Fix A Heart

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Nossa demorei mais estou aqui, aconteceram tantas coisas em minha vida que daria de escrever um livro. Haha' logo logo postarei uma outra história, essa vai falar de algumas coisas sobre mim e sobre minha vida... Mas, voltando a Fix a Heart.
Será narrado por Leslie.

Não daria pra contar as tantas angústias e decepções que tive nesse último mês. Primeiro, contamos para minha mãe que estávamos namorando, ela aceitou numa boa. O complicado foi na escola. Queriam me linchar, estrangular, acabar com a minha vida.

Eu andava pelos corredores e fingia que não escutava nada que era comentado sobre mim pelas garotas. Desde líderes de torcidas até as mais excluídas, até antes eu era uma delas. Os amigos de Justin não aceitaram muito no começo, ficavam me chamando de zilhões de coisas que não deveriam ser lembradas. Mas com o passar do tempo aceitaram tranquilamente. Eles eram adoráveis e sempre que chingavam alguém em minha frente eu dava um jeito de brigar com eles sem parecer rude ou mal educada.

– Dá pra vocês pararem de chingar as pessoas que passam por favor? — falei.

– Qual o problema de nos divertirmos um pouco? — um novo jogador chamado Lyan falou.

– O problema? O que é diversão pra vocês é tortura para eles. Ou vocês acham que palavras não machucam? Estão enganados, elas machucam e muito.

– Paus e pedras podem quebrar nossos ossos, mas palavras não podem ferí-lo — falou zombando de mim.

– Está certo, palavras não ferem nossos ossos, ferem nossos corações, nossa alma. Palavras podem desencadear problemas imensos. Sabia que há pessoas que se matam porque sofreram algum tipo de agressão?

– Isso é bobagem.

– Experimenta ser zuado na frente de todos, experimenta olhar para os lados e todo mundo estar falando de você e rindo da sua cara por algo que o "VALENTÃO" falou — fiz aspa com os dedos. — Experimenta ser chacotado pra ti ver. Depois me conta como foi. — virei as costas e fui em direção a sala de aula. Ele havia me irritado e muito com esse papinho dele de que tudo isso é bobagem, quem dera que fosse.

"Amor cadê você?"– Uma mensagem de Justin

Logo respondi.

"Já estou na sala" – Respondi.

"Aconteceu alguma coisa?" — Mandou de volta, não dava nem tempo de responder ele enviava de volta.

"Não, nada, tudo bem :)" - Tentei parecer menos preocupada possível.

A realidade era que eu não estava bem. Aliás faz muito tempo que não estou bem. Achei que mostrando para todos nosso namoro seria mais fácil de lidar com a situação, pelo contrário. Cheguei receber mensagens anônimas com ameaças de morte. Não sabia que as garotas eram tão fissuradas nele. Mas fazia de tudo para parecer feliz na frente de Justin pelo menos. Eu o queria bem, sem medir esforços para fazer ele sorrir. Eu o amo e só quero ele bem.

(...)


– O que iremos fazer hoje a tarde? — falou Justin me abraçando de lado.

– Sei lá, diz ai — falei ele sorriu malicioso dando uma mordiscadinha na minha orelha. — Nada disso — sorri.

– Vamos ver "A Mulher de Preto"? Estou super a fim de ver esse filme.

– Tudo bem, você aluga e vai lá pra casa? — perguntei.

– Claro né, sua mãe está lá?

– E ela por acaso para em casa? Não, ela vive saindo. Ela vive viajando, nem parece que tem filha. — Respirei fundo.

– Você me dá medo quando fala assim... soa tão, fria. Parece que tem o coração como uma pedra de gelo, fala como se não se importasse com a presença dela. — Abaixei a cabeça, ele estava certo, mais de certa forma era verdade. Não importava muito se ela estava presente ou não. Me acostumei com isso de ficar sozinha.

– Ás vezes até eu acho que não tenho coração, acho que colocaram gelo no lugar dele. — Falei ainda cabisbaixa.

– Também não é assim, não quis dizer isso.

– Claro que é, é a realidade, é o que sou. Me conheço, sei que é isso mesmo. — dei um beijo no rosto dele e me desvencilhei de seus braços, entrei no carro e ele entrou do lado do motorista.

– Que foi? Foi o que disse?

– Não Jus, fica tranquilo tá, não é nada, só estou um tanto cansada. Quero ir pra casa logo — falei e encostei a cabeça no vidro do carro. O caminho foi em silêncio, dei um selinho nele e fui entrando sem nem falar nada.

– 15:30 eu venho — falou e só assenti entrando dentro de casa.

Uma coisa mínima podia acabar com meu dia. Se bem que pra mim ficar triste ninguém faz muito esforço, nem precisa. É rápido, fácil, simples.

Me joguei na cama e cochilei.

Notas finais
Heeey, o que acham de restaurar Don't Trust? Alguém ai leu ao menos sequer um capítulo? Queria muito saber, estou a fim de restaurá-la e tenho diversas idéias, se quiserem, estou ai :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.