Fire Dragon Social Club
16 Uma Sereia de águas ocidentais — Parte III
Notas iniciais
— Vamos ser razoáveis. Nós não precisamos chegar a esse ponto — Lady Matsubara interveio.
— E você acha justo um ser humano ser tratado como um animal? — Shido inquiriu.
— Negócios são negócios. Eu não dou a mínima para a maneira que eu trato as minhas garotas. Elas são apenas mercadorias que eu faço o que eu quero — Lady Matsubara falou rispidamente — Se você se importa tanto assim com essa garota, mais do que apenas fazer sexo com ela, você pode se juntar a ela na jaula.
— Como é que é? — Shido ficou indignado — Então você não se importa com essas pobres mulheres? Você é uma oportunista!
— Ótimo! Vou mandar meus homens virem aqui para colocar você dentro da jaula agora mesmo, Shido — Lady Matsubara exclamou.
— Você não pode fazer isso comigo! — Shido contestou.
— Eu não só posso, como eu vou! E digo mais, eu espero que você faça sexo com ela dentro da jaula, pois caso contrário eu os deixarei para morrer ali mesmo — Lady Matsubara franziu o cenho — Então vocês morrerão de inanição.
Shido voltou o olhar para o pai na esperança de que ele fosse deter Lady Matsubara.
— Pai, você ouviu o que essa mulher disse? Você não pode deixar ela fazer isso — Shido suplicou.
— Shido. Lady Matsubara está certa. Você não deveria subestimá-la. Ela controla tudo — Hoji explanou — Além disso, essas garotas estão aqui por vontade própria.
Shido ficou indignado depois de ouvir aquilo.
Lady Matsubara estalou os dedos e os capangas dela vieram com suas armas na mão e rapidamente subjugaram Shido a mando da mesma. Todos apontavam armas para o garoto. Eles estavam em 7.
— Esperem! Eu não quero que matem o garoto. Eu quero que vocês coloquem ele na jaula com a "Sereia" — Lady Matsubara demandou se referindo a estrangeira.
Entre os homens de Lady Matsubara se encontrava o senhor Ryu Mayu, que seguia as ordens expressas da chefe do clube.
— Esperem! — O senhor Ryu interferiu — Eu mesmo faço isso.
Os outros seguranças abaixaram suas armas.
— Senhor Mayu. Você está certo disso? — Lady Matsubara quis saber.
— Sim, senhora. Eu cuido do garoto — Ryu deu uma piscada para Shido.
— Como vou saber que você não está me traindo, senhor Mayu? — Lady Matsubara levantou uma das sobrancelhas.
— Eu posso provar isso — Ryu retrucou.
— Me mostre! — Lady Matsubara pediu.
Ryu se aproximou de Shido e o abordou com a arma.
— Desculpa, garoto.
Ryu desferiu uma coronhada na cabeça de Shido que o deixou inconsciente no chão.
Em seguida ele pegou o corpo de Shido e o arrastou até o painel da jaula. Lá, ele retirou o cartão de Lady Matsubara e o atirou para ela que o pegou no ar e o guardou, enquanto Shido estava caído no chão.
Ryu tirou o seu cartão do bolso e o introduziu no painel, digitou o seu número de série (o mesmo já sabia de cor), e apertou um botão verde que abria a porta lateral da jaula.
Ele então moveu rapidamente o corpo de Shido até a porta que demorava 30 segundos até se abrir, evitando que quem estivesse preso lá dentro fugisse.
Assim que a porta abriu, Ryu jogou o corpo de Shido dentro da jaula e em seguida cronometrou o tempo em seu relógio.
[...]
Depois que os 30 segundos passaram, a porta se fechou. Ryu saiu da jaula e foi até Lady Matsubara notificá-la de que o trabalho estava feito.
— Está feito, Lady Matsubara — Ryu a notificou.
— Excelente! — Lady Matsubara exclamou. Ela estava satisfeita com aquilo.
— É uma pena que tenhamos que fazer isso com o Shido...— Hoji disse arrependido — Mas, Lady Matsubara nunca deve ser contrariada.
— Isso é música para os meus ouvidos, Hoji — Lady Matsubara sorriu para Hoji — Talvez...eu possa ser a sua senhora. Vamos lá para cima e eu cuidarei de você pessoalmente.
— Maravilha! Vamos! — Hoji disse excitado.
— Homens, podem se retirar agora — Lady Matsubara dispensou seus homens com exceção de Ryu.
Os guardas ouviram a ordem de Lady Matsubara e fizeram uma reverência, depois se retiraram.
— Senhor Mayu — Lady Matsubara o chamou— Você fica aqui vigiando o jovem casal. Não quero que eles escapem. E se eles pensarem em fugir, eu quero que você ligue a água.
— Sim, Lady Matsubara — Ryu replicou.
Lady Matsubara e Hoji se retiraram dali enquanto Ryu ficou vigiando a jaula.
Haviam guardas vigiando as jaulas das outras cinco mulheres.
[...]
Algum tempo depois, Shido voltou a consciência e viu a mulher estrangeira olhando para ele.
Shido se levantou assustado e olhou para a mulher ocidental.
— Kassia, esse é o seu nome? — Shido disse no seu inglês com sotaque japonês carregado.
— Sim — Kassia respondeu em inglês com sotaque polonês.
— Então, o que aconteceu? — Shido quis saber.
— Eu não sei — Kassia replicou.
Kassia então esboçou uma expressão de tristeza e correu na direção de Shido para abraçá-lo. Shido estranhou o comportamento da mulher.
— Ei, por que está me abraçando? — Shido ficou espantado.
Um abraço, um gesto tão comum entre os ocidentais, mas incomum entre os japoneses.
— Eu estou com medo — Kassia exclamou enquanto começava a verter lágrimas.
— Ei, está tudo bem. Eu estou aqui — Shido deu leves toques nas costas de Kassia.
— Por favor, me ajude — Kassia suplicou a Shido — Eu não sei o que fazer.
Do lado de fora da jaula, Ryu assistia a cena de Kassia abraçada a Shido. Ele começou a pensar em algo, mas olhou ao seu redor e viu que haviam guardas ali. Um movimento que ele fizesse, ele poderia ser alvejado, já que não estava mais na presença de Lady Matsubara.
— O que vou fazer agora? — Ryu pensou.
Na jaula, Shido se separa de Kassia.
— Espere um pouco — Shido fez um sinal de pare com a mão direita. Ele acabou escorregando no seu japonês.
Kassia o olhou e não entendeu nada.
Shido então tirou a blusa de moletom aberta que usava por cima da camiseta e vestiu Kassia com ela.
— Vista isso — Shido disse em inglês.
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