Fix You.

14 Capítulo 14 - Oxfordshire


Notas iniciais
Amorecooos [] Tá, sério. Eu já sei, desculpa. Eu juro que eu já tinha escrito esse capítulo muito antes, maaaass, o final não estava pronto. Agora está finalizado, tudo certo e lindo. Só voltei por causa de uma MP que recebi aqui no Nyah! da leitora Mihh Mellark, dizendo que ia ficar muito chateada se eu excluísse. Amores, eu não ia excluir, mas a fic ia ficar sem final, mesmo com esse capítulo quase pronto. Quando fui escrever um final agora, que abri o arquivo aqui no pc, ele tava com teia de aranha, haha [: Gente, desculpa mais uma vez. Agora já estou oficialmente de férias, com o pé no Ensino Médio, nada de recuperação, vou ter tempo de sobra pra escrever pra vocês. É isso. Hoje, a MDC fica por conta de vocês. Beijinhosss

15h35 PM – Meu foco, no momento, era a minha cama. Meus pés imploravam por descanço, mas Connor não ligou e assim que eu estava prestes a atravessar todo o campus, segurou meu braço.

– Achei que não viria mais. – Engoliu seco. – Fiquei preocupado. Até tentei te ligar, mas estava sem sinal. – Coçou a nuca. – Na verdade, acho que fiz mal em ter te deixado ali, sozinha. Sei que me deve desculpas por ter mentido, mas nada justifica o que eu fiz, é sério. – Mordeu os lábios, parecendo contrariado. – Se tivesse acontecido algo grave com você, nunca iria me perdoar. Já basta o Brooke de babaca.

– Não diga bobagens, Connor. – Suspirei. – Quero descançar um pouco, está bem? Deixe as desculpas para depois. – Dei uma breve pausa. – E quer saber? Não foi de todo mal você ter me deixado sozinha. – Dei uma risadinha.

[...]

Mesmo que quisesse dormir – e graças a Deus, o quarto estava vazio! -, eu estava absorta em pensamentos negativos. Lógico, não poderia ser diferente. Brooke ficou extremamente esquisito depois do acidente. Efeito colateral de culpa, talvez. Mas eu já havia o perdoado. Estava ali, tentando entender tudo o que tinha acontecido e o por quê de estar sendo ignorada, mesmo sabendo que o Maxwel ainda gostava de mim – mesmo que fosse pouco, mas ele gostava.

Eu estava inquieta. Nada me deixava calma e talvez sair do dormitório um pouco, iria me ajudar. O tempo lá fora não era dos melhores. O céu havia se fechado e ganhado uma cor cinza-chumbo. Mas eu não ligava. Qualquer coisa que me fizesse esquecer de Brooke Maxwel estava valendo.

[...]

17h15 PM – O vento frio passava facilmente por dentro do meu casaco de lã. E mesmo com todo frio, o meu corpo não queria sair do banco de madeira do campus de jeito nenhum. Eu esperava que algo extraordinário caisse do céu, e mesmo que fosse uma chuva, já servia. Mas depois de algum tempo, percebi umas garotas correndo em direção a um carro que acabara de entrar na garagem da faculdade. Cruzei os braços para espantar o frio e fiquei as observando.

– Enfim, te achei! – Connor parecia ofegante. Deveria estar correndo. – Por que não entra? Está frio. Creio que essa blusa não deve estar cobrindo nada.

– Não, estou bem. – Mordi os lábios. – Depois eu entro, não agora.

– Mas vai chover! – Sentou do meu lado. – Já olhou para o céu? Você acabou de se recuperar de um acidente, não é legal ficar doente depois de tantas aulas que você perdeu.

– Por que se importa tanto, Connor?! – O olhei, apoiando meu rosto sobre as mãos. – Não sou sua irmã mais nova. Já disse que estou bem e só... – Quando olhei para frente, minha língua travou.

Sabe aquela sensação esquisita de quando você sente o mundo parando por alguns segundos? Quando você sente o seu mundo parando? Quando mais nada ao redor importa? Eu me senti assim e por um momento me senti em uma cena de filme, quando as gotas geladas acertaram meu rosto. Era como se tudo em volta estivesse congelado e as gotas grossas de chuva estivessem em câmera lenta. As únicas coisas que realmente importavam era eu e ele.

Apesar de ser a pior descrição que já fiz na vida, eu estava certa. Brooke Maxwel estava ali e talvez por ter uma conexão mental muito forte com o loiro, meu corpo recusava-se a se levantar. Mesmo não sabendo, eu estava esperando por ele. Minha mente estava prestes a explodir, já que só queria entender algumas coisas das quais nunca encontrei resposta. Quase que involuntariamente, Maxwel parou na minha frente.

– Por que não me disse que teria alta hoje?! – Soltei, sem querer. – Por que mentiu?

Eu queria ser sutil, mas em uma hora dessas, convenhamos, sutilidade não é o meu forte. Não foi a melhor forma de recebê-lo e eu nem sequer esperei o loiro entrar. Queria todas as respostas, ali na chuva mesmo, na frente do campus inteiro.

– Conversamos depois, Lauren. – Franziu a testa, sussurrando. – Aqui não.

– Aqui sim! – O contrariei. – Você me deve respostas! “Deixe eu voltar para a Eastern e conversamos” , lembra? – Segurei seu braço, o fazendo dar um gemidinho de dor. – Desculpe, mas realmente precisamos conversar.

– Tudo bem, você quer que eu fale aqui, na frente de todos?! – Subiu o tom de voz. – Já que insiste, faço questão, Lauren Vaughan.

– Deixa ela fora disso, Brooke. – Connor me puxou pelos ombros. – Vamos resolver isso mais tarde.

– Connor, me solta. – Cruzei os braços. – Quero sim ouvir o que o Brooke tem a dizer.

– Então vamos lá. – Passou a manga da blusa em seu rosto molhado. – Achou que ia conseguir manter dois relacionamentos, Lauren?! As coisas não funcionam como em uma série de televisão, Vaughan. – Em cada palavra, seu tom de voz aumentava. – Por que logo com o Connor? Por que não me contou o que estava acontecendo?! – Colocou a mão no rosto e suspirou. – Ainda me sinto culpado por ter batido aquela droga de carro e ter acabado com a gente, mas assim que teve uma chance me trocou pelo Hayes?!

– Do que está falando, Maxwel?! – Ergui uma sobrancelha. – Juro que não estou entendendo! Dois relacionamentos?! Isso nunca aconteceu. – Minhas lágrimas começavam a se misturar com as gotas pesadas de chuva que caíam sobre o meu rosto. – Você deve estar enga... – Fui interrompida.

– Se realmente não está entendendo, pergunte ao seu namorado, Connor Hayes. – Me repreendeu com o olhar e virou as costas.

Me joguei no banco de madeira, ignorando os olhares tortos que recebia. Eu e Connor ficamos calados por um tempo, apenas ouvindo o barulho das gotas de chuva se atirarem no chão.

– Eu posso explicar, Lauren. – Senti sua respiração gelada bater sobre o meu rosto, assim que sentou ao meu lado.

– Não quero suas explicações. – Engoli seco e fechei os olhos. – E sabe por quê? Porque você sempre se sai bem nas desculpas. Sempre dá um jeito de sair por cima. Sempre...

Mordeu os lábios e balançou o cabelo encharcado.

– Isso não é verdade, Lauren. – Virou o rosto, evitando olhar nos meus olhos. – Só quis que você fosse minha. Tornei isso tão real dentro de mim que as mentiras tomaram uma proporção incontrolável. – Fechou os olhos. – Apenas me desculpe.

– Não dessa vez, Connor Hayes. – Me encolhi no banco de madeira. – Então era por isso que não queria que eu fosse ao hospital, vê-lo?! Era por isso que ele estava tão esquisito comigo?

– Juro que não sei de onde tirei a ideia de dizer que estava namorando comigo. – Se mexia no banco, inquieto. – Isso foi, tipo, uma fantasia. Só estava desesperado porque você ia morar com ele! Não é justo comigo, sabe? – Brincava com uma pequena poça d’água que se formara com as gotas da chuva. – Dei o melhor de mim pra ser, no mínimo, notável para você. Achei que mesmo depois do acidente, você iria embora. E se ele fez isso, mesmo quando vocês não estavam dividindo um apartamento, imagine o que ele faria quando estivesse lá, com ele? – Sussurrou. – Colocaria fogo no apartamento?

– Já chega, Connor! – Me levantei. – Não percebe que está sendo suficientemente babaca e hipócrita?! Vivia reclamando que o Maxwel faria tudo para ter o que queria, porque é mimado, mas veja só você. – Forcei um sorriso. – Está fazendo o mesmo! Queria ser notável para mim?! Conseguiu, mas da pior forma possível.

Atrevessei o campus sem ao menos, olhar para trás.

[...]

– Opa, precisa de uma toalha?! – Harry me parou no corredor dos dormitórios. – É, pelo jeito a chuva está forte lá fora.

– Não, estou bem. Obrigada. – Dei uma risadinha. – Ei, para onde vai com essa mala?!

– Visitar meus pais em Oxfordshire. – Ajeitou a mochila nas costas. – Mas pelo visto, vou ter que deixar para amanhã. Acho que a Maverick não aguenta uma chuva dessas. – Encolheu os ombros, decepcionado. – Tenho que aproveitar essas duas semanas livres que a Eastern dá pra gente, nos últimos meses de aula. — Suspirou. – Tem algum plano para esses quinze dias?! – Perguntou, curioso. – Tipo, visitar a família, arrumar o guarda-roupa, ler...?!

– Não. – Cocei a nuca. – Pretendia ajeitar minha vida nesses quinze dias. Te garanto que está pior que o meu guarda-roupa!

Harry riu e soltou o ar pelo nariz.

– Já conhece Oxfordshire?! – Mordeu a almofada do polegar. – É um lugar legal. Meus pais tem uma fazenda.

Balancei a cabeça negativamente, percebendo que Harry queria me dizer algo.

– Ei, então por que não vem comigo?! – Mordeu os lábios. — Não queria ir sozinho e aliás, você já sabe como lidar se a Maverick, tipo, quebrar no caminho.

Percebi que se ficasse longe do Brooke, do Hayes, da Eastern e de todas aquelas pessoas, eu me sentiria melhor. E vi que dessa vez, o convite era irrecusável.

– Tem razão, Mackenzie. – Ergui uma sobrancelha e sorri de lado. – Por que não?!

Notas finais
Opa, tá, voltei. O que acharam?! Acabei de descobrir esse novo recurso do Nyah! em que você escreve, mas pode programar a hora e o dia em que o capítulo é postado, haha. Entãaaao, vou tentar adiantar algo pra vocês e programar aqui. Amorecos, incentivo nos reviews nunca é demais, tá?! Tô feliz, porque tô de volta. I'M BAAAACK Beijinhos da Júlia []