Five Lives
1 Capítulo I Flores Ninjas
A lua iluminava a vasta aldeia de Konoha que devido a guerra expandiram mais ainda as suas limitações, podiam se ver raras casas que ainda não estavam de pé apesar da reforma da vila, essas casas eram de ninjas que moravam sozinhos e que foram vitimas fatais da guerra e que o novo hokage daria conta do que iriam fazer com cada uma dessas residências, e essa tarefa foi repassada para Mitsashi Tenten.
— Não acredito que ele nunca mais vai voltar a andar...- Sussurrou a ninja lamentando a atual situação do sensei, estava sentada em uma cadeira tentando esfriar um ramen que havia acabado de pedir, seu olhar triste e inseguro não passou despercebido pelos olhos de Naruto.
— Mas pense pelo lado bom, Lee e você sempre estarão com ele! – Um sorriso singelo e verdadeiro surgiu no rosto do hokage, Tenten suspirou fundo e concordou com a cabeça.
— Não bastasse a morte de Neji... – Sussurrou lembrando do último olhar que dera para o amado, algo silencioso e sigiloso, Neji levou para o tumulo a historia de amor dos dois, passou pela sua mente que ele nunca iria assumi-la, mas logo tirou isso da cabeça e olhou novamente para Naruto, o grande amigo que havia conquistado após a guerra. – Mas está tudo bem agora, ele não morreu em vão.
— Mas ainda o queria aqui... – Completou Naruto também em uma forma de lamentação.
— Vamos mudar de assunto, bom, o que pretende com essas muitas casas que estão vazias? – Tenten questionou.
— Não sei, por mim fazia tudo de ramen, o tio as vezes fica muito pressionado!
— NARUTO!
— Hei, estou brincando, por isso que deixei em suas mãos, sei que vai fazer mais uso do que eu, Shikamaru também vai te auxiliar...
— Amanha passo no seu escritório para conversar com ele... – Retrucou levando da cadeira, enrolou seu cachecol vermelho em seu pescoço, os cabelos que antes viviam enrolados agora estavam soltos um pouco abaixo do ombro em uma cor castanho escuro, seus olhos castanhos brilhavam a cada segundo e tudo isso se conduzia em um corpo já feito com curvas em seus lugares, tudo bem proporcional. – Até amanha Naruto-sama.
Se pôs a andar pelas ruas da cidade, a movimentação era intensa e naquela noite todos comemoravam a confirmação da vitória da guerra, o cemitério estava enfeitado e iluminado com pessoas enfeitando de buque todos os recentes tumultos, bom, até os velhos estavam sendo visitados. Recolheu suas mãos no bolso da calça e respirou lentamente olhando a entrada do local. “Talvez eu devesse fazer uma visita...”
O hospital estava vazio naquela hora da noite, mas ainda permanecia com as luzes acesas, o relógio apontava quase as 22h00min, o gabinete central estava agitado, podia se ver folhas espalhadas pelo chão, a mesa desarrumada e roupas jogadas em cima do grande sofá vermelho, pura luxuria de Yamanaka Ino.
— Não tem medo de que alguém nos pegue aqui? – Indagou o homem branco de cabelos negros, preocupado pela real situação enquanto recebia um beijo ardente da loira.
— Sim, mas eu queria isso a muito tempo! – Respondeu gargalhando no meio de suspiros acelerados, estava sem seu casaco e restavam poucas peças de roupa em seu corpo.
Yamanaka Ino sempre foi a mais para frente e sempre mais despojada que as demais, seu corpo adulto tinha tomado formas maravilhosas e seu cabelo longo ajudava a realçar sua silhueta instigante, algo que Sai não poderia nunca recusar.
O olhar do rapaz por um segundo demonstrou surpresa com as palavras da garota, se dependesse dele realmente nunca iria acontecer porque coragem para remediar aquilo ele nunca teria. Mas Ino era assim desde que se conheceram, ela era diferente das demais.
— Você quer ter uma família comigo? – Questionou achando que aquilo era realmente bom para ser perguntado, ele sempre tentou encontrar um modo de se encaixar e entender os outros. A garota parou, saiu de cima do seu corpo e colocou de volta seu casaco, mas de nada adiantou, seu cabelo ainda entregava muito daquele ato.
— Sai, não é isso, eu não sei realmente. – Seu olhar era sério como suas palavras, não estava esperando aquela pergunta e odiou ouvir naquele momento. Ela queria mais, mas sem se envolver, por que ela tinha que se casar com alguém só porque o beijou? Lamentou mentalmente olhando pelo espelho e consertando suas mechas. – Acho melhor ir embora, tenho que arrumar essa bagunça e Sakura daqui a pouco aparece.
— Tudo bem.
A porta bateu deixando a loira na sala sozinha, até que tinha valido um pouco daquela noite, sorriu de canto terminando de arrumar a saia e pegando os papeis no chão.
O vento soprava forte fazendo a areia se refazer e cair a cada segundo que passava, nunca tinha visto aquela movimentação tão estranha e por um momento achou melhor investigar. Seus passos apressados podiam ser ouvidos pelo grande salão, causando intriga e curiosidade do irmão.
— Onde vai? – Gaara foi seco e direto nas palavras, como sempre.
— Desde quando tenho que te dar explicações? – Retrucou tirada, suas mãos já estavam na maçaneta para serem abertas.
— Está preocupada com o vento Temari? – Podia encontrar cinismo na pergunta indicando o medo bobo da garota.
— Não seja audacioso meu irmão. – Sorriu sincera e despreocupada. – Muito menos descuidado.
Lá fora o vento estava bem pior, mas era algo fácil de controlar com seu chakra, ninguém estava nas ruas, olhou pelas vielas e becos da vila e nada pode encontrar, arfou com raiva, já estava entediada depois da guerra. Temari além da conselheira do Kazekage era uma das melhores ninjas que vivia sedenta por combates e aventura e isso era desde sua infância, e agora que podia extravasar seu poder a guerra havia reinado, porém, paz era algo que ela nunca iria acreditar que aconteceria cem por cento.
A vila da areia não havia sido muito afetada e por isso os trabalhos já tinham sido finalizados, o trio de irmãos hoje viviam em paz, e essa era a única paz que realmente a garota queria. Sempre foi muito rebelde e independente e vivia por isso. Sua mente também estava sendo atormentada pelo suposto casamento arranjada com o filho de um dos senhores feudais, algo imposto pelo antigo Kazekage e que Gaara havia discordado, mas ainda estava em processo se aquilo realmente teria que acontecer.
“Babaca imprestável.” Era o adjetivo do seu pretendente, Hangi, um garoto segundo ela mole e descuidado, que havia demorado muito anos para se formar na academia, mas como carregava o nome do seu pai não fez questão de assumir a vergonha.
Gargalhou sentando-se em um banco de uma venda que ainda estava aberta, havia uma pessoa somente naquele estabelecimento consumido uma poção de ramen, seus olhos passaram rapidamente pelo rapaz e logo se esquivo voltando a normalidade.
— Sabe onde encontro o Kazekage? – A pergunta indiferente foi direcionada a Temari, que levantou os olhos e analisou lentamente e detalhadamente o homem a sua frente, seus traços era únicos e impossíveis de não serem reconhecidos, aquela beleza se misturou com medo e receio do que viria a seguir, mas com uma pitada de aventura.
— Uchiha Itachi?
O sino ecoou sobre todo o distrito Hyuuga e nesse momento subiram balões azuis e brancos estampando o selo da maldição que naquele dia estava fielmente quebrada, o sorriso era contagiante e existente em todos os cantos, a jovem herdeira do clã experimentava seu vestido branco para o grande dias que todos, principalmente seu pai esperavam, o dia em que Hyuuga Hinata tomaria seu posto de líder clã.
— Está ansiosa? – Perguntou Hanabi, apetando mais um pouco o laço em suas costas.
— Você sabe como estou...
Levantou e rodou seu corpo com aquele lindo vestido, as costureiras ficaram estáticas por tanta beleza em uma jovem só. Hinata era de longe a ninja mais bonita da família, seus cabelos longos quase chegavam as nadegas e sua franja permanecia intacta, sua pele alva entrava em contraste com o cabelo preto azulado e seu corpo era de dar inveja a qualquer uma... principalmente seus seios que agora estavam mais que desenvolvidos em seu corpo, quase que desproporcional de tão grandes e lindos que eram.
Mas não estava feliz, era mais obrigação do que vontade própria de fazer e disso todo mundo sabia, menos o líder do clã. Alguns minutos se passaram e ficou apenas ela ali naquele compartimento que era destinado as costureiras da família principal. Olhou no espelho e rondou todo seu corpo agora já sem as vestimentas, a luz estava apagada e a lua iluminava cada parte do seu corpo. Repensou sobre tudo o que havia acontecido em tão pouco tempo e uma pessoa veio em sua mente... “NARUTO” Sim, sempre ele, suspirou aflita e balançou a cabeça tentando fazer com que esse pensamento ficasse bem longe dela. Ainda o amava, porem já tinha feito de tudo para conquistar o rapaz, não sabia em quem colocar a culpa de não ter um amor reciproco, mas estava cansada de colocar a culpa em si mesma.
Hyuuga Hinata, a primogênita de um dos clãs mais poderosos de Konoha e mesmo assim estava presa em sentimentos e vontades que não vinha do seu coração. Andou pelos corredores nua mesmo, não se teve a decência de fazer a passos leves e calados, apenas queria chegar ao seu quarto não importando quem que visse. Aquele vestido pesava mais que sua mente naquela hora. Deitou-se ainda nua em sua nova cama, em seu novo quarto, quase três vezes maior que o anterior, mas por um momento chegou até sua janela que havia deixado aberta, não tão longe dali e diferente do seu distrito estava o clã Uchiha com suas casas refeitas de pessoas que não existia, questionou a si mesma porque os irmãos Uchiha quiseram reconstruir tudo sendo que havia apenas os dois.
“Talvez vão construir suas famílias e povoar o clã.” Sugeriu mentalmente e adormecendo sabendo que não iria demorar muito para que isso passasse a ser sua preocupação também.
O sol estava raiando naquela manhã, não havia nem uma nuvem sequer para ameaçar de tampá-lo, as ruas se encheram rapidamente de vendedores e crianças que estavam inaugurando a e escola, era como se tudo tivesse voltado ao normal e que a guerra nunca teria acontecido. E no hospital não foi diferente. Mas alguém não estava de bom humor.
— Ino eu vou te matar! – Gritou ao adentrar a sala vendo a loira espalhada pelo sofá e ainda com muita bagunça. Seus orbes verdes pulavam de fúria e raiva e seu punho já tomava forma junto com seu chakra que se acumulava ali.
— Aí Sakura deixa de ser chata vai!
Ino resmungou fazendo a rosada sair a passos pesados da sala.
— Quero tudo isso arrumado assim que eu voltar!
E bateu a porta, a amiga não era de deixar o espaço de local bagunçado, então se acalmou um pouco dando crédito a tal feito. Os corredores longos ocuparam mais tempo de Sakura que ia imediatamente ao último andar. Passou em frente a sala onde a poucos dias estava hospedado Sasuke Uchiha para a implantação do novo braço, eram incapaz de não parar naquela porta e ainda absorver o cheiro que aquele homem havia deixado ali, encostou seu corpo na parede e lamentou vendo a flor que ela havia o dado ali em cima da mesa já acabada. Ele não a levou. Dispersou seus pensamentos e adentrou a sala de Tsunade que aparentemente estava impaciente.
— Algo a incomoda? – Indagou sentando-se na cadeira em frente a mesa, Shizune estava em pé e redirecionou um olhar crítico a Sakura.
— Bom, ontem eu estava esperançosa para achar uma cura pra Gai, mas... – Não completou a frase já deixando a rosada ciente de que toda a pesquisa feita pelas duas havia dado errado.
Arfou sobre a cadeira e fechou os olhos, era a última esperança que elas tinham. Os olhos pesou e saiu logo da sala em direção a Ino que estava saindo do prédio.
— Ino, preciso dar uma volta, podemos conversar? – Colocou um pouco do seu cabelo atrás da orelha e esperou ansiosamente a resposta da amiga, precisava chorar e desabafar.
— Claro, vamos!
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