Fix Me
76 Sou uma Cavallieri
Notas iniciais
Fala, queridos fantasmas! Quanto tempo, não?
Programei este capítulo e espero ver vocês logo! Estou com saudades!
Contagem Regressiva para o fim da história... Só espero ver vocês antes de ela acabar!
KissAcordei ouvindo um barulho de algo caindo. Pulei assustada e olhei em volta: barriga grande, dois bebês e eu sozinha num espaço grande que era usado como geladeira há muito tempo atrás. Os bebês estavam descansando ainda, então aproveitei para levantar devagar e ver pela pequena janela da porta do lugar. Havia ghosts pegando meus amigos e colocando em sacos pretos. Meu coração apertou e então lembrei do que Thomas disse.
" Comece a contar e marque os minutos com isto."
Ele havia me dado um bisturi velho para marcar os minutos na parede e me proibiu de sair daqui até alguém vir. Como sei? Tivemos um plano. James é formado em bioquímica e ensinou Timothy e Thomas alguns truques de como reconhecer veneno em bebidas, alimentos e como modificá-los. O veneno que Gabrielle deixou para nos matar foi usado para o plano. Thomas sabia o que estava fazendo, mesmo sem nenhuma identificação nos frascos de líquidos que havia na sala de cirurgia. Já se passaram vinte minutos e as crianças começaram a acordar aos poucos. Fiz carinho neles, para não assustá-los. Mas comecei a ouvir vozes abafadas.
— Falta uma.
— A esposa do Capo. Descendente dos Wayne.
— Na filmagem, ela estava vindo para cá com os bebês.
— Não entendo porque a chefe não matou logo todos.
— Você é novo, tem que aprender que Dragon gosta de ver os inimigos sofrerem e que a morte é um jeito simples de matá-los.
Cinco pessoas diferente, cinco vozes, cinco inimigos. Respirei fundo e puxei as crianças devagar para um canto seguro, peguei o bisturi e esperei eles entrarem. Quando um abriu a porta, eu logo o ataquei na nuca, o matando na hora. Os outros quatro não sabia reagir com uma grávida com bisturi na mãos e demoraram para me atacar. Demoraram tempo o suficiente para eu diminuir eles para dois, que me pegaram de costa enquanto outro apontava a arma para minha barriga.
— Bem que disseram que ela era perigosa. - e se aproximou pegando no meu rosto com a mão livre. - e bem gostosa também.
O cara que estava me segurando me puxou um pouco para trás e avisou o colega.
— Dragon disse para não tocar nela.
— Dragon não precisa saber disso.
Ele guardou a arma e começou a abrir o zíper da calça. Com medo, fechei os olhos e apenas ouvi um tiro perto de mim.
— Já pode abrir os olhos, tampinha.
Ao ouvir a voz abafada me chamar assim eu logo me acalmei, abrindo os olhos e encontrando Danny na minha frente sorrindo. Eu logo o abracei chorando.
— Danny! Apareça mais rápido na próxima vez!
ele começou a fazer carinho em meu cabelo.
— Desculpe, Alice. Agora que estamos juntos, cadê os bebês?
— Lá dentro.
Falei mostrando com a cabeça. Quando ele se afastou, encontrei o ghost deitado no chão com sangue em volta da cabeça. Aquilo me deixou enjoada e eu desviei o olhar.
— Onde vamos?
Perguntei quando Danny voltou com os dois no braço, me dando Fill e pegando minha mão, me guiando para uma saída.
— Para casa.
— Mas, e Gabrielle?
— Ela se foi assim que você "matou" os outros.
Ele abriu uma porta, onde Gabrielle esteve sentada, do outro lado do vidro, rindo de nós e, enquanto destrancava a outra porta, ouvimos vários tiros.
— O que...
— Shi!
— Danny?!
— Shi! -falou olhando sério para a porta e me fazendo se afastar um pouco. - 28. 29. 30.
Quando ele parou de contar, a porta se abriu apresentando Evan com o uniforme dos ghosts.
— Deu certo?
— Demorou dez segundos do que prometido.
Danny falou debochando do garoto, que revirou os olhos e pegou sua filha. Alex apareceu logo em seguida, ainda com o tecido velho e correu me abraçando e beijando o Fill.
— fiquei tão preocupada.
Pegou ele e o abraçou forte, depois olhou para mim.
— Obrigada.
Sorri de volta e esperei mais alguém entrar. Apareceu Nicolas e Lauren logo depois.
— Cadê o Thomas?
Procurei ele, mas o pessoal estranhou.
— Ele ainda não chegou?
Lauren perguntou estranhando.
— C-como assim. Isso não fazia parte do plano!
Olhei para Nicolas que desviou meu olhar rápido demais. Eu me aproximei e puxei a gola do uniforme que ele vestia para perto de mim.
— Onde está meu marido?! E se pensar em menti para mim, vou te deixar preso aqui sozinho!
— Esta bem, esta bem. Ele foi atrás da Gabrielle!
— ELE É IDIOTA?!
Falei soltando o ruivo e levantando os braços.
— Thomas queria garantir que você não ficaria mais em perigo.
— Sou filha e esposa de mafiosos, estarei em perigo sempre.
Revoltada, sai do local e fui atrás de Thomas. Lógico que todos tentaram me impedir, mas ninguém me tocou com medo.
— Alice, se acalme. Ele chegará logo.
Andei alguns corredores e abri uma porta, me encontrando na garagem do local. Olhei em volta e me assustei com a morena correndo em Minha direção e me pegando pelo pescoço e apontando um faça no local.
— Ora, ora, ora... Se não é a senhorita Wayne. Bem na hora.
Thomas apareceu correndo logo em seguido e parou como uma estátua assustada quando nos viu. Eu cerrei os olhos para ele, que logo entendeu que eu estava furiosa. O pessoal apareceu logo em seguida no saída e pararam com medo do que a mulher poderia fazer comigo.
— Que bom. Estão todos aqui. Querido Thomas, o que aconteceria com você se eu matasse quem você ama, do mesmo jeito que fez comigo?
Ela riu enquanto chorava. Peguei em seu braço que estava me apertando, mas não pude me mover muito. Então lembrei da minha carta na manga.
— Não sou mais Wayne - peguei o bisturi que estava escondido na manga fina do tecido e sorri para Thomas. - Agora é Cavallieri!
Levantei a mão rapidamente e furei seu olho. Ela começou a gritar e me soltou, Thomas me pegou rapidamente e na mesma hora Danny atirou em sua cabeça e tudo ficou o maior silêncio. Senti minha respiração pesada por um momento e um líquido vazar em minhas pernas. Mas logo esqueci quando senti o Abraço quente dele.
— Você está bem?
Ele olhou para mim preocupado e quando olhei para seus olhos azuis e, por um minuto, esqueci da raiva que sentia e sorri.
— Sim...
mas logo voltei ao normal, pisquei algumas vezes e fechei a cara, batendo em seu braço.
— Ai, ai. Alice? !
Ele me olhou sem entender e eu apontei o dedo para ele.
— Quantas vezes tenho que dizer para não decidir as coisas sozinho?! Eu quase te perco para outra Carter de novo!
Falei furiosa e ele me abraçou.
— Eu não podia deixar ela fugir e fazer algum mal para minha família depois. Não me importo que esteja brava comigo, contanto que esteja bem.
Eu o abracei e falei um pouco abafado por causa do meu rosto em seu peito.
— Idiota!
Senti seu sorriso na minha orelha e sua respiração me esquentou.
— Te amo.
O clima estava bom, até Lauren se aproximar e abrir a boca.
— Alice, desculpe estragar o clima mas... - ela apontou para o chão. - Sua bolsa estourou.
Olhamos para baixo e havia muito líquido ao meu redor, logo fiquei com medo e olhei para Thomas que estava mais desesperado que eu.
— Cadê a droga do carro?!
Gritou para Danny, que correu e pegou o carro, colocando todos dentro dele.
Eu estava tentando me acalmar, mas Thomas não parava de falar e voltei a ficar brava.
— Porque está demora do tanto? Não quero que meus filhos nasçam num carro, Danny?! Onde estamos?! Não nos leve ao hospital de Lincoln, eu me recuso e...
— THOMAS, CALA A BOCA!
Gritei e comecei a sentir as primeiras contrações, apertando um pouco sua mão.
Ele percebeu que eu estava com medo e tentou se acalmar.
— Desculpe, Minnie.
— Não se preocupe, Alice. O parto normal só dói no começo. Quando você ver as crianças, vai esquecer a dor rapidinho.
Lauren tentou me ajudar mas só me assustou mais. Alex bateu na sua cabeça e cerrou os olhos.
— Lauren, você só piorou a situação! - ela virou para mim. - Não se preocupe Alice. Vai dar tudo certo.
O resto eu não ouvi, gemendo de dor e me apoiando no peito de Thomas para tentar relaxar, mas não funcionou. Danny dirigia rápido e conseguia fazer isso com cuidado até chegarmos no hospital onde Lincoln estava nos esperando com a equipe médica e me levou sentada para a sala de parto. Thomas estava ao meu lado, segurando minha mão e todos foram barrados. Olhei para trás e todos sorriram me desejando sorte.
Me prepararam e me deixaram num quarto com dor para fazer alguns exames, para garantir a segurança de nós três. Enquanto eu estava sozinha com Thomas, ele me ajudava a se acalmar fazendo carinho em minhas costas eu conversando comigo, para me distrair.
— Nunca imaginei que estaria aqui.
Ouvi sua voz atrás de mim e virei um pouco, olhando ele de canto, com um rosto misturado em felicidade e medo. Sorri um pouco enquanto sentia a contração diminuir.
— Nem eu. Uns cinco anos atrás eu não imaginária que estaria com você, casada e agora num trabalho de parto. Quando eu estava sozinha, eu queria desistir de tudo, mas quando pensava nisso, eles se remexiam, me lembrando o marido do meu viver.
Ele parou com a massagem e encostou seu rosto nas minhas costas desprotegidas, por causa da roupa hospitalar.
— Nunca te deixei, Alice. Mas nunca mais quero fazê-la sofre de novo. Meu motivo de viver é você e, agora, eles também.
ri um pouco, fazendo algumas lágrimas caírem e apertei as grades da cama por causa da contração que voltava.
— respire. - falou colocando a mão em meu peito. - agora solta devagar.
Soltei com algumas falhas por causa da dor.
— Eu não posso fazer isso sozinha.
Falei baixo e ele me respondeu no mesmo volume.
— eu sei.
— Tommy, estou com medo.
Falei respirando rápido e ele me abraçou por trás, pousando um beijo em minha nuca.
— Nunca te deixarei, Alice.
Pousei meu corpo em seu peito e tentei controlar a respiração novamente quando ouvimos a porta se abrir e Lincoln aparecer com o rosto preocupado.
— Alice, os bebês não viraram. Precisaremos fazer cesariana.
— Não.
Gemi apertando a mão do meu marido.
— Esta tudo bem. Chamei os melhores para te ajudar.
Ele olhou para a porta e um moreno parecido com Lincoln apareceu de já levo e cabelos lisos para trás.
— Charlie?
Ele sorriu e se aproximou.
— Ainda confia em mim, depois de tudo?
Ele olhou para Thomas, que estava sério, mas depois relaxou o rosto.
— Como a Alice disse há muito tempo atrás, você é da família. Por favor, tome conta da minha família também.
Sorri e fechei os olhos aliviada com a trégua dos dois.
Tomei a raque e me senti um pouco fraca e tonta. Olhei para Thomas com aquela touca branca e ri fraco, pois ele parecia engraçado. Mas logo tentei me levantar, ouvindo um choro fino.
— É um menino.
Charlie falou e eu sussurrei para Thomas.
— Tim.
Depois de um tempo, uma enfermeira se aproximou e pediu para eu tentar fazer força, mas eu estava fraca e lembranças de quando pequena vieram a minha cabeça. Na casa da minha avó, que hoje não está mais entre nós. Lembrei de sua voz doce e rouca contando histórias para mim e cânticos de ninar. Lembrei de seu nome ao ouvir Charlie falando.
— É uma menina!
— Aurora.
Falei para Thomas, que sorriu com lágrimas no rosto e beijou minha testa.
— Eu te amo, Alice.
— Eu te amo, Tommy.
Falei antes de começar a fechar os olhos e ver Thomas se preocupando e depois os médicos fazendo-o sair da sala.
— Tommy.
Sussurrei antes de tudo apagar.
Acordei ouvindo um barulho de algo caindo. Pulei assustada e olhei em volta: barriga grande, dois bebês e eu sozinha num espaço grande que era usado como geladeira há muito tempo atrás. Os bebês estavam descansando ainda, então aproveitei para levantar devagar e ver pela pequena janela da porta. Havia ghosts pegando meus amigos e colocando em sacos pretos. Meu coração apertou e então lembrei do que Thomas disse.
" Comece a contar e marque os minutos com isto."Ele havia me dado um bisturi velho para marcar os minutos na parede e me proibiu de sair daqui até alguém vir. Como sei? Tivemos um plano. James é formado em bioquímica e ensinou Timothy e Thomas alguns truques de como reconhecer veneno em bebidas, alimentos e como modificá-los. O veneno que Gabrielle deixou para nos matar foi usado para o plano. Thomas sabia o que estava fazendo, mesmo sem nenhuma identificação nos frascos de líquidos que havia na sala de cirurgia. Já se passaram vinte minutos e as crianças começaram a acordar aos poucos. Fiz carinho neles, para não assustá-los. Mas comecei a ouvir vozes abafadas.— Falta uma.— A esposa do Capo. Descendente dos Wayne. — Na filmagem, ela estava vindo para cá com os bebês. — Não entendo porque a chefe não matou logo todos.— Você é novo, tem que aprender que Dragon gosta de ver os inimigos sofrerem e que a morte é um jeito simples de matá-los. Cinco pessoas diferente, cinco vozes, cinco inimigos. Respirei fundo e puxei as crianças devagar para um canto seguro, escondendo-a. Peguei o bisturi e esperei eles entrarem. Quando um abriu a porta, eu logo o ataquei na nuca, o matando na hora. Os outros quatro não sabia reagir com uma grávida com bisturi na mãos e demoraram para me atacar. Demoraram tempo o suficiente para eu diminuir eles para dois, que me pegaram de costa enquanto outro apontava a arma para minha barriga.— Bem que disseram que ela era perigosa. — e se aproximou pegando no meu rosto com a mão livre. — e bem gostosa também. O cara que estava me segurando me puxou um pouco para trás e avisou o colega.— Dragon disse para não tocar nela.— Dragon não precisa saber disso.Ele guardou a arma e começou a abrir o zíper da calça. Com medo, fechei os olhos e apenas ouvi um tiro perto de mim.— Já pode abrir os olhos, tampinha. Ao ouvir a voz abafada me chamar assim eu logo me acalmei, abrindo os olhos e encontrando Danny na minha frente, tirando a máscara e sorrindo. Eu logo o abracei chorando.— Danny! Apareça mais rápido na próxima vez!Ele começou a fazer carinho em meu cabelo.— Desculpe, Alice. Agora que estamos juntos, cadê os bebês? — Lá dentro.Falei mostrando com a cabeça. Quando ele se afastou, encontrei o ghost deitado no chão com sangue em volta da cabeça. Aquilo me deixou enjoada e eu desviei o olhar. — Onde vamos?Perguntei quando Danny voltou com os dois no braço, me dando Fill e pegando minha mão, me guiando para uma saída. — Para casa.— Mas, e Gabrielle? — Ela se foi assim que você "matou" os outros. Ele abriu uma porta, onde Gabrielle esteve sentada, do outro lado do vidro, rindo de nós e, enquanto destrancava a outra porta, ouvimos vários tiros.— O que...— Shi! — Danny?!— Shi! -falou olhando sério para a porta e me fazendo se afastar um pouco. — 28. 29. 30.Quando ele parou de contar, a porta se abriu apresentando Evan com o uniforme dos ghosts. — Deu certo?— Demorou dez segundos do que prometido. Danny falou debochando do garoto, que revirou os olhos e pegou sua filha. Alex apareceu logo em seguida, ainda com o tecido velho e correu me abraçando e beijando o Fill. — Fiquei tão preocupada.Pegou ele e o abraçou forte, depois olhou para mim.— Obrigada.Sorri de volta e esperei mais alguém entrar. Apareceu Nicolas e Lauren logo depois.— Cadê o Thomas? Procurei ele, mas o pessoal estranhou. — Ele ainda não chegou? Lauren perguntou estranhando.— C-como assim. Isso não fazia parte do plano!Olhei para Nicolas que desviou meu olhar rápido demais. Eu me aproximei e puxei a gola do uniforme que ele vestia para perto de mim.— Onde está meu marido?! E se pensar em menti para mim, vou te deixar preso aqui sozinho! — Esta bem, esta bem. Ele foi atrás da Gabrielle! — ELE É IDIOTA?!Falei soltando o ruivo e levantando os braços.— Thomas queria garantir que você não ficaria mais em perigo.— Sou filha e esposa de mafiosos, estarei em perigo sempre. Revoltada, sai do local e fui atrás de Thomas. Lógico que todos tentaram me impedir, mas ninguém me tocou com medo.— Alice, se acalme. Ele chegará logo. Andei alguns corredores e abri uma porta, me encontrando na garagem do local. Olhei em volta e me assustei com a morena correndo em minha direção e me pegando pelo pescoço e apontando um faça no local.— Ora, ora, ora... Se não é a senhorita Wayne. Bem na hora.Thomas apareceu correndo logo em seguido e parou como uma estátua assustada quando nos viu. Eu cerrei os olhos para ele, que logo entendeu que eu estava furiosa. O pessoal apareceu logo em seguida na saída e pararam com medo do que a mulher poderia fazer comigo.— Que bom. Estão todos aqui. Querido Thomas, o que aconteceria com você se eu matasse quem você ama, do mesmo jeito que fez comigo?Ela riu enquanto chorava. Peguei em seu braço que estava me apertando, mas não pude me mover muito. Então lembrei da minha carta na manga.
— Não sou mais Wayne — peguei o bisturi que estava escondido na manga fina do tecido e sorri para Thomas. — Agora é Cavallieri!Levantei a mão rapidamente e furei seu olho. Ela começou a gritar e me soltou, Thomas me pegou rapidamente e na mesma hora Danny atirou em sua cabeça e tudo ficou o maior silêncio. Senti minha respiração pesada por um momento e um líquido vazar em minhas pernas. Mas logo esqueci quando senti o Abraço quente dele. — Você está bem?Ele olhou para mim preocupado e quando olhei para seus olhos azuis e, por um minuto, esqueci da raiva que sentia e sorri. — Sim... Mas logo voltei ao normal, pisquei algumas vezes e fechei a cara, batendo em seu braço. — Ai, ai. Alice?!Ele me olhou sem entender e eu apontei o dedo para ele.— Quantas vezes tenho que dizer para não decidir as coisas sozinho?! Eu quase te perco para outra Carter de novo!Falei furiosa e ele me abraçou. — Eu não podia deixar ela fugir e fazer algum mal para minha família depois. Não me importo que esteja brava comigo, contanto que esteja bem.Eu o abracei e falei um pouco abafado por causa do meu rosto em seu peito.— Idiota! Senti seu sorriso na minha orelha e sua respiração me esquentou.— Te amo.O clima estava bom, até Lauren se aproximar e abrir a boca.— Alice, desculpe estragar o clima mas... — ela apontou para o chão. — Sua bolsa estourou.Olhamos para baixo e havia muito líquido ao meu redor, logo fiquei com medo e olhei para Thomas que estava mais desesperado que eu.— Cadê a droga do carro?!Gritou para Danny, que correu e pegou o carro, colocando todos dentro dele.Eu estava tentando me acalmar, mas Thomas não parava de falar e voltei a ficar brava.— Porque está demora do tanto? Não quero que meus filhos nasçam num carro, Danny?! Onde estamos?! Não nos leve ao hospital de Lincoln, eu me recuso e...— THOMAS, CALA A BOCA!Gritei e comecei a sentir as primeiras contrações, apertando um pouco sua mão. Ele percebeu que eu estava com medo e tentou se acalmar.— Desculpe, Minnie.— Não se preocupe, Alice. O parto normal só dói no começo. Quando você ver as crianças, vai esquecer a dor rapidinho. Lauren tentou me ajudar mas só me assustou mais. Alex bateu na sua cabeça e cerrou os olhos.— Lauren, você só piorou a situação! — ela virou para mim. — Não se preocupe Alice. Vai dar tudo certo.O resto eu não ouvi, gemendo de dor e me apoiando no peito de Thomas para tentar relaxar, mas não funcionou. Danny dirigia rápido e conseguia fazer isso com cuidado até chegarmos no hospital onde Lincoln estava nos esperando com a equipe médica e me levou sentada para a sala de parto. Thomas estava ao meu lado, segurando minha mão e todos foram barrados. Olhei para trás e todos sorriram me desejando sorte. Me prepararam e me deixaram num quarto com dor para fazer alguns exames, para garantir a segurança de nós três. Enquanto eu estava sozinha com Thomas, ele me ajudava a se acalmar fazendo carinho em minhas costas e conversando comigo, para me distrair.— Nunca imaginei que estaria aqui. Ouvi sua voz atrás de mim e virei um pouco, olhando ele de canto, com um rosto misturado em felicidade e medo. Sorri um pouco enquanto sentia a contração diminuir.— Nem eu. Uns cinco anos atrás eu não imaginária que estaria com você, casada e agora num trabalho de parto. Quando eu estava sozinha, eu queria desistir de tudo, mas quando pensava nisso, eles se remexiam, me lembrando o marido que tanto amo. Ele parou com a massagem e encostou seu rosto nas minhas costas desprotegidas, por causa da roupa hospitalar. — Nunca te deixei, Alice. Mas nunca mais quero fazê-la sofre de novo. Meu motivo de viver é você e, agora, eles também. Ri um pouco, fazendo algumas lágrimas caírem e apertei as grades da cama por causa da contração que voltava. — Respire. — falou colocando a mão em meu peito. — agora solta devagar. Soltei com algumas falhas por causa da dor.— Eu não posso fazer isso sozinha.Falei baixo e ele me respondeu no mesmo volume. — Eu sei. — Tommy, estou com medo.Falei respirando rápido e ele me abraçou por trás, pousando um beijo em minha nuca.— Nunca te deixarei, Alice.Pousei meu corpo em seu peito e tentei controlar a respiração novamente quando ouvimos a porta se abrir e Lincoln aparecer com o rosto preocupado. — Alice, os bebês não viraram. Precisaremos fazer cesariana. — Não. Gemi apertando a mão do meu marido.— Esta tudo bem. Chamei os melhores para te ajudar. Ele olhou para a porta e um moreno parecido com Lincoln apareceu de jaleco e cabelos lisos para trás. — Charlie?Ele sorriu e se aproximou.— Ainda confia em mim, depois de tudo?Ele olhou para Thomas, que estava sério, mas depois relaxou o rosto.— Como a Alice disse há muito tempo atrás, você é da família. Por favor, tome conta da minha família também. Sorri e fechei os olhos aliviada com a trégua dos dois.Tomei a raque e me senti um pouco fraca e tonta. Olhei para Thomas com aquela touca branca e ri fraco, pois ele parecia engraçado. Mas logo tentei me levantar, ouvindo um choro fino.— É um menino. Charlie falou e eu sussurrei para Thomas. — Tim.Depois de um tempo, uma enfermeira se aproximou e pediu para eu tentar fazer força, mas eu estava fraca e lembranças de quando pequena vieram a minha cabeça. Na casa da minha avó, que hoje não está mais entre nós. Lembrei de sua voz doce e rouca contando histórias para mim e cânticos de ninar. Lembrei de seu nome ao ouvir Charlie falando.— É uma menina!— Aurora.Falei para Thomas, que sorriu com lágrimas no rosto e beijou minha testa.— Eu te amo, Alice. — Eu te amo...Falei antes de começar a fechar os olhos e ver Thomas se preocupando e depois os médicos fazendo-o sair da sala.— Tommy. Sussurrei antes de tudo apagar.
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