First Trip
1 Capítulo 1
"- Senhores passageiros, daqui a 20 minutos o avião pousará em Londres. Por favor, coloquem os cintos novamente, pois talvez terá turbulência. Obrigado."
Era só o que faltava, turbulência. Minha amiga era a única que não estava preocupada, ela já viajou várias vezes, pegando várias turbulências. Mas eu não. Era minha primeira viagem, para Londres, onde morava os meus cinco anjos.
– Calma Sara, é só turbulência que pode ter, o avião não vai cair! Você está branca como papel. — disse Luiza, minha amiga.
– É que você já viajou várias vezes né. Eu estou muito enjoada. — eu disse.
Acabei pedindo um copo de água para a comissária de bordo para tomar um remédio. No fim, acabou melhorando meu enjoo e não teve sequer um tremor de turbulência. O avião pousou e vi que estava chovendo e já tinha anoitecido.
Estava muito feliz de conseguir convercer a minha mãe pra deixar eu ficar um ano estudando em Londres e o melhor foi a mãe de Luiza deixar ela ir comigo. Eu e ela íamos ficar no mesmo quarto, em uma república de garotas.
Uma senhora estava nos esperando no aeroporto para nos levar a república. Chegando lá fizemos várias amizades com londrinas, americanas, chilenas, mexicanas e duas garotas que também eram brasileiras. Conversamos bastante e depois fomos dormir, porque estávamos exaustas.
Acordei às oito horas da manhã. Acordei Luiza. Vestimos uma roupa e fomos passear pela cidade.
– Aqui é lindo! — eu disse — Mas está muito frio. Imagina quando estiver em dezembro? Estamos quase em outubro!
– Relaxa, aqui o frio é melhor. Você vai gostar.
Quando viramos a esquina, vimos um tumulto de garotas na rua.
– O que é isso? — perguntou Luiza.
– Vamos descobrir — disse indo em direção ao tumulto.
Quando vi quem estava no centro da multidão, paralisei.
– The Wanted, Luiza! — gritei e sai correndo em direção a eles.
– Meu. Pai. Do. Céu. Espera, Sara!
Cheguei lá e estava uma loucura. Muitas meninas chorando e outras gritando. Demorou pra eu chegar perto da algum dos meninos e quando eu estava em frente deles, alguém me empurrou e eu caí com tudo no chão.
Uma mãe me ajudou a levantar.
– Obrigada mesmo, eu sou muito destraída e alguém me empurrou... — foi quando eu olhei para cima pra ver quem tinha me ajudado. E vi aqueles olhos mais brilhantes e aquele cabelo mais fofo e...
– Imagine linda, você se machucou? — Nathan sorriu pra mim com aqueles dentes perfeitos e aquela boca...
– AH, não me machuquei. Obrigada novamente, Nath. Você não sabe o quando eu sou sua fã. Foi por isso que eu cai.
– Que fofa. Você é muito linda, sabia? Olha, um presentinho pra você... — e ele tirou do bolso um papelzinho, um ingresso.
– M-mas como assim? — perguntei.
– Bom, eu ia dar um ingresso pra alguma fã hoje mesmo. Você merece. E você também entrará no nosso camarim. Parabéns, Sara! — disse Nathan.
– Parabéns! — Jay, Siva e Tom apareceram e me abraçaram — Nos encontramos lá.
Max olhou pra mim, piscou e acenou pra mim, sussurrando parabéns. Eu os agradeci e sai da roda. Algumas meninas me olharam torto e outras ficaram triste mas me parabenizaram. Luiza estava no fundo tentando ver alguma coisa.
– Olha o que o Nathan me deu! — mostrei o ingresso — E ainda vou entrar no camarim deles! Isso é um sonho!
– Poxa eu queria ir também ver o lindo do Tom! Você não perguntou pra eles se não tinham mais um ingresso de sobra? Deixa eu ver que dia que é ai eu compro um ingresso prea mim... — Luiza pegou o ingresso da minha mão. — Você viu a data?
– Não,que dia que é?
– É hoje, as 8 da noite! — disse Luiza — Vou tentar achar algum ingresso pra eu ir.
– Sério? — disse — Vamos dar um jeito de você ir. Vamos voltar pra república tomar o café da manhã. Depois resolvelmos esse assunto de você ir. Mas você vai!
Nem acreditava que iria encontrar os meninos novamente, principalmente Nathan.
Fale com o autor