First Love

1 Capítulo único


Notas iniciais
Hey cerejinhas!
Dia primeiro de janeiro de dois mil e dezoito! Caralho! Além de ser ano novo, o que já faz a porra do dia ser foda, acontece que me nasce duas criaturas fantásticas nesse dia, nossas queridas Tia Ally Valdez e MaryDiAngelo!
Então eu fiquei assim, como essas duas coisinhas foram e são importantes pra porra na minha vida eu tinha que dar alguma coisa para elas nesse aniversário, mas eu não queria dar uma long fic, pois ano passado eu dei uma: School Killers se você não sabe, ela está sendo postada aqui no nyah e no spirit e tudo mais, então nos sobra uma one, mas eu fiquei tipo, uma one apenas, para duas lindas maravilhosas fodas pra caralho, não me parece suficiente, então porque não trinta e uma shorts fics?
Exato, todos os dias, eu disse TODOS os dias do mês de janeiro vão ser dedicados as MINHAS unicórnios, integrantes do Bonde dos Unicórnios, logo todos os dias uma fic, ou short vai sair aqui para essas lindas.
Então vamos a primeira! Boa leitura você, cerejinhas que caiu aqui de bandeja, vocês minhas unicórnios maravilindas e desejo a todos um feliz ano novo!

Nico acordou com o peso sobre seu peitoral, abrindo os olhos e sorrindo inevitavelmente com a cena. Sua esposa inconscientemente havia se encolhido contra seu abdômen, dormindo tranquila, seus olhos azuis elétricos fechados e um sorriso nos lábios rosados.

A memória de como tudo aquilo havia começado veio em sua mente o que o fez sorrir mais ainda, naquela noite fria ele deixou que seus pensamentos flutuassem para aquele dia.

15:05 o despertador da criança de sete anos de idade tocou e em passos rápidos ele correu para fora do seu quarto, foi escadaria abaixo quase tropeçando em Cérbero, o filhote de rottawaile que dormia ao pé da escada.

— Desculpa garotão — pediu, abrindo a porta da frente de sua casa e pegando as cartinhas que ele deixava pré-arrumadas ali.

Sentou-se no banco que havia no jardim da frente da sua casa e começou a “brincar” como fazia todos os dias, olhando a cada dois segundos para a rua.

Seu pai que olhava da janela todos os dias não pode deixar de sorrir ao ver o filho cumprir o ritual de todos os dias.

15:10 em ponto a morena de seis anos virou a esquina de mãos dadas com seu irmão mais velho, este com quatorze anos, ela desta vez tinha seus cabelos negros cacheados domados em um coque apertado de balé, assim como o tutu ainda no corpo, este de cor preta, sua meia-calça roxa e o maiô da mesma cor davam destaque a ela, que já demonstrava toda a sua personalidade desde pequena.

Nico entrou em seu teatro focado em seu jogo sozinho na frente de casa, contando até vinte, pois era o tempo que ela demorava para passar na frente da sua casa, quando o vigésimo número chegou ele olhou ao redor como quem não quer nada, encarando os olhos azuis elétricos da garota e sorrindo.

— Boa tarde! — cumprimentou educada como sempre fazia.

— Boa tarde! — o Di Ângelo respondeu sorrindo mais ainda para ela.

Como todos os dias ela olhou pra frente e seguiu seu caminho com o irmão até a casa no final da rua, fazendo Nico começar sua contagem até o cinquenta, já que ele já havia calculado quanto tempo levava para a visão dela não permitir ela mais o ver, para poder voltar para dentro.

Assim que chegou no número definido, ele recolheu suas cartas e colocou no mesmo lugar de sempre, entrando e subindo para seu quarto, programando o relógio para a hora que ela passaria novamente ali na frente.

Bianca, sua irmã mais velha, sempre dizia que ele era muito bobo por fazer algo do tipo, mas ele nunca ligou, adorava ouvir o som da voz da sua vizinha, mesmo que não soubesse nem o nome dela, ela o encantava, e além do mais isso apenas o custava alguns minutos do seu dia, não via mal nisso.

17:24 o despertador tocou, fazendo que Nico seguisse seu ritual, logo ele estava na frente de casa novamente, ela sempre saía esse horário para mais um dos cursos que ela fazia, o irmão dela carregava o violino da garota nas costas.

Começou a contagem até cinquenta, para saber o tempo que ela demoraria para aparecer na frente da sua casa, mas nesse dia algo de diferente aconteceu.

— Nico! — seu pai saiu de casa chamando o pequeno que olhou em desespero para o homem.

Hades sorriu para o ele e se agachou na frente do banco para falar com o filho, levantando uma rosa vermelha para o garoto.

— Por que não dá isso pra ela? — sugeriu, fazendo o menino arregalar seus olhos negros.

— Pai...— gaguejou sem saber o que faria —...eu nem sei o nome dela.

— Acho que é um ótimo meio de descobrir, além do mais mulheres amam flores — Hades insistiu, esticando a flor para seu filho.

Nico assentiu e pegou a rosa, escondendo-a, enquanto seu pai entrava novamente para dentro da casa e ia até a cozinha para espionar o que aconteceria com sua esposa.

O Di Ângelo já tinha perdido a contagem, o fazendo ficar nervoso, olhou pra baixo e tentou focar em o que falaria, balançando seus pés que por pouco não encostavam no chão, mas nada vinha a mente, sua cabeça estava um ninho de ratos, se seu pai pelo menos tivesse avisado antes ele poderia ter pesquisado algo na internet, ele tinha sete anos, não sabia falar com meninas.

Olhou para a rua e viu ela começando a passar na frente da sua casa, falando animada com o irmão, mas parou e olhou para o banco de Nico por reflexos, sorrindo para ele.

— Boa noite! — desejou.

— Boa noite! — disse engolindo em seco e vendo-a caminhar ao lado do loiro.

Suspirou e se levantou segurando a rosa com força, que seu pai tinha tido o cuidado de tirar os espinhos para ele.

— Ei! — chamou, vendo-a olhar pra trás começando a parar.

Correu para chegar mais perto dela e esticou a rosa.

— Para você — ofereceu sentindo suas bochechas corarem.

A menina arregalou os olhos e soltou a mão do irmão que olhava meio surpreso, mas tinha um sorriso no rosto com a cena fofa.

Ela sorriu e olhou pro Jason em uma pergunta silenciosa se poderia aceitar, afinal seu pai tinha lhe ensinado a nunca aceitar nada de estranhos. O loiro assentiu, fazendo-a sorrir mais e pegar a rosa, cheirando-a.

— Obrigada! — agradeceu sentindo suas próprias bochechas corarem.

— Meu...meu nome é Nico — se apresentou esticando a mão para ela, seu interior se revirava.

— Thalia...Thalia Grace — ela apertou a mão que lhe foi estendida.

Com isso a morena sorriu de novo e se virou para o irmão, que indicou para eles voltarem a andar, afinal ela tinha uma aula a fazer.

Nico ficou acenando para ela, que correspondeu até a menina virar a esquina e sumir de seu campo de visão, com um sorriso enorme no rosto.

Uma risada escapou de seus lábios e ele olhou para a sua esposa.

— Eu te amo! — sussurrou, mesmo que ela estivesse dormindo — amo vocês duas! — levou a mão a barriga da esposa, grávida de sete meses acariciando o local.

Seus olhos se desviaram a um vaso de rosas que tinha no canto do quarto, sorrindo novamente, e fechando os olhos deixando-se adormecer abraçado com sua amada, com as memórias de como tinha se apaixonada por Thalia Grace.

Notas finais
Então essa foi a primeira fanfic das trinta e uma que eu vou trazer para cá, espero que tenham gostado! Fiquem de olho para não perder nenhuma das shortsfics ou ones que eu trazer por aqui.
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Beijos e até!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!