Fire With Fire

17 Vitória ruim


Notas iniciais
Gente, esse pode ser o penultimo capitulo desta série. Sei que muitas acompanharam e gostaram, sei que fiquei um tempão sem postar, me desculpe! Eu tenho muitas ideias, e eu sou boa em começos, não em finais!

O diretor da RedStar chegou à conclusão que eu podia ferir o nome da empresa caso meu nome continuasse a ser poluído com adultério. Não conseguia contatar Matt, e precisava loucamente e rapidamente encontrar Cam. Mas eu não podia ser encontrada, muito menos ser vista por outras pessoas na companhia dele.

Só iria piorar a situação de merda que eu estava.

Então eu tingi meus cabelos na cor original castanha e me vesti como uma patricinha rica que eu originalmente sou.

Era fácil saber onde Cam morava, afinal, ele faz questão de contar em todas as entrevistas. Em um bairro rico com apartamentos de luxo, no último andar.

Bato à porta, tendo consciência dos meus cabelos longos castanhos, olhos castanhos e roupas de grife. Ele certamente me reconheceria. Eu só entrei nesse apartamento, porque minha família também é rica, e muito famosa; o porteiro cedeu no mesmo instante.

– O que é-

Ele estava perplexo no primeiro instante, mas num segundo voltou a sua habitual expressão de sarcasmo. Como ele se atrevia??

– Olá, Cambriel – Jogo meus cabelos para longe dos ombros, fazendo com que eles voem suavemente. – Deve saber porque eu estou aqui.

Ele não disse nada. Quando dei por mim, ele já havia me puxado para dentro do apartamento. A vista era incrível, e o ambiente era melhor do que o apartamento que eu me esforçava para pagar.

– Eu estou em dúvida, para ser sincero. – Ele vai até o barzinho pessoal que ele tinha e prepara uns drinks – Clarissa, imagino que veio perguntar o porquê da minha entrevista, ou ainda... se declarar para mim?

– NEM NOS SEUS MELHORES SONHOS! – Pego a bebida rudemente, arrancando de seus dedos em uma única puxada. – Porque você fez aquilo, Cam? Nunca imaginei que iria tão baixo.

O apartamento novo era como o da minha banda e eu. Simples, inovador, sofisticado. Um sofá em frente a uma tela enorme, e um outro andar para os quartos. Fiquei feliz por estarmos basicamente no mesmo nível financeiro.

– Porque? – Cam se aproxima de mim, sem me tocar – Sabe porque eu te trouxe comigo, Risa?

Não pude deixar de me arrepiar por ouvir o meu antigo apelido. Como eu odiava o fato dele me conhecer e ainda pode provocar isso em mim.

Não pensei muito sobre isso. Na época, pensei que ele havia me trazido pelo nosso amor, mas isso ficou claro a muito tempo, ele me usou.

– Não sei, — Olho para ele com ódio — sei que me usou e manipulou, além de ter pisado nos meus sentimentos, que Deus o tenha jogado no inferno, aproposito.

Ele abana as mãos, como que tentando me acalmar, entretanto ainda despreocupado.

– Eu queria que você pedisse pro “papai” dinheiro, para bancar meus sonhos.

Ah, era “isso”? Ele simplesmente não só pisou em cima de mim, como tentou pegar dinheiro do meu pai.

Não penso duas vezes – provavelmente deveria tê-lo feito – jogo minha taça ainda com o conteúdo nele, e então pulo para cima e começo a estapeá-lo. Cam é muito mais forte que eu, então me contem e gira, ficando em cima de mim.

Eu estava chorando. E ele estava vendo, mas dessa vez, sem sarcasmo.

– O que eu fiz, é imperdoável.

– Que bom que sabe, seu cretino de merda! – Tentei me livrar dele, mas sem sucesso – EU ODEIO VOCÊ! EU QUERO TE MATAR...- Então eu paro de lutar, pressionando os olhos com força, deixando as lágrimas escorrerem.

Lembrei te todos os nossos momentos juntos. Nós jogando vôlei, eu ajudando ele nos deveres de casa... em festas de família... Quando foi? Quando foi que ele parou de me amar? Ou pelo menos me respeitar?

– O que eu disse, foi para você ficar popular rapidamente.

– EU NÃO QUERO SUA AJUDA, EU NÃO QUERO NADA DE VOCÊ!

– E também, porque eu tinha a esperança de que você percebesse que eu percebi... que eu te amo. De verdade, Clarissa.

Eu paro de me mexer no mesmo instante. Talvez até de respirar.

Me ama? Percebeu agora? Como se isso fosse realmente mudar alguma coisa.

– Você venceu, Mizeria – Ele ainda me mantinha presa do chão, com o rosto perigosamente próximo ao meu. – Chegou no mesmo lugar que o eu, como você disse.

E então ele me beijou. Nós dois sabíamos que era um beijo forçado. Que ele simplesmente esmagou os lábios úmidos dele contra os meus, que ele fazia o que queria – como sempre foi, e talvez como sempre será.

– Pode não ser justo com você, e nunca vai ser, porque é assim que eu sou... mas... – Ele me libera, e então me ajuda a ficar de pé. Eu já estava indo para a porta – Eu vou conquistar você, com a minha música.

– Vai pro inferno, Cam.

E então eu fui, com um sorriso bobo no rosto, sabendo exatamente o que havia acontecido ali. Eu estava livre dele, eu havia vencido, eu o tinha feito se apaixonar por mim.

Agora, eu precisava de Matt. Eu tinha sempre essa vontade de contar a ele minhas vitórias, e nunca entendi porque, até agora.

Era porque eu o amava.

Amanhã era o grande dia, o show que nos empurraria para o mundo dos famosos, e ele certamente estaria lá.

Tinha que me preparar para o que viria, já que Cam ainda pode aprontar, minha banda se separar ou coisas ruins que acontecem antes de um grande show.

Com que cor eu deveria ir?

Notas finais
que cor o cabelo da Mize deveria estar? Gostaram? Cam aumentou ou diminuiu pra vocês?