Fita de Seda

30 Capítulo 30 - Fundo do Poço?


Notas iniciais
Olá, pessoinhas o/ Voltei mais cedo que o previsto para postar capítulo novo para as leitoras mais lindas do mundo o/ hihihi (e leitores, se tiver algum menino por esses recantos que ainda não me agraciou com um review...) Bem, hoje Hime irá acordar de sua lembrança nada feliz e encarar a dor no mundo “atual”. Minha nota vai ser curtinha porque tô assistindo Guerra dos Mundos pela milésima vez nesse instante, mas o que posso fazer? Eu adoro esse filme u.u Quero agradecer a todas as lindas que comentaram o capítulo anterior, e dizer que o review de vocês tirou meu bloqueio criativo de hoje! :3 Viu, como vocês me ajudam demais? Só estou postando tão cedo graças a VOCÊS: Thamyres, Cni, Katrice, Lilithy, Haruno Esther, Bárbara, Lily... Vocês são uns doces! Agora vou parar de melação pra cima de vcs kkkkkk *Boa Leitura*

Quando abri os olhos para o mundo real, encarei o dossel da cama macia em que eu estava deitada, tão familiar que levou lágrimas de alívio e dor a transbordarem de meus olhos.

Eu reconheci os lençóis brancos e sofisticados que me cobriam; as cortinas que escondiam as janelas, as portas duplas de vidro que me levariam a varanda – que exibiam um céu negro cheio de estrelas, – o chão de linóleo marrom claro, o guarda-roupa de madeira escura... Aquele era o meu quarto na casa de Kaien, um lugar onde eu sempre estaria protegida.

Lentamente eu arrastei-me até me sentar, como se esperasse que algum movimento brusco viesse a enviar lampejos de dor em locais inconfessáveis, e retirei o lençol de cima de mim para ter uma boa visão de meu corpo, ainda vestido com as roupas que eu fora a Lunier. Analisei-o como se fosse encontrar algum indício das coisas que eu recordara – mesmo que tivessem acontecido havia meses.

Eu me sentia suja e sem valor, meu estômago agitado rodopiando o pouco conteúdo que possuía.

Eu perdera a minha virgindade com Leigh na esperança de que poupasse minha família, as lembranças tão intensas e vívidas que quase podia senti-lo em cima de mim naquele instante – a ideia levou um arrepio de pavor por todo o meu corpo. Minha garganta se fechou, ardendo, e eu senti fortes agulhadas em meus olhos antes de eu entrar em um choro intenso o bastante para me fazer soluçar e ter minha visão completamente obstruída pelas lágrimas.

Como é horrível e maravilhoso que nossos olhos embacem de frente a uma verdade que não conseguimos encarar.

Eu abracei minhas pernas e encostei minha testa nos joelhos, tentando juntar os meus pedaços de mim e erradicar os tremores que me atravessavam. Engolia os fôlegos em chiados estranhos, profundos e tensos; sentindo-me tão insignificante e nojenta quanto uma barata de esgoto.

Ouvi a porta do quarto se abrir e então se fechar, mas eu não estava me importando o suficiente para esconder como eu estava destruída naquele instante.

O colchão afundou aos meus pés e pelas emoções que me tocavam muito distante da minha própria bolha de confusão, eu supus que fosse o Zero, provavelmente atraído por todos os sentimentos conflituosos que estavam passando por mim naquele instante.

E mais uma vez lá estava ele para mim, como se não fosse o bastante ter me salvado daquela ilha no meio do oceano que estava cheia de gente morta e vampiros Nível-E loucos para me estraçalharem; tinha que vir a meu favor em situações de grande medo e dor. Da primeira vez que ele viera até mim para me acudir, eu dissera que não me importava que ele fosse a última pessoa que eu desejaria que me confortasse, mas aquilo era uma grande mentira. Importava-me sim que fosse ele quem estivesse ali, não pela primeira vez, para me consolar. Zero tinha e sempre teria um espaço muito especial no meu coração, mesmo que ele sempre fizesse de tudo para me irritar, mesmo que tivesse me rejeitado não havia muito tempo e que não retribuísse meus sentimentos... Mas desabafar sobre minhas lembranças com ele, dado o que eu sentia por ele, não me parecia uma grande ideia naquele instante.

E se ele sentir nojo de mim? E se ele me achar menos digna de afeição?

De qualquer maneira, eu me joguei em seus braços, afundando o rosto em seu pescoço e deixando que toda a dor me rachasse por dentro e que todos aqueles pensamentos me emaranhassem o cérebro com suas palavras ásperas que destruíam a minha autoestima.

Demorei a perceber que estava fazendo o som mais lancinante de agonia.

Ele se manteve quieto e deixou que eu ensopasse sua camisa com minhas lágrimas, os braços ao redor de mim e uma mão acariciando meu cabelo com muita delicadeza – e esse gesto era mais do que eu estava esperando dele quando o abracei.

Fiquei abraçada a ele por um tempo imensurável; tempo o bastante para meus olhos e garganta secarem, e meu corpo entrar em algum estado de torpor momentâneo que dissipou todos os sentimentos e pensamentos ruins, permitindo que eu me afogasse no vazio daquele momento. Eu tomei o breve momento para respirar... Respirar o aroma de Zero e me envolver com ele. Ele cheirava a sabonete, especiarias e o meu preferido, algo inteiramente dele.

Eu soltei um suspiro baixo e lentamente me afastei para olha-lo; encarar aquele rosto impecável e elegante, a boca graciosa e os claros olhos lilases que esquadrinhavam minhas feições. Zero parecia incerto sobre que caminho seguir para me consolar e se deveria perguntar, e sua falta de tato quase me fez sorrir.

Eu questionei a mim mesma se desejaria contar a ele o que havia me acontecido; se eu desejaria que ele, o cara por quem eu guardava sentimentos profundos que eu não entendia, soubesse como eu fui arruinada por um homem tão doentio e sádico quanto Leigh.

Suspirei pesado, sabendo que eu confiava em Zero o bastante para falar.

– Leigh me estuprou há uns meses – contei a voz nada mais que um sussurro.

Engoli as lágrimas que ameaçavam retornar aos meus olhos, e elas desceram queimando por minha garganta.

Não conseguia olhá-lo no tempo em que ele absorvia a notícia, temendo ver o repúdio e o nojo em seus olhos, mas como nunca conseguiria conter minha curiosidade mantive meu interior livre para que pudesse captar as emoções dele com precisão. Pude sentir o choque toma-lo, seu olhar cravado em meu rosto, antes que sua fúria intensa chamuscasse meu interior; algo tão vinculado a um instinto superprotetor que me surpreendeu intensamente.

Arrisquei um olhar em sua direção, ainda me sentindo como uma garota de quinta categoria, e descobri os dele ainda em mim, o lilás de seus olhos brilhando como chamas.

Zero levou seu olhar para o outro lado, a mandíbula tensionada e as mãos cerradas em punhos, parecendo tentar conter a fúria que ainda se agitava dentro dele; uma prova de que mesmo que ele não tivesse sentimentos românticos por mim, ele pelo menos se importava. Um soco arrasador acertou o colchão, e eu notei seus orbes se tornarem vermelhos por um breve instante.

– Aquele desgraçado... – murmurou entredentes, mais para si mesmo.

Antes que eu dissesse qualquer coisa, ele me puxou outra vez para a proteção de seus braços, fazendo meu coração tropeçar e adquirir um martelar descompassado. Seu queixo se apoiou sobre minha cabeça enquanto ele afagava minhas costas muito suavemente para tentar me confortar. Aquela proximidade e as carícias de Zero não estavam fazendo maravilhas para a minha concentração, nem o cheiro dele...

Aconcheguei-me no seu abraço, escondendo o rosto em seu peito e inspirando o delicioso aroma que ele exalava, decidindo que era melhor aproveitar aquele instante antes que ele chegasse ao fim.

Eu sou uma pateta!

Estava atraída como Ícaro indo para o sol. Eu já fui queimada e lá estava eu novamente, como a tola que era.

– Ele vai pagar pelo que te fez, Hime – Zero prometeu.

Eu não pude deixar de franzir o cenho com a estranheza da situação. Não que eu não tivesse apreciado o fato de ele estar fulo pelo que Leigh me fizera, mas eu realmente não esperava que ele fosse reagir daquela maneira – não tinha dúvidas que se Leigh aparecesse na frente de Zero naquele instante, o albino arrancaria a garganta dele no dente.

No fundo ele quer ser meu melhor amigo, mesmo que viva dizendo que não está tentando.

Deixei-o me confortar por vários minutos, que pareceram durar quase nada quando ele finalmente me soltou.

Arrastei-me para trás, tentando ganhar algum espaço para conseguir pensar com coerência.

Coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e pigarreei, resolvendo que era melhor arrumar algum assunto antes que entrássemos em um silêncio desconfortável e eu começasse a me dar esperanças.

– Que horas são? – falei um pouco sem ar, tentando acalmar meu coração.

Essa foi a melhor pergunta em que eu conseguir pensar? Raziel, eu sou uma idiota!

Ele fez uma careta com minha súbita mudança de assunto.

– Duas da manhã.

Eu avaliei-o de cima a baixo em busca de algum indício de batalhas recentes, reparando que ele ainda estava inteiramente vestido e sem qualquer vestígio de ter cochilado – Zero estava extremamente acordado e alerta.

– Vejo que conseguimos sair com vida de Lunier... – esfreguei a testa por baixo da franja – O que aconteceu?

Seu olhar endureceu, de repente, sua reação me deixando ainda mais confusa e curiosa sobre como havíamos fugido comigo ridiculamente apagada – e não vou negar que a ideia de eu desmaiando me envergonha. Zero engoliu em seco e deslizou uma mão por seu cabelo prateado, fitando o espaço entre nós – todas as ações dele, os ombros tensos, me indicavam frustração.

– Tivemos ajuda do novato da Night Class – explicou bruscamente, sem me olhar.

Precisei de alguns segundos para absorver a informação e me recuperar da surpresa.

Fiz uma careta confusa, lembrando-me do Garoto Lobo-Mau e sua cantada barata de vidas passadas da última vez em que nós conversamos, e me perguntei por que ele nos seguiria.

– O que ele estava fazendo lá? Por acaso Kaname o mandou?

Parecia-me a opção mais plausível, já que Kaname me dera alguns indícios de gostar de mim e que não confiava em Zero; além do mais ele era o mestre dos vampiros da Night Class, eles fariam o serviço de me vigiar se ele mandasse.

Tire esse sorriso idiota do rosto, Hime!

Zero finalmente olhou para mim, seus olhos lilases pareciam sólidos, o rosto escondido sob aquela tão conhecida máscara de neutralidade que eu não entendia por que ele ainda tentava usa-la comigo. Ele sabia da ligação estranha que nós tínhamos, e que fingir indiferença nunca mais funcionaria quando eu tinha em primeira mão todos os seus sentimentos.

Havia uma ira mesclada com um incômodo mais picante, possessivo até.

Eu fiz uma careta duvidosa, tentando decifrar que sentimento era aquele último.

– Não, Kaname não o mandou – respondeu, soando mal-humorado, atrapalhando minha concentração – Ele nos seguiu por vontade própria, pois segundo ele, a missão dele é te proteger.

Olhei-o em choque com a estranheza da revelação de Zero, não conseguindo crer realmente que o Garoto Lobo Mau havia dito aquilo.

Eu não duvidava da sinceridade de Zero, mas era maluquice pensar que aquele rapaz achasse que tinha a obrigação de me proteger de coisas como Leigh; afinal nós não nos conhecíamos, apenas trocamos uns olhares...

– E por que ele acha que deveria? – inqueri, estreitando os olhos – É alguma espécie de instinto superprotetor de vampiro que ele tem por mim? Como o que Edward teve pela Bella, em Crepúsculo... – tentei lembra-lo.

Eu não sabia muito sobre o Garoto-Lobo-Mau, e também não tinha certeza se depois da minha lembrança horrível eu ia sonhar em relacionamentos algum dia, mas ter um momento de romance a lá Edward e Bella com ele não parecia tão mau negócio. Quero dizer, o cara claramente era um gato de tirar o fôlego, com o tipo de rosto que qualquer modelo daria a alma para conseguir – e estava tudo bem ele ser péssimo em paquerar garotas, caras com a aparência dele não precisam.

Eu não devia estar pensando nessas coisas depois do que lembrei...

Mas lá estava Zero com seu revirar de olhos, destruindo minhas fantasias românticas.

– Sempre recorrendo à baboseira Hollywoodiana – murmurou, fechando os olhos e esfregando a ponte do nariz com o indicador e o polegar como se me considerasse um caso perdido – Não, Hime, ele não tem um “instinto superprotetor” por você – explicou até com calma demais para minha surpresa, provavelmente sendo solidário – Segundo Kira, ele é um guerreiro e foi designado a te proteger.

Meu rosto com toda certeza registrou com precisão minha surpresa mesclada com a descrença. Estava pasma, catatônica...

Toda aquela conversa me parecia estranha demais, até para mim, que a vida não era nada além de estranha. Como o Garoto Lobo-Mau, que Zero dissera se chamar Kira, poderia ter sido designado a me proteger? Existia alguma empresa que selecionava vampiros bonitões para cuidar de garotas com vidas problemáticas? E que droga de guardião era esse que me deixara correr em uma vila infestada de vampiros Nível-E e com um sádico psicopata doido para comer meu coração?

Fiz uma careta para o lençol, tentando encontrar alguma lógica para aquilo antes de um detalhe me acertar como um murro.

– Oh Deus! – exclamei, levando uma mão a boca brevemente – Ele é o vampiro com a espada de leão que se colocou no caminho naquela noite em Lunier...

Era por isso que ele me parecera tão familiar no dia em que o vi. Parte de mim o conhecia, mesmo que eu não estivesse realmente consciente – e pra falar a verdade, difícil esquecer alguém com o rosto e os olhos dele.

Aquela maluquice que ele me dissera não era uma cantada incrivelmente ruim, ele realmente quis dizer que me conhecia havia muito mais do que alguns minutos – aquela conclusão era tão óbvia que eu quase me soquei.

– Ele é seu noivo – Zero disparou para cima de mim friamente.

Engasguei com o ar, meus olhos se arregalando tanto que pareciam que saltariam para fora, sentindo o mundo parar por um segundo assustador.

Agora é um bom momento para um desmaio!

Meu cérebro me abandonou por minutos longos demais, enquanto eu observava a expressão levemente incomodada de Zero com horror, antes de eu conseguir dizer qualquer coisa.

E as revelações parecem que nunca vão acabar!

– O que? – minha voz ficando aguda e estridente.

Eu nem sabia quem era Kira além do que supus naquela vez em que conversamos muito brevemente, eu sequer sabia o sobrenome dele, como poderia eu me casar com o homem? Caramba, eu acabara de vivenciar um estupro e já tinha que encarar um noivado?

Será que eu o amava?

Eu não tinha ideia de como me sentia em relação a ele antes de eu perder a memória, mas naquele instante eu não estava nem remotamente inclinada a ir para o altar com ele.

Zero me avaliou por um segundo, seu rosto impassível (e eu não fazia ideia do que ele estava procurando), antes de contar.

– Ele é seu noivo – repetiu – Você foi prometida a ele em troca da proteção. Algo assim...

Provavelmente não o amava...

– Prometida? – inqueri, indignada – Como eu posso ter sido prometida a Kira? Eu sou algum objeto para ser passado de mão em mão sem meu consentimento? Em que século estamos?

Zero deu de ombros em uma forçada indiferença.

– Isso é um problema inteiramente seu, Hime.

Sua resposta soou como um maravilhoso tabefe estalado na minha bochecha, o que não estava me ajudando já que eu estava no meio de uma histeria por descobrir que eu estava noiva.

Fulminei-o com os olhos, mas ele não pareceu se importar.

– Quem provavelmente não gostará será Kaname, não acha? – ele continuou com apatia.

Estreitei os olhos, confusa com o que Kaname tinha a ver com meu suposto noivado indesejado.

– Kaname? – então tive um flash de reconhecimento, lembrando-me que eu mentira para Zero sobre ter beijado o Líder do Dormitório da Lua – Oh, sim! Kaname, o meu quase namorado – dei uma risadinha nervosa, tentada a me estapear por minha estupidez – Ele não vai ter com que se preocupar, pois eu não vou me casar com Kira, independente de ter sido prometida a ele ou não.

Os olhos de Zero faiscaram por um instante com humor negro.

– Vai desistir de seu noivado por Kaname? – debochou.

Abri um enorme sorriso falso.

– Ficaria surpreso com o que eu faria por ele – exagerei.

Antes que venham a me julgar, saibam que minha história não era inteiramente mentira.

Eu com toda certeza gostava de Kaname, era impossível não perceber depois daquele dia em que ele acariciara meu rosto e meu coração quase fora parar em minha garganta – e a minha frustração por ter sido interrompida por Yuuki apenas colocava mais veracidade na conclusão.

E daí que eu estava mais caída por Zero? Que ele agitava meu estômago e olhar para seu rosto instalava um peso em meu peito? Ou que o fato de não ser correspondida era como um espinho no meu coração? E fosse como fosse, eu não estava com cabeça para relacionamento naquele instante mesmo... E mesmo se tivesse, não ficaria parada, sofrendo pelos cantos por causa daquela mula albina arrogante. Se ele não me queria, me dedicaria a quem me quisesse.

– Prefiro não saber – falou, parecendo enojado com a ideia.

Dei de ombros, indiferente.

– Ótimo, porque não é da sua conta, de qualquer forma.

Ele estreitou os olhos, não apreciando minha resposta, mas eu não me importei.

– Você queria que fosse – provocou.

Foi minha vez de estreitar os olhos, não gostando da sua ousadia.

Caramba, ele já havia me rejeitado; não precisava ficar esfregando a droga daquele sentimento inconveniente, indesejado e desnecessário no meu rosto.

Cadê o Zero fofo que me abraçou há uns minutos atrás?

– Assim como você queria que seus assuntos fossem da conta de Yuuki? – rebati – Francamente, Zero, você não está em uma situação muito diferente da minha. Na verdade, acho que estou em uma situação melhor do que a sua, pois você tem sentimentos só por ela e odeia a espécie da menina, já eu realmente gosto de Kaname e sou correspondida.

Eu esperava de verdade que Kaname não soubesse todas as histórias que eu o estava colocando no longo desses dias, senão eu estaria muito encrencada.

– E do que adianta ele te corresponder se é com Yuuki que ele tem que casar? – contra-atacou – Ou você acha que ele vai trocar sua obrigação com sua estirpe por uma humana? Kaname é um Sangue-Puro, Hime, e ele só pode casar com uma Sangue-Puro.

O lado bom era que eu não tinha nada com Kaname, o ruim era que eu definitivamente tinha azar no amor — não que eu amasse Kaname...

Certo, nenhuma chance com Kaname também... Só me restou Kira!

Apontei para a porta.

– Saia do meu quarto – ordenei.

Zero deu de ombros, tentando parecer indiferente mesmo quando eu sabia que ele estava queimando de raiva, e então bateu a porta atrás de si.

Eu não me importei com nada daquela história de Kaname ser obrigado a casar com Yuuki, minha mente tinha problemas maiores e no fundo eu estava feliz por Zero ter me distraído para discussões fúteis.

Eu desabei no colchão e encarei o teto, lutando bravamente para que as imagens de Leigh me torturando enquanto me estuprava não viessem a me atormentar a mente...

E por muito tempo eu fiquei me perguntando se finalmente cheguei ao fundo do poço.

Notas finais
Nada fica fofis por muito tempo entre Hime e Zero! Mas só eu percebi que Zero estava zangado demais com a mentira da Hime sobre dar uns pegas em Kaname e o suposto noivado da garota? Pois é, minha gente, ele gosta dela, só não sabe ainda u.u O lado bom de ter Zero por perto é que ele sempre a distrai dos próprios problemas, mesmo que seja com a fúria e palavras ácidas... Bem, próximo capítulo não vai ter Zero... Vai ter Kaname... E provavelmente o Garoto Lobo-Mau, comumente conhecido como Kira :3 Espero que tenham gostado do capítulo e que eu mereça reviews :3 Beijos e até a próxima o/