Fios de Escalarte Revisada
1 Capítulo 1
Notas iniciais
“Hm... Me chamo Yasmine Mcqueen e tenho 16 anos, minha vida ultimamente tem sido, resumidamente, um tédio. Uma rotina cansativa, as mesmas pessoas, as mesmas coisas, os mesmos deveres...Eu estudo em uma escola de Ensino Médio particular como uma bolsista, ai já viu, não tenho amigos, mas são poucas pessoas que mexem comigo, acho que eles tem medo de mim graças ao meu irmão, cursando uma faculdade de Engenharia, no primeiro dia de aula ele simplesmente caminhou ao meu lado pela escola inteira olhando para todos com um olhar dizendo “Encoste nela e morra”. Minha mãe realizou seu sonho a alguns meses: abrir uma confeitaria, eu faço a festa na sessão lacticínio. Mas com o passar do tempo, tudo está perdendo a graça, não sei qual foi a ultima vez que meu pai me contatou, sua empresa de carros necessita de um descendente, e quem melhor do que um homem para esse tipo de negócio? Nunca encosto em nenhum centavo do dinheiro dele, é como se meu orgulho me proibisse disso, mesmo assim ele me manda mesada e pensão todo mês.”
— Yasmine! Vem comer. – Minha mãe fala das escadas.
— Estou quase terminando meu diário aqui, só um segundo.
— Que bom que você gostou do seu diário. – Ela empurra a porta com grosseria. – Mas você vai se atrasar, deixa para escrever de noite.
— Ahh, ok, só vou arrumar minha bolsa aqui e já vou. – Soltou um suspiro e fecho o diário.
— Não demore. – Ela sai do quarto.
— Ok... – Arrumo minha bolsa e olho pela janela, o dia estava lindo, um sol não muito forte e o balançar das arvores demonstrava que estava ventando, meu tipo preferido de tempo.
Abro a porta e sinto o cheiro de panqueca, esse esta sendo um ótimo dia, sorrio e desço as escadas pelo corrimão.
— Pare de descer pelo corrimão, se você cair eu vou rir. — Minha mãe fala com uma expressão zangada. – Fiz panquecas com caldo, seus favoritos.
— Também te amo mãe. – Reviro os olhos e rio. – Obrigada, estão com uma cara ótima.
— Que bom, Feliphe nem teve tempo de comer. – Ela pega uma jarra de suco e uma cesta de frutas da geladeira.
.- Eh? Algum trabalho da faculdade? – Pego dois copos e talheres.
— Sim, ele tem estado um pouco ocupado ultimamente. – Ela suspira. — Vamos comer.
— Ok.
Minha mãe, Sophie, se separou do meu pai, um maldito que se chama Edward, há muito tempo, eu ainda era um bebe e meu irmão devia ter uns quatro anos, sendo que no começo ele morou com nosso pai. Depois ela conseguiu a guarda dele também. Ela sempre foi gentil com nós, e eu e meu irmão sempre apreciamos muito isso.
— Vamos filha? – Ela me chama com a chave do carro na mão.
— Vamos. – Vamos para o inferno, yeah.
Como a escola ficava longe de casa e perto do local de trabalho da minha mãe, ela sempre fez questão de me levar, e sempre agradeci. Não me importava com o fato dela ter um Gol ou coisa do tipo, na verdade nada referente aquela escola me importava, tirando os estudos, mesmo meu irmão tentou e não consegui estudar aqui, me sinto na obrigação de estudar e tirar notas boas por ele, eu conheço meu irmão, ele não ficou ressentido por eu ter conseguido entrar nessa escola, na verdade ele me ameaçou para eu tirar notas boas.
~~~
— Tchau flor. – Minha mãe se despede.
— Tchau mãe. – falo saindo do carro. Vamos lá... Suspiro e ando em passos pesados até minha sala.
Vários cochichos chegaram aos meus ouvidos, mas simplesmente não me importei, as pessoas naquele lugar não me importa, na verdade sinto vontade de pegar um extintor de incêndio, ou um incendiador mesmo e tacar em todo mundo.
Sento no meu lugar, na fileira do meio e na ultima carteira, estava muito barulhento, varias meninas gritavam em euforia e meninos gritavam em descontentamento. Não queria saber o porquê de eles estarem assim, sai da sala e fui beber agua, sentei em um banco e fiquei mexendo no celular até bater o sino. Quando voltei para sala tive uma surpresa.
Havia um garoto novo na sala, minhas coisas estavam simplesmente jogadas ao lado da carteira e ele estava sentado no meu lugar com fone de ouvido e olhos fechados, pés sobre a mesa. Aproximo-me e planejei ameaça-lo, mas fui impedida.
— Ei, garota! Não ouse acordar o Stevan! Ele está dormindo por que está muito cansado! – Uma garota que se senta ao lado fala, se levantando.
— Sua voz é capaz de acordar um urso hibernando, ele acordou de uma maneira ou de outra. – Empurro seus pés de cima da mesa, ele abre um olho e solta um rosnado. – Temos um cachorro na sala agora? Sai da minha carteira. – Ele é lindo. Seu cabelo castanho escuro com as pontas vermelhas combina com seus olhos castanhos claros, seu rosto simétrico não demonstrava nenhuma espinha, seu corpo magro, mas demonstrando alguns músculos...Mas ok, foda-se.
— Senhorita Yasmine, sente-se em outro lugar, por favor. – O professor de Matemática aparece na porta. – Não aborreça o aluno novo.
— Mas ele está no meu lugar, está no mapa de sala. – Falo claramente irritada.
— Desde quando você se importa com regras? Tem vários lugares pela sala, só se senta, está atrapalhando minha aula.
— Então por que ele não se senta em outro lugar? Afinal, ele é o aluno novo. – Falo dando ênfase no ele.
— Yasmine, mais uma palavra e você vai para a direção! – Ele bate o livro na mesa.
— Hunf. – Pego a bolsa do tal Stevan e a faço voar pela sala, várias canetas e folhas caíram pelo chão, pego meu material sendo observada ferozmente por ele, olho para ele com um olhar zombeteiro e sorrio, me sento perto da janela, enquanto todo mundo ajudava a pegar o material espalhado do aluno novo me olhando com um olhar de pura raiva.
— Yasmine! – O professor de matemática grita.
— Eu não disse nada. – Sorrio enquanto olhava pela janela, era bom ser reconhecida assim, quero ver todo mundo vindo para cima de mim e apanhando, hahaha.
Quando o professor terminou seu mantra de 100 desculpas ao aluno novo a aula continua. Na aula de Inglês sinto sede e vou beber agua (beber agua é saudável crianças, sempre bebam agua.), me surpreendo quando percebo que o tal Stevan me seguiu.
— Quer revanche? Vem pro fight. – Estalo meus dedos e pescoço rapidamente e fico na posição defensiva.
— Oh, não. Sinto que perderia para você. – Ele sorri. Suas mãos estavam em seu bolso, abaixo minhas mãos, mas meus pés continuam no mesmo lugar. – Eu não vim para brigar, de verdade. Vim aqui para pedir desculpas.
— Hmm...Que?
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