Five of Witches

10 Capítulo 10- Lobisomem


Notas iniciais
É o ultimo de hoje, espero que gostem.

-Hale eu não vou te machucar. -Samuel me olhou com aqueles olhos verdes... Eram tão persuasivos.

Estava começando a acreditar nele, San nunca me machucaria não é mesmo? Ele pode até matar pessoas e sugar seu sangue, mas não é isso o que vampiros fazem? O olhei tentando entende lo... Nesse momento gostaria de ser uma sereia ou um anjo só para entrar em sua cabeça e saber tudo que se passa nela.

Balancei a cabeça negativamente, mas o que raios eu estava pensando?! Samuel acabou de sugar todo o sangue de uma garota indefesa e eu estou aqui parada para ser a próxima vítima?!

-Não confio em você! -Abri a porta da dispensa e a fechei com força.

Eu tinha que sair da li, corri em direção a cozinha, a casa era muito grande, todos os corredores eram iguais, me sentia perdida.

-Hale! Por favor, me escuta! -Gritou ele ao longe.

A música ainda tocava cada vez mais alta, meu coração pulsava rapidamente como se fosse sair pela minha boca, conseguia sentir cada músculo do meu corpo, cada veia, cada artéria. Os segundos pareciam horas, como se tudo estivesse em câmera lenta.

Continuei correndo até chegar à cozinha, fechei a porta logo em seguida. Encostei-me na porta e escorreguei até o chão, não sentia o ar chegar nos meus pulmões, quanto mais eu respirava mais eu precisava dele.

Ainda precisava sair da casa.

Havia outra porta na cozinha, do outro lado do cômodo, me levantei e fui até ela. Minha respiração estava ofegante, se o San tiver audição aguçada com certeza me ouviria.

A porta dava num tipo de quintal, como se fosse porta dos fundos, tinha árvores para todos os lados em volta do quintal, à única luz era da lua e de dentro da casa. Fui em direção à árvore mais próxima, estava cansada, odiava correr e suar, nunca pensei em fugir do meu próprio primo/vampiro.

Sentei no tronco da árvore, pensei nos insetos que provavelmente estariam ali, “foda-se estou cansada de mais para pensar”.

Ouvi a porta sendo aberta novamente, tentei não ficar visível, podia ser o Samuel.

Mas por sorte era apenas uma garota, ela era ruiva com o cabelo até a cintura, não me parecia familiar até porque não conseguia ver seu rosto.

-Alisson! Para de drama! -Disse uma voz saindo da casa, o dono dessa voz era um garoto. Ele tinha cabelos marrons claros e era a única coisa que eu conseguia ver.

-Oky, mas eu estou cansada! Eu preciso ir para casa. -Falou a tal da Alisson sem olha lo.

-Por quê?! A menininha do papai não pode ir para festas? -Ele parecia bêbado ou drogado.

-Não me chame assim. -Ela o olhou. -Eu vou embora. -Disse passando por ele.

-Não vai não! -O garoto segurou sua mão e a puxou, fazendo a cair aos seus pés. -Você é minha namorada! E você tem que me obedecer! Ouviu?

-Me larga Mat! Não sou sua propriedade!

Parecia uma briguinha de namorados qualquer, apesar do fato desse Mat parecer um pouco machista e agressivo. Acho que todos tem o mesmo direito de fazer o que quiser, a vida é nossa e se não pedimos a opinião de alguém é porque talvez não queremos.

Mas ainda estava em choque, lembrava do sangue, do som da cabeça da garota se chocando contra o chão, me arrepiei, nunca vi ninguém morto ou quase morto na minha vida, até agora.

Minha atenção foi tomada pelo Met, quando ele deu um tapa no rosto da Alisson.

Abri a boca, meus olhos se arregalaram novamente, me senti uma inútil por não interferir, mas o que eu podia fazer? Eu nem sei socar alguém! Não aguento nem correr um pouco! Eu sou realmente uma inútil...

Alisson se levantou e entrou na casa sem ao menos olhar para trás, não sei se ela estava chorando ou se estava assustada de mais para fazer alguma coisa.

-Quem você pensa que é? -Perguntou outra voz aparecendo no meio das árvores, era a voz do Oliver.

-O que?! Tá falando comigo? Por que eu acho melhor não estar! -Respondeu Met o olhando.

-Não estou vendo nenhum outro babaca por aqui. -Oliver se aproximou com o rosto sério, ele parecia bravo ou irritado.

-Você se acha valentão né? Só que não se meta nas minhas brigas com a minha namorada. -Ele fechou o punho e deu um soco da boca de Oliver.

Levantei, não sei o que poderia fazer... Mas não posso ficar sentada como se estivesse assistindo TV.

-Seu filho da puta! -Oliver deu lhe um soco e outro logo em seguida.

Met caiu no chão, sua boca sangrava. Essa briga não iria acabar bem.

-Só isso que consegue? -Ele tentou se levantar, mas Oliver não deixou.

Ele estava consumido pela raiva, o chutava e dava socos. Met nem mais falava. Eu podia ter ouvido um osso se quebrar, não sei... Estava atordoada de mais, me aproximei e tinha sangue para todos os lados, mas eu não estava com medo, não medo do Oliver.

-Oliver para! -Gritei. -Hey... Para!

Ele não me ouviu, talvez realmente não estivesse ouvindo. As vezes quando estamos com muita adrenalina no corpo fazemos coisas que nos arrependemos, Oliver provavelmente havia sido consumido por essa adrenalina.

-Para! -Gritei novamente encostando em sua mão. -Você vai matá-lo.

Seus olhos não eram mais escuros, estavam azuis, azuis da cor do gelo, parecia frio... Solitário... Ele me olhou sem entender o que estava acontecendo, sua roupa estava cheia de sangue. Oliver olhou para suas mãos e depois para Met, não pude ver sua expressão.

Eu não conseguia olhar para o corpo, era horrível de mais.

-O que eu fiz? -Perguntou ele, seus olhos já tinham voltado ao normal.

Pelo menos ele não era um vampiro.

-Vem, vamos sair daqui. -Disse por fim.

Andamos por volta da casa até vermos um tipo de poço, com uma mesa presa ao chão. Ainda estava em choque e parecia que ele também, seu rosto não expressava nada, não sabia dizer nem o que pensar.

Eu não achava que Oliver era o culpado o Met merecia uns socos depois de bater na própria namorada... Não conseguia imaginar na possibilidade dele ter morrido, mas... Será?

-Vem... Vamos tirar esse sangue. -Falei destampando o poço.

-Não dá. -Disse ele, sua cabeça estava abaixada.

-O que? Olha aquilo não...

-Eu disse que na dá! -Interrompeu ele mais como se fosse um grito de dor.

Seus olhos voltaram a ser azuis “gelados”. O observei... Garras cresceram em suas mãos... Não eram mais mãos... Eram patas?! Seus dentes afiaram... Oliver caiu no chão... Parecia estar se transformando em...

Lobisomem.

Fiquei parada no mesmo lugar que estava eu queria estar com medo, mas não estava, pensei em sair correndo, mas eu não queria... Eu confiava nele, afinal ele era meu amigo.

Oliver uivou e me encarou, ele era definitivamente um lobo. Seus pelos eram negros como a noite e combinavam com seus olhos azuis... Ele saiu correndo para dentro da floresta, não sei se ele sabia que eu era eu, ou se ele ficou com medo...

Eu estava rodeada de seres não mortais e isso não me incomodava, a única coisa que estava me irritando era eu ser humana, ser normal! Não era justo... Sei que fiquei com medo, que tentei voltar a ser o que eu era...

Mas o problema é que eu não sou mais quem eu era.

Notas finais
Preciso saber se está legal ou o que tenho que melhorar... Por favor comentem favoritem e etc. Obrigada por lerem.