Notas iniciais
Desculpa a demora e deixem sua opinião sobre a história, se está mal contada, se está com buracos ou se está muito mastigada, ok? De qualquer modo, Boa leitura!

Para os funcionários, aquele tinha sido mais um dia de trabalho normal, com um lucro menor do que do dia anterior, provavelmente por conta dos eventos que vinham acontecendo nos últimos meses. Todos contavam com um aumento nas vendas por causa da estreis da nova atração daquele estabelecimento, claro que o modelo do animatrônico era feito pela Fazbear e nem pela Afton Robotics , mas sim por uma empresa parceira: SteelMadam Technologics; dizia-se que era um animatrônico inovador, continha olhos LED e várias expressões faciais que o faziam parecer realista, muito mais que os outros da linha.

Mas mesmo com ele em um palco montado para suas mágicas, sua estreia não rendeu um bom retorno monetário e a hipótese de desmonta-lo e retornar para o depósito passou pela cabeça dos gerentes.

E naquela noite... os olhos esverdeados brilharam na escuridão junto com outras três silhuetas, transbordavam angústia e medo... mas estavam unidos.

Sem saber exatamente onde estava, deu um passo afrente e saiu da plataforma que ficava em uma reta irregular do palco, ao lado havia uma placa que dizia "Hoje ás 1:30PM, o grande ilusionista Reening!!".

Ao ler aquilo, se lembrou de semana passada, havia visto algo parecido na parede sobre Puppet, então agora tinha se tornado uma atração parecida? Andando um pouco, percebia que estava no salão principal do estabelecimento, se encontrava mesas e decorações espalhadas por todo o lugar, num dos extremos viu uma porta, provavelmente levava a cozinha, como sabia disso, não fazia ideia. Seu "palco" ficava no centro do salão, no meio de tudo, noutro canto ficava o palco e, mais ao lado, uma cabine de pano roxo com estrelas enfeitando que cobria... o que quer que fosse. No outro extremo estava a porta de entrada que tinha uma plaquinha "Fechado por hoje, nos vemos amanhã!", se aproximou e viu lá fora, era noite obviamente e não havia tráfego de carros e nem de pessoas, somente os postes de luz acompanhavam a lua, familiar ao acaso.

Sem que percebesse, Puppet se aproximou dele observando a noite: — Boa noite, tudo certo? A noite parece estar refrescando sua mente? — Na verdade, eu estou me sentindo... só; acho que isso, esse luar, me faz sentir isso.

Ele disse ao se afastar da porta e das janelas, já tinha uma semana que estava naquele lugar e ainda não entendia muito bem o que estava acontecendo, ele estava nesses últimos dias passando naquele depósito mofado. Mas agora que estava fora de lá, era um espaço muito maior, e essa perda de memória, o fazia se sentir deslocado: — Desculpa mas eu ainda não entendi nada do que tá rolando aqui dentro, mesmo tendo me explicado tudo. Espíritos, assassinatos, maldições, caramba do resto...

A marionete, que tinha uns dois metros, se virou para ele, comparado ao seu tamanho, ele tinha que olhar para o teto se quisesse ficar olho a olho: — Reening, o que você tem que saber é que um homem sem coração produziu esse assassinato em série, e nós fomos essas vítimas pelo acaso, eu fui escolhida por ele, e você... eu ainda não sei...

— Isso é o que me destrói. — ... Desculpa, mas agora estamos presos nesses corpos, possuindo eles...

Diferente daquele dia, agora entendia pelo menos um pouco a situação, só que havia tantos furos nessa história, como do porque que nada se recordava de si mesmo ou do porque estava ali. Essa icogníta o deixava irritado, mesmo daqueles dias ainda se acostumava com aquele corpo novo, mesmo não lembrando de sua vida passada e nem de seu corpo antigo. Enquanto estava pensando, ele caminhava seguido por Puppet, com a cabeça afastada: — Você falando em nós e a gente, mas a quem se refere?

Ele pergunta enquanto ela olha ao horizonte onde observava o palco, lá havia três figuras: — São as outras vítimas, são a eles que me refiro.

Enquanto Puppet apontava pra eles, as "outras vítimas", estes se movimentavam para fora do palco, olhando para o vazio e gesticulando sem sentido.

Reening viu que eles se pareciam consigo, mas tinham uma aparência mais animalesca, literalmente

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Mais cedo, pela hora da manhã, alguns funcionários conversavam sobre novas ordens de serviço: — Escutou não é? Tá encarregado de montar o próximo anúncio de trabalho de e mandar para a gráfica. — Aí céus, eu nem sei do porque de fazer isso, desde o atentado do mês passado esse lugar vem decaído!

O amigo debochava: — Mano, eu só tô trabalhando aqui por que só aqui me aceita, tá difícil de encontrar emprego e eu não tô afim de ser mandado embora caso esse lugar chegue a falir! Então só faça o seu trabalho! — Ok, mas escreva o que eu digo, não dou um mês pra esse lugar fechar. — Isso mesmo, e eu, você, mais vinte e dois funcionários jogados na rua sem mais nem menos. — Aí, a gente trabalha na Fazbear, na Fazbear! Você tem noção de quantos filiais tem pelo estado, quer dizer, pelo país! Acha mesmo que vamos ficar a deriva? — Não sei, mas também não quero arriscar, então... — Tá bem, deixa eu só dar uma olhada... "Procura-se um guarda noturno... blá blá blá" só isso? Pra que um guarda de segurança? Quem é que vai roubar um lugar como esse? Com uns robôs desse tamanho? — As ordens foram da gerente, além que tem muita coisa de valor por aqui. — Então tá! Eu levo lá e volto com um exemplar do jornal de amanhã.

Saiu para fora com o mesmo pensamento e o pedido para a gráfica em mãos.

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Reunidos naquela escuridão, o pequeno animatrônico humanoíde ainda matutava tudo em sua cabeça; encaixando as informações que recebia: — Então, se eu entendi, esses quatro são vítimas. As vítimas de um atentado? — Exato.

Puppet o responde, ao mesmo tempo em que refletia: "Ele parece como eu, sua consciência é limpa e clara, mas ele está perdido. Ele não sabe para onde ir e nem o que fazer, não tem ideia de quem é, nem do porque está aqui, ele precisa de ajuda.", depois ela aponta para cada um e os nomeia:

— Aquele a direita é Freddy, mais expecífico, Gabriel. Em sequência, Chica que é Susie, Bonnie é o Jeremy e lá no fundo naquela cabine está o Fritz, que é Foxy. Ele é mais isolado. — Me explica do porque que você sabe o nome deles?

Ela se virou para ele:

— De vez em quando, eu escuto as almas falando comigo, choramingando, cheias de dor e medo pelo o que vivenciaram pouco antes de seu último suspiro. Eu os escutei resmungando entre si antes de encontrá-los, se chamando...

— Então calma aí, eu também não estava nesse meio? Não encontrou minha alma por aí?

Pensou as palavras antes de falar algo:

— Você estava no depósito Reening, muito longe deles, e quando eu te encontrei você não falava quase nada. Eu nunca vi uma alma tá cheia de ódio e desespero afundada sobre a escuridão:

— O que?

— O que quero dizer é que você estava calado...

— Eu entendi isso, mas não o porque, isso tem explicação?

— Eu... Desconheço, desculpa, eu também queria saber.

Reening olhava para o nada, "Porque?" essa era a questão. Porque não se lembrava de nada? Porque aquilo acontecia? Porque estava metido entre eles? Porque era o único que não sabia o que queria? Pra onde iria?

— Não fica assim, pelo que sabemos o que precisamos fazer, nós só temos uns aos outros e você nós tem. Eu vou te ajudar a recuperar sua memória de qualquer maneira, e assim vamos poder nos vingar dele. Tudo bem?

Ao escutar essas palavras estava reflexivo, se isso seria uma nova vida, então o que deveria fazer? Vingança? Contra quem? Quem ele era e o que significava essa vingança para esse tal alguém, a qual ele nem se lembra? Não tem sentindo. Facilmente as palavras vieram em mente:

— Me vingar? Do meu assassino? Não... do nosso assassino, certo? Porque eu faria isso? Eu nem ideia de quem ele é eu tenho, e nem do porque ele me matou, vai ver eu cometi um pecado terrível e quem é o vilão sou eu? Talvez eu nem mereça essa vigança, mas caso for o contrário, o que eu tenho a ver com isso? Vocês cinco sabem, você principalmente Puppet, não foi você que disse "Eles parecem como animais, mas eu sou bem mais consciente", então você tem uma clareza total do que tá a sua volta, diferente de mim!

— ...Reening...

— Olha aí! Nem meu nome de verdade eu sei, Reening é só o nome dessa carcaça onde eu sei, o meu outro eu tem ódio por esse cara aí por que ele me matou e agora sou um espírito possuindo um robô de entretenimento. Sou só pedaços de um mosaico desmontado, sem um objetivo, sem um propósito, eu não consigo ver um benefício ficar aqui e atrapalhar vocês e também não vejo nada ajudando.

—...Reening...

Ele se vira pra o corredor escuro:

— Desculpa Puppet, você com certeza tem um outro nome, mas nem isso você pode me contar. Eu já cansei de ser o único sobrando.

Ao iniciar a caminhar , ele se vira uma última vez olhando diretamente para seus olhos:

— Eu até posso ter perdido a memória, mas como você, eu estou com a consciência intacta.

Se virou de volta e sumiu no escuro, não olhou para trás dessa vez; para ver Puppet com o braço levantado em sua direção, com a vontade de puxá-lo de volta.

"Realmente..." Puppet pensou meio chateada "...Ele está muito perdido.".

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Ele encontrou uma sala estranha, havia alguns monitores, um telefone, alguns pôsters e copos de refrigerante, uma cadeira e a bancada onde tudo se encontrava. Precisava de uma limpeza por conta de teias de aranha e de sujeira, mas mesmo assim ele se sentou por ali, parecia proposital ficar repetindo o pensamento de que só havia uma semana desde que Puppet tinha o retirado do depósito, mas esse fato só fazia estar cada vez mais deprimido consigo mesmo, e perdido na busca de descobrir sua identidade e passado.

Mas de vez em quando pensava se isso realmente importava, se já tinha morrido e apenas estava possuindo um boneco, não podia simplesmente morrer mesmo, só ir? Porque ainda estava lá? Por que estava, de uma certa forma, vivo?

Com esses pensamentos, afundou o rosto em suas pernas, não queria saber de mais nada... só de quem era, se sua família se importava com ele, se ele tinha família... se alguém realmente se importava com ele na outra vida.

Aos poucos, percebeu um som estranho que afastava seus pensamentos, TRIIIM TRIIIM, reconhecia como o som do telefone.

Lembrava que servia de um método de comunicação muito utilizado na época, ele tocava e tocava sem parar, mas Reening não o atendeu, até que ele se pôs em modo de recado.

Ele escutou tudo...

Notas finais
"*Alô, alô? Ah... tomara que não peguem essa gravação, de qualquer modo, se você estiver ouvindo, meu coração, eu já confirmo o protocolo dezessete do nosso princípio. Tente encontrar provas incriminatórias do alvo "Homem de Roxo", guarde em seu banco de dados que em uma semana eu irei buscá-lo para o Check Up, ok? Tente manter a aparência e siga sua programação, tudo bem? Ele não pode te descobrir. Tome cuidado... Manterei contato.*"