Fix Me

24 Minnie


Notas iniciais
Eii. .. desculpem a demora... semana de provas, trabalhos e outros. .. Mas estou escrevendo muito e pretendo postar logo para vocês comentarem mais, pois AMO o comentário de vocês. Boa leitura Kiss

Entramos no avião. Eu estava sentada com Lauren, Lucas com Alex e Evan com uma senhora bem elegante e dorminhoca.
Fiquei encarando o céu pela janela até sentir o incômodo de Lauren, quando virei para encará-la ela estava com os olhos fechados e contando.
— Está tudo bem?
Ela pressionou os lábios e balançou a cabeça afirmando.
— Não parece.
Nós duas pulamos com a voz de Evan no corredor.
— Não nos mate de susto garoto!
Falei colocando a mão no peito. Ele riu e deu um sinal com o pescoço me chamando para conversar a sós.
— Lauren, vou pegar um saco para você, OK?
Ela simplesmente balançou a cabeça e fechou os olhos, respirando fundo.
Fui até o fim do corredor com Evan e começamos a cochichar.
— O que houve com ela? Até parece que ela me odeia. Você sabe de alguma coisa?
Respirei fundo.
— Homens! É lógico que sei, mas não posso dizer. Vai ter que descobrir sozinho ou fazer ela falar. Mas uma dica, seja atencioso e educado com ela!
— Porque?
— Só.. seja!
Ele coçou a cabeça não entendendo muita coisa.
— Está bem, então você pode me deixar ficar no seu lugar?
Ele deu um sorriso descarado!
— Esta bem... mas te dou três dias para você resolver isso com a Lauren. Ou eu juro que a swatch vai ter que vir me segurar para não te matar!
Ele riu e me abraçou.
— Valeu pequena!
Ele me soltou e foi até a poltrona, me deixando estática com sua última frase.
"Pequena..."
Thomas.... Quem era você?
Sequei uma lágrima teimosa e virei para meu novo lugar. Encontrei a senhora dormindo.
" Pelo menos ela não ronca."
Pensei e logo sentei dormindo também.
***
Eu estava deitada numa cama quente e um garoto estava sentado ao meu lado, dormindo enquanto segurava minha mão. Acordei-o quando afastei nossas mãos. Ele era uma criança linda, mas com um rosto sério e nem um pouco feliz. Ele esfregou o rosto e me encarou.
— Você está bem? — Assenti. Ele olhou ao seu relógio que estava no pulso direito. — Em breve você volta para casa.
— Quem é você?
Minha voz falhou. Ele sorriu e colocou a mão em seu cabelo o arrumando.
— Sou Thomas Cameron, futuro Fenrir.
— Fenrir? O que é isso?
Ele ficou surpreso.
— Você, sendo de uma família tão conhecida, não sabe?! — soltou uma pequena risada. — Isso é piada?
Ele percebeu que eu estava confusa e voltou a ficar sério, suspirando.
— Fenrir, antigamente era conhecido com um lobo que trazia discórdia e má sorte. Mas nós o vemos de outro jeito. O vemos como um lobo alfa que pode guiar o mundo para um caminho melhor. Por isso somos a Black Fenrir. Para apagar a escuridão desse mundo, do nosso jeito.
— Que legal!
Falei com um sorriso. Ele olhou para mim surpreso e não parou de me encarar. Desconfortada, tentei levantar e sair da cama, mas meu corpo estava muito pesado e, se não fosse por Thomas, eu cairia no chão.
— Ei, sua apressada. Você ainda não se recuperou totalmente.
— Eu quero ir para casa.
— Calma, em breve seu pai chega.
Me levantei com muito esforço e tentei andar, cambaleando. Thomas tentou me impedir mas o empurrei.
— Para! Eu quero ir agora!
— Você é muito teimosa, sabia?
— E quem você pensa que é para manda em mim?
— Sou mais velho que você, então você deveria me obedecer!
Virei para encara-lo e tive que olhar para cima para ver seu rosto.
— Você é velho, mas não é meu pai!
Levantei minha mão para bater nele, mas ele segurou logo. Seu reflexo rápido me assustou e deixou eu esquecer o meu próprio equilíbrio, caindo de novo.
— Você é corajosa, mas ainda é baixinha!
Ele riu.
— Não sou baixinha! .... Apenas pequena.
Balbuciei. Ele ouviu e riu mais ainda enquanto me pegava no colo e me colocava na cama novamente.
Percebi que o quarto era rústico e calmo. Mas logo voltei a encara-lo.
— Já sei como vou te chamar.
— Nem pense nisso!
— Pequena!
Ele riu enquanto eu atacava as almofadas e travesseiros nele.
— Somente uma pessoa pode me chamar assim, e não é você!
— Bom, se esse apelido está já em uso. .. posso criar outro. — Ele colocou a mão em seu queixo e me encarou pensativo. — Que tal... princesa?
— Eu não sou da realeza!
— Anjo?
— Não sou santa!
— Já deu para perceber! — Falou rindo. — Já sei!
Falou levantando.
— Credo! Não me assuste desse jeito! Fala logo!
— Vou te chamar de Minnie.
— Minnie?
— Sim!
— Vai me dar o nome de uma rata?!
— Não é só isso. — Ele se inclinou e se apoiou na cama chegando perto de mim. — Minnie tem as mesmas letras que mine (meu — em inglês).
E você, um dia será minha.
Sorriu vitorioso.
— Nem morta!
— Ainda somos muito jovens, e nossos pais se odeiam. Mas pense bem, se nos juntarmos, podemos acabar com esse conflito e com vários por ser o grupo mais perigoso da Europa. Podemos ser os mais poderosos do mundo!
— Você está me assustando.
Falei sério enquanto me encolhia um pouco.
— Isso é porque você é muito nova ainda. Um dia você irá me entender. Até lá, estarei apenas te observando e se precisar de mim, eu estarei lá para te salvar.
— Porque está dizendo isso?
— Porque você me conquistou por sua inocência. E eu senti que preciso proteger essa inocência desse mundo traiçoeiro.
Ele me abraçou forte.
— Mas eu nem te conheço.
Ele riu de novo.
— Não, mas irá conhecer. Agora descanse.
Ele se afastou e me ajudou a deitar. Quando ele se afastou, segurei seu pulso.
— Fica aqui. Por favor? Não gosto de ficar sozinha.
Ele ficou surpreso e sorriu.
— Tudo bem. Sempre estarei perto.
Fechei os olhos que já estavam bem pesados e adormeci com sua mão esquentando a minha.
***
Acordei com Lucas mexendo de meus cabelos. Respirei fundo, me estiquei e o encarei.
— Bom dia, minha pequena. Dormiu bem?
Assenti enquanto bocejava e levantei de minha poltrona. A senhora não estava mais ao meu lado, na verdade só tinha nos dois no avião. Peguei minha mochila e sai com meu irmão.
— Cadê todo mundo?
— Já saíram. Eu disse que você dorme demais! — O encarei com a cara inchada e ele piscou para mim, me abraçando. — Brincadeira. Te amo.
— Acho bom mesmo.
Seguimos nosso caminho com Lucas falando algo de alguém brigando com a aeromoça e uns outros caras que estavam dando em cima de outra. E Alex com ciumes de Lucas pois ela pensava que ele estava de olho também. Mas não foi só isso que ele falou, infelizmente não prestei muita atenção, pois estava pensando na lembrança.
"Porque eu esqueceria algo tão importante? "
Fiquei curiosa. Pois quando vi Thomas no hospital, ele não parecia me reconhecer. Então aquilo seria mesmo um sonho?
Afastei esses pensamento quando ouvi uma outra voz familiar.
— Oi, meu amor.
Olhei para frente e meus olhos brilhar com aquela deusa grega. Uma senhora com mais de trinta anos com cabelos loiros soltos, um vestido vermelho grudado e seu inseparável salto.
— Mãe?