Five of Witches

20 Capítulo 20- O plano


Notas iniciais
Oiiii minha genty!!! Desculpa não ter postado durante a semana, é que eu tive prova e ta tudo muito muito corrido!!! Mas agr estou aqui com mais um capítulo para vcs!!!

Acordei em um pulo com o celular despertando, não me lembro ao certo como fui parar na cama. Só sei que desabei, está cansada de mais... Eram muitos problemas e poucas soluções. Sentia-me responsável pela vida da Alice, se ela fosse morta por essa tal bruxa eu seria a culpada de certa forma... E acho que não aguentaria viver sendo a culpada da morte de alguém.

Tirei o pijama e coloquei uma calça jeans qualquer e uma regata cinza, era segunda feira e havia aula, como não era obrigatório o uniforme iria vestida assim. Não estava com tempo de ficar escolhendo roupa, na verdade “escolher roupa” não me importava tanto nesse momento.

Mesmo com todos esses problemas, ainda tinha que fazer com que as pessoas a minha volta achassem que eu era uma adolescente normal de 16 anos. Ninguém precisava saber desse mundo no qual vivo.

Passei uma maquiagem de leve e fiz um coque meio solto. Sai do meu quarto em direção ao quarto de Matheus, precisava tirar toda aquela história a limpo. Como uma pessoa decide uma coisa por você sabendo que você não vai concordar?! Eu tenho direito de opinar também!

Bati algumas vezes na porta, mas nada.

-Ele não está, saiu bem cedo. -Disse uma voz feminina atrás de mim, e um detalhe... Não era a voz de Kenna.

Virei-me em direção a voz, uma garota baixa com cabelos totalmente platinados e olhos braços.... Essa garota, era a mesma do meu sonho. Franzi a testa, não posso mais duvidar de nada.

-E você é? -Perguntei cruzando os braços.

-Bianca, a tal bruxa na qual vocês se referem. -Ela estendeu a mão, mas eu não a peguei.

-Você está aqui para matar minha amiga.

-E ressuscitar seu pai. Ou talvez sua “amiga” seja mais importante no momento? -Bianca fez aspas com os dedos na parte do “amiga”.

Revirei os olhos, na verdade eu ainda não havia escolhido, não posso ser egoísta a esse ponto... O que adianta trazer meu pai de volta à vida? Trazer ele dá paz infinita? Se ele tem muitas chances de morrer de novo.

-Hale... A garota que eu estava procurando. -Falou Samuel subindo as escadas com um sorriso calmo, como se estivesse tudo bem. -Acho que você já conheceu a Bianca.

-Já. -Disse seca.

-Oky, então vamos para a escola. -Continuou ele com o mesmo sorriso, o mesmo que estava começando a me irritar. -Bianca não se sinta em casa.

Ela deu um sorriso falso e saiu em direção a seu quarto. Por que raios todo mundo não estava se preocupando?! Acho que num momento desses a gente deveria fazer alguma coisa! E não simplesmente sorrir calmamente!

Segui Samuel até a porta da casa tentando juntar as peças desse enorme quebra cabeça sem sentido.

-Vamos, não quero chegar atrasado. -Falou ele pegando minha mochila que estava encostada no canto perto da porta.

-Não preciso seguir suas ordens. -Eu continuava de braços cruzando enquanto o seguia para fora de casa.

-Na verdade, precisa.

-Como é?! -Parei bruscamente em frente ao carro.

-Com o falecimento do seu pai, e sua mãe indo embora... Eu e Matheus ganhamos sua guarda. -Disse ele sorrindo com aquele seu sorriso de costume enquanto entrava no carro. -Na verdade Kenna deu uma ajudinha, mas o ponto não é esse.

“sua mãe indo embora...” essa frase me lembrava o que eu havia prometido para Kenna, como iria convencer Samuel de sair da cidade? Nem havia parado para pensar numa coisa... San gosta de mim? Está dúvida fazia meu cérebro parar, como se nem ele entendesse o que eu queria saber.

Era como quando você lê uma frase muito boa que explica todos seus sentimentos, então seu cérebro trava por alguns segundos para tentar relacionar a tal frase com o momento que está passando agora.

-Você vai entrar no carro ou vai ficar aí parada?! -Perguntou ele dando marcha.

Entrei no carro sem hesitar e o encarei por alguns minutos, senti meu coração bater mais rápido, minha respiração não acompanhava meus batimentos cardíacos. O que fazia com que eu me sentisse um pouco tonta e sem ar... Ele era bonito, bonito até de mais... E isso de algum modo me deixa sem reação... Samuel tinha um efeito sobre mim, e ele sabia.

-Eu sei que sou bonito, se quiser pode tirar uma foto que dura mais. -Disse dando uma piscadinha para mim e acelerando o carro.

Revirei os olhos e coloquei o cinto de segurança. -Você é muito convenci... -Parei bruscamente o que estava dizendo quando percebi que Samuel havia pegado uma rua que não dava na escola. -Esse não é o caminho certo.

-Não vamos para a escola. -Informou ele. -Temos coisas mais importantes para resolver.

Passaram algum minutos, cerca de meia hora, tudo parecia igual... Era a mesma estrada, mesmas árvores, mesmas placas, me sentia andando em círculos. Samuel havia ligado o radio para quebrar o silêncio constrangedor que se formava, a música era calma, parecia dos anos 80 ou 70. Eu olhava pela janela ainda me sentido perdida, até que entramos numa rua entre as árvores, nem tinha percebido que havia uma rua ali.

Logo apareceu uma grande casa a nossa frente, era uma casa de campo... Com 2 andares e tudo era de vidro, todas as paredes haviam janelas do chão ao teto, era maravilhoso mas dava um certo medo... Um sensação de que todos podiam nos observar.

Sai do carro olhando cada detalhe do lugar, dava tranquilidade e paz... Todo esse silêncio me incomodava um pouco, sou uma pessoa que gosto de coisas mais agitadas, e aqui a única coisa agitada era o som dos passarinhos.

Samuel entrou na casa e eu o segui, dentro era muito mais lindo e requintado, totalmente o contrário da outra casa em que vivíamos.

-Gostou? -Perguntou Kenna provavelmente lendo minha mente. -Fui eu que decorei.

-Imaginava. -Respondi sem encara lá.

-Meu Deus... Tô me sentindo naquelas casas de reality show. -Concluiu Samuel enquanto fechava a porta.

-É essa a intenção querido. -Ela sorria inocentemente. -Vamos os outros estão nos esperando.

Alice, Matheus e Oliver estavam na sala de jantar, todos sentados nas cadeiras juntos a uma mesa que também era de vidro, não me sentia bem com tanta coisa de vidro perto de mim. Podia acabar quebrando algo a qualquer momento.

San bufou. -Quem chamou o lobinho?!

-Eu. -Respondeu Alice arregalando os olhos. -Algum problema?!

-Não, claro que não. -Respondeu ele ironicamente.

-Paro? -Perguntou Matheus encarando eles dois. -Oky, todos sabem por que estão aqui? Estamos aqui porque....

-Aqui não é um tribunal não migo! -Interferiu Kenna. -Para simplificar nós precisamos de um plano para matar a Bianca.

Olhei de relance Alice lembrando que ela não queria matar ninguém, mas agora parecia que isso já havia mudado.

Todos nós já estávamos sentados e cada um tentava se colocar de alguma maneira, agora imagina três sobrenaturais, dois seres da natureza e um humano... Logicamente o que era para ser uma conversa madura virou um campeonato de quem grita mais alto.

-Nós temos que conseguir a faca! -Afirmou Kenna batendo a mão na mesa.

-E como pretende fazer isso?! -Perguntou Matheus.

-Pegando da Bianca não é óbvio? -Retrucou ela.

-Isso não vai dar certo. -Acrescentou Alice.

-Brigar não vai resolver. -Intrometeu Oliver.

-Ninguem pediu sua opinião. -Disse Matheus já sem paciência.

-Ué você não era o defensor de lobos? -Perguntou Kenna sarcasticamente.

-Não preciso te protetor. -Continuou Oliver.

-Ahh verdade precisa de remédio contra raiva.

A cor dos olhos dele começaram a mudar de cor, tentei me afundar na cadeira isso não ia acabar bem.

As únicas pessoas que não falavam absolutamente nada eram eu e Samuel, ele encarava a janela intensamente como se nela estivesse passando um filme e eu o encarava tentando entende lo.

-Calem a boca! -Gritou a sereia fazendo San sair de sua transe. -Como sempre... Eu tenho um plano.

Notas finais
E ai gostaram??? Comentem, favoritem e etc.