Fire Starter

36 Holding On And Letting Go


It's everything you wanted, It's everything you don't. It's one door swinging open and one door swinging closed. Some prayers find and answer. Some prayers never know. Holding on and letting go.

Joguei as minhas pernas para cima, apoiando elas na mesa de mogno do Percy e puxando uma das pastas que estavam bem organizadas ali. Logo na capa dizia "Filial; Boston" e quando comecei a analisar ela, me lembrando das minhas aulas na faculdade, arregalei meus olhos por causa dos dados.

Eram... Horríveis. Grandes dívidas, pouco lucro e a produção baixa, fora os acidentes de trabalho. Nunca que eu iria querer algo assim para a minha empresa.

– Eu fecharia ela sem pensar duas vezes — bufei jogando a pasta na mesa. Percy, que estava entrando quando disse isso, me encarou surpreso e sem entender. — Boston, a sua filial problema, eu fecharia ela sem pensar duas vezes... Ela só vai dar a você mais dor de cabeça, juros e multas... Além, de é claro, poder sujar o nome da companhia inteira.

– Eu ainda estou pensando a respeito disso, Annie — ele suspirou olhando para a pasta. — Sobre o que queria falar comigo?

– Chicago — disse como se fosse óbvio. — Não vou ficar aqui.

– Oi? Você não pode ir embora, não pode me deixar... Não vou deixar você se mudar para o outro lado do mundo com o meu filho, Annabeth e...

– Já conheceu Londres? — olhei para ele, inclinando minha cabeça para o lado e dando um sorriso gentil.

Ele abriu a boca para responder, mas foi atrapalhado pelo barulho de batidas na porta e logo em seguida sua secretária de peitos falsos entrou com um pasta nos braços. Ela me olhou com desgosto e eu me limitei a arquear uma das minhas sobrancelhas, incrédula.

Percy olhou para ela, e a mesma logo tratou de andar — ou simplesmente rebolar ridiculamente — na direção dele, inclinando a pasta na sua mão o máximo possível para que os botões abertos da sua blusa social mostrasse mais dos seus seios para o moreno, que ignorou o gesto dela e tirou a pasta da mão da mesma.

Fez-se alguns minutos de silêncio, eu analisava as minhas unhas bem pintadas de dourado enquanto ouvia ele passar e voltar papel, até por fim soltar um suspiro e fechar a pasta.

– Diga a eles que irei o mais rápido possível — ele suspirou e Marlee concordou, se preparando para sair.

– Marlee? — ela se virou para mim rapidamente. Indiferente a ela, continuei a olhar para as minhas unhas e por fim, respirei fundo e encarei a vadia. — Cancele todos os compromissos do Percy para amanhã...

– Ele tem reuniões importantes e...

– Remarque-as, nós temos um almoço de família — soltei um suspiro, olhando para ele com súplica. Ele trocou o peso dos pés, cruzou os braços e me encarou como se eu tivesse feito algo de errado. — Percy, a Chloe já sabia, hoje eu fui obrigada a contar a sua mãe e você conhece a Sally...

– Ela já sabe? A Chloe já sabe? Quem mais soube antes de mim?

– Mason... Quer dizer, ele deduziu e eu não acreditei... — dei de ombros, olhando para a secretária vadia. Dei meu melhor sorriso e falei. — Por favor, cancele tudo o que puder e agende novamente as reuniões.

Ela olhou para o Percy, que concordou com a cabeça e dispensou ela com a mão, mas antes de fechar a porta ela me olhou como se estivesse disposta a me matar e eu ignorei, caminhando rapidamente até Percy e colocando meus lábios nos deles momentos antes dela fechar seu porta.

Ele sorriu, mordiscou meu lábio inferior e passou a me beijar de verdade. Eu correspondi sentindo suas mãos firmes na minha cintura enquanto as minhas estavam na sua nuca.

Mordi sua mandíbula, dando outros beijos até chegar ao lóbulo da sua orelha e, com um sorriso traiçoeiro, mordi ali, sussurrando em seguida:

– Já conheceu Londres?

– Não.

– É exatamente por isso que acha ruim eu querer morar lá. Se muda para lá comigo e você vai ver o que é ter um negócio sem ter problemas. — ele arqueou a sobrancelha conforme eu falava, com a aparência seria. — Percy, você não têm que resolver alguns negócios lá? A gente marca de ir junto, eu te mostro a cidade e se você gostar, tudo bem, se não...

– Se não...?

– Eu não posso dizer que vou ficar aqui, você sabe que eu não gosto, que eu não quero... Esse lugar não me trás nenhuma lembrança agradável de como ser e ter uma família. — minha voz foi se perdendo, mesmo contra a minha vontade. Ele acariciou meu rosto e deu um sorriso reconfortante. — Não quero te manipular, não quero te obrigar a fazer algo que você não queira... Mas, Percy, eu preciso dar um jeito na minha vida, eu preciso recomeçar novamente e eu preciso fazer isso da forma que eu imaginava, antes de toda aquela loucura de vingança começar.

– Eu sei, Thalia me contou que você queria reabrir a Chase Memorial, que queria ser independente e que queria fazer tudo isso em Londres... Eu iria com você para todos os lugares do mundo, Annabeth, mas eu tenho a Jackson, a matriz da empresa fica aqui e eu não sei se consigo transferir... Transferir ela para Londres, iria causar um dano... Enorme, no mínimo — ele soltou um suspiro — Fechar a filial de Boston já é um grande desafio para mim, fechar uma empresa requer deixar gente desempregada e...

– Podemos dar um jeito, não? Um passo de cada vez. — arrumei a sua gravata verde, que realçava a cor dos seus olhos. — Eu só não quero que o meu filho nasça em um cidade onde ter poder é tudo.

Ele me beijou mais uma vez, mais rapidamente do que eu queria, e concordou com a cabeça, se afastando com passos largos. Eu peguei a minha bolsa, procurando meu celular dentro dela enquanto Percy guardava seu laptop e as suas outras coisas.

Sem mensagens, sinal de que Zeus ainda não tinha embarcado. Ele iria pegar o voo da meia noite, chegando aqui pouco antes do nosso "almoço de família", eu estava muito, mas muito ferrada na mão dele, eu queria saber o que eu havia feito de errado para receber ele aqui, assim do nada.

Suspirei vendo os exames e deixei meu celular cair ali dentro, liberando o pequeno sorriso que queria nascer no meu rosto. Não me importava o que Zeus queria comigo, ele não iria me manipular e estragar a minha vida uma segunda vez.

❤

– E se você reverter os papéis?

– Hein?

– É, reverter os papéis... Você leva os funcionários da empresa de Chicago para Londres, já que confia, e trás os de Londres para Chicago — sorri apoiando a minha cabeça na minha mãos, que era sustentada pelo meu cotovelo apoiado no colchão da cama do moreno. Ele abriu a boca para protestar, mas eu fui mais rápida e continuei — Eles não ficariam sem emprego, teriam tempo para encontrar uma casa e a família poderia vir junto... Percy, trabalho envolve sacrifícios.

– É? — ele arqueou a sobrancelha, com um ar cômico. — Tudo bem, eu vou analisar a empresa de Londres, vou ver o que dá para fazer e passar essa proposta. Não sei se todos irão concordar em mudar do Reino Unido para os Estudos Unidos.

Mordi meu lábio, olhando para as estruturas da empresa de Londres e depois analisei as estruturas da empresa de Chicago. A de Londres tinha um ar mais refinado do que moderno, enquanto a empresa de Chicago era toda revestida em janelas espelhadas, refletindo tudo do lado de fora, a empresa de Londres era um prédio todo preto, com o seu topo mais pontudo, como se tivessem cortado uma das suas pontas e deixando parecido com um triangulo com a sua hipotenusa virada para o céu.

– Posso ser sincera? Como uma arquiteta e não como sua namorada que ainda não foi pedida em namoro? — olhei para ele rapidamente, vendo o mesmo concordar com a cabeça. — Eu não escolheria um prédio com vários outros parecidos para ser a matriz da minha empresa, é chato ficar na mesmice. Veja o prédio de Chicago, se você rodar o mundo inteiro irá ver um prédio assim em cada cidade, até mais de um. Agora veja o de Londres, ele tem as janelas, mas não as janelas rodeando o prédio todo, é apenas de um lado, o resto é preto e a forma que o arquiteto projetou o topo dele, como um triângulo deitado, deixa ele mais interessante. Não é possível que uma filial sua tenha um prédio diferenciado enquanto a matriz tem um prédio de mesmice.

– Por que ama tanto Londres?

– Lá não existe todo o jogo de poder que existe aqui em Chicago, as pessoas são menos ignorantes e a educação é bem melhor do que a americana, tanto que, assim como os Estados Unidos, a Inglaterra é um país de primeiro mundo. Lá eu aprendi a grande parte do que eu sei hoje, me tornei sofisticada, educada e nada medrosa... Lá é o meu paraíso, lá eu me recuperei de todos os danos americanos e, principalmente, todos os danos de Chicago — falei fechando o laptop, coloquei ele sobre a mesa de cabeceira e olhei para o moreno mais um vez, vendo um sorriso leve estampando sua face. — O que foi?

– Ainda é difícil de acreditar que você está aqui, sem toda aquela falsidade por causa da vingança e bem, grávida... É como se agora você estivesse aqui, totalmente aqui, sem estar dividida entre a vingança e nós dois — ele respondeu colocando um cacho do meu cabelo atrás da minha orelha. — Acho que as barreiras acabaram, entende?

Concordei com cabeça, dando um leve sorriso e sentindo seus dedos ficarem mais firmes no meu couro cabeludo. Engatinhei até estar mais próxima a ele e o abracei, afundando meu rosto no seu peito e sentindo o seu cheiro, o cheiro tão Percy Jackson. Era uma mistura viciante de maresia, lavanda e perfume amadeirado.

Eu beijei ali, bem em cima do local onde seu coração batia, o X do mapa do tesouro. Ele me puxou e me fez encarar ele, segurando meu rosto entre as mãos e com um sorriso largo no rosto.

– Até agora não te agradeci pela Chloe — ele passou o dedo por cima do meu lábio inferior, depois fez o mesmo com o superior. — Ela me entregou a carta... Apenas estranhei o envelope preto, mas foi bom saber qual era sua posição em relação a mim, a nós dois. Você diz que foi atrás dela como um meio de me agradecer por nunca contar os seus crimes, mas a realidade é que eu que tenho que agradecer você por nunca desistir de mim da mesma maneira que eu desisti de você.

Respirei fundo, prendendo o meu ar. Eu havia me esquecido da carta, com tanta coisa acontecendo nos últimos dias, eu havia esquecido que tinha escrito uma carta para ele.

Mas a Chloe não esqueceu e entregou a ele. E, bem, ele leu a minha carta.

– Eu não sabia que iria acabar aqui de novo — dei de ombros. — Você não me entregou para a polícia, tinha tudo ao seu favor e não fez isso.

– Por que acha que eu não fiz isso? Por mais que eu estivesse com ódio de você por ter mentido para mim por meses, eu ainda te amava e eu ainda te amo. Não seria capaz de colocar você atrás das grades. — ele pressionou os lábios na minha testa. — Se te colocasse lá dentro, daria um jeito de tirar você de lá cinco minutos depois.

– Fala isso agora só porque sabe que estou gravida — revirei meus olhos e dei um sorriso brincalhão em seguida. — De qualquer forma, muito obrigada por não me denunciar.

Ele ficou em silêncio, sério e logo se afastou de mim. Estranhei o fato dele fazer isso do nada, e logo o mesmo se levantou da cama e pegou o celular, desbloqueando ele, de maneira séria.

– O que está fazendo?

– Denunciando você, sua ladra. — ele falou e todo o meu corpo ficou tenso, como se meu sangue tivesse parado de correr.

Na realidade, cada molécula do meu corpo parou de trabalhar ao ouvir aquelas palavras. Cada átomo do meu corpo parou de se mover e eu havia me esquecido de tudo, até mesmo de respirar. Não havia mais uma cama sob mim e sim areia movediça, me afundando cada vez mais.

Pisquei para não deixar as lágrimas caírem, tudo doía, principalmente o meu ventre, por saber o que iria acontecer com meu filho se eu fosse presa. Engoli em seco e tentei me lembrar de como se respirava, abaixando meu olhar do dele.

– Você será presa por ter roubado meu coração.

– Seu imbecil! Quase me fez perder o meu filho! — gritei com ele, deixando algumas lágrimas caírem, peguei um dos travesseiros e joguei na sua direção. Soltei o ar dos meus pulmões e joguei meu corpo para trás, sentindo aos poucos a tensão do meu corpo se esvair.

Seu rosto apareceu sobre o meu e eu sorri, deixando minha irritação de lado, fazendo ele sorrir também e se deitar sobre mim, sem deixar todo o seu peso cair sobre o meu corpo, com os braços em cada lado da minha cabeça.

Inclinei a minha cabeça e toquei nossos lábios, fazendo o moreno aprofundar o beijo. Coloquei minhas mãos por baixo da sua camiseta e fui puxando ela para cima, unhando toda a extensão das suas costas sem dó, enquanto o moreno me beijava delicadamente.

Minha mente viajou para o dia em que ele terminou com a Rachel e passou a me tratar de uma maneira diferente, a quase cinco meses atrás, quando ele disse que eu não iria trair o Cameron da mesma maneira que ele traía a ruiva.

Isso nos levou a discutir, mas a realidade é essa. Nós somos o doce e o amargo, juntos, o calmo e o voraz. Não tem como escolhe ser apenas um, porque não iria dar certo.

Puxei seu lábio inferior, puxando o corpo dele contra o meu, beijando-o de novo.

Não existia mais irritação, não existia mais ele e eu. Era apenas um só. O meu corpo se consumia com o fogo que vinha incendiando cada centímetro de mim, sem dó.

Notas finais
Esse capítulo lindo e todo fofo com esse gif perfeito no final é dedicado a Fernanda Silva pela recomendação lindinha e fofinha que ela me fez e que me deixou toda ansiosa para postar, mas agora eu tenho um cronograma e tenho que seguir ele bonitinha (or nah because you soy rebelde!) GENTE 5 SECONDS OF SUMMER GANOU O AMAS E O ARIAS!! DOIS TROFEUS EM UMA SEMANA SEGURA ESSE FORNINHO GIOVANA PORQUE A LOLLA NÃO TÁ BEM SE EU DEIXAR DE POSTAR É PORQUE EU FUI INTERNADA COM UM ATAQUE CARDÍACO DE FELICIDADE! (Isso existe? Não? Foda-se, vamos fingir que sim porque é emoção demais para uma mera fã maniaca como eu) Eu postei uma fanfic nova toda linda e maravilhosa e a partir desse momento estou obrigando todos vocês a lerem ela okay? Okay, agora vão. http://fanfiction.com.br/historia/565989/Best_Mistake/ FS está acabando gente e o que me deixa triste é saber que vocês não estão comentando o suficiente para bater a meta e ter season two. Ai meu heart, isso me magoa e eu acho que irei ter que mudar o final. Estou deixando na mãos de vocês, é só vocês comentarem e baterem a meta dos 700... Nem é tão difícil, só falta 102 comentários para isso. Conseguem ou eu devo mesmo desistir? Ai ai ai :/ Bye bye