinamente, o moreno parou e desceu da cama. Pegou o violão e sentou ao meu lado. Dedilhou algumas notas, enquanto eu a olhava, curiosa.

– Reflexos de luz da sua sombra. – Cantou Angels baixinho no meu ouvido. – É mais do que eu pensei que poderia existir. – Sua voz suave me acalmava. – Você passa pela sala, como se respirar fosse fácil. Se alguém acreditasse em mim... – Deu uma pausa e olhou nos meus olhos, sorrindo. – Eles estariam tão apaixonados por você como eu estou.

Colocou o violão sobre a cama e me beijou. Estar com Harry era tão fácil quanto um mais um são dois. Seus lábios percoriam todo o meu pescoço e eu pude sentir todo carinho do mundo em cada toque. Peguei o violão e coloquei-o sobre o meu colo. Continuei a cantar de onde o moreno havia parado.

– E todos os dias, eu estou aprendendo sobre você. – Repuxei os lábios. – As coisas que ninguém mais vê. E o fim se aproxima cedo. – Mackenzie acariciava minha bochecha enquanto eu cantava baixinho. – Como sonhar com anjos. E partir sem eles.

Ter aquele momento com Harry Mackenzie me fez pensar. Sobre tudo. Eu sabia que, um dia, aquela dor ia passar. Se eu não podia consertar Brooke Maxwel, eu deveria encontrar alguém que me consertase. Aprendi que feridas também fecham. Mas é você quem decide se deve curá-las ou provocá-las mais ainda.

Aprendi também que uma hora, já não dói mais. Simplesmente, nem sentimos. Aos poucos, toda a bagunça dentro de você se ajeita. Se Brooke Maxwel tinha conserto? Eu não sei. Só sei que a mudança depende de vontade. E se Maxwel tem vontade de continuar do jeito que está, outras Laurens, Megans, Katherines, Briannas, serão magoadas.

Mas o importante mesmo é que encontrei minha cura. E ele não precisou parecer com um anjo. Mesmo sem os cabelos dourados e os olhos azuis, o garoto dos olhos verdes, era o meu anjo. O tempo inteiro.

Notas finais
Genteeee! Essa é para vocês que disseram que o final ia ser previsível, que a Lauren ia ficar com o Maxwel, que todo mundo já sabia. Quem disse que FY é previsível? Ai ai. Sei que não consegui agradar a todos, mas tentei, eu juro. Quis quebrar essa coisa de "Ah, mas eu já sei o final. Já sabia que ia ser assim." E mesmo assim, o final me agradou. Mas escrevo pensando mais em vocês, sério. Sei que parti o coração de vocês, mas não dava pra agradar todos vocês. Uns preferiam o Connor, outros o Brooke e a outra metade o Harry. Não dava pra dividir os três e juntar em uma pessoa só! NÃO ESQUEÇAM DE VER A PRÓXIMA HISTÓRIA, PLMDDS! Amo vocês! Se quiserem mandar recomendações, a vontade. Beijão da Júlia []
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!