Fire And Ice
9 Capítulo 8 - The beautiful devil on the bed
Notas iniciais
Diante da fala de Uruha, Aoi ficou quieto; não achou que o loiro fosse usar suas próprias palavras contra si. Já o loiro não ficou parado. Uruha aproveitou a proximidade para voltar a beijá-lo, mas dessa vez começando de forma mais calma do que antes. O toque úmido de sua língua buscando provar cada pedacinho da boca do anjo. Aoi não havia sido o primeiro para Uruha, um demônio que acompanhou os avanços da humanidade já teve que levar muitos ao inferno pelos prazeres da carne. Apesar de não aprovar muito o método, gostava, não havia o que negar.
Se havia algo novo, algo que Uruha nunca havia sentido antes, o loiro tinha certeza de que era aquela necessidade que tinha em ficar próximo ao moreno de tê-lo. Aquilo definitivamente estava errado, mas pouco se importava com o que era certo ou errado, era um demônio. Mas ao mesmo tempo aquilo era tão certo, parecia que tudo se encaixava perfeitamente quando estava próximo a Aoi, por algum motivo era como se fosse feitos para ficarem próximos um do outro. Talvez fosse como Aoi havia dito, eram opostos e aquele contraste de personalidades o faria buscar o que não tinha nele. Mesmo que isso ficasse apenas em sua cabeça, não havia um dia que não repassasse a pequena conversa que antecedeu seu primeiro beijo com o anjo.
Demoraram-se um pouco mais naquele beijo e, assim que foi parado, o loiro pôde ver os olhos perdidos do moreno buscarem os seus. Assim como Uruha, Aoi estava confuso. Não deveriam estar fazendo aquilo, certo? Não deveriam estar gostando tanto daquilo. Uruha suspirou deixando um riso baixo fugir pelos lábios, as mãos que já estavam firmes na cintura alheia pressionando o corpo de Aoi na parede de madeira da cabana já próxima aos dois. Aoi o olhou assustado, não achou que Uruha iria tão longe com aquilo.
– Uruha...? – Falou em voz baixa, quase em um sussurro.
As mãos de Uruha se encostaram a parede mantendo apenas o corpo pressionando o outro enquanto o rosto bonito do loiro se aproximava do de Aoi, fazendo com que o moreno achasse que receberia outro beijo, o que não aconteceu.
– Eu acho que te falei sobre isso da última vez que nos beijamos, não foi? – O loiro sorriu encarando os olhos confusos de Aoi. – Que da próxima vez eu queria você como humano. Como a situação é essa, te mostrarei algo interessante.
– N-não... Você não pode! – Aoi espalmou ambas as mãos no peito de Uruha tentando afastá-lo, o que não foi possível. Quanto mais empurrava, mais o loiro se forçava contra seu corpo e, devido à situação, o loiro tinha mais força.
– Não? – Riu – Você acha mesmo que existe algo que um demônio não possa fazer?
Aoi não respondeu, nem teria como com aquele tipo de afirmação vinda do loiro, que agora atacava os lábios do moreno com certa violência, a perna se posicionando entre as dele, roçando pela parte inferior do corpo do moreno. Com o término do beijo, a língua do loiro deslizou pelos lábios cheios do moreno para provar o gosto único de Aoi, assim como também para provocá-lo. – Agora vamos brincar um pouquinho, Aoi...
Aoi se encolheu, nunca esteve tão desprotegido como estava naquele momento. Estava fraco, e sem chance alguma de voltar à forma original. Uruha estava com o total controle da situação e ainda não entendia o porquê de seu corpo responder tão bem a cada um daqueles toques do loiro, estava fora de controle. Tanto que não pôde controlar os gemidos que saiam por seus lábios quando os bonitos de Uruha se ocupavam em marcar seu pescoço com mordidas fortes. Aquilo definitivamente marcaria sua pele e aquelas marcas demorariam a sumir, pelo menos até que pudesse voltar à forma espiritual.
– Uruha... – Gemeu pedinte enquanto apertava os olhos.
Aquilo só fez com que a vontade do loiro aumentasse. Ver o moreno desprotegido daquela forma fazia com que quisesse mais daquilo. No momento, pouco se importava com o resto. Na verdade apenas se importava consigo mesmo e com aquela vontade que tinha quando estava perto de Aoi. Não se importava nem com Akira e muito menos com o que fosse acontecer com ele, mesmo que quisesse entender Akira, mas era Aoi que o loiro queria no momento. Era por isso que havia se aproximado de Akira, por esse desejo egoísta.
Mordeu um pedaço de carne no pescoço alheio com vontade, deixando ali o desenho perfeito de sua arcada dentaria. Sorriu safado contra a pele de Aoi diante de um gruindo audível do moreno. Acabou levando as mãos até a cintura magra do anjo, obrigando-o a virar de costas para si. Aoi se assustou com o ato tão repentino, as mãos antes espalmadas contra o peito do outro, agora se apoiavam contra a parede.
Uruha parou de segurar a cintura alheia por poucos segundos, segundos suficientes para que invadisse a camiseta com as mãos, as unhas curtas arranhado cada pedaço de pele que encontrava, enquanto a outra mão deslizava pela lateral do corpo até onde queria, alcançando o membro desperto e o massageando por cima da roupa, com força e sem dó algum enquanto o próprio quadril exercia o mesmo ritmo contra as nádegas redondinhas, ocultas apenas pelo jeans apertado e molhado que o mais alto usava.
– Uruha... não... ah! – O moreno apertou os olhos não podendo controlar as reações tão novas, o anjo só pôde gemer cada vez mais alto.
– Para de negar, Aoi... – Uruha sussurrou próximo à orelha do moreno, simulando uma estocada forte contra os glúteos do menor e este gemeu, não contendo o impulso de esfregar a intimidade contra a mão do maior. – Viu? Você quer tanto quanto eu. – Uruha riu baixo, apertando o membro de Aoi, que quase gritou com o ato do maior.
– Ah, eu não posso. – Aoi respondeu em meios aos gemidos.
– Não tem nada te dizendo que não pode, e eu não vou parar até conseguir o que quero. – O loiro avisou mordendo a orelha do menor, passando a marcar a nuca do mais velho e continuando a esfregar o baixo ventre contra as nádegas alheias.
O sorriso de Uruha só alargou quando escutou um trovão rasgando os céus, anunciando mais uma série deles e uma possível tempestade. – Viu o que estou fazendo com um de seus filhos?
Uruha falou em voz baixa abrindo a calça de Aoi, enquanto o mesmo se movia incomodado, mas sem poder evitar que Uruha alcançasse seu membro, apertando-o entre os dedos.
– Estou sujando seu anjo com a minha impureza e meu espírito corrompido pelo inferno. – Uruha sibilou aquelas palavras em voz baixa, mas Aoi já sabia a quem elas eram direcionadas. Ele estava em todos os lugares, afinal.
– Para, por favor... – O moreno pediu sentindo um calor sobre as bochechas enquanto o loiro passava a massagear sua intimidade com mais intensidade.
– Sabe que eu não vou parar até conseguir o que eu quero. Porque ainda insiste?
Aoi entreabriu os lábios rosados deixando com que os gemidos saíssem com cada vez mais frequência e mais volume. Apenas parou quando Uruha se deu por satisfeito, voltando a virá-lo para si. As mãos do loiro indo ao jeans que não havia sido completamente retirado, despindo o moreno, desfazendo-se tanto da calça quanto da roupa íntima do menor. Aoi ainda não sabia se lutava contra ou simplesmente seguia aquilo que queria fazer, mas, naquele momento, parecia mais inclinado para a segunda opção. Gemia a cada nova investida do loiro e tudo o que ele fazia parecia tão bom que acabava deixando por isso mesmo. Mas estava certo de que aquilo era apenas a fragilidade daquele corpo. Tinha que ser aquilo.
Após ter se despido, Uruha voltou a juntar o corpo alheio ao seu, os lábios voltando a beijar os do moreno, não com violência, apenas daquela forma intensa e necessitada que os dois conheciam. Aoi o abraçou em meio ao beijo necessitado, as línguas que lutavam por espaço e os corpos que se roçavam com intensidade. Em meio ao beijo, Aoi levou as mãos à base da camisa molhada de Uruha e puxando-a rapidamente, o beijo sendo interrompido apenas para a retirada da peça.
O loiro aproveitou a falta de proximidade para retirar a do moreno e assim que as duas camisetas jaziam molhadas no chão da sala, o loiro voltou a puxá-lo em um abraço forte, os lábios dessa vez indo até o pescoço, voltando a morder aquela parte da anatomia alheia.
– Você é tão macio... – Uruha falou escutando o gemido baixo do moreno. – Tão gostoso. – As mãos firmes do loiro foram da cintura até os glúteos do menor, apertando aquela parte com vontade por entre os dedos, fazendo com que o outro apertasse o abraço em suas costas. – É uma daquelas coisas que levam qualquer um a pecar.
Uruha gemeu baixo com uma mordida forte que levou no ombro, descendo um pouco mais as mãos grandes, levando-as até um pouco mais baixo na mesma região, alcançando a entrada do moreno com o tato, passando a forçar o dedo naquela parte. Aoi se contraiu com a tentativa do outro.
– Deixa Aoi... Deixa eu cuidar de você – Uruha sussurrou em uma voz carregada de luxuria, rouca, contra a pele alheia que já começava a suar.
– Uruha... – O moreno gemeu quando mais uma vez Uruha forçou o indicador para dentro do corpo apertado.
Dessa vez o dedo conseguiu quebrar a barreira do corpo tenso de Aoi, e ele gemeu com a sensação dolorida que cobria o corpo esguio. Uruha se abaixou, segurando o moreno pelas pernas enquanto o olhar era direcionado à entrada que se contraia e tentava esmagar o dedo de Uruha. Gemeu com a visão. Era tudo tentador demais, Aoi era tentador demais. Irônico não? Aquele que foi feito de pecado caindo em tentação.
Mas não havia como não ficar louco com aquela visão, com aqueles olhos escuros e opacos sempre o olhando como se tivessem algo para pedir, como se quisessem algo de si. Aqueles lábios carnudos e tão bonitos entreabertos, avermelhados pelos seus beijos, aqueles gemidos, aquele rosto rubro, todas aquelas reações que via em Aoi causadas por si. Riu internamente fazendo movimentos circulares dentro do corpo alheio, não se incomodando se o outro havia ou não se acostumado com todos aqueles toques.
O loiro não se demorou muito com aquilo, até porque não aguentaria só olhar por muito tempo, levou a mão que antes segurava as pernas de Aoi e tratou de abrir até o zíper e começou a abrir a própria calça, só parou com os movimentos dentro do corpo do anjo quando já havia terminado de tirá-la, mesmo que com dificuldade.
Tirou o dedo do interior alheio, levantando-se e voltando a empurrar o moreno contra a parede. Ele gemeu dolorido, mas não teve tempo para reclamar. O corpo de Uruha voltou a se chocar contra o seu e, com a mesma rapidez de antes, o demônio ergueu a perna esquerda do menor colocando-a em sua cintura. O moreno mesmo tratou de erguer a outra, enlaçando a cintura de Uruha com as duas pernas.
O loiro sorriu, passando a beijar os lábios cheios com vontade enquanto tomava o carpete felpudo no meio da sala como destino, escolhendo-o pelo lugar ser bem próximo à lareira. Andou rapidamente até ali, deitando Aoi sobre o carpete e se abrigando entre as pernas de do anjo.
Uruha usou as mãos para afastar um pouco mais as pernas de Aoi, se posicionando melhor e quando julgou que estava bom, forçou o membro rijo para dentro do moreno, sem aviso ou preparação prévia. Diante do ato, o moreno quase gritou, arqueando as costas no carpete felpudo e mordendo os lábios cheios em seguida. O demônio sorriu, nem esperou que o corpo o acomodasse melhor, apenas se retirou e voltou a entrar-se com mais força e rapidez que da última vez.
– D-doí... – O moreno gemeu rouco levando a mão até os lábios e mordendo a palma, tentando aliviar a dor intensa em seu interior.
Já o demônio se preparava para voltar a se encaixar ao corpo do moreno, mas antes, segurou o membro rijo que havia sido esquecido entre os dois, passando a massageá-lo com vontade. Os gemidos altos do loiro se misturavam aos de Aoi e ecoavam pelos quatro cantos da cabana, não se importavam se alguém de fora iria escutar. Logo Uruha voltou a penetrá-lo profunda e rapidamente, sem dó algum. Não estava se importando se aquilo era além dos limites do corpo de Aoi ou se o machucaria de alguma forma, nem ao menos ligava para as lágrimas doloridas que escorriam pelas bochechas do moreno provenientes da dor que ele sentia e muito menos se importou quando o interior de Aoi foi machucado. Tinha apenas um pensamento, queria se satisfazer naquele corpo quentinho e tão apertado, e não estava longe de cumprir sua meta.
Quando mais uma vez o estocou alcançando, em um movimento forte e certeiro, a próstata do moreno, sentiu o falo em sua mão se desfazer de uma vez, provando o ápice do anjo, molhando tanto o seu corpo como o do outro. Com o orgasmo, o corpo menor se contraiu e apertou o falo de Uruha com as paredes aveludadas. O demônio se obrigou a ir mais rápido, não iria aguentar muito tempo, atingindo a próstata de Aoi uma vez após a outra. E logo pode sentir aquelas descargas elétricas tão típicas descerem pela coluna e, com um gemido longo e rouco, o loiro se desfez, atingindo o ápice daquela noite.
O loiro arfou, tratando de continuar a estocar o corpo esguio de Aoi para prolongar aquela sensação deliciosa para ambos os corpos. E assim que os movimentos cessaram, o loiro deitou sobre o moreno, encostando a cabeça em seu peito. Ambos, tanto o corpo físico do anjo quanto o do demônio, estavam completamente suados. Aoi mantinha os olhos fechados, as bochechas coradas pelo calor que havia tomado seu corpo e os lábios avermelhados entreabertos, a respiração rápida saindo por entre eles.
Uruha sorriu com a visão, levando a mão suja pelo prazer alheio próximo aos próprios lábios, passando a língua por entre os dedos e capturando o sabor que aquele anjo tinha. Havia sido melhor do que imaginava que seria.
– Já está satisfeito? – A voz de Aoi saiu baixinha, porém suficiente para que o maior dos dois escutasse.
– Mais do que imagina.
E se retirou de dentro do anjo, vendo o liquido esbranquiçado misturado com o rubro do sangue de Aoi escorrer entre as pernas do moreno, que gemeu desconfortável. Uruha não ligou, apenas se levantou e saiu em direção a um dos quartos deixando Aoi sozinho sobre o carpete.
Aoi suspirou levantando-se com alguma dificuldade, não era nenhum inocente, já havia visto muitas coisas em sua estádia na terra, já estava acostumado com o efeito do ato sexual nos humanos... nos humanos... não era certo que criaturas celestes fizessem aquilo. Entendia que para Uruha aquilo era comum, agora para um anjo... Não tinha ideia de que efeitos aquilo poderia causar.
O moreno voltou ao quarto no qual deveria ficar, tratando de tomar um banho e lavar o corpo machucado que começava a incomodar, trocar de roupa e ir se deitar. Ainda chovia lá fora, Deus não devia estar contente com o que eles haviam feito e com a confusão que estava em sua cabeça agora, mesmo que não fosse certo, havia gostado de tudo. Uruha. Tudo culpa daquele demônio que, de uma hora para outra, havia feito sua vida ficar de cabeça para baixo. Desistiu de pensar sobre aquilo, o corpo já pedia por descanso. Talvez conseguisse dormir naquela noite.
E estava certo, foi só passar algum tempo deitado para que o sono começasse a querer puxar aquele corpo. Já quase se entregava ao sono quando sentiu algo pesar do outro lado da cama, mas não deu importância e não conferiu nada, apenas suspirou baixinho deixando que um perfume forte e delicioso tomasse seu olfato e que, envolvido por aquele cheiro, caísse em um sono profundo.
Notas finais
Eu só ainda não respondi todos porque no mesmo dia que eu planejava respondê-los eu recebi a noticia do falecimento do minha vovó. ;;
Mas queria muito agradecer a todos os reviews lindos. ♥
Obrigada a Conceived Dream, Chunnia, daaniiie, Junsu, Tomoyuki, TOXIC MaBh, Shima,Shiro, Zess, aboutagirl e a gêmea ♥
E um agradecimento especial a Junsu pela recomendação ç_ç♥
E então galera, cês gostaram do Lemon?
Ah tá, dedicado a Mio, porque eu sei que a Mio gosta de sacanagem e tals lixa/ qqq
Beijos e até a próxima.
E sim, reviews. q
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