Fix You
6 Tentação
CAPÍTULO SEIS — TENTAÇÃO
Sai olhava o homem a sua frente com um desejo de dar um murro em seu rosto, mais tinha que se controlar mesmo quando seus punhos estavam cerrados. Sakura olhou para os dois a sua frente e tinha que fazer algo antes que os dois entrassem numa briga.
— Eu sou amigo da Sakura — Sai respondeu à pergunta de Sasuke — E não vou deixar que a leve assim.
— Saia da minha frente, não vou perder meu tempo discutindo com uma criança — Disse de uma maneira seca.
— Criança? Você é muito homem agindo com uma garota desse jeito — Sai dizia com seriedade, ele então segurou no braço de Sakura e disse entre dentes.
— Sasuke, as pessoas estão olhando. — A mesma olhava ao redor sentindo os olhares das outras pessoas sobre eles, até mesmo um homem com cabelo espetado para cima, estava parado atrás do Uchiha, encarando a cena.
— Garoto, eu estou sendo educado e te avisando. — Mas Sasuke ignorou, apenas fuzilando o merdinha chamado Sai com os olhos
— Ela veio comigo e vai embora comigo.
Sasuke não pensou duas vezes antes de empurrar Sai com força e fazê-lo cair no não chão.
A rosada cobriu a boca em choque com a cena, mas não teve tempo de prestar ajuda a ele, pois sentiu ser puxada com força pela mão do marido, agarrando seu pulso e a levando para fora do shopping
— O que deu em você? — Gritou Sakura assim que o maior a jogou dentro do carro— Você não tinha direito nenhum de fazer toda aquela cena!
O Uchiha puxou o ar com força para acalmar aquela sensação que corria pelas suas veias.
— O que fazia com ele?
— Isso não interessa pra você!
— Você não faz ideia do que as notícias podem espalhar? Você saindo com qualquer idiotinha por aí?
— Eu estou pouco me importando com isso.
— Claro que não está, você é apenas uma garota que não pensa em nada.
— Claro que não quero pensar em nada, é por isso que eu estava passeando com ele, eu não queria pensar nessa merda de casamento! — Sakura gritava tudo aquilo que estava preso na sua garganta. — Principalmente sobre você.
— Você acha que é a única que não gosta disso? Eu… Ah dane-se! Não vou ter essa conversa de novo com você e esta proibida de ver aquele garoto. — Sasuke dirigia segurando com força o volante do carro.
— Você não é meu pai! — Rebateu Sakura que sentia uma raiva imensa dentro de si.
— Não, eu não sou seu pai e sim seu marido e tenho mais direitos do que ele, agora fica quieta que você já está me deixando com dor de cabeça. — Ele fechou os olhos brevemente e suspirou tentando se acalmar
Sakura resolveu se calar mesmo estando com muita raiva do que ele fez. Por que ele fez tudo aquilo? Ele só podia ser bipolar ou algo do tipo para ter comportamentos estranhos, mas algo estava errado, ele havia passado o hotel onde estavam hospedado e indo em direção mais afastada da cidade.
— Sasuke, você esta com tanta dor de cabeça assim? Porque você acabou de passar o hotel. — Avisou, olhando confusa para ele.
— Estamos indo para nossa casa.
— Casa? Pensei que morasse no hotel.
— Você pensa demais.
Sakura bufou, era difícil de começar uma conversa com ele, como alguém podia aguentá-lo? Ele era a pessoa mais idiota que já conheceu na face da Terra.
Assim que chegaram a casa, ou melhor, na mansão de Sasuke, a rosada ficou encarando a mansão que com certeza havia custado mais que os olhos da cara. Sasuke percebeu que ela estava impressionada com a casa e deu um sorriso de canto, então a pegou pelo braço e a foi arrastando para dentro da casa.
— Você vai ficar aqui, quieta e sem sair. — Advertiu parando na frente dela e cruzando os braços — Tenho que voltar para empresa.
— O quê? Eu vou fica aqui sozinha? Nessa casa enorme?
— Você não vai estar sozinha, os seguranças vão lhe fazer companhia. — Falou dando seu sorriso de canto e se dirigindo a porta.
— Por acaso eu sou alguma prisioneira? Sasuke? SASUKE!
Ele não se virou e muito menos voltou.
Sakura queria espernear de tão irritada que estava. Em certo momento pensou que era interessante surtar em uma mansão, mas estar ao lado dele cortava todo o efeito.
~*~
— O que querem? — Perguntou o Uchiha quando Naruto e Shikamaru invadiram seu escritório.
Já estava de noite, o maior continuou trancado em sua sala tentando focar no trabalho, não queria pensar e lembrar da cena de mais cedo, queria apenas tem um pensamento em sua mente e isso era o contrato que redigia suas considerações principais.
— Só vim avisar que Gaara voltou de Mônaco. — Disse Shikamaru se sentando ao lado de Naruto — Está tendo uma festa de boas vindas, o convite chegou agora.
— Festa! — Naruto fez uma dancinha com os braços, animado — Eu to dentro!
— É um bom momento para fecharmos um contrato com ele sobre Monte Carlo.
— Pensei que ele havia recuado. — O Uchiha franziu o cenho.
— Ainda não, mas podemos ser rápidos do que qualquer outra empresa.
— Tem razão.
Shikamaru jogou o enorme envelope na frente do chefe.
— Vá e leve sua esposa. — Shikamaru deu um sorriso com a expressão do maior.
— Sakura? Você já conheceu ela? — Perguntou Naruto o olhando confuso.
— Eu conheci, mas ela não me conheceu… — Falou Shikamaru se espreguiçando na cadeira — Eu a vi no shopping enquanto Sasuke discutia com o garoto que estava com ela.
Naruto abriu a boca, surpreso, encarando o melhor amigo.
— Sasuke, você já está levando galha?
Sasuke arregalou os olhos com as palavras de Naruto e lhe jogou a coisa mais próxima de si, que foi uma caneta, mas que bateu na cabeça do loiro.
— Eu não estou levando galha! — Disse a última palavra com dificuldade.
— Ele quase partiu da pra cima do garoto, você tinha que ver, foi uma cena e tanto.
— Não me diz que você teve uma crise de ciúmes por causa dela?
— Não foi ciúmes. — Justificou levantando o dedo indicador na frente do loiro — Eu apenas fiquei irritado. Ela é casada e fugiu da escola. Não estou colocando uma sem educação na minha casa.
— Podia ser apenas um amigo dela.
— Pelo modo como eles se olhavam, eu duvido muito. — Sentiu raiva só de lembrar.
— Não é muito cedo para já estarem brigando? Se casaram até alguns dias. — Shikamaru indagou, confuso.
— Eles estão brigando desde o dia que se conheceram. — Naruto respondeu dando um sorriso debochado.
— Seria perfeito se vocês calassem a boca antes que eu cale de um jeito que vocês não vão gostar! — Ameaçou Sasuke com a sua paciência das últimas
— Ta bom, ta bom, não ta mais aqui quem falou — Disse Shikamaru com as mãos para cima como se rendesse — Vou indo me arrumar, te encontro lá?
— Pode ser. — Só quem conhecia Sasuke sabia que aquele ‘pode ser’ queria dizer Sim.
Depois que Shikamaru se foi Naruto deu um sorriso como se tivesse gostando daquele conversa, depois de alguns minutos Sasuke decidiu ir para a sua casa e antes de ir Naruto o chamou.
— Pega. — Jogou uma caixinha quadrada vermelha de veludo — Para a sua cerejeira.
Sasuke pegou a caixinha e colocou no bolso sem se importar em abrir ela e foi embora.
Quando chegou na sua casa e assim que entrou, ouviu um barulho vindo da sala, caminhou sorrateiramente até ela e encontrou sua adorável esposa no sofá, com a TV ligada em um volume estupidamente alto e digitando no celular com um sorrisinho suspeito.
— Sakura.
O grito estridente da mesma fez Sasuke fazer uma careta e se indagando se ficou surdo. Ela olhou para ele, surpresa, e então começou a rir.
— Caramba, que susto. — Falou entre risos.
O Uchiha observou seu riso e em como ele tinha uma peculiaridade que poderia fazer qualquer um se encantar por ele. Ele balançou a cabeça, afastando o estúpido pensamento.
— Vá se arrumar, vamos em uma festa
— Festa?
— Foi o que eu disse.
— Vai me deixar sair agora? — Ela indagou de um jeito petulante.
— Só vá se arrumar. — Pediu o Uchiha com impaciência, suspirando alto.
~*~
Sasuke quando já estava devidamente trajado, usando uma calça preta, uma blusa branca folgada com apenas alguns botões aberto, desceu as escadas para esperar a esposa na sala. Ele caminhou até o bar onde se serviu uma bebida e quando estava prestes a digerir ela, percebeu algo brilhar no sofá.
Era o celular de Sakura.
Ele olhou para as escadas e depois para o aparelho com a mente funcionando rápido. Não era do tipo que ficava mexendo nas coisas dos outros, mas, depois do que viu mais cedo no shopping, concluiu que tinha direito de saber sobre o que sua esposa fazia, por isso, pegou o celular e abriu a mensagem no mesmo instante que ela chegou.
Sai: Chegou bem na sua prisão?
Sakura: Infelizmente, sim, sinto muito pelo o que ele fez, não foi nada legal ele ter te empurrado. Você poderia ter machucado.
Sai: Por que não me recompensa com um piquenique na próxima semana?
Sakura: O que é isso? Um passeio romântico?
Sai: Parece que sim.
O mais velho passou a língua pelo inteiro da boca e segurando uma risada enquanto lia aquela conversa ridícula entre aqueles dois. Apertou o celular com força entre as mãos e então o jogou de volta no sofá, virando o copo com bebida de uma vez só.
Piquenique? Por todos os Deuses do mundo, aquilo era simplesmente audacioso da parte dela que pensou se ela não percebia que era casada consigo?
Ouviu passos vindo da escada que quando se virou, seu coração disparou, ao vê-la usando um vestido longo preto com uma pequena fenda na perna esquerda e cabelos soltos em cascata, caindo para o lado.
— Vai ficar me olhando igual a idiota por quanto tempo? — Ela indagou quando parou em frente a ele com uma expressão de tédio.
O Uchiha despertou da sua fantasia quando ela abriu a boca.
— Definitivamente, te faltam modos.
— Tanto faz, podemos ir? — Sakura bufou, irritada.
— Falta uma coisa.
Sasuke andou até ela, ficando atrás dela, e afastou o cabelo rosa colocando sobre os ombros da mesma. Sakura sentiu um arrepio com simples o toque dele. Sasuke abriu a caixa de veludo e tirou de lá um lindo colar com uma pequena borboleta e alguns diamantes nele, posicionou-se para colocar o presente em seu pescoço.
— Vire-se. — Ele ordenou, próximo ao pé da sua orelha.
A mesma engoliu a seco, se virando lentamente e ficando de frente para o marido.
— Agora assim, esta perfeita. — Revelou o Uchiha
~*~
Assim que chegaram à festa de Gaara, Sakura sentiu-se completamente desconfortável pelo tanto de pessoas que haviam ali, além da casa ser absurdamente bonita, com garçons indo e vindo, servindo convidados que pareciam ter saído de página de revista.
Quando eles perceberam que estavam ali, começaram a encará-la e até mesmo podia ver eles cochichando sobre si com nenhuma descrição.
— Sorria e finja que está apaixonada por mim. — Sasuke sussurrou, novamente, perto do seu ouvido com um sorriso falso.
— É algo meio impossível — Disse ela — eles vão notar minha cara de nojo.
— Seria menos nojento se tivesse num campo fazendo piquenique e vendo o por do sol?- — Perguntou com um sorriso sarcástico — Eu acho muito sem graça.
— C-como soube? — Perguntou a rosada com uma certa vergonha — Andou mexendo meu celular?
— Se não quiser que eu leia, não deixe ele jogado na sala.
— Isso é uma desculpa de merda!
— Olha o linguajar. — O moreno sorriu a um dos convidados que passou por ele — Não estamos na sua casa.
De repente, ele rodeou sua cintura e a puxou para perto, a pegando completamente desprevenida.
— Finja que sou aquele garoto pálido e com cara de doente. — Ele debochou, a conduzindo pelo local.
— Impossível, Sai não é troglodita como você. E ele não tem cara de doente!
— Acha que eu me importo? Agora cala a boca e finja que está perdidamente apaixonada por mim.
Sakura não falou mais nada, apenas forçou um sorriso falso que qualquer um poderia notar que não era verdadeiro. Fazia de proposito e como isso deixava o outro irritado, continuava. Não tinha motivos para ser legal com ele quando ele também não fazia o mesmo.
Na maior parte da festa, a rosada ficou sozinha enquanto Sasuke falava com os seus amigos sobre assuntos que corporativos, o que a fazia revirar os olhos a cada palavra, quer dizer, tentar não revirar, pois quando era pega, ele a beliscava e em troca ela também beliscava ele.
E ficavam nisso até ela se afastar para evitar mais dor.
Estava perto do jardim, tomando ar e bebendo o que devia ser um vinho doce.
— O que uma garota linda como você faz sozinha? — Perguntou uma voz grossa e sexy, surgindo do nada.
Ela se virou e viu um homem parecido com Sasuke ao seu lado, mas os olhos se diferenciavam, até mesmo a postura e o sorriso que poderia fazer qualquer um se apaixonar.
— Desculpe a informalidade, me chamo Itachi.— Se apresentou pegando na mão de Sakura e a beijando.
A rosada sorriu surpresa com o galanteio daquele homem que não demorou muito para eles estarem conversando de forma animada e informal. Ela é muito boa em fazer amizade facil, um talento nato.
Ao longo, Sasuke bebeu um pouco do champanhe e sorriu com o comentário do amigo, ele se virou procurando pela esposa e a viu conversando a última pessoa que queria ver nesse mundo. Imediatamente, ele se afastou e foi diretamente até eles.
— Sakura! — Chamou por ela
A rosada acenou para o mesmo, inocentemente.
— Sasuke, estou conversando esse…
— Eu sei bem quem ele é. — O maior a interrompeu com certa agressividade. — O que faz aqui com meu irmão?
Sakura ficou um pouco surpresa então ela olhou para Itachi que tinha um sorriso provocativo nos lábios.
— Ciúmes, Sasuke? — Debochou Itachi — Cuidado que ela pode te largar, as meninas gostam de caras com senso de humor.
Sasuke puxou a rosada para perto de si e a segurou com força.
— Não se aproxime da minha esposa. — Ordenou o Uchiha
— Soube que havia se casado, confesso que fiquei triste por não ser convidado.
— Sabemos muito bem porque você não convidado.
— Por que você é um idiota?
— Fique longe, Itachi.
Sasuke bufou irritado, então ele levou Sakura para longe dele e percebeu que ela estava envergonhada pelo fato das pessoas estarem comentando mais ele não ligou apenas a levou numa sala e perguntou com a voz fria.
— Será que você pode ficar um dia sem ter que seduzir um homem?
— Eu jamais fiz isso!
— Não se faça inocente.
— Não estou.
— Sobre o que conversaram?
— Sobre o quanto gente riquinha como você são extremamente chatas.
— Você me tira do sério, garota!
Sakura cruzou os braços e sorriu de canto. Novamente, deixou ser arrastada por ele para fora da sala, não se importava em fingir algo, apenas cumprimentava aquele pessoal com falta de vontade apenas para irritá-lo.
Mas o que realmente irritava Sasuke era aquele sorriso dela.
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