Fire Dragon Social Club
8 Folhas Ao Vento (Finale)
Notas iniciais
Sayuri estava ouviu a resposta do outro lado da linha.
—Sim, eu estou bem. O pagamento foi concluído — Sayuri reportou.
Sayuri ouviu a resposta.
—Então, eu estou com uma questão aqui...o cliente me ofereceu para beber algo fora. Eu gostaria de saber se eu estou autorizada a fazer isso? — Sayuri quis saber.
Ela ouviu a resposta.
— Está bem. Eu vou dizer isso à ele. Bye-bye! — Sayuri encerrou a chamada.
Sayuri colocou o telefone de volta na base e foi até Toshio comunicar a resposta do clube.
— E então? — Toshio quis saber.
— Minha chefa disse que está tudo bem — Sayuri replicou — Mas, eu não posso ficar muito, pois a minha presença no clube é necessária.
—Eu entendo. Obrigado por me fazer companhia esta noite, Sayuri — Toshio agradeceu.
— Eu só estou fazendo o meu trabalho.
— Certo.
[...]
Bar
Toshio entrou em um bar de Tókio acompanhado de Sayuri e eles se sentaram no balcão para beber.
O Barman os atendeu.
— Boa noite. O que gostariam de beber? —O barman quis saber.
— Sakê para mim, por favor. Bem quente — Toshio pediu.
— E você, senhorita? — O barman retrucou.
—Uísque.
— Saindo....
Sayuri e Toshio conversaram entre eles enquanto o barman preparava as bebidas.
—Sayuri, me conte um pouco sobre você — Toshio disse puxando assunto.
— Bem, eu trabalho em uma companhia de seguros.
—Verdade? Digo, para alguém como você, achei que era estudante — Toshio retrucou.
—Bem, meu pai tem essa companhia, e resolveu me colocar para vender seguros de vida. E eu preciso de dinheiro para pagar a faculdade — Sayuri explanou.
— Entendo.
O quão verdadeira era aquela história, não se sabe. O que se sabe é que Sayuri fazia aquilo por dinheiro.
Então o barman trouxe as bebidas e colocou-as no balcão.
— Aqui está — O barman retrucou.
Toshio e Sayuri agradeceram as bebidas.
—Obrigado.
—Obrigada.
— De nada — O barman replicou.
Toshio pegou o seu copo de Sakê e Sayuri o seu copo de uísque e os dois fizeram um brinde e beberam juntos.
Ambos foram bebendo até o quinto copo e empacotaram no balcão.
[...]
4:15 da manhã
Toshio chega em casa bêbado e cambaleando no quarto onde dormia com a esposa e ela acorda e se levanta com a luz da porta aberta. Ela vestia uma camisola branca de renda. O cabelo comprido dela estava todo desgrenhado e a mesma tinha uma expressão de cansaço estampada no semblante.
— Toshio? Onde você esteve? — A mulher de Toshio balbuciou.
—Eu estava em uma reunião do trabalho. O meu chefe me fez tomar todas — Toshio falou com a boca torta.
Então, a mulher de Toshio ficou desconfiada ao sentir um cheiro de perfume feminino vindo de Toshio.
—Isso é perfume de mulher? — A mulher quis saber— Quem é a vagabunda com quem você esteve?
A mulher de Toshio estava realmente irada.
—Vagabunda? Eu não sei do que você está falando — Toshio resmungou —Eu só sei que eu estou cansado e quero dormir.
—Anda, Toshio. Fala, com quem você esteve?— A mulher de Toshio exigiu uma explicação para aquilo.
—Por Deus, Hitomi! Eu só quero dormir! —Toshio Exclamou.
Hitomi cruzou os braços indignada e fechou a cara.
—Fala logo quem é a vagabunda! —Hitomi exclamou.
Toshio chiou. Ele viu que não conseguiria esconder o nome da garota com quem esteve da mulher. O álcool fazia o seu truque.
— Sayuri...o nome da garota é Sayuri —Toshio revelou.
—Quantos anos ela tem? —Hitomi quis saber.
—18 anos..Mas, isso não muda nada, querida. Eu ainda a amo —Toshio se lamentou.
—18 ANOS?!!! É claro que isso muda! —HItomi bradou —Isso muda tudo entre nós!
—Querida...—Toshio começou a chorar.
—Você me trocou por uma garota de 18 anos...Eu quero o divórcio! — Hitomi demandou.
—Me desculpa. É tanta pressão no trabalho...eu preciso de sexo para relaxar um pouco.
—"Pressão no trabalho"? Você fica o dia inteiro naquele escritório fazendo o quê?! Eu duvido que você faça algo de útil naquele lugar! — Hitomi bradou com toda a força dos pulmões — Idiota!
— Eu sinto muito, Hitomi.
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