Fire With Fire

18 (Cap. 18) Resgate, fuga e Tânia Denali


Notas iniciais
OIeee gente... Tudo bem?? Bem eu vou me explicar de uma vez.. A demora para postar se deu por dois motivos:
1° A Linda da Beta ana esqueceu de responder os rewies
2° eu estou escrevendo uma short fic (com 2 capitulos kk)
Por isso que eu demorei a postar amores e então para não dar esse problema de nv eu vou colocar um cronocrama: Fire With Fire vai ser postado de 15 em 15 dias, sempre no fim de semana ok? Assim não da problemas para vcs e nem para mim...
Bem notas finais pq é importante ein? kkk
Um muitooo obrigadoo giganteee as lindas que comentaram *-*: Sra Emmett Cullen, Leh Rocha, Supsii Pattinson, marafun, Liliane Salvatore, nanda snape cullen, Chelley Lima, Marddioriê Ferreira, chrikadsm, Isa Andry, mary, cleinha bieber cullen, Alissa, Mariana, Mayah, Náthali Lima, Loisllene, Vivian Swan, Ana Carolina Cullen, Nana, danielasilva...
Obrigadoo gatas.. é por vcs que eu posto *-*
Boa Leitura :D
P.S Espero que se surpreenda

Pov. Bella

Olhei para a cena a minha frente com os olhos vazios. Não era o que eu imaginava. No andar de cima, ao contrario do que eu pensava não era somente a prisão da agente. Pelo jeito, aqui havia sido um lugar com várias vitimas. O chão estava lotado de sangue e por pedaços de corpos. Braços, dedos, mãos, olhos, orelhas... Tudo estava espalhado pelo chão. No canto consegui ver os crânios deformados, com expressão de dor... Meu deus essas pessoas eram maníacas. E bem no canto, no meio de toda aquela sujeira e o cheiro de decomposição dos corpos estava uma mulher presa e desmaiada. Provavelmente a doparam ou então a mesma desmaiou de dor ou pela visão da sala. De longe eu já via as marcas roxas em seus pulsos pelas cordas apertadas que a prendiam a uma cadeira. Provavelmente seus pés também estariam assim embora à calça jeans que ela usava não deixava transparecer seus pés. Eu tampouco conseguia ver seu rosto. Seus cabelos loiros arruivados tampavam totalmente seu rosto e uma parte de busto. E mesmo com isso tudo eu ainda não conseguia parar de sentir algum laço com aquela pessoa. Como se ela fosse familiar a mim.

Ela se remexeu e gemeu de dor tirando-me de meu transe inicial. Caminhei até ela, fazendo barulho com meus saltos para evidenciar minha aproximação. Mesmo assim ela não levantou os olhos. Parecia paralisada. Fui para suas costas, me abaixando para desamarrar as cordas do seu pulso. Fite os nós concentrada e vi que eles fizeram um bom trabalho, mas não tão bom. Demoraria um pouco, mas seria relativamente fácil desfazer aqueles nós. Assim que comecei a desamara-la, ela levantou a cabeça bruscamente e disse com voz de asco.

-O que foi? Agora irá me soltar para satisfazer algum de seus homens? Já disse que não vou falar nada sua puta desgraçada. – Meus olhos queimaram numa fúria por um instante apenas. Foi o que bastou para que eu compreendesse o que se passava. Ela achava que eu era uma das irmãs. Ela não havia percebido que o resgate havia chegado. Mas como? Os agentes são treinados para identificar até mesmo a diferença entre os barulhos feitos pelos passos das pessoas. Como ela não percebeu a diferença?

Tortura.

Essa palavra ressoou em minha mente deixando tudo mais claro. Ela já havia sofrido tanto que já havia perdido a capacidade de raciocinar direito. E mesmo assim ela não havia dito nada. Suas palavras dirigidas por engano a mim deixavam bem claro isso. Ela era muito forte. E pelo que aparentava era mais do que confiável. Continuei calada e desfazendo os nós. Os machucados e os cortes nos braços já estavam cicatrizando embora já houvesse novos em seus braços. Calculei mentalmente. Entre três a seis semanas. Ela estava há esse tempo todo preso sofrendo inúmeras torturas. E Mesmo assim não disse nada. E por um momento me senti mais do que impressionada com essa desconhecida tão familiar. Vários já teriam aberto a boca a muito tempo. O que a mantinha calada?

Deixei seus braços presos por um no pequeno enquanto eu desamarrava seus pés. Não queria que ela me socasse por engano. Assim que desamarrei seus pés ela tentou se levantar, mas foi impedida pelo pequeno, mas firme nó em suas mãos. Desatei rapidamente o nó e pulei em sua frente no mesmo momento. Queria que ela percebesse a diferença. E no mesmo momento ela paralisou em minha frente e eu fiz o mesmo. Será possível? Como ela conseguiu? Senti meus músculos paralisarem e nem os gritos do andar de baixo conseguiam me tirar do torpor... Será? No mesmo momento uma lembrança me atingiu em cheio.

“Eu tinha treze anos e sai correndo para o jardim. Minha mãe tinha me batido novamente e eu estava derrotada. Eu precisava de calma, tranquilidade, precisava do meu refugio. Corri, corri, corri até minhas pernas não aguentarem mais e finalmente cheguei onde queria. No quintal de minha casa havia uma pequena mata fechada e calma. Não era raro ter um cervo ou um cavalo comendo as flores do meu jardim. Mas não era isso que me fascinava e sim a clareira que eu havia achado em uma das minhas fugas. Era um espaço circular muito grande, onde as flores estavam na metade de minhas canelas e sempre me acalmavam. Desabei entre as flores que roçavam em meus novos machucados dando a impressão de um carinho. Me joguei entre elas e comecei a chorar compulsivamente. No mesmo momento ouvi passos correndo por ali e vi no mesmo momento quando ela chegou e me chamou.

-Bella? – Levantei minha cabeça e fitei os olhos do meu porto seguro. A única pessoa que se importava realmente comigo naquele inferno que eu chamava de casa. Assim que viu meu rosto marcado pelos tapas de Renné e pelas lagrimas vaio correndo em minha direção e se ajoelhou em minha frente. – Minha pequena...

Ela me colocou em seu colo e foi me embalando calmamente enquanto eu chorava copiosamente. Seus braços me envolviam criam um escudo entre mim e o mundo. Suas mãos acariciavam meus braços machucados e repetiam palavras de conforto. Ela não se importava que eu manchasse seu vestido com minhas lagrimas. Ela simplesmente ficava ali comigo. Era sempre assim. Sempre meu escudo.”

Fechei meus olhos com a lembrança dolorosa. Abri os olhos, fitando aqueles olhos azuis que eu tanto amava. Meu porto seguro. Aquilo pelo que eu aguentei tanto. Novamente com lágrimas nos olhos, retirei minha peruca e deixei que meus cabelos caíssem sobre meus ombros para logo depois retirar minhas lentes de contato e fitar aquele rosto tão familiar. Vi sua expressão se converter em espanto, surpresa, carinho.

-Tânia...

-Minha Pequena... – Dissemos em uníssono. Num ímpeto desconhecido até para mim, ignorando o fato que ela estava machucada, ferida e o diabo a quatro, me joguei nos braços da mulher que literalmente salvou minha vida, várias e várias vezes. Que me impediu de me matar me livrando daquele sofrimento. A única razão pela qual eu continuava vivendo.

Tânia é dois anos mais velha que eu. Era filha da empregada da minha casa e sempre me ajudou quando precisei. Sua mãe era a única que sabia de tudo o que eu sofria por que ela estava presente na primeira vez que minha mãe me agrediu e mesmo assim nunca fez nada. Ela era como todos naquela casa. Sempre souberam, mas ignoravam. Deixavam-me lá sofrendo o que fosse. Mas Tânia nunca foi como ninguém. Ela tinha seis anos... Era uma criança assim como eu, mas nunca foi tantos adultos daqueles casa. Na primeira vez que ela viu o que eu sofria, assim que minha mãe saiu de perto de mim Tânia veio atrás de mim e me encontrou chorando em minha cama confusa e desorientada pelo que minha própria mãe tinha feito. Lembro-me claramente que ela havia pegado minha mão e me levado a uma clareira no dia seguinte. Ela não disse nada simplesmente me puxou até meu futuro lugar de paz. E assim que chegamos lá, ela sentou-se entre as flores e pediu que eu fizesse o mesmo. E quando eu a fiz simplesmente me abraçou e disse “Agora você é minha pequena. Não vou deixar te machucarem. Você é minha irmã agora.” E Desde então todas as vezes que minha mãe me batia ou me machucava de algum modo eu corria para os braços da Tânia que me acolhia com tanto amor que eu me assustava, mas ao mesmo tempo me deliciava. Meus desenhos passaram a ser para Tânia, meus segredos, eu contava a ela, minhas risadas, meus sorrisos pertenciam a mulher agora a minha frente.

A abracei mais forte por tudo. Por todas as vezes que ela me acolheu, por todas as vezes que ela me amou como nem minha mãe fazia. Por todas as vezes que ela apanhou por mim se intrometendo entre mim e minha mãe. Por todas as vezes que ela ficou de castigo por ter se intrometido entre mim e minha mãe.

“COVARDE! Você é só mais uma covarde que desconta na Bella o fato de não poder ser feliz. Você não consegue ser suficiente nem para você mesmo. Você é fria, covarde, mesquinha. Sua mãe fazia o mesmo que você, mas você nunca soube se rebelar e desconta na Bella suas próprias infelicidades. È duro não ser amada não é mesmo? Covarde. Isso que você é.” Até hoje me lembro de quando Tânia com seus doze anos pronunciou isso para minha mãe. Ela levou uma bofetada muito forte, mas mesmo assim continuou do meu lado. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas mesmo assim ela virou-se para mim e mexeu os lábios numa frase bem clara até para mim: “Te Amo”.

-Minha pequena Bella. Minha Irmãzinha. Minha vida... – Ela sussurrou e me afastei fitando com tanta saudade seus olhos azuis. Ela sorriu e passou as mãos por meu rosto que só agora percebi estar molhados pelas lágrimas. Um sorriso sincero saiu de meus lábios. Um sorriso que cada vez mais as pessoas conseguiam arrancar de mim. Edward. Tânia o amaria. Ela sempre foi contra Jacob... Nunca gostou dele e nunca deu ouvidos á ela. Quando fugi Tânia estava com uma bolsa de estudos em Yale para Direito e quando fugi de casa não consegui pegar meu celular perdendo todo o contato com minha salvadora. Deus, como senti sua falta. Peguei sua mão na minha e fiz questão de apertar tentando mostrar o quanto eu sentia sua falta.

-Tânia... Senti sua falta. Muita. – O sorriso que ela me deu compensou tudo o que sofri sem ela. Meu deus como senti falta desse sorriso sincero. Seus olhos brilharam com uma felicidade tão grande que quase voltei a chorar. Ela era linda. Tânia tentou dar um passo até mim mas antes que eu pudesse impedir, seus joelhos falharam e se não fosse por minha interrupção ela teria ido ao chão. Nesse momento meus olhos esfriaram novamente e senti o ódio penetrar em minhas veias. Como puderam fazer isso justo com ela? Fechei minha mão em punho tentando ao Maximo controlar meu ódio por esses imbecis de merda. Meu único alivio era saber que Alice provavelmente estaria fazendo pior. E aqueles idiotas iriam pagar por tudo aquilo que já fizeram na face da terra. Ouvi passos pela escada, mas me preocupei em levantar Tânia eu estava um pouco tonta devido às torturas. Fiz com que ela apoiasse todo o peso em meus ombros e levantei o rosto fitando uma Alice de sorriso irônico.

-Acho que vocês já mataram a saudade não? – Senti meus olhos se arregalarem com a surpresa, mas no mesmo instante refreei minhas emoções. Eu confiava plenamente na Alice, mas isso não queria dizer que mostraria a ela minhas emoções.

-Como você sabia? – A fitei ameaçadoramente. Se tudo fosse uma armadilha eu juro que matava aquele projeto de anão da Branca de neve. Tânia gemeu em dor e Alice logo se colocou no outro lado dela, pegando seus braços e os colocando envolta do pescoço. Mais uma vez me senti surpreendida pela ação da Alice e a cada segundo eu me sentia mais confusa. Vendo meu olhar confuso, Alice me fitou e suspirou pesadamente.

-Em casa eu te explico. – Concordei rapidamente mas me sentia cada vez mais aflita. Odiava não entender as coisas... Era irritante. Balancei a cabeça e livrei minha cabeça de qualquer pensamento que não fosse segurar Tânia e sair dali rápido.

Descemos as escadas lentamente e a cada gemido de Tânia eu me batia internamente. “Respira fundo Isabella. Se não for dar conta, eu assumo.” Me surpreendi com a Mell. Ela praticamente nunca aparecia e agora duas vezes num mesmo dia? Respirei fundo e consegui me acalmar um pouco. Não queria que a Mell assumisse agora. Queria ser eu com a Tânia. Pelo menos por agora. Estávamos muito perto da porta agora. “Aguente firme. Só mais um pouco” Sussurrei para mim mesma tentando não gritar pelos gemidos de dor de Tânia. Eles estavam me matando. Estava tão concentrada em tentar mente-la de pé sem dor que não percebi o movimento atrás de nós. Quando percebi era tarde demais.

-Filho da puta! – Gritou Alice de repente. Virei-me e estanquei ao ver o seu braço todo ensanguentado e com uma faca fincada nele. Olhei para trás surpresa e quase cai no chão ao ver quem estava na porta contraria do galpão. Ele não... Por favor, ele não. Por que senhor? Por que parece que tudo voltou do nada? ELE NÃO! Quis gritar, mas ficou só em pensamento. Minha mente girava e com isso quase cai ao sentir o peso de Tânia ser depositado todo em mim. Alice já estava protegendo nossas costas e com uma faca na mão.

-Vá! Estou logo atrás de vocês. Esse filho da puta vai se arrepender de ter enfiado uma faca no meu braço. –Disse sem olhar para mim. E pela primeira vez em muito tempo acatei ordens sem dizer nada. Abri a porta do galpão e andei o mais rápido que eu pude sem machucar a Tânia. Pude ouvir os sons da luta de dentro do galpão e finalmente um tiro. Depois disso mais nada. Um silêncio perturbador tomou conta do terreno. Quem havia morrido?

Notas finais
Gente... E ai.. Alguem acertou??? kkkkkkkk Gente queria avisar que agora os bonus são uma história sobre um cafetão e uma cafetina que resolveram se envolver emocionalmente e taus... Ainda não esta certo por que depende da resposta das leitoras que receberam os bonus e taus.. Se gostarem eu continuo a história se não eu volto com os outros bonus... Bem isso é escolha de vocês lindas... Beemm fantasminhaass apareçaaamm por favoorr e gente comentem.. è por vocês que eu posto...
Gostaram? Amaram? Odiaram? O que precisa melhorar?
Bem gente espero vocês daki a 15 dias ok?
Bjss
Da Loka Da Lice
Mereço Rewies? Recomendações?