First Love

11 Capitulo 11


A última coisa que me lembro era de ver meu irmão, meu irmão mais velho.
Acordei em um lugar escuro e frio, não sabia onde estava, e estava sonolenta.
— Lucas? É você? — disse procurando meu irmao
— Lu, não sabe como senti sua falta. — sua voz falhou .
— Me solta Lucas..- falei baixo
— Não posso mana — falou com voz chorosa.
— O que tá acontecendo? — falei ja preocupada
— Preciso de você. — falou chorando.
— Lucas, me solta e eu irei te ajudar.- falei tentando me soltar

Finalmente Lucas me soltou, corri para seus braços igual antigamente, corri e chorei.

— O que aconteceu com a gente maninho? Por que tudo isso teve que acontecer... — falei fungando e tentando parar de chorar.

— Culpa minha mana, eu matei mamãe e papai, agora matei mulheres parecida com a mamãe, e matei a mãe do seu sobrinho. — falou chorando.

— O que você quer que eu faça Lucas? — falei desesperada e preocupada.

— Preciso que confie em mim, e cuide do Léo. — falou Lucas ainda chorando.

— Por que? Papai não iria gostar. Léo não irá ter um pai para criá-lo. Não pode abandonar ele. — Falei desesperada, não sabia como ia cuidar de uma criança sendo que nem sei cuidar de mim mesma.

— Por que, vou me entregar ao FBI e irei para a prisão. E eu sou louco mana, esquizofrênico paranóico.

— Lucas- chamei baixo , ele olhou para mim e não sabia como dizer.

— Sim — falou surpreso.

—Eu sou uma agente do FBI. Trabalho pra UAC. — disse suspirando.

Derrepente Lucas começou a gritar e a surtar, pegou um pano e colocou na minha boca novamente e eu desmaiei.
Acordei meia hora depois com dor de cabeça e um pouco sonolenta. Lembrei de Lucas e nossa conversa.
Comecei a me encher frenéticamente para soltar as cordas e impedir que Lucas faça algo ruim. Ouvi um choro e comecei a correr, ainda não sabia aonde eu estava até esbarra em algo.
Peguei meu celular é liguei a lanterna.
Vi várias caixas com o meu nome é o nome do meu irmao e lembrei da casa de campo.
Subi as escadas correndo até ouvir um grito..

—AAAAAAAAAH não machuca neném papai.

Corri mais rápido e cheguei no meu antigo quarto, Léo estáva encolhido entre a cama e a gaveta. Corri e o abracei com força.

— Calma Léo. Eu tô aqui para te ajudar. — falei baixinho em seu ouvido.

— Maninho, por favor. Não machuque ele. — falei desesperada.

Ele me olhou e olhou para Léo,por um momento ele sabia o que era certo a se fazer,mas voltou a ficar furioso.

Correu ate o menino e tentou esfaquea-lo, eu entrei na frente e ele me cortou a barriga. Não senti dor no momento,tudo o que eu queria era proteje-lo.
Peguei o menino no colo e corri para fora.
Peguei meu celular é liguei para Hotch.

— Hotch, falei ofegante. Preciso de ajuda. — falei ainda correndo.

— Eu sei, estamos chegando.