Fix You

22 Consertando um coração - Ultimo Capítulo


CAPÍTULO VINTE E DOIS — CONSERTANDO UM CORAÇÃO

Sakura não conseguia se controlar, pois o nervosismo e ânsia de voltar era tão grande que suas unhas estavam sendo devoradas, uma por uma, já não se preocupava se elas estavam ficando feias, tudo que queria era voltar para Sasuke.

Depois que havia contado aos seus pais que sua memória havia retornado, é claro que eles ficaram felizes, abraçaram a filha e encheram de beijos por todo rosto, porém, uma angústia gritante crescia dentro dela. Precisava voltar para Konoha, para seus amigos, para o curso que amava e principalmente para Sasuke.

— Filha, não é assim tão fácil. — Shio suspirou coçando a cabeça.

— Como não? Pegamos o carro e vamos para Konoha!

— Agora? — Aime franziu o cenho.

— Sim, ainda é cedo, podemos chegar antes do anoitecer. — Ela pegou o molho de chaves no mesa — Aliás, mãe, Sasuke assinou os papeis do divórcio?

— N-não, na verdade, ele nunca retornou a documentação ou até mesmo a ligação dos advogados.

— Perfeito. — A rosada sorriu aliviada — Então a gente só precisa ir. Vamos logo!

— Sakura, filha, espera. — Shio interveio —Não acha melhor esquecer isso?

— Do que o senhor está falando?

— Sabe, você vai para faculdade logo, como todo mundo, sem precisar estar amarrada um casamento que nunca deveria ter acontecido. Me sinto péssimo pelo que fiz a nossa família e acredito que essa seja uma nova oportunidade. Não acha? Você seria uma garota como todas as outras?

— Não, eu não quero ser como qualquer outra garota. Pai, tudo bem, eu entendo o que esta dizendo, mas, acredite ou não, esse casamento foi a melhor coisa que aconteceu. — Os olhos verdes reluziam a cada palavra — Eu não quero morar em Okinawa, nem ir à faculdade aqui, eu quero estar em Konoha, com os meus amigos, como o meu marido. Eu preciso dizer a ele que eu lembro de tudo!

E essa foi à frase final que decidiu que a rosada iria voltar. Shio correu para o carro acompanhado das duas, havia muita adrenalina correndo por aquelas veias, até mesmo Aime não conseguia parar de sorrir. No entanto, no banco de trás do carro, Sakura sentia que poderia vomitar a qualquer instante.

Relembrou cada momento no hospital, a expressão de Sasuke, o que havia dito a ele antes de ir embora. Como pode ter esquecido dos melhores momentos da sua vida? Como pode ter esquecido dele? Será que ele ainda a amava depois disso? Não, ele não havia assinados os papeis ou talvez tivesse assinado e estava apenas aguardando que seus advogados…

— Sakura, para! — Disse Aime puxando a mão da filha — Olha só suas unhas! Daqui a pouco não terá mais nada se continuar assim.

— Desculpa mãe, mas é que eu estou com medo — Declarou com uma pontada de desespero em sua voz — E se ele não me quiser mais?

Aime deu uma risada como se a filha acabasse de falar uma enorme besteira.

— Oh querida, não seja boba, é claro que ele vai querer. E se ele não quiser, tem o Itachi.

— Mamãe! — A rosada exclamou.

— É brincadeira. Só estou dizendo que mesmo não conhecendo completamente Sasuke, eu percebo o amor que ele tem por você, é um amor puro, e quando um amor é puro não se esquece muito rapidamente.

Com aquelas palavras era difícil a rosada não se convencer, mas talvez fosse por que era sua mãe dando aquele “lembrete”, queria acreditar que Sasuke ainda queria e mesmo se ele não a quisesse, não desistia tão fácil assim.

~*~

— Hoje é um grande dia. — Shikamaru comentou pela terceira vez.

Era a inauguração do novo conceito Uchiha, o grupo estava trabalhando em uma nova escola de estilistas que estava sendo considerado um grande investimento, pois a escola trazia os mais brilhantes professores de Paris e também teriam um contrato com Tsunade à maior estilista de Konoha, ideia que surgiu de Sasuke.

Ideia que veio como uma homenagem para Sakura, o moreno trabalho incansavelmente em seu projeto, não dormiu por dias, não saiu do trabalho, talvez fosse uma desculpa para não voltar para casa. Sasuke estava lidando com tudo aquilo da forma mais “saudável” que havia encontrado, apesar de todos a sua volta reprovar o novo estilo de vida.

E hoje, no dia da inauguração, uma enorme presença do público se manifestava nas ruas junto da imprensa, tudo positivamente, contribuindo para mais um sucesso das empresas Uchiha.

— Teme, se anima. — Disse Naruto, parado ao seu lado.

— Eu estou animado.

— Jura? Parece que um caminhão passou por cima de você e esqueceram de enterrar.

— Fala serio, não estou tão ruim assim. Uma das meninas da assessoria até passou maquiagem nas minhas olheiras.

— Sério? Se eu pedi, ela passa nas minhas?

Se haviam alguém a quem devia muito nesse ultimo mês, era a Naruto. O amigo ficou ao seu lado dando todo o incentivo que precisava, forçando para que continuasse a focar nos projetos e voltasse a ser o CEO que a empresa precisava. Apesar dos apesares, Sasuke seguiu essa linha, indo a eventos, reuniões, comemorações como se nada tivesse acontecido, não podia se dar ao luxo de esquecer o seu lugar.

Mas foi durante os dias que havia passado sozinho que fez Sasuke perceber a vida que levava antigamente. Nunca havia notado o quanto silenciosa era sua casa até Sakura deixar ela. Como conseguia dormir nela?

— Sasuke? Oh, Sasuke. — Naruto cantarolava para que ele saísse daquele mundo da lua.

— Quando acabarmos vamos ao clube, ok? — Sasuke resolveu dando um sorriso

Naruto apenas mudou sua face para uma expressão neutra, deu um risinho concordando com um leve aceno de cabeça, infelizmente conhecia seu amigo, até demais.

— Sasuke? — Uma voz ecoou pela enorme sala fazendo Sasuke e Naruto olharem em direção e ela.

Sasuke ergueu uma sobrancelha se perguntando o que ele fazia ali? Tudo bem que sua família estava vindo, só não esperava que seu pai viesse, o que era irônico, pois ele era dono da empresa.

— O que faz aqui? — Sasuke perguntou com seu timbre azedo.

Fugaku se aproximou do filho com uma expressão calma, não continha aquele olhar de decepção tipico. Naruto se sentiu desconfortável entre os dois, ele podia ver pai e filho se encarando enquanto estava no meio observando com um sentimento de embaraço.

— Er... Sabe eu acho que eu vou ver se a Hinata chegou, pois ela não pode fazer muita força e... — O loiro parou de falar ao ver os Uchiha o olhando com uma expressão interrogativa, o loiro bufou — Tô dando fora.

— Você ainda me fez contratar ele. — Fugaku disparou, sem qualquer tipo de maldade.

— O que quer? — Sasuke perguntou ignorando o comentário.

Fugaku suspirou cansando, era de se esperar que seu filho tivesse essa atitude consigo.

— Sasuke, sei que não queria me ver, apesar de que sou o dono da empresa, eu queria poder me redimir com você.

— Não estou com clima para brincar. — Sasuke se levantou, abotoando o terno.

— Não é brincadeira, Sasuke. — Fugaku se colocou na frente do filho, impedindo de que saísse — Depois do que Aime disse para mim, percebi o quanto fiz minha família infeliz. O que é irônico porque eu sempre soube isso, apenas não queria admitir.

— Que bom que sabe disso, poderia ter evitado muita dor de cabeça.

— Eu sei, filho, eu sei. Infelizmente, acredite que tinha o direito de me vingar de Shio, ele não tinha nada, mas conseguiu conquistar Aime, nunca entendi o que ela viu em perdedor como ele. Antes, eramos namorados, mas ela me largou para ficar com ele. Fiquei arrasado.

— E como não pode ter o que queria, fez a vida da minha mãe um inferno? — Sasuke continuava na defensiva, olhando friamente para ele.

Fugaku sabia que o mesmo era duro na queda, desde criança, Sasuke parecia ter um coração de pedra e foi por isso que o mimou. Via muito de si nele.

— Mikoto é uma mulher extraordinária, tem razão, eu não a mereço. Ela se esforçava tanto por nós, mas como eu poderia amá-la se o que eu queria era ter Aime de volta?

— Por sua culpa, ela ainda sofre por você — Sasuke sentia um nó crescer em sua garganta — Você sempre a menosprezou, amando outra mulher no qual não fazia questão de esconder. Não apenas quis torturar ela, como torturou os Harunos.

— Eu queria me vingar de Shio, quando ele apostou a filha vi a oportunidade que eu tanto procurava diante dos meus olhos, queria que você fizesse o mesmo por mim, mas… Você não é como eu, quer dizer, se apaixonou por uma Haruno também.

Sasuke concordou dando um leve sorriso, nisso não podia negar, no início tinha comprado aquela divida entre Shio e pai, mas, acabou caindo em uma armadilha de péssimo gosto.

Segundos de silêncio se apossaram da enorme sala.

— Eu peço que me perdoe — Fugaku pediu — Por tudo que causei, por nunca ter lhe apoiado o suficiente. Eu peço que me perdoe.

— Não é a mim que deve perdão e sim a minha mãe e Itachi, eles foram que mais sofreram a sua culpa.

O olhar de Fugaku foi perdendo o brilho que antes continha, claro que ele sabia que devia várias desculpas a seu filho mais velho, só não sabia como fazer isso.

— Mas eu lhe perdôo. — Sasuke declarou olhando diretamente para o pai.

Se fosse antes, Sasuke jamais o perdoaria mais havia mudado, não totalmente mais sim para perceber que todos merecem uma segunda chance. Com as palavras do filho foram bastante para Fugaku ir até ele e abraçá-lo, um abraço que durou vários minutos, talvez fosse porque ambos não tinha esse lado amoroso entre pai e filhos.

— Eu já estou te atrasado — Disse Fugaku com um sorriso bobo — E você também, CEO.

Sasuke caminhou para fora do prédio onde estavam várias pessoas, imprensas, paparazzo e os fornecedores da escola, Sasuke sorria e acenava enquanto ia em direção à frente da escola onde tinha uma enorme fita vermelha com o laço.

~*~

— Por favor, mais rápido! — Sakura pedia ao pai novamente.

Finalmente haviam chegado a Konoha, indo em direção à casa de Sasuke, queria poder dizer que também era sua, mas tinha duvidas quanto a isso.

— Sakura, se acalma. — Disse Aime massageando as temporãs — Se não nos duas vamos acabar com rugas.

Sakura sentia tanta vontade de poder sair correndo daquele carro em direção à mansão, mas infelizmente não podia. Por um lado estava muito ansiosa para contar ao amado que havia recuperado a sua memória, por outro estava muito nervosa que não conseguia nem respirar.

Quando o carro parou na frente da mansão, a rosada correu para fora quase tropeçando, abriu os portões e se jogou contra porta onde começou a bater freneticamente.

— Sasuke! Sasuke!

Segundos depois a porta foi aberta por Anko que olhava a rosada com a sobrancelha erguida.

— Sakura? O que faz aqui? — A empregada perguntou, confusa.

— Onde esta Sasuke?

Ela indagou entrando na casa, ignorando as perguntas de Anko, andava pelos lados chamando o moreno, mas nenhum sinal dele.

— Ele não está aqui, querida.

— Como assim? É sábado. Ele não vai trabalhar nos sábados.

— Muita coisa mudou por aqui depois que partiu, mas Sasuke está no centro da cidade com a inauguração da nova escola.

Sakura apenas deu um beijo no rosto de Anko e saiu, novamente, correndo para fora da mansão.

— Preciso ir para o centro da cidade!

— Não vai dar, o pneu do carro furou. — Shio respondeu depois de verificar os pneus do carro.

— O quê? Como?

— Você não viu como seu pai desceu aquela ladeira? Aquele barulho com certeza foi do pneu furando, não faço ideia de como estamos vivos. — Aime comentou revirando os olhos e puxando o ar com força.

— Podemos esperar ele aqui até chegar. — Sugeriu o mais velho, estava cansado, não era tão mais jovem como antigamente.

— Eu não vou aguentar ficar esperando ele chegar, preciso fazer isso agora, pai!

— Querida, já estamos aqui…

— Shio, deixa a menina, ela sabe o que quer fazer.

— Mas Aime, ligue agora para um táxi.

— Não de mais! — Aime declarou indo até a filha e abraçando — Vá, vá até ele, querida.

Sakura sorriu abraçando a mãe e assim ficou até o táxi chegar, onde entrou rapidamente e acenou para os pais enquanto sumia em direção à cidade.

A medida que o carro se aproximava sentia seu coração palpitar ainda mais, não sabia ao certo que fazer mais, queria Sasuke de volta para si, queria sentir seus toques, seus abraços, ouvir suas palavras.

Queria todo ele.

O táxi havia chegado ao centro da cidade, porém não conseguia passar, havia várias pessoas para ver a nova escola de Konoha e também outras iam para ver Sasuke. Por incrível que possa parecer, ou não, Sasuke se assemelhava a um idol japonês.

— Não da para sair daqui? — Sakura perguntou, angustiada, olhando para os lados.

— Dá uma olhada, acha que dá? — O taxista retrucou, impaciente.

Sakura bufou olhando para os lados e vendo várias pessoas e só existia uma coisa a fazer, ela saiu do carro deixando para trás seu sapato, pois eles a interromperiam, então correu entre as pessoas.

Sentia o vento gelado ir contra seu rosto, o chão em alguns momentos machucar seus pés, não se importava, nada mais importava a não ser perseguir seu objetivo. Poderia ter ficado em casa, como seu pai disse, esperando por ele. Mas qual a graça teria nisso? Queria surpreendê-lo, queria gritar que havia se lembrado deles.

Foi então que começou a ouvir a voz de Sasuke no microfone, ao longe, como era tão bela. A rosada correu empurrando ou pedindo licença, já que estava perto da escola. Logo pode ver ele rodeando de homens de terno enquanto falava ao público o porquê de ter criado aquele projeto.

— Sasuke! Sasuke! Sasuke! — A rosada gritava, mas seus gritos eram abafados pelo barulho das pessoas ao redor.

Ela viu a entrada ao lado, então correu até ela, mais em certo momentos era difícil devido às pessoas que impediam a sua passagem, mais assim que chegou tentou entrar, mais uma mão lhe impediu.

— Foi mal garota, não pode entrar. — Disse o segurança com cara de poucos amigos.

— Você não entende, eu preciso falar com o Sasuke!

— Você e metade dessas tietes aqui.

— Eu não sou tiete. — Fez uma careta com a comparação — Sou esposa dele.

— Claro que é. — O segurança deu uma risada debochada para ela.

— Eu não estou mentindo! Olha meu cabelo, eu sou a Sakura!

— Tem uma doida ali, no fundo, com a mesma cor de cabelo, ela também se chama Sakura? Não sei e não me importa, aqui você não entra.

A raiva subiu a cabeça de Sakura que de rosada quase virou vermelha. Olhou ao redor, procurando uma nova alternativa, mas não havia nada além daquele homem a sua frente impedindo sua passagem. Ela suspirou com força e fez o que jamais achou que faria na vida.

Socou ele.

— Filha da… — O segurança cobriu o nariz sentindo a dor se espelhar.

— Mil desculpas!

— Eu vou te pegar!

Sakura correu indo em direção a Sasuke que falava ao microfone, quando ia gritar o nome dele, foi segurada pelo segurança com o nariz deslocado.

— Bela tentativa. — Disse o segurança, ele sorriu, sentido-se vitorioso.

— Me solta... Eu preciso falar com ele! Eu sou Sakura Uchiha, você vai se ver comigo, então me solta! — Quanto mais pedia, mais era afastada, ela sentiu o desespero a surpreender a ponto de apenas se entregar —SASUKE!

Como um eco, o Uchiha ouviu seu nome ser chamado inúmeras vezes por um grito familiar, ele, que havia cedido seu microfone a um dos patrocinadores, olhou ao redor confuso e não demorou para seus olhos encontrarem um ponto rosa que se balançava de um lado para o outro.

— Sakura? — Franziu o cenho confuso.

Ele passou pelo enorme entrada cortando a fala de seu patrocinar com tal atitude, não só isso, mas atraindo os olhares de todos na sua direção. Ele sentia seu coração acelerar conforme se aproximava dela.

— Solta ela! — Exclamou para o segurança, este que parou e se virou para o maior — Por favor, solta ela.

O segurança ficou alguns segundos olhando confuso para aquele pedido, mas obedeceu, recebendo um sorrisinho prepotente da mesma que deu de ombros para ele. O silêncio ao redor era palpável, mas, de alguma forma, os dois não pareciam perceber o que estava acontecendo ao redor.

— Sakura? O que faz aqui? — Sasuke perguntou, parado alguns degraus de distância.

— Sasuke, me escuta, precisamos conversar.

— Acho que não é o melhor momento… Onde estão seus sapatos?

— Eles ficaram em um táxi de um desconhecido.

Sasuke olhava confuso para ela, para sua imagem descabelada e descalça a sua frente.

— Me perdoa Sasuke, pelo que eu disse antes de ir embora, eu sei que as coisas acontecem por uma razão e...

— Sakura é melhor você ir para casa. — Sasuke pediu, não queria ter que aguentar aquela situação, não agora.

— Não, eu…

— Eu vou chamar meu motorista para você.

— Sasuke…

— Naruto, traz um sapato, pra ela? — O Uchiha continuava a delegar ordens, tentando desviar do que acontecia a sua frente.

— Sasuke, por favor, me escuta! — Mas Sakura não iria embora até ele a ouvir, coisa que o fez o maior parar no mesmo instante — Sei que deve está assustado em me ver assim, sei que disse coisas que o machucaram, mas eu vim correndo até aqui, perdi meus sapatos, soquei um segurança para dizer que eu finalmente lembrei!

— Você se lembrou? — Sasuke olhou confuso para ele, queria que fosse verdade, queria mesmo que fosse. — Lembrou de tudo?

— Sim. — A rosada balançou a cabeça com os olhos se enchendo de lagrimas — De tudo.

Sasuke ficou olhando para ela com todo o amor que tinha dentro de si, observava o quanto havia feito para poder contar aquilo que tanto queria ouvir a um més atrás. As pessoas ao redor se olhavam surpresas e em silêncio, acompanhando aquela cena como se assisti a um filme.

— Fico feliz por isso, Sakura — Sasuke respondeu, forçando um sorriso.

— O quê? — Ela o olhou confusa, não esperava isso dele — Eu estou dizendo que lembrei de tudo, de nós!

— Eu sei, querida, isso é ótimo. Agora podemos encerrar esse capitulo de nossas vidas.

As palavras do pai da rosada o perseguiram desde o dia que foram embora. Não podia negar a diferença de idade, de situação e como tudo isso ocorreu, que casal começa um relacionamento desse jeito? Queria ver Sakura feliz, mesmo que isso significasse ela não estando no seu lado.

— Eu não quero encerrar nada! Eu quero continuar ao seu lado, não consegue ver?

— Vai ser melhor para você ter uma vida normal…

— Foda-se o normal! Eu não quero isso. — Ela subiu os degraus ficando frente a frente com ele — Você prometeu de mindinho que faria isso, Sasuke.

Ao ouvir aquelas palavras, Sasuke sentiu que estava falhando em manter aquela convicção dentro de si.

— Sakura, você entende que se voltar para mim, eu nunca vou conseguir abrir mão de você novamente? — Ele sussurrou, segurando o rosto dela entre as mãos, acariciando seu rosto com o polegar. — Que onde você for, eu vou.

— Isso parece ótimo pra mim.

Ele soltou uma risada enquanto sentia lagrimas descerem pelo seu rosto, com o coração apertando e cheio de felicidade.

— Eu senti sua falta. — Confessou, colocando sua testa contra a dela — Não faz ideia do quanto.

Ambos se entreolharam, observando o que cada olhar continha, dizia, sem ajuda de palavras. O Uchiha tomou os lábios delas em um beijo que começou lento, suave, sentindo o gosto daquela boca que fazia sua mente enlouquecer com tão pouco, sua mão segurava ela com força, detalhe que precisou se conter, tinha medo daquele momento escapar novamente entre seus dedos.

Mas, quando sentia ela retribuir o beijo e ouvia os aplausos de fundo, sabia que aquele momento era real.

Notas finais
XOXO Allera