Notas iniciais
Bem vindos a mais uma fanfic, boa leitura!

Um mistério, Um demônio, Uma perca. Uma salvação impossível.

Era um monstro , e incontáveis vítimas. Vítimas nunca encontradas.

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A Fazbear Entertainement era a marca mais viril em entreterimento conhecida na região com a famosa Freddy Fazbear´s Pizza, uma das muitas da franquia espalhadas pelo estado, mas é nessa especifica que contaremos não uma história, mas muitos contos sobre alguém que nínguem sabia que estava ali, a qual não foi percebido desde o ínicio, pois foi escondido por debaixo dos panos bem demais. Então... como sabemos dessa história?

Formas de poder sombrias e obscuras a qual não podemos citar por agora conseguiram descobrir tudo; além de vitimas de assassinatos que ocorreram na Fazbear ou resultados de emoções negativas em grande escala misturadas com espíritos poderosos, serem parte dessas "formas de poder".

Ela começa em um depósito a mais, caso o principal fique cheio, lá havia um animatrônico de última geração a qual seu olhos eram feitos de LED e não necessitava de trajes completos como os de outros, mas só de camisas ou roupas humanas. Todo o palco estava completo, então infelizmente ele foi desnecessário e continuou no depósito acumulando poeira, mofo e ferrugem.

Esse é o nosso exilado.

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Era escuro e umido aquele depósito, ainda mais aquele animatrônico que estava totalmente em pedaços que dava uma sensação de horror ao lugar.

Alguns barulhos preencheram o espaço, aparentemente vindo da porta, alguém vinha em direção ao animatrônico que de primeira vista parecia estar com más intenções. Porém essa entidade era uma alma pura, fazia com que entidades perdidas encontrassem seu caminho. Ela trazia consigo uma alma, auxiliando ele ou ela a encontrou seu caminho para se vingar; se vingar dele. Assim que colocou a alma dele, seu sistema iniciou repentinamente em uma estática, a cabeça dele estava empoeirada e ensanguentada.

Começou a se mover, tentando se acostumar ao corpo até que... Seus olhos brilharam na escuridão, um deles estava apenas em uma orbita escura e apagada, ele procurava o que observar:

— Acalme-se, não se exalte, você acaba de voltar.

Ele olha enquanto uma voz, ao que parece feminina, ecoava pela sala. Começava a se desesperar:

— Eu...eu...quem...o que é que...

— Calma, recalibre seus pensamentos, leve o tempo que precisar.

O animatrônico tenta se por de pé, porém suas partes enferrujadas não auxiliaram e ele deu de cara com o chão:

— Eu...eu não...eu não consigo me pôr de pé.

— Venha, pegue na minha mâo.

O braço dela se estendeu "amigo", e ele aceitou calorosamente. Mas estranhou como a mão dela era... esquista.

Olhou nos olhos dela e observou seu rosto, uma estranha máscara de teatro com bochechas rosadas e lágrimas roxas, e seu corpo era enorme; tão grande que ela tinha de se curvar para alcança-lo:

— U-uau! Misericórdia!

O "garoto" ficou assustado com a maneira grotesca da criatura, ela por sua vez não demonstrou nenhuma ameaça:

— Não precisa se assustar comigo... eu só quero te ajudar. Além do mais, fui eu que te trouxe de volta.

Ele se viu relutante, de pouco em pouco foi aceitando o que acontecia ao redor; pegou na mão da gigante:

— Eu vou te ajudar, vou ver o que posso fazer com seu... corpo; suas peças foram colocadas em uma caixa lá em cima, eu te levo lá.

Ela puxa o androíde e faz com que ele se apoie em seus braços, levando ele para fora da sala:

— Eu sou... sou...

— Não se preocupe em se apresentar, provavelmente você não lembra.

— Ah, e... qual o seu nome?

— ...Isso não é importante agora.

Se encontrava completamente perdido na situação, continuou o caminho com... seja lá o que ele ou ela seja.

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Já tinha tempo que a tal da "amiga" o arrumava com peças de reposição a qual, ela disse, que havia vindo junto com sua encomenda:

— Puppet, tá acabando?

— Quase... que nome é esse?

— Ah, eu vi um cartaz com esse nome por ali atras. Puppet é o seu nome né?

— Bem, pode se dizer que sim. Eu meio que fui colocada nesse corpo, então de qualquer forma esse nome recai sobre mim.... Só que eu não me importo, pode me chamar assim, é só um nome.

As peças ainda não se encaixavam na cabeça dele, a ideia de corpo e nome não fazia sentido:

— Qual é essa relação que eu não entendi?

— Hein, você diz sobre corpo?

— Eh. do jeito que você quiser chamar.

— É uma história complicada e bem grande....

— Ué, resume ela.

O braço dele se soltou nas mãos de Puppet; ela não respirava porém deu para ouvi-la exitando:

— Certo...você não é o primeiro, outros também sofreram como vpc~e mas eu tecnicamente fui a primeira. Nínguem me contou mas de alguma forma eu sabia, eu tinha que guiar os outros ao caminho deles; enquanto alguns só queriam a paz, outros estavam com sede de vingança como você e eu. A única coisa que almejo é ajudar vocês á matar o abatedor; e o que procuro em troca não é coisa alguma, até porque todos nós procuramos a mesma coisa. E você, é o último á qual encontrei perdido, e a mais recente vítima. Esse é o seu "resumo".

Não soube processar exatamente o que ela havia dito, abatedor? Vingança? Do que ela tava falando?

— ...Ok.

Afirmou, mesmo entendendo nenhuma palavra:

— Ok, acho que melhor não fica...

Puppet exclamou ao se afastar dele, virando em seguida um espelho para a direção dele:

— Uau! Mil vezes melhor do que antes!

— Legal né; acabei de ver do que sou capaz.

Maravilhado com seu corpo concertado; Seus olhos de esmeralda brilhando em LED, cabelos castanhos, um sorriso de mármore e um pequenino corpo: 1,65m; testando suas articulações, andou pela primeira vez sem apoio, tentando se equilibrar:

— Difícil, hehe...

— Enfim, fala um pouco de você.

Este parou com sua alegria e se preencheu de angústia:

— Eu... ehh... eu não me lembro; eu deveria lembrar eu acho, desculpa eu não sei que sou, eu não sei quem você é, eu não sei do que você tá falando e... nem de nada!

Puppet ficou pasma com a situação, não sabia o que dizer em seguida.

— Tá, isso provavelmente era pra acontecer; durante sua passagem você deve ter tido uma certa turbulência espiritual ou coisa assim. Sua memória foi apagada ou corrompida, e você não consegue se lembrar de nada da sua vida antes disso e agora você tem a sensação de que essa é a sua primeira vida. Vai ter que começar do zero, se eu estiver certa.

Ele desviou o olhar dos olhos penetrantes da amiga para tentar entender o que acontecia; vida antiga, vida nova, lembrança, espirito. Isso significava que tinha morrido? Aquilo era o Céu ou o Inferno? Mas podia ser o purgatório, certamente era, e Puppet logo o levaria para o julgamento. Mas... o purgatório o transformará em um androide? Seria ele já um androide antes de morrer? Mas que tinha alma? Assim a ideia do purgatório foi descartada:

— E o que você quer dizer com "abatedor"? É alguém especial?

Ela olha para ele pelo canto do olho, enquanto ele apenas olhava seu corpo, maravilhado e estranhando cada momento:

— Ele é a encarnação do mal, uma maldição e um enfermo para a humanidade; não tinha ideia do que foi que aconteceu para esse maldito se tornar alguém tão terrível quanto agora, mas também não importa, eu não quero saber. A um tempo houve um atentado aqui nesse lugar e o culpado foi ELE, e nós estamos todos contra ele; e você também certamente. Com certeza estou aqui como um auxílio para vocês, não vou deixar deixa-los as cegas.

Com certeza ele estava ás cegas:

— "Vocês"? "Nós"? O que você quer dizer com isso?

— Ah, é como eu tinha dito; você não é o único que sofreu por causa dele e há outros a quais salvei para se vingar dele, os deixei lá no salão principal.

— E eu não posso conhecê-los?

— É complicado, quero dizer... Eles são como animais, diferente de mim que é bem mais consciente.

— Acho que entendi...

Puppet levou seu olhar á porta, observando lá fora:

— E... eu sou o consciente ou o anima?

— Com certeza o consciente.

Não sabia se sentia satisfeito ou preocupado, tudo ainda era incerto:

— Aqui, relaxa um pouco, eu sei que o nosso futuro está meio bagunçado mas logo a gente se organiza....eu acho.

— "Meio bagunçado"? Puppet, eu nem sei o meu nome!

Ela viu o nervosismo dele; lembrou a ela o primeiro dia de sua nova vida. Foi aí que ela lembrou da caixa do repositório de peças...

— Hum...Reening.

— Hein?

— Reening. A caixa diz "Repositório de peças para Reening", deve ser seu nome.

Este pensou por um minuto, não sabia seu verdadeiro nome e nem de seu passado, o melhor realmente seria ser chamado de Reening do que de "Aquele" ou "Esse".

— Reening...não é um nome ruim. Afinal de contas é só um nome.

Puppet abriu um sorriso; em seguida o relógio da sala começou a soar seu alarme que tocava de hora em hora, marcando as 06:00:

— Ora essa; o tempo passa voando.

— O que quer dizer com isso?

— É o horário em que o estabelecimento abre; e prefiro que ninguém saiba da gente, meio que as pessoas são bem hostis com assuntos ao qual não entendem.

Ele queria entender, se sentia como um débil no assunto:

— Mas porque as pessoas não entenderiam?

— Eu até te explicaria... só que não temos tempo Reening.

— Sim, entendo...

Ainda se acostumava com o novo nome:

— Volte para aquela sala de onde viemos, lembra o caminho não é?

Assentiu, fazendo com que logo em seguida Puppet passasse pela porta que dava ao palco principal.

Reening ficou um tempo sozinho na sala, com os pensamentos que lhe restavam e com as únicas memórias que tinham lhe restado, as atuais. Assim, passou pela porta que dava ao acesso ao depósito, se colocando no mesmo lugar onde Puppet o havia encontrado; o estabelecimento havia ficado vazio e silencioso após a dupla se separar... isso até o turno matutino começar...

Notas finais
"Em uma sala isolada, para caso as coisas ficassem perigosas, o telefone tocava sem parar esperando ser atendido. Quem estava do outro lado da linha, imediatamente foi mandado para a caixa postal."