Finale

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Uhuuul consegui postar mais um hooje!! Estou deixando de fazer várias coisas pra postar pra vocês por isso me sentiria muito mais feliz se vocês comentassem. Pode ser um simples "legal Déh" ou "ficou uma droga"
Ok? Até la em baixo.
~Déh

Estou caminhando descalça pela areia fofa sentindo o sol fraco penetrar em minha pele com suavidade. A brisa faz meus cabelos se esvoaçarem a medida que ando. O som das ondas quebrando penetra meus ouvidos com uma suavidade tranquilizadora assim como a visão do por do sol no horizonte distante. Como eu queria que minha vida não estivesse virada de cabeça pra baixo!

Depois que Vee saiu correndo do restaurante não consegui mais segurar as lágrimas. Paguei a conta e corri para o carro tentando pensar em uma maneira de fugir disso tudo, dessa loucura que me encontro e não consigo sair nunca!

Dirigi o Dodge enfurecida comigo mesma e com o que acabara de fazer. Vee deve me odiar! É orgulhosa o suficiente pra nem me olhar na cara por muito tempo... Talvez pra sempre. E não é pelo que o eu disse, é mais pela ingratidão. Sempre esteve ao meu lado em todos os momentos e em todas as situações, muitas vezes em perigo. Foi exatamente esse o motivo de eu a querer longe de mim. Pra sua segurança.

Eu não suportaria ver minha melhor amiga sendo usada por um nefilin ou um caído pra me atingir. Ela podia simplesmente estar comigo no lugar errado e na hora errada. Há muito venho pensando nessa possibilidade. Porém nada me ocorria quando tentava planejar uma maneira de mantê-la longe de mim. Essa fora a minha melhor oportunidade. Grotesca. Mas eficiente.

Desço a Benns a toda e viro bruscamente na Coldwater’s com a Medce Vill aos prantos quando me dou conta que estou em um cruzamento. Escuto a buzina no meu lado esquerdo e freio o Dodge bruscamente o que me faz bater a cabeça com força no volante.

_ Sua garota burra quer morrer!! _ Grita um homem com cara de poucos amigos ao meu lado. Ele abre a porta do seu carro, mas já estou arrancando com velocidade máxima.

Só diminuo umas seis quadras dali quando encosto o Dodge e enterro o rosto nos dois braços que coloco no volante. Meu coração está acelerado e os soluços do choro me fazem sentir dores no peito. “Pelo amor de Deus Nora você quer se matar? Pelo menos faça isso de um modo menos dolorido!”

Consigo estabilizar a respiração depois de uns dez minutos respirando e espirando devagar. Sigo com o carro vagando devagar por ruelas estreitas. Bhyte está em casa, e duvido muito que vou me livrar dessa cara de choro tão cedo. Não quero ter que explicar o que aconteceu. Não agora.

Meus olhos captam a luzinha acesa no painel que indica que o tanque esta ficando vazio. “Só me faltava essa!” Paro no posto mais próximo e peço ao frentista que encha uma quantidade pequena, suficiente para chegar em casa. Porém ouço uma conversa de um casal, provavelmente turistas bem ao meu lado.

_ Ora querido o sol esta ótimo! O que custa! _ Diz uma mulher branquíssima com um lenço dourado no pesco e enormes brincos de argola.

_ Margareth hoje não há ninguém na praia, não viu o povo daquela cidade mais brancos que cera! Vamos ficar no Maine mesmo gostei daqui._ O homem é enorme tem a cara redonda e rosada e olha pra mulher entediado.

_ Mas Francis, se a praia esta vazia será melhor, nós dois numa praia deserta...

São as ultimas palavras que consigo ouvir depois que Francis da a partida no carro virando os olhos para a mulher. Acompanho o carro saindo com os olhos e me viro pro frentista.

_ Pensando melhor quero que encha o tanque, por favor. _Acho que vou dar uma voltinha na praia deserta também. No meu caso não vai ser nada romântico.

Estou deitada na areia agora. Me permito relaxar imaginando quando poderei respirar assim novamente. Agora o crepúsculo esta quase no fim e a noite se aproxima. Lembro que Pach estará em minha casa em breve e minha mãe vai ter um ataque enquanto não atender o celular. Não quero sair daqui. Na verdade não quero fazer nada e nem falar com ninguém.

Cochilo e tenho um sonho. Harrison Gray esta radiante com seus cabelos dourados brilhando a luz do sol. Esta forte, esbanjando saúde e feliz. Ele me gira nos braços e se deixa cair no chão comigo por cima. Abraço meu pai com ternura. Ele beija minha testa e retribui o abraço. Sussurra em meu ouvido. “Tenho orgulho de você.”

De repente tudo fica esfumaçado e então escuro. Não vejo nada por um tempo e grito desesperadamente por meu pai em vão. Quem aparece na minha frente é Hank Millar. Ele olha pra mim com cara de desprezo e ouço sua voz na minha cabeça. “Sim você é quem vai liderar meu exercito! Você vai ajudá-los a destruir todos os malditos anjos que habitam a Terra, dizimá-los sem piedade!” Eu grito e corro pra longe ouvindo a gargalhada de Hank soando forte na minha cabeça.

Paro de correr quando esbarro em uma parede invisível na minha frente. Tudo em volta é treva e fumaça. É então que enxergo ele. Pach esta a alguns passos na minha frente. Porem não esta sorrindo simpaticamente. Parece zombar de mim jogada no chão assustada como uma criança.

É então que Marcie Millar aparece gingando seu rebolado até Pach que a recebe enlaçando o braço em sua cintura. Ela me lança um olhar de desprezo idêntico ao pai e ri debochadamente. É então que minha meia irmã da um beijo acalorado em Pach que retribui com a mesma intensidade.

Estou berrando quando acordo. Já deve ser tarde, há varias estrelas no céu. Estou suada e meu corpo ferve. Preciso voltar, não quero a visita do detetive Basso tão cedo. Levanto-me devagar dando tapinhas no corpo para fazer a areia descer Quando giro os calcanhares dou um grito de susto. Um homem altíssimo esta me encarando com as mãos enfiadas nos bolsos da roupa completamente branca.

_Pesadelos Nora?_ Diz Elijia. Estou olhando para o arcanjo que arrancou as asas de Pach pela primeira vez._ Como está Jev?_ Seu sorriso me causa arrepios.


Notas finais
kkk mais mistério, é tanta coisa que eu tenho que explicar. Estão gostando??? Até o próximo capitulo!!!
Bjs
~Déh