Five of Witches

17 Capítulo 17- Bianca


Notas iniciais
Mais um capítulo para vcss seus lindos!!

“Eu estava no carro de Samuel, não sei por que estava aqui... Mas estava. Eles estavam em silêncio, e o clima parecia tenso entre os dois. Não sabia onde estava, era uma estrada qualquer em um lugar qualquer.

Eles não pareciam estar me vendo.

-Estamos perto de Salem? -Perguntou Matheus quebrando o silêncio.

-Quando eu ver uma placa escrito “Salem” eu te digo. -Respondeu San sem tirar os olhos da estrada.

-Você quer dizer que não sabe onde estamos?

-Estamos numa estrada. -Ele deu de ombros como se não se importasse.

-Oky, já entendi! Você não concorda com o que eu e Kenna fizemos.

Franzi a testa, o que eles fizeram?

-Não falei nada.

-Samuel eu tinha que fazer, não podia continuar vendo ela daquele jeito.

-Claro. Matheus o herói... Sempre o herói.

-O que você quer dizer? Eu sou um anjo! É o que eu faço. -Matheus parecia nervoso.

-Cala a boca. Estou cansado de ouvir a sua voz.

Mas o que raios estava acontecendo entre os dois?! Pera... Era apenas um sonho, nada disso estava acontecendo. Ou estava?”

Acordei com uma forte dor no braço esquerdo, como se tivesse sido queimado.

-Aiiiii! -Gritei vendo que havia uma pequena queimadura no meu braço.

-Desculpa. -Disse uma voz, era a voz da Alice, ela parecia preocupada e assustada. -Desculpa.

-Tudo bem. -Franzi a testa sem entender o que estava acontecendo. -O que faz aqui?!

-Preciso de ajuda e você me deve.

-Ahan... oky. Como eu posso te ajudar? -Perguntei me levantando e esfregando minhas mãos em meu rosto. Acabei de acordar e a pessoa já vêm me pedindo favores, então ta né.

-Eu não estou conseguindo fazer nenhum feitiço. A não ser fogo e desfazer pequenos feitiços. -Falou Alice olhando para o chão.

-Por que não?!

-É o que eu quero descobrir. -Ela me encarou nos olhos.

-Já tentou perguntar para algum familiar seu?

-Claro Hale! Vou chegar numa bruxa e falar “olha eu não tô conseguindo fazer o que uma bruxa deveria fazer!” -Disse ela em tom irônico.

-Oky... Então qual é a outra opção?

-Samuel e Matheus tem uma biblioteca enorme aqui, será que eu poderia dar uma olhada?

-Sim, mas... Eu não sei onde fica.

-Eu sei, vamos logo que temos muito o que fazer. -Alice parecia autoritária.

Estreitei os olhos enquanto a observava saindo do meu quarto, é serio isso? Agora recebo ordens de um bruxa que nem poderes tem? Ahh onde eu fui me meter? Me arrumei às pressas, coloquei a primeira roupa que vi na minha frente, lavei meio rosto e fui em direção à sala. Passei pelo quarto da minha mãe... Senti um aperto enorme no coração, mesmo que seja apenas uma hipnose, isso doía de mais.

Tinha que fazer alguma coisa pra arrumar isso.

-Ahan... Eu tenho uma pergunta, se você sabe aonde fica a biblioteca e entrou nessa casa sem nem um pouco de dificuldade porque precisa de mim? -Falei a encontrado sentada no sofá da sala de visitas.

-Você vai ver. -Respondeu ela se levantando e passando por mim.

Não posso mentir dizendo que essa resposta não me deu certo medo.

A segui, ainda não sabia todos os cômodos da casa, seria perca de tempo ficar olhando lugar por lugar. Chegamos a uma porta feita de vidro fosco com alguns desenhos feitos nela, desenhos abstratos... Era uma porta linda.

Tentei abri-la, mas não consegui.

-Acho que tá trancada. -Afirmei me virando para Alice, acho que essa brincadeira terminou antes mesmo de começar.

-Eu sei, mas posso abri la. -Disse ela colocou a mão sobre a porta. -Está selada com um feitiço, me empresta sua mão.

Dei minha mão sem hesitar. -Como vai abrir a porta?

-Um feitiço assim é selado com sangue e só pode ser revertido com o mesmo sangue, ou o sangue de um parente. O bom é que o sangue que foi usado para fechar essa porta é o dos seus primos. -Senti minha mão sendo cortada, ela começou a lateja, a dor me atingiu. -E você tem o mesmo sangue que eles.

Arregalei os olhos. -Aiiiiiiii! -Gritei vendo o meu sangue escorrendo e caindo no chão perto da porta. -Você cortou minha mão, você cortou minha mão! -Falei mais para mim do que para ela, estava tentando acreditar no que acabara de acontecer.

Alice falava umas palavras que eu não entendia, e não dei à mínima. A única coisa que me importava era minha mão que agora estava cortada.

A porta se abriu sozinha. -Avoala. -Disse ela por fim com sorriso vitorioso nos lábios.

-Você cortou minha mão. -Disse pela ultima vez entrado na biblioteca.

Alice revirou os olhos. -Para de choramingar feito criança.

-Ahh me desculpa se a um mês atras eu não fazia parte de um mundo no qual cortar a mão dos outros e deixar seu sangue escorrer para desfazer um feitiço é normal.

-Oky, oky. Acabou? -Perguntou ela pegando um livro sobre a mesa.

Bufei, engraçado que ela pede desculpas quando me queima sem querer mas não pede quando me corta de proposito. Mas oky! Foco no sei lá que eu esteja procurando.

Havia várias estantes repletas de livros, umas caixas no chão e uma mesa no centro. Em tudo o que eu olhava havia livros, muitos e muitos livros. Era uma biblioteca normal aparentemente, nenhum livro voando sozinho ou coisas do tipo.

-Ahan, me diz que você sabe o que a gente está procurando. -Falei indignada.

-Um livro. -Respondeu ela, parecia perdida, como se não soubesse por onde começar.

-Que legal. -Bufei abrindo uma das caixas. -Você vê as prateleiras, eu vejo as caixas.

Ela nem respondeu... Tomara que achemos esse livro... Ou qualquer coisa relacionada a ele.

Pov Samuel.

Já andávamos pela mesma merda de estrada fazia quase duas horas, odiava me perder! Dá última vez que vim para Salem não demorou tanto.

E para piorar tinha que aguentar meu irmão. Não concordava com o fato de ele ter a feito esquecer, existiam outras maneiras dela superar... Nessa vida temos que aprender a superar o luto sozinho, por que alguém sempre irá morrer, mas agente tem que continuar... E às vezes não vai ter ninguém do nosso lado para nós ajudar.

-Chegamos. -Informou Matheus puxando meu freio de mão.

-Que?! -Perguntei meio alto. -Estamos no meio do nada!

-Aquele bar. -Continuou ele saindo do carro.

-Aquele bar?! -O acompanhei saindo do meu carro também.

-Sim, algum problema? -Meu irmão parou bruscamente e me encarou.

-Não, só o fato de ele parecer meio que inabitável. -Falei como se fosse óbvio.

Matheus bufou e continuou andando.

-Qual é o nome da bruxa? -Perguntei o seguindo.

-Bianca. -Respondeu ele sem me olhar.

-Bianca o que?

-Bianca M alguma coisa. -Matheus abriu a porta do bar e entrou.

Ótimo, nem sabe o nome da bruxa. Pensei já sabendo que Matheus havia lido minha mente, uma das coisas que eu mais sinto falta de ser anjo.

-Alguém? -Perguntou meu irmão.

Realmente o lugar parecia inabitável à anos e isso não era nada bom...

-Biancaaaa? -Gritei — Bianca M alguma coisa?

Senti que Matheus me olhava com o olhar de repreensão, dei dê ombros sem me importar.

-Matheus, quando tempo gato. -Disse uma voz sedutora saindo de trás do balcão.

-Bianca?! -A voz dele parecia indignidade.

-Conhece ela? -Perguntei apontando para a garota.

Ela era bonita, tinha olhos brancos e cabelo até os ombros platinado. Ela me dava certo medo, é ridículo um vampiro ter medo de uma bruxa, mas eu tinha.

Notas finais
Alguem lembra dessa Garota? Num tal sonho da Hale?? kkkkkkkk O que vcs acham que vai acontecer?? Comentem, favoritem e etc.