Finally
25 Holy Maps...
PVD Ginny
Eu levei o James, o Albus e a Lily para casa para que os meus dois rapazes pudessem deixar as coisas em casa antes de irmos almoçar na Toca. Eu estava a ajudar os meninos a desfazer as pequenas malas que trouxeram, quando o Albus quebrou o silêncio.
— Mãe?
— Sim, Al, diz.
— Mãe, recebeste uma carta da Rosie? — Questionou, olhando-me nos olhos. Eu fiquei surpresa com a pergunta, como é que ele sabia? E quanto é que a Rose já deve de saber a esta altura?
— Recebi sim, mas porque perguntas?
— Porque eu também tenho curiosidade sobre o que aconteceu...
— O que é que aconteceu com quem? — Questionou o James completamente desnorteado pela conversa de meias palavras.
— James, é algo que tens de perguntar à tua prima se podes saber. E quanto a isso Albus, eu acho que vocês ainda vão esperar muito para descobrir...
— Nós temos o livro connosco... — Respondeu, não tirando os seus olhos dos meus, mostrando uma combinação única de coragem e ambição como eu nunca vi...
— Como é que vocês têm esse livro? Foi o Scorpius que o encontrou?
— Foi, na biblioteca da casa dele. E no meio das páginas está a carta.
— Livro? Carta? O Scorp está envolvido? Como é que eu não posso saber?
— Vais ter de perguntar à prima, mano, eu não te posso dizer, mas descansa, não é nada demasiado grave. É importante, mas não é mau.
— Okay, então podemos ir? Eu quero saber o que se passa!
— Já vamos, James, primeiro termina de arrumar as tuas coisas. — Comandei, era sempre mais fácil fazê-los arrumar as coisas mal chegassem a casa, depois da Toca eles vinham sempre estafados...
— Eu já arrumei as minhas coisas, mãe! E o Albus também! Agora vamos, mãe, por favor!
— James Potter, tem calma contigo. Nós já vamos.
PDV Rose
Já estávamos na Toca a almoçar quando ouvimos a lareira da sala. Eu e o Scorp trocámos um olhar preocupado, pois podia ser o meu pai a tentar saber onde estávamos. Contudo, todos relaxaram quando viram o tio Harry e o Teddy.
— Ah, estava a ver que não iam chegar a tempo para almoçarem. — Comentou a avó com um grande sorriso no rosto.
— Não perdia um dos teus almoços por nada avó! — Exclamou o Teddy sorridente. Ele também chamava a nossa avó de "avó" porque foi habituado assim com o tio Harry e a tia Andromeda nunca se importou, ela sempre disse que isso só a deixava mais feliz, porque assim só mostrava que ele tinham uma família grande, se bem que na realidade todos estamos relacionados com a família Black, então, somos todos uma família a sério.
— Bem, então sentem-se e comam, tu pareces que não comes à dias, Teddy, tens a certeza de que andas a alimentar-te decentemente?
Todos rimos, mas quem riu mais foi o tio Harry, ele era sempre a "cobaia" para toda a comida da avó quando ele estava na escola.
Quando todos acabaram de comer disseram-nos para irmos brincar lá para fora, foi quando o James e o Al vieram ter comigo e com o Scorp.
— Rosie, preciso de saber o que se anda a passar... Eu ouvi a conversa entre o Al e a mãe sobre uma carta que lhe enviaste e sobre uma outra carta que está dentro de um livro qualquer... Eu perguntei à mãe e ela disse para eu vir perguntar-te se posso saber.
Eu e o Scorp olhámos um para o outro e nos seus olhos vi a resposta.
— Okay, primo, podes saber o que se passa. — Respondi, começando a contar toda a história, que deixou o grande James Potter, o que está sempre preparado para tudo e que tem sempre uma resposta para tudo, sem palavras.
— Isso é surreal... Mas isso não quer dizer que se os vossos pais se juntarem vocês passam a ser irmãos? — Questionou ele desconfiado. Mas porque é que ele e o Al estavam sempre a falar disso...? Já começa a chatear um pouco...
— Sim, mas vocês param de dizer isso? Já começa a chatear ouvir sempre essa pergunta... Mas bem... nós agora sabemos que pelo menos o Draco amava, e pelos vistos, ainda ama a minha mãe, só nos falta descobrir o que é que a minha mãe sentia e sente por ele.
— Bem vamos a isso, essa é a nossa nova missão enquanto estamos de férias!
— Falando nisso... — Interrompeu o Scorp. — Vocês não acham que eles estão a falar sobre a Gaunt enquanto estamos todos cá fora?
— É verdade... Precisamos dos produtos do tio George! — Exclamei.
— Qual destes cara prima? — Questionou a Roxy com um sorriso digno dos Marauders. Eu devolvi-lhe o sorriso.
— Sempre na hora certa, cara prima! As orelhas extensíveis acho que resultam perfeitamente!
— Não vai dar resultado... — Informou o Fred que vinha acompanhado pelas Lucy e Molly.
— Porque raio não vai dar resultado? — Questionou a sua gémea indignada.
— Porque, querida irmã gémea, ou foi a mãe, ou a tia Mione, ou a avó que pôs um feitiço impenetrável...
— Bolas... Então como vamos saber qual o próximo passo a dar se não conseguimos ouvir? — Questionou o Albus irritado.
— Tenham calma... o feitiço foi só colocado na porta? — Inquiri, pensando num plano.
— Acho que sim, mas onde queres chegar com isso? — Questionou a Lucy confusa.
— Podemos pegar nas vassouras e ir para uma das janelas e ver se elas também têm o feitiço.
— Essa genética foi muito bem passada! — Comentou o James.
— Então, quem vai arriscar o couro para entrar? — Perguntou a Molly.
— A Rose devia de ir, afinal, foi ela que deu a ideia. — Disse a Dominique.
— Eu nunca subi numa vassoura na minha vida...
— Não te preocupes prima. — Respondeu o Fred. — Eu vou contigo, assim podemos dizer que querias um copo de água ou algo do género...
— Okay, mas por favor não faças nada que me meta medo, por favor...
— Claro que não prima... Eu não te posso deixar com medo de alturas... Assim não temos a equipa perfeita para o quidditch.
Todos riram enquanto ele foi buscar a sua vassoura.
Já estávamos no antigo quarto dos tios George e Fred, tal como eu pensei, eles não colocaram o feitiço nas janelas, então pudemos entrar sem problemas.
— Agora é só pegar nesta beleza e descê-la nas escadas com cuidado para não sermos apanhados. — Informou o meu primo enquanto eu abria a porta com cuidado para não nos ouvirem. Assim que chegámos ao corrimão das escadas começámos a descer um dos lados das orelhas e logo ouvimos as palavras da tia Ginny.
— Como assim não há sinal dela? Ninguém pode desaparatar de Hogwarts, certo Mione?
— Certo, Ginny, mas não podemos desesperar... Está a criar-se um plano para poderem entrar na câmara dos segredos sem a possibilidade de haver baixas do nosso lado. Mas não é fácil... apenas o Harry consegue lá entrar e não sabemos de quem é que ela está atrás, se do Harry, se de alguma das crianças...
— Mas ela pode saber de alguma das passagens para Hogsmead... — Comentou o Teddy. — Então não temos a certeza de que quando ela não aparece no mapa, ela está na câmara ou na vila...
— Ainda mais essa... — Resmungou o Draco.
— Eu falei com o meu pai, o Sirius e o Remus e eles vão ensinar-nos a fazer um mapa para Hogsmead e outro para Diagon Alley, assim podemos sempre saber se ela está em algum desses sítios... — Anunciou o tio Harry e eu e o Fred olhámos um para o outro surpresos.
— Mas porquê um para a Diagon Alley? — Questionou a avó.
— Para o caso de não a encontrarmos até ao final deste ano letivo... Ainda há probabilidade de isso acontecer... — Respondeu o Teddy.
— Temos de ser cautelosos e discretos... E para isso só podemos estar no gabinete da McGonagall quando estamos em Hogwarts... Os únicos que podem andar a procurar mais afincadamente são o Neville e a McGonagall... Daí ser mais complicado, porque os próprios fantasmas podem ser alvo de desconfiança dela e precisamos que ela não desconfie de nada...
— Bem sendo assim não existe mais nada que se possa fazer, não é? — Questionou o Draco.
— É verdade, Draco. — Confirmou o tio Harry. — Mas não vamos perder a esperança.
— Concordo. — Anunciou a mãe com um tom de voz confiante. — Agora é melhor retirarmos o feitiço para eles não desconfiarem... Não podemos esquecer que todas as crianças lá fora são de sangue Marauder... Eles têm a habilidade de procurar problemas...
Essa foi a nossa deixa para puxar-mos a orelha e sairmos outra vez pela janela sem que ninguém desse conta que tínhamos estado dentro de casa e a ouvir a conversa.
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