Era uma sexta-feira ensolarada, Natalie acordou cedo e resolveu ir comprar um café na Starbucks. Ligou para sua amiga Serena, mas ela ainda estava dormindo, afinal era muito cedo. Vestiu seu lindo e florido vestido de verão, e suas sandálias de tiras, prendeu o cabelo num rabo de cavalo desgrenhado e colocou seus óculos gigantescos Channel, pegou apenas o celular e saiu. Entrando no elevador do prédio, encontrou Chuck, seu vizinho e melhor amigo de muitos anos. Não trocaram nenhuma palavra alem do Bom dia, aparentemente C. ainda estava acordado desde a noite anterior e com uma ressaca insuportável, o que é normal do C., as suas noites sempre são animadas, mas hoje ele estava estranhamente calado, o que não é nem um pouco comum, normalmente ele estaria com o seu lindo sorriso estampado, e faria alguma brincadeira idiota em relação ao comprimento do vestido da N. ou como ela ficava linda pela manha, e esse era um dos motivos pela qual a N. o amava como se fosse um irmão. Ela queria saber o que aconteceu com o C., o porquê de ele estar assim, mas ela não perguntou, ficou apenas o olhando ate chegar à portaria. Assim que saiu do prédio conseguiu um taxi, o bom de morar no Upper East Side e ser incrivelmente bonita é isso, sempre tem taxi e nem sempre é preciso paga-lo. Chegando ao Starbucks ela entrou e pediu três cappuccinos para viagem. Por enquanto que esperava, olhou as pessoas em volta, tentando entender porque a Emilly não gostava muito do lugar. Como se alguma delas realmente tivesse algo parecido com o lugar, o Starbucks tinha um café maravilhoso, mas o lugar não estava a altura delas, de nenhuma delas, mas a N. gostava de lá, era o lugar em que ela ia desde pequena com seu pai e seu irmão comprar café aos domingos, era onde ela ia com Serena e onde a S. conheceu o Dan, amor de sua vida, e é onde a N. ia para ver alguns turistas. Os cafés estavam demorando um pouco, mas ela não se importava de esperar. De repente o seu celular tocou, era a S.
- Bom dia N. onde você esta? E porque me ligou tão cedo? — Disse S. com uma voz de sono. N. se sentiu meio culpada por ter acordado ela tão cedo, mas que se dane, o dia ta lindo demais para ficar dormindo.
- Bom dia amiga, estou no Starbucks, vim comprar uns capuccinos, e depois vou na casa da E., e mais tarde vamos la pra casa, me encontra lá na E., to levando um pra você também.
- Ta, te encontro la então!
Quando foi guardar o celular na bolsa, N. se deu conta que não tinha pego a bolsa, e se não tinha pego a bolsa, não tinha dinheiro para pagar os cafés. Pensou em sair correndo antes de os cafés chegarem, mas isso não seria a coisa certa a fazer. Então esperou. E os cafés chegaram, ia explicar o que estava acontecendo ao vendedor, quando um cara, incrivelmente lindo, com os cabelos lisos dourados mais lindo que N. já tinha visto, com uma blusa pólo azul marinho, que destacava bastante seus olhos azuis e seu abdômen turbinado, conseqüência de anos de lacrosse, a calça de cashmere caqui, o deixava cada vez mais lindo, se intrometeu na conversa e falou:
— Eu pago.
— Não precisa obrigada, ta tudo sob controle aqui. — N. sorriu, não gostou dele ter se oferecido para pagar, o que será que ele pensava dela agora? Que era uma garota que não tinha dinheiro nem para pagar o café? Como se ela se importasse pro que ele estivesse pensando. Sim, ela se importava.
- Eu insisto. Você vai fazer essa falta de educação comigo?
N. olhou pra ele, tinha que aceitar, afinal ela não era mal educada, e ele era lindo. — Tá, mas é um empréstimo, eu lhe pago! — disse N. contrariada.
- Tá, isso indica que eu ainda vou lhe ver depois daqui? Isso é bom, se quiser me pagar de duas vezes, eu aceito! -Ele riu. Ela pegou os cafés e saiu. Ele foi atrás dela. — Me diz pelo menos o seu nome, seu numero, eu tenho que saber, pra quando for cobrar, né?
- Tchau, e obrigado pelos cafés, tenho que ir agora, se não os cafés ficam frios. — Ela sorriu e foi andando. Ele correu e parou na frente dela.
- E seu numero? Como vou te achar?
- Ai, como você é insistente, não precisa do meu numero, eu vou ao Starbucks todo sábado.
- Mas hoje é sexta!
- é, mas todo sábado eu to la, pela manha, amanha eu levo o seu dinheiro. Tchau! — Ela continuou andando.
- Ate amanha então! -disse ele. Ela já estava em uma certa distancia, olhou pra trás e deu tchau. -Ah, meu nome é Nathaniel! -gritou ele, na esperança dela voltar.
Notas finais
Para evitar repetição substituí os nomes pelas iniciais, nao se confundam !
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