Fix Me

7 Um Beijo de Despedida


Notas iniciais
Eii, povo lindo... Não sei o que houve, mas a imagem da Alex não carrega. Se quiserem ver a ruiva, tá aqui o link da imagem. Alexandra Sarkozy ( http://www.depoisdosquinze.com/wp-content/uploads/2011/12/ruiva-sucesso.jpg )

Acordei no meu quarto, havia uma máscara em mim, fios no peito, um soro no meu braço direito, dor na barriga, e alguém deitado no meu lado esquerdo.

" O que houve agora?!"

Levantei meu braço esquerdo e coloquei em cima da cabeça da pessoa que estava comigo, forcei a vista e descobri Lucas dormindo ao meu lado. Virei a cabeça e vi uma moça deitada no sofá. "Alex? ". Ela abriu os olhos, os esfregou e fixou surpresa ao me ver acordada.

— Você está melhor? — Assenti. — Se lembra de alguma coisa?

Limpei a garganta, molhei os lábios enquanto recordava as últimas imagens da minha cabeça.

— Lembro de alguém me atacando... uma garota de cabelos pretos. E... Quem é você?

— Ah, é. .. Desculpa, sou Alex, namorada do seu irmão.

— Finalmente... pude te conhecer! Ele fala muito sobre você. Mas nunca imaginei me apresentar assim.

— Tudo bem, o susto já passou.

— O que houve?

— Lucas estava me levando para casa quando recebeu uma ligação do hospital dizendo que precisava da assinatura de um responsável para outra cirurgia. Ele ficou maluco, me levou para cá e fomos guiados por um médico até a UTI, onde encontramos você e uma garota de cabelos pretos até o ombro gritando e dizendo que você a atacou sem razão. Lucas ficou bravo e mandou ela calar a boca, nunca tinha visto ele tão bravo. Quando nos aproximamos de sua cama, ele colocou uma das mão em seu rosto inchado e com a outro tapou a boca, tentando prender as lágrima. Acho que foi nessa hora que conheci realmente quem ele era. Um irmão protetor.

Olhei para ela de boca aberta, depois fiquei encarando Lucas, que ainda estava dormindo.

— Ele sempre cuidou de mim, sabe todos os meus segredos e sonhos, mas eu mal sabia quem ele era, apenas sei que ele me ama. Acho que isso já é o suficiente. — Alex... — a encarei, séria. — Cuide bem do Lucas por mim. Me prometa?

Ela sorrio e percebi seus olhos se enchendo de lágrimas.

— Com certeza. Com licença, vou limpar o rosto e já volto.

Quando ela fechou a porta, ouvi Lucas gemendo, como ele faz quando não quer acordar. Eu ri baixo e comecei a fazer carinho em seus cabelos castanhos claros e lisos.

— Eu também te amo.

Sussurrei enquanto o observava dormindo. Até ele forçar os olhos e abri-los lentamente.

— Alice? — Ele estava esfregando os olhos e logo se espreguiçou. — Você está bem?

— Melhor agora. — Falei com o melhor sorriso que eu pude dar. — Soube que te deixei preocupada... de novo. — Falei com o sorriso sumindo aos poucos.

Ele olhou para mim com um rosto calmo, sentou na minha cama agora o meu lado e ficou acariciando meu rosto.

— Desde que você nasceu eu fico preocupado com você. Porque eu te amo.

Segurei as lágrimas, e aos poucos me levantei e o abracei o mais forte que eu podia.

— Eu fiquei com tanto medo!

— Imagino, mas o que me surpreendeu foi a garota estar com o nariz quebrado e com uma bolsa d'agua na barriga. Foi você?

Eu me afastei e o encarei, mais logo olhei para baixo, assenti e esperei a bronca. Mas senti ele me abraçando, um pouco mais forte.

— Essa é a minha garota!

— Você não está bravo?

— De você? De modo algum! Você nunca matou uma única mosca, imagina bater em uma garota... e você ainda estava ferida! Assim que você sair daqui e se recuperar totalmente, vou te inscrever à aulas de luta!

— O que?!

Falei junto com Alex, que apareceu na porta naquele instante.

— Oi, amor. Quero te apresentar a minha irmã.

Eu ri um pouco.

— Já nos conhecemos, dorminhoco!

Ele me encarou com uma careta enquanto passava a mão no cabelo.

— Ah. Acho que estou dormindo ainda.

Rimos junto. Mas senti uma sombra passar pela porta, que estava com um fio de abertura. "James?"

— Ei, Alice.

Alex me chamou a atenção.

— Sim?

— Espero que eu possa um dia sair com você para fazer compras, se quiser.

Sorri para ela, mesmo com a mascara.

— Não vejo a hora.

— Ai, senhor. Lá se vai meu salário!

Lucas choramingou enquanto olhava para cima.

O lindo casal ficou comigo até o horário de visita acabar. Mais uma vez eu não podia sair da cama sem a autorização de Marcia, então, quando eu já estava sozinha, a chamei.

—Pois não?

— Oi, tia! Está ocupada?

Ela olhou para o corredor e depois fechou a porta.

— Ainda não, porque?

— Só queria saber se houve novidades.

Sempre que eu dormia e acontecia algo, Marcia sempre me contava.

— A garota que estava no seu quarto, ela parece muito com a mulher que todos falam que foi testemunha do incidente do seu "vizinho".

— Agora que você falou, parece mesmo. Mas duvido que a própria namorada conte uma mentira dessas!

— Namorada?! Do seu "vizinho"?!

Ela fazia aspas com os dedos sempre que dizia essa palavra, e eu começava a rir.

— Sim. Na-mo-ra-da.

— Nossa...

— O que foi?

— Bom...

Ela parecia que não queria contar, pois ficava olhando para outros lugares.

— Conta, por favor!

Fazia biquinho e cara de anjinho. Ela riu.

— OK. O seu "vizinho" parecia muito fechado antes de você chegar. Mas ele ficou diferente...

— Diferente como?

— Ele está sorrindo mais e me agradecendo sempre que vou vê-lo. Esta saindo mais do quarto e até peguei ele tentado se levantar, ontem. — Fiquei surpresa ao ouvir sobre James. E feliz ao mesmo tempo. — Agora que o conheci um pouco mais, soube que ele não é uma má pessoa, e estou começando a desconfiar sobre o boato.

— Ele me contou o que houve realmente. Mas ainda assim , é confuso.

— Sério? Agora que lembrei, vocês ficaram passeando nos corredores um tempo atrás, não é?!

Ela falou com um sorriso malicioso.

— É... mas... Como você sabe?!

— Fofocas... de todas as enfermeiras do plantão da manhã. Porque nada acontece quando estou?!

Comecei a rir, até a barriga doer. Ela olhou para mim com uma cara de preocupada.

— Foi aquela garota que fez isso com você, não foi?

— O que? Não... Eu já disse que fui assaltada com meu irmãos e...

— Você sabe que não é disso que estou falando!

Ela ficou séria.

— Não sei do que você está falando.

Desviei o olhar.

— Eu vi quando ela te empurrou!

Voltei a olhar para ela querendo saber o resto.

— Como?!

Ela se aproximou para tirar a máscara, os fios e o soro que já havia acabado.

— Eu havia deixado cair umas papeladas, foi então que ouvi passos rápidos no corredor. Quando levantei, encontrei aquela... quenga te empurrando para o quarto e ouvi a porta sendo trancada. Não sabia o que fazer, então chamei as enfermeiras do andar para ajudar. Mas era tarde, a briga já havia acontecido e você estava ferida, de novo. Tudo porque não consegui ajudar.

Ela olhou para baixo, triste. Peguei em seu queixo com uma mão e o levantei para ela voltar a me encarar. Levantei um pouco os braços e os mostrei.

— Eu sou forte. Não precisa se preocupar!

Dei uma pequena piscada, e a vi sorrindo enquanto prendia o choro, a abracei até um paciente chamá-la.

— Estraga prazeres!

Falei dando a língua para a porta. Ela riu enquanto enxugava as lágrimas, abriu a porta do quarto e virou para mim.

— Continue sempre a ser essa moça doce!

Deu um sorriso simpático, e ela saiu.

" Doce? Estou mais para um filhote morrendo de medo, perdida da mãe. Não sou doce, apenas escondo quem sou dos outros, para não incomodá-los. O que tem de doce nisso?"

Deitei e encarei o teto até cair num sono novamente.

***

Se passou um mês desde aquele ... "incidente". Já conseguia me arrumar sozinha e andar um pouco mais rápido. O médico havia me visto de manhã e me deu alta. Feliz, liguei para meu pai, mas ele não atendeu. Depois liguei para minha mãe, que caiu na caixa postal. O único jeito era atrapalhar Lucas novamente, pensei muito antes disso, mas eu precisava sair daqui. Após arrumar as malas, finalmente decidi ligar para a casa dele, mas quem atendeu foi uma voz feminina.

— Alô?

— Alex?!

— Alice! Você está bem?

— Melhor do que isso. O Lucas está?

— Ele está no biblioteca, está tudo bem mesmo?

— Sim... É que eu recebi alta e ninguém da minha família me atende, então iria pedir para meu irmão me buscar. Mas posso pegar um táxi. Lucas me deixou uns trocados aqui.

— De jeito nenhum! Já vou me arrumar e já passo aí. Fica ligada!

— Não quero incomodar.

— É o mínimo que posso fazer depois de você confiar seu único irmão á mim!

— Obrigada. Te vejo daqui a pouco, então.

— OK, até!

— Até.

Ao desligar, fiquei sentada vendo o quarto. Até lembrar de James. " Será que devo ir lá? ". Olhei para o relógio e percebi que o horário de visitas já havia acabado. Suspirei de alívio. Levantei e fui vê-lo. Bati na porta, mas ninguém respondeu. Abri devagar, e coloquei a cabeça aos pouco para ver se "alguém" estava lá. Tudo escuro. Entrei aos pouco e procurei por ele.

— James?

Sussurrei, mas não ouvi resposta. Me aproximei da cama e vi aquele rosto de anjo. Ele estava dormindo, fiquei o observando durante um tempo, e logo ouvi alguém vindo pelo corredor, me acordando para o mundo real. Aproximei meu rosto ao seu, segurei seu queixo e deu um pequeno Beijo de despedida.

— Espero que você sorria mais.

Sussurrei com medo de ele acordar. Sai do quarto e fechei a porta aos poucos enquanto o via, ainda dormindo.

— Adeus... amigo...

Isso soa tão. .. ridículo! Mas não aguentei em segurar. Tive que falar. Quando sai, deparei com quatro mulheres que estava segurando para não chorar. Eram as "tias". Elas souberam que eu iria embora e vieram se despedir. Disse que não precisava chorar, mas Márcia tentou falar entre soluços.

— Não é só por causa disso que estamos chorando.

— Então é o que?

Perguntei sem entender.

— Você nunca mais verá seu príncipe! E ele nem percebeu que você o ama!

Ela falou e começou a chorar de novo, como se estivesse vendo um romance mexicano. Eu não tive reação. "Será que eu gostava de James?" Nunca parei para pensar nisso. Então deu um pequeno sorriso e abracei cada uma delas, peguei minhas malas e foi até o elevador. Quando entrei, fiquei acenando para as enfermeiras , que parecia ter mais agora, até a porta se fechar.

Encontrei Alex do outro lado da rua, ela acenou para mim e se aproximou para me ajudar com as bagagens. Quando entramos no carro, colocamos os cintos, ela olhou para mim e sorrio.

— Vamos fazer compras?

Eu devolvi o sorriso e assenti.

Logo ela ligou o carro e percebi que entrei em um mundo novo. Já era quase final do ano e o próximo está sendo contado!

Notas finais
Acabou... espero que tenham gostado.. Kiss