Five of Witches

21 Capítulo 21- Raptada


Notas iniciais
Oiiii de novo!! Espero que gostem das novas novidades! Acho que esse capítulo ficou bem grandinho...

-Qual? -Perguntei desviando meu olhar de San antes que alguém notasse que eu o encarava.

-Algum de nós afasta Bianca da casa, se ela realmente está com a faca deve estar no quarto dela.

-Eu faço isso. -Informou Oliver interrompendo Kenna.

-Por que você? -Samuel perguntou franzindo a testa.

-Tenho uns assuntos a resolver. -Explicou ele, na verdade Oliver deu uma explicação muito vaga... “Resolver assuntos “ podia ser tanta coisa, como também podia ser nada.

-Oky, você vai. Enquanto isso Hale e Samuel vão atrás da faca, agora Matheus, eu e Alice ficamos aqui e esperamos vocês. -Kenna sorriu, como se o plano dela fosse perfeito.

-Por que o Sa... -O anjo tentou protestar.

-É isso e ponto, não reclamem!

Todos tivermos que concordar, o plano havia um monte de falhas... Se desse certo seria muita sorte, ou muito azar se esse plano fosse o errado. Oliver iria na frente e se desse tudo certo eu e San partiríamos imediatamente.

Todos ainda estavam na sala de jantar, menos eu que estava deitada no sofá da sala de estar com o celular em mãos, tinha que ficar atenta ao recado de Oliver.

Meus pensamentos estavam totalmente longes dali, passavam vários flash Backs na minha mente, alguns dos meus pais... Da minha vida antiga... Das promessas que eu fiz antes de partir da minha outra cidade... Tantas coisas que eu deixei para trás e continuou deixando, um dia irei me arrepender disso tudo.

Flash Back on

“Estava na escola, devia ser 1:30, mas é claro que minha mãe tinha que demorar para me buscar, já era uma coisa de costume. Eu nem me importava mais, Gabi estava deitada no chão do pátio e encarava o céu.

-Você sabe que vai acabar levando uma bronca por estar deitada aí né? -Perguntei me levantando do banco e indo em sua direção.

Ela olhava para o sol fixamente, seus cabelos roxos estavam espalhando pelo chão. Deitei ao seu lado -A gente vai ficar cega olhando pra sol.

-Estava pensando no que você me disse. -Respondeu ela trocando totalmente de assunto. -Mudar de cidade, de escola, de vida... Deve ser incrível.

-Ahhh nossa super incrível. -Respondi ironicamente.

-Minha mãe vive falando “Gabi um dia que você conseguir sai dessa cidade, conheça outros lugares, outros ambientes... “ Eiii me leva na mala?! -Perguntou ela se virando e ficando de bruços.

-Claro. -Respondi rindo. -Você vai me visitar?

-Vou. -Disse também rindo. Eu sabia que ela não estava feliz, Gabi nunca iria chorar na minha frente, mas pude perceber uma lágrima escorrendo pela sua bochecha. -É nois!

Ri ainda mais alto. -É nois!”

Flash Back off

De repente vejo Kenna vir em minha direção, sua expressão não dizia nada... A mesma expressão quando ela me pediu aquele favor. Respirei fundo e me sentei no sofá, “lá vêm bomba” pensei.

-Já falou com o San? -Perguntou ela parando a minha frente.

-Você sabe que não. -Falei encarando seus olhos que me fuzilavam com a resposta.

-Hale vou te dar um aviso de amiga... Não me provoque, eu não tenho paciência alguma para esperar. -Kenna arqueou a sobrancelha.

-Eu não sei como chegar nele e pedir isso.

-Não me importa como vai conseguir, só consiga. -Ela virou as costas para mim e saiu andado em direção a sala de jantar.

Bufei e voltei a me deitar. Sinto meu celular vibrar, era uma mensagem do Oliver e dizia “Fiz a minha parte, pode ir”.

-Samuel! -Gritei me levantado as pressas.

Pov Samuel.

Depois de um longo silêncio constrangedor na volta, finalmente chegamos em casa. Não aguentava mais aquela decoração chique, vou matar Kenna por isso.

Eu via claramente que Hale estava nervosa, ela batia levemente seus dedos na tela do celular fazendo um barulho por causa de suas unhas. Parecia que ela nunca havia feito nada de “errado” como entrar no quarto de uma pessoa qualquer e roubar uma faca que pode matar sua amiga.

Entendo seu nervosismo, isso é um grande defeito do ser humano... Medo. Isso acaba com qualquer um, um sobrenatural não pode sentir medo, ele tem que confiar em si mesmo, se não pode se transformar em um louco, literalmente.

Estacionei o carro e andamos apressados até a minha casa, parecia vazia... Como se não estivesse abitada a anos, entrar na minha casa parecia voltar para década de 60, me dava um ótima nostalgia.

-Alguém em casa?! -Gritei subindo as escadas.

Hale me cutucou. -Não grita. -Cochicho ela.

-Por que?! A casa é minha, se a Bianca tiver aqui dane-se. -Respondi sorrindo.

Ela revirou os olhos, dei dê ombros ainda sorrindo e subindo as escadas.

Entramos no quarto de Bianca, não havia nada dentro dos móveis... Ela ainda não tinha desfeito a mala.

-Não vai ser difícil. -Disse Hale abrindo o zíper da única mala que havia no quarto.

-Por que acha isso? -Perguntei abrindo a porta do guarda-roupa mesmo sabendo que não havia nada dentro.

-Só tem uma mala. Se não estiver aqui, não tem como estar em lugar algum.

Hale tirava peça por peça de roupa e colocando delicadamente sobre a cama, isso iria demorar de mais, puxei a mala de suas mãos e joguei tudo no chão de uma vez.

-Acho que não está na mala. -Conclui percebendo que só havia roupas.

Ela me olhou com repreensão e em defesa dei risada de sua cara.

Pov Hale.

San tinha bagunça tudo, agora todas as roupas estavam amaçadas e jogas no chão. Não que eu me preocupasse em arrumar uma mala que nem era minha, só que Bianca não podia saber que estavamos bisbilhotando.

-E agora?! -Perguntei olhando envolta do quarto.

Não havia nem uma suíte para olharmos, além da cama e do guarda roupa havia também um espelho... Mas não tem como alguém guardar algo no espelho. Entrei em desespero, se não acharmos a faca o plano vai por água baixo.

E era o único plano que tínhamos...

-Liga pra Kenna e diz que fudeu. -Falou Samuel pegando uma bolinha que pula de dentro do armário.

Ele parecia uma criança em corpo de adolescentes que foi erradamente transformado em vampiro.

-Que vocabulário feio. -Disse sorrindo.

-Fazer o que? É a vida. -Respondeu ele também sorrindo... Só que o sorriso dele era lindo... Aquele tipo de sorriso que faz você se derreter por inteira, um sorriso um tanto apaixonante.

Enquanto estava em transe pesando em seu sorriso, Samuel tocou a bolinha em minha direção, eu desviei rapidamente e antes que pudesse falar qualquer coisa... Algo me surpreendeu.

A bolinha entrou dentro no espelho ao invés de bater e voltar.

Me aproximei do espelho... Parecia normal, mas sempre quando algo é normal de mais existir uma verdade obscura sobre ele.

-Nem pense em entrar nisso Hale. – Advertiu Samuel.

E foi exatamente o contrario que eu fiz, era como entrar numa piscina mas sem a parte de se molhar, me senti passando por um portal mágico (como naqueles filmes infantis). Dentro do espelho havia uma sala... Toda preta e no meio dela uma mesa com a adaga em cima. Não estava muito longe de mim então me aproximei.

Meu coração batia rápido, minha respiração estava ofegante e eu soava frio. A adaga era toda de prata, com alguns detalhes em relevo e uma pedra vermelha na parte em que se segura. Eu sabia que quando pegasse essa faca prata algo muito ruim iria acontecer... Mas eu tinha que arriscar, não havia outro jeito.

Parecia um filme do Indiana Jones que quando ele pega algo de cima da rocha vem uma pedra gigante para mata-lo, mas tenho quase certeza que não viria uma simples pedra e sim algo bem pior.

Puxei a adaga com tudo de cima da mesa e rapidamente a aproximei de meu peito. Eu olhava para todo lugar ao mesmo tempo com medo de algo pular na minha frente, mas nada aconteceu... Estava fácil de mais.

Eu andava sem olhar para frente, até que senti uma respiração no meu pescoço... Meu corpo inteiro tremeu, não queria olhar, acho que o que eu sentia era muito maior que um simples medo, era desespero. Fechei meus olhos com o intuito de me esconder, o que é claro não adiantou. Virei me para frente e abri meus olhos devagar, um ser que não era humano me observava, sua pele era cinzenta parecia gosmento e elástico, era alto de mais e seu corpo desproporcional. Não havia cabelos nem pelos... Não conseguia decifrar o que era esse bicho.

Eu havia paralisado completamente. E ele parecia não me ver... Até que meu cérebro voltou a fazer a tarefa dele, percebi o que estava acontecendo na minha frente e gritei o mais alto que pude.

Sai correndo passando por aquele ser, sabia que era menos rápida do que ele, mas meu corpo não me obedecia... Queria sair dali, queria o Samuel...

Consegui chegar perto da saída do espelho, mas o bicho agarrou meu braço antes que eu pudesse sair por completo. Joguei a adaga para fora do espelho, pelo menos se eu morresse Alice poderia sobreviver.

Mas pera... Eu não queria morrer, não queria! Tanta coisa que eu ainda podia fazer! Ainda podia descobrir. Senti lágrimas descendo pelas minhas bochechas. Meu braço estava sendo cortado pelas unhas do bicho, sentia minha pele sendo perfurada e resgada... Eu gritava em vão. Será que Samuel não estava me escutando? Será que algo havia acontecido com ele? Ou ele simplesmente não se importava? Acho que morreria sem saber.

O bicho não me puxava, era como se eu fosse o rato e ele o gato. Ele queria me torturar antes de me matar, isso não parecia nada legal. Lágrimas saiam de um monte dos meus olhos, eu continuava gritando e tanto sair, até que com muito esforço consegui colocar a minha mão para fora do espelho.

Nada aconteceu, tudo parecia em câmera lenta. Agora o bicho me puxava para trás, senti minha chance de sair de dentro do espelho acabar... Gritei pela última vez, mas agora não apenas gritei, eu falei um nome. O nome dele.

-Samuel!

Até que no último momento alguém agarrou minha outra mão que estava ainda fora do espelho e me puxou com toda força para fora. Minha pele foi totalmente arranhada, mas eu não me ligava.

Tudo voltou ao girar.

Ele havia me salvado... E isso era a única coisa na qual eu me importava no momento.

Pov Samuel

Não estava entendo o que havia acontecido, não podia ouvir nada o que acontecia dentro do espelho, mas quando eu puxei Hale para fora pude ver o pavor em seu olhar.

Franzi a testa.

Ela tremia, estava pálida e seu braço todo arranhado. Parecia perdida, até que me olhou nos olhos, não sei se demonstrei amor ou proteção... Só sei que a fez se acalmar.

E isso me alegrava, pela primeira vez após anos pude sentir que alguém realmente podia gostar de mim... Claro que Hale não conhecia todos meus lados, mas iria fazer de tudo para ela me ver assim... Como o herói.

Nós estávamos próximos, nossos lábios quase colados, podia ser um erro... Só que seria um ótimo erro a ser cometido.

A beijei sem arrependimento, foi um beijo calmo, uma de minhas mãos estavam em sua cintura e a outra em sua nuca. Estava tudo perfeito... E podia ter continuado assim.

Perfeito.

Até que escuto alguém batendo palmas. Parei o beijo bruscamente e olhei na direção em que vinha o som.

Bianca nos olhava como se nos condenasse. -Won que lindo! Matheus vai adorar saber.

-Você não ousaria. -Respondi entre os dentes me afastando de Hale.

-Ahh... Por que? Ele já deve estar acostumando com o Samuel que sempre se apaixona pelas namoradas do irmão mais velho. -Bianca pegou a adaga do chão e me entregou sorridente.

Franzi a testa sem entender.

-Vocês acham mesmo que eu não sabia o que vocês iriam fazer? Acham que eu não tinha plano também? -Ela estalou os dedos e Hale sumiu.

O desespero tomou conta de mim, não posso entrar em desespero... Não posso! Não posso demonstrar fraqueza.

-Devolve ela! -Falei em tom de ameaça.

-Vem pegar. -Disse Bianca por fim... Sumindo no ar.

Notas finais
E aiii? Gostaram? Quem shippo Samuel e Hale? kkkkk Comentem, favoritem e etc!!! Bjsss