Finalmente Um - Hiccstrid
3 Enfim, para sempre...
POV'S Soluço.
O despertar naquela manhã teve um aroma diferente e único. E antes mesmo de abrir os olhos eu implorei aos deuses para ter aquele amanhecer todos os dias da minha vida. Senti o leve peso dela em cima de meu corpo, enquanto minha mão se atinha que estava embrenhada em seus cabelos macios. Respirei fundo, propositalmente, o cheiro dela invadindo minhas narinas me arrepiou. E tudo da noite anterior veio a minha mente, trazendo um turbilhão de sensações. O corpo nu colado ao meu, garantindo-me que tudo tinha sido real fez meu coração arremeter forte no peito.
Enfim, abri os olhos.
Odin, sou o homem mais abençoado da face dessa Terra. Ela dormia em meus braços, os cabelos loiros cobriam meu peito, uma das mãos descansava em meu ombro. E a respiração dela era divina. Meu corpo aqueceu-se instantaneamente, e quando ela mexeu-se em seu sono, roçando-se em mim, senti, naquele momento, que nunca me cansaria de fazer amor com ela.
Afastei a franja de seus olhos, observando atentamente o rosto adormecido, tentando decorar cada milímetro daquelas feições angelicais. Até que um meio sorriso brotou em sua face, fazendo meu coração descompassar novamente. Meu Thor, como eu a amava!
— Está acordada, milady? — perguntei bem baixinho, enquanto lhe acarinhava os cabelos.
Ela sorriu ainda mais, corando, mesmo com os olhos fechados.
— Desde que seu coração acelerou pela primeira vez. — disse-me e eu sorri. — Tenho a audição bem apurada, chefe. — ela ofegou, remexendo-se, moldando-se ainda mais em mim. Não sei se ela tinha ciência do efeito que isso causava. Eu estremeci, mas sorri de seu comentário.
— Ah, eu sei. Sei bem disso.
Ela finalmente abriu os olhos e me olhou, apoiando o rosto em meu tórax.
— Hm… — o ronrono preguiçoso me afetou na virilha — Bom dia, marido! — disse-me, o sorriso mais lindo que eu já vi brincando em sua face.
Thor, meu coração acelerou de novo. Essa mulher acabaria comigo!
— Bom dia, meu amor, — me aproximei e a beijei — minha esposa. — a senti sorrir.
— Estamos casados! Soluço, nós estamos casados, eu nem acredito. — ela disse enquanto ainda tínhamos as bocas coladas.
— Ah, eu acredito. Muito. — a puxei pela cintura para ainda mais perto. Nossas intimidades se chocaram e a senti estremecer.
Ela ofegou. E me puxou para outro beijo, dessa vez mais intenso. Inverti nossas posições ficando em cima dela, sentindo meu corpo todo se acender.
— Ontem... — ela corou novamente, e aquilo só me fazia desejá-la mais, achá-la ainda mais linda. — Você me fez a mulher mais feliz do mundo, a mais amada. Obrigada por ter sido tão gentil, tão carinhoso, tão... perfeito comigo.
Sentia o carinho dela na lateral do meu rosto, mas estava hipnotizado pelos mar azul dos olhos dela. Me sentindo o maior homem que já pisara na face da terra.
— Você acha que tem realmente que me agradecer? — balancei a cabeça negativamente. — Eu… — Não consegui completar a frase, ela me beijou.
— Sim, acho que tenho. — sorriu.
Sorri com ela.
— Não precisa, meu amor.
— Preciso sim. E não ouse discutir comigo em nosso primeiro dia de casados.
Sorri, que os deuses tivessem piedade de mim, por quê ela conseguiria qualquer coisa que quisesse desse pobre mortal. E sim, disso eu já sabia.
— Jamais me permitiria tamanha audácia, Lady Haddock. — ela sorriu, eu me aproximei e a beijei.
Eu amava beijá-la. Claro que amava quando ela me beijava, mas quando eu a beijava, eu conseguia decifrá-la, desvendá-la, e ela se entregava sempre tão facilmente, que eu me sentia o homem mais poderoso que existia, mesmo sendo um viking franzino comparado a um normal.
Como agora, ela já estava me puxando pela nuca. E levando em conta que estávamos despidos, os corpos já começaram a se alarmar. Nada mais nos impediria, não existia mais contenção. Era só amar e amar. Sem cautela ou cuidado de ultrapassar os limites, tínhamos quebrados todos eles ontem a noite. E eu sentia, naquele beijo, naquele puxar dela, na maneira como ela subiu sua perna para minha coxa que ela sentia o mesmo.
Ela parou o beijo e me olhou nos olhos, eu sabia que tinha algo bem intenso passando por ali, ela afastou uma mecha do meu cabelo que atrapalhava sua visão.
— Como eu sou idiota. — disse ela, os olhos brilhando lindamente, me confundindo.
— Do que está falando?
— Como eu demorei para nos fazer felizes. — ela acarinhava meus cabelos e minha face, eu logo entendi ao que ela se referia. — Por que fui tão teimosa?
Sorri para ela.
— Por que você é uma viking.
Ela me deu um sorriso leve, mas eu sabia que aquela resposta não a satisfaria.
— Eu só não queria que pensasse que eu estava compensando você por alguma coisa. — devo ter expressado na minha face a confusão que senti, por quê ela continuou. — Que o casamento foi para compensar a perda dos dragões.
— Astrid, isso…
— Não foi.
— Eu sei que não.
— Eu dizia que não estávamos prontos, mas era autodefesa. Era eu que não estava pronta. Na verdade... — ela fechou os olhos e suspirou como se o que fosse dizer lhe arrancaria um pedaço e eu desconfiava que lhe arrancaria um pedacinho bem importante: orgulho. — Eu estava era com medo. Medo de tantas coisas. — Acariciei a face meio perturbada dela, odiando vê-la assim. Mas deixei que ela continuasse. — Medo de toda a responsabilidade que viria, medo de não dar conta. Medo de estarmos sendo precipitados. Medo do dia a dia. Medo do casamento. Medo de tudo acabar. Medo de você, do que eu sentia por você, é tão intenso, Soluço. — ela suspirou.
— Medo de mim?! — realmente, eu me expantei.
— Pois é, — ela deu um meio sorriso. — não existe a Astrid Hofferman cem por cento segura.
— Nunca imaginei que existisse. — Ela abriu os olhos e mirou os meus, meio apreensiva, resignada e surpresa. — Se não, não seria esse ser humano que eu amo tanto. Seria uma deusa, intocável, — toquei sua bochecha. — inatingível para mim. — rocei meu corpo com o dela e a vi arfar, então a beijei. — E como eu ia sobreviver sem você?
Ela balançou a cabeça, sorrindo.
— Eu fui mesmo uma boba.
— Foi. Foi por ter esperado até depois do casamento para falar comigo sobre isso. — Ela sorriu de novo, corando. — Mas, o que importa é que estamos aqui.
Ela enlaçou meu pescoço.
— Casados.
— E no momento certo, meu amor. No momento em que nós dois nos sentimos seguros para isso. — passeei com as mãos pelo corpo dela, a sentindo tremer, tão ansiosa quanto eu. — Não teria sido tão perfeito se não fosse assim.
Mais um sorriso daqueles e eu iria para Valhala. Ela me beijou e num impulso inverteu nossas posições.
— Eu te amo. — ela me disse, e eu percebi que ia para Valhala de todo jeito. — Te amo muito. Te amo tanto — me beijou de novo e de novo. Nossos corpos se envolvendo cada vez mais, atiçando-nos, já nos fazendo suar. — E eu sei, agora eu sei que podemos tudo… tudo, juntos. E a expectativa de passar minha vida inteira com você me deixa muito… — ela corou ainda mais e eu alcei as sobrancelhas para ela, ela alçou os olhos para o teto, meio petulante antes de continuar: — enervada.
— Enervada? — sorri de sua escolha de palavra.
— É, enervada.
Ela beijou meu pescoço, descendo em seguida os beijos pelo tórax... Por Thor, um homem não controla essas coisas! ... Inverti nossas posições novamente, meu corpo não aguentando mais procurar para estar no dela. A invadiu. Ela arfou, surpresa e agarrou-se com força em meus ombros. Me controlei para ir lentamente até o centro dela, e então voltei amá-la, beijando-a enquanto já era beijado ferozmente de volta, sentindo-a em cada canto de mim. Os gemidos começaram e eles me enlouqueciam, foi preciso muita concentração para continuar fazendo amor sem pressa, afinal tínhamos a eternidade. E naqueles momentos iniciais de descoberta eu só queria que o prazer fosse atemporal. E foi assim que seguimos. Sabendo que o nosso para sempre estava apenas começando.
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