Finale

12 Capítulo 12


Notas iniciais
PRIMEIRO CAP DE 2013!!
Amores sera que minha história merece uma recomendação? Sei que ta só começando mas ptz eu ia ficar louquinha de felicidade começando o ano com uma. ;)
Esse cap ta um pouquinho maior do que de costume. Ainda reservo muitas surpresas pra vcs antes da ação começar pra valer ok.
~Déh

Nunca vi minha mãe tão branca na vida. Ela se endureceu e tenho quase certeza de que ela parou de respirar. A verdade é que depois que eu descobri a verdade sobre meu pai biológico ela nunca ficou cara a cara com Marcie. Entendo o quão difícil deve ser pra ela. Voou poupá-la de birrinhas desagradáveis. Ou pelo menos vou tentar.

_Olá irmãzinha. _ Provoco olhando com profundo desprezo.

_Você não mudou nada hein Nora. Cabelo... Roupas... A mesma coisa. _ Ela diz isso com uma animação e um sorriso absurdamente falsos. _ Senhora Grey. Como vai?_ Estica o braço para cumprimentar minha mãe que parece já ter se recomposto do choque.

_ Ah... Bem, bem e você como está?

_Bom, digamos que revigorada. Apesar de tudo é claro. _Ela continua com a cordialidade falsa, mas posso ver seus olhos faiscarem de ódio quando torna a olhar para mim. _Podemos? _Ela indica à porta com o dedo e vai entrando. Minha mãe vai logo atrás receosa e quando dou o primeiro passo Scott me segura no braço.

_Calma Grey. Eu vou explicar tudo eu prometo.

_Não esperava outra coisa._ Com um puxão me desvencilho dele e vou entrando com passos fortes. Quando estamos todos sentados à mesa o clima é pesado. Scott é quem quebra silencio.

_Então tia, pra onde hoje?

_Hunn? Oh sim claro, hoje eu vou para Massachusetts.

_Ah já passei por la em minhas viagens. É uma cidade meio bem paradinha. Eu costumava comprar parafina para pranchas lá, mesmo não sendo uma cidade litorânea as de lá são as melhores.

_Prometo trazer um pouquinho pra você querido. _Minha mãe diz com um sorriso. “Mas porque raios minha mãe esta tratando ele assim?!" Minha mãe nem confiava nela para começo de conversa!

_Brigado tia.

_Me fale das suas viagens Scott. O que andou fazendo esse tempo todo. Não voltou a roubar placas de carro pra enfeitar o quarto, não é?_ Ele ri talvez se lembrando da primeira vez que eu disse isso.

_ De tudo um pouco Nora. Eu deixei as atividades infantis pra trás. _Ele me encara nos olhos agora. _ Talvez seja porque eu não tenha, mas que fugir... Estou encarando as coisas de frente agora. Chega do sonhar pequeno.

–Hunnn_ É a minha deixa para calar a boca. “Ele vai me explicar tudo amanhã! Ele vai me explicar tudo amanha! Ela vai me explicar...”

_Pedidos?_ O garçom me acorda do devaneio. Fazemos os pedidos e pedimos também bebidas enquanto esperamos.

_Eu vou ali retocar o batom. _ Marcie sai da mesa rebolando. Estava fazendo cara de tédio com a conversa até agora. Absurdamente quieta. Nem um deboche, comentário ofensivo, nada. É a vez de Bhyte falar com a voz tensa apontando para ela ao sair.

_Vocês... Vocês estão... Juntos?

_Não não tia, não mesmo. Eu só estava... Querendo rever os velhos amigos do Maine, nada de mais.

_Claro, desculpe a pergunta querido, é claro você precisa ficar perto dos amigos... _Essa ternura com que a minha mãe olha para Scott esta me assustando. Ele devolve um sorriso triste.

_Parou a luta? Você gostava tanto.

_Não tenho muito tempo pra praticar com freqüência, mas sempre estou dando uma corrida ou treinando quando posso. Tenho que manter o corpinho em forma não é verdade? _ A piscadela que direcionada a mim é rebatida com uma careta.

_Aposto que sim Scott. _Falo entre dentes.

_Bom na verdade eu acho que você está bem pálido. Não deve estar se alimentando direito não é? Quando voltar vou tentar fazer um cardápio bem saudável. Pra vocês dois_ Fala apontando o dedo para mim.

_Enquanto isso nos empanturramos de pizza não é Grey.

_Pelo menos peçam uma vegetariana. _ Ela começa ri com seu com o próprio comentário e ela acompanha a risada. Eu os encaro abismada com tamanha cumplicidade.

_Então o que eu perdi? _Marcie reaparece com o batom vermelho mais vivo que eu já vi na vida.

_Não, na verdade acho que eu e você estamos sobrando aqui. _Digo entre dentes. Ela parece surpresa co ma interação amigável repentina, mas minha mãe vai me cortando.

_Que isso Nora! Vamos, puxe assunto com Scott e logo estaremos todos dando boas risadas. Vamos la!_ Ela olha pra mim como se esperando que eu que eu realmente puxe a conversa.

_Ah... Ok então, haaann. A sei la. Como vai a tia Lynn?Ainda assistindo muito Law Order?

Todos se emudecem. Até mesmo Marcie faz uma cara como quem diz “Não foi uma boa idéia”. Fico confusa ao ver o sorriso de Scott desaparecer e dar lugar a uma expressão triste. De dar pena.

_Nora... _ Minha mãe começa, mas ele a interrompe.

_Tudo bem tia Bhyte. Minha mãe morreu Nora. Assassinada.

_Deus... Scott... Eu não...

_Eu sei Grey, já disse. Esta tudo bem. Em parte era por isso que fiquei tanto tempo viajando, mas agora já estou melhor.

O garçom aparece com nossos pedidos. Olho pra Scott e falo com ele pelos olhos, sei que ele entendeu “Desculpe” Meu pedido fora sincero. Ele olha pra mim por um instante e escuto dizer docemente em minha cabeça “Obrigado Grey”.

O jantar segue silencioso.

_Bom já esta na minha hora crianças. Se vocês quiserem ficar posso pedir um taxi...

_Não mãe, eu disse que te levaria.

_Ok, eu e Marcie vamos ficar um pouco. Até logo tia. _ Ela da um beijo na testa de Scott agora que não tem mais que esconder porque estava sendo tão carinhosa.

Dou uma olhada em Marcie. Ela esta distraída, muito pensativa e nem nota quando nos despedimos. Assim que entramos no Dodge minha mãe dispara.

_Desculpe filha, mas ele me pediu para não contar. Eu estava num leilão nas proximidades de Detroid e ele me ligou me informando... Ele estava tão desolado filha... Foi de cortar o coração. Eu disse que a nossa casa estaria de portas abertas para ele se ele quisesse e ontem ele me ligou...

_Tudo bem mãe, eu entendo. Foi legal da sua parte.

_Acredite ele está muito mudado. Amadurecido, por assim dizer. Vai tentar ser amigável com ele enquanto eu estiver fora?

_Já disse que vou mamãe.

_Ok então.

Já estava mais que desesperada pra arrancar para o Delphic e foi exatamente o que fiz assim que despachei minha mãe no aeroporto. Mas agora que estacionei no parque vazio penso qual seria a melhor maneira de contar tudo que aconteceu nessas poucas horas em que estivemos separados. Scott, o medalhão nefilin, Marcie... Tudo me parece meio confuso agora.

O que ela estava fazendo la afinal? Nunca vi Marcie tão calada. Deve ter sido algo que Scott dissera o que volta na questão anterior de o que ele realmente esta fazendo aqui. A morte da mãe só explica o carinho repentino entre ele e mamãe. Mas e o medalhão, a suposta ligação dele com os rebeldes? Nada faz sentido.

Antes de me aproximar do Arcanjo escuto um som vindo da minha direita. Viro-me na direção do som e avisto Pach que este sentado em um brinquedo alto que não consigo distinguir. Vejo-o jogar pedras la em baixo. Ele esta com uma calça de ginástica e camiseta pretas, e seu boné de basebol costumeiro que escondendo os olhos, mas posso perceber que ele está muito compenetrado.

_Você vai vir aqui em baixo ou eu vou ter que ir ai em cima?! _Ele me olha e abre um sorriso. A essa altura já estou com a legue de malha jeans e a jaqueta já esta na bolsa. Ele da um pulo e como que num vôo, aterrissa a alguns centímetros e mim.

_Subiria até la em cima?_ Sussurra segurando minha cintura.

_Sabe que não tenho medo de altura._ Ele ri sabendo que isso não é verdade e me beija. Sinto toda a tensão do dia se esvair de mim. Todas as emoções complicadas haviam se esvaído pela simples aproximação. É uma sensação maravilhosa sentir o aperto de seus braços em torno de mim, me trazendo pra mais e mais perto. Até já esqueci o que vim fazer aqui.

_Pronta para virar uma matadora? _Pergunta com um meio sorriso.

_Já nasci pronta._ Ele gargalha. Ele sabe que isso também não é verdade.

_Anjo eu tenho que te perguntar se esta realmente disposta a fazer isso._Ele esta serio e eu permaneço calada._ Eu não vou aliviar. Vamos passar por muita coisa quando fugirmos, e você tinha razão quando disse que eu não podia cuidar de você o tempo todo.

_Eu quero Pach. Eu quero isso.

_Então vamos começar.

Ali mesmo, no meio do parque de diversões vazio é nossa arena de treinamento. Ele começa com um aquecimento e um alongamento básico. Mostram saídas de inúmeras imobilizações e passa as lições básicas de boxe. Mostra-me jabs, guanchos e cruzados, de modo acelerado às vezes falando comentários como;

_Distribua o peso do corpo pra frente. Cuide da respiração. Nunca dê as costas pro oponente. Não exite e ao atacar, perceba a vulnerabilidade do outro.

Então ele me posiciona a frente de uma parede e distribui socos rápidos para que eu treine esquivas. Às vezes sou muito lerda e ele acerta um soco ou outro. O mais difícil é quando começamos a treinar chutes. Joelhadas, chutes frontais, chutes circulares. Esforço-me, mas nada chega perto das demonstrações perfeitas de Pach.

Estamos nessa há horas e estou exausta. O suor banha meu rosto e pingos insistem em cair sobre a minha boca.

_Ok Pach, acho que por hoje está bom.

_Acha que por hoje está bom? _Ele olha pra mim incrédulo. _Pois eu acho que não!

Tudo que acontece depois é muito rápido. Pach avança e tenta me dar um soco bem no rosto, mas eu desvio. De repente ele torna a investir, mas agora ele não esta mais simulando. Ele esta lutando comigo pra valer.

_ Sabe, o que eu vou fazer com você agora não vai ser nada comparado com o que um caído pode fazer Anjo. Nada! _Ele me passa uma rasteira e eu caio estatelada no chão, mas rapidamente me levanto._ Eles não vão ter piedade de você! Não é da natureza deles sentir pena!

Assim que me levanto ele se põe a dar socos contínuos que eu bloqueio de guarda levantada, vez ou outra tentando atacar. Inútil. Um soco acerta em cheio a minha bochecha direita e começa a latejar.

_Pach..._ Ele me rodeia e segura por trás. Debato-me como uma criança, me sentido mais fraca e vulnerável que antes. Ele sussurra em meu ouvido com uma voz cruel.

_Como se sentiria se sua mãe precisasse de você e você estivesse assim, patética! Presa! Indefesa? Não esta ouvindo Anjo? É a voz dela... Acho que ela está gritando por socorro..._ Dou um grunhido animalesco e me desvencilho dele. Tento um soco em sua boca sem sucesso.

_Pach...

_Acho que também ouso a voz da Vee. Ela esta gritando de dor. Esta chamando o seu nome Nora. Porque não vai ajudá-la Nora? _Ele da mais um soco agora na bochecha esquerda. _Por quê?

Dou um grito e parto pra cima dele dando golpes e mais golpes com o máximo de força que consigo. Consigo de vez em quando atingir eu corpo, mas nem um lugar vital.

_Porque é tão fraca Nora Grey?

_Não sou fraca!!

_Nora é o General Nora! Ele vai queimar a minha pena Nora! Ele quer me mandar pro inferno eu nunca mais vou te ver! Pra sempre...

POW!

Atinjo-o na boca e ele da um passo para trás surpreso, mas não lhe dou tempo pra pensar. Levanto a perna e com toda força do meu ser e dou um chute frontal perfeito em seu peito e ele cai sentado no chão. Estou arquejando com as mãos nos joelhos quando ele levanta o rosto para mim. Não esta mais com a expressão rude. Está radiante. Se levanta num salto e me abraça.

_Você é incrível Anjo.

_Agora que você me diz. _ Nem firmo mais os pés no chão, me entreguei aos braços dele que me levanta como uma marionete. Limpo o suor do rosto e tento reestabilizar a respiração.

_Disse que pegaria pesado. Sabe que é para o seu bem?_Balanço a cabeça.

_Disse que pegaria pesado com meu corpo, não com a minha cabeça!_ Me afasto e dou-lhe socos em seu peito. Meus braços estão tão doloridos que ele não deve ter sentido nem cócegas.

_Sim, mas viu como ficou com um simples incentivo?

_Simples incentivo? _ Meus olhos queimam. “Isso não é hora de chorar Nora!”

_Você é uma ótima aluna Anjo._ Ele esta sorrindo tão docemente que não resisto a voltar para o abraço.

_Fui uma boa aluna?Por acaso teve outras?_ Ele gargalha e me aperta.

_ Acho que por hoje está bom. _ Ele escancara um sorriso.

_Aé?! _ Dou-lhe um soco em sua barriga e saio correndo.

Nem sei de onde tirei energia, porem não vou muito longe. Pach me segura e me põe no colo na posição de princesa. Eu me debato sorrindo e ele me beija. Porem um beijo urgente. Desesperado.

Ainda em seus braços ele me conduz em direção ao Arcanjo e desvia em direção a porta de madeira negra. Quando estamos em seu quarto ele me joga na cama e sinto o coração disparar, mas a energia voltara, não sei de onde, mas voltara.

_Você não é fraca..._ Ele geme em meu ouvido.

Ele se aproxima do meu pescoço e o beija, sinto o cheiro de suor e hortelã. Uma combinação extremamente excitante. Enfiei meus dedos em seus cabelos, agarrando-o ainda mais. Ele tira minha blusa devagar e desce os lábios do pescoço até o umbigo, fazendo com que uma corrente elétrica percorra todo meu corpo.

Subo as pernas em torno de sua cintura e o trago pra mais perto. Estou fervendo em desejo quando sinto Pach encostar seu órgão endurecido no meu. Ele começa a puxar minha legue para baixo enquanto subo sua camiseta. Ele me encontra no meio do caminho libertando os braços das mangas e a jogando pra longe. Deliro ao passar as mãos em seus músculos esculpidos.

Eu sabia que ele não podia sentir nada daquilo do ponto de vista físico, mas dizia a mim mesma que era o amor que o dominava naquele momento. O amor que sentia por mim. Não me permiti pensar na sua incapacidade de sentir o meu toque ou em quanto aquele momento físico significava realmente para ele. Eu apenas o queria. Agora.


Quando deslizo as mãos nas suas costas, Pach levanta a cabeça com o olhar assombrado. É então que percebo meu erro. Suas cicatrizes me transportam para um lugar estranho. Para longe dele.


Tudo ainda estava esfumaçado. Embaçado demais para poder distinguir onde estou. Permaneço parada estreitando os olhos enquanto o foco volta ao normal porem a fumaça não se dissipa. São charutos... Estou no fim de uma escada, luzes fracas iluminavam diversas mesas de pôquer, todas ocupadas. A fumaça dos charutos, quase tão densa quanto a neblina que envolvia minha casa, pairava pelo teto rebaixado. Disposta entre as mesas de pôquer o bar estava uma fileira de mesas de sinuca.

O Fliperama do Bo.

Dou alguns passos ainda hesitantes. Olho para todos os lados a procura d Pach, mas não avisto em lugar nem um. Estou nas memórias dele, ele tem que estar aqui. É então que o avisto num canto escurecido. Debruçado na mesa de sinuca, Pach parece enfrentar uma jogada difícil.

Algumas mesas dali, um homem alto e loiro se aproxima e senta na cadeira defronte a Pach e fala com um tom descontraído.

_Com cinquenta paus estou dentro?_ Diz Scott Parnell.

Pach empurra o taco, acertando-o no topo da mesa e o encara Scott sem nem uma simpatia.

_Não jogaria com você por grana nem uma.

_Ok, então é melhor falarmos somente de negócios.

_Não fasso negócios com nefilins.

_Pois deveria. Sou a maior chance de sobrevivência de Nora no momento.

Pach estreita os olhos para Scott e segura o taco com muita força. Quase posso ouvir ele se partindo.

_Não me diga como cuidar de Nora. Sei muito bem...

_Ah é claro! Você é um ótimo anjo da guarda afinal. Ela não foi seqüestrada umas trinta vezes... Não teve nem uma ex maluca tentando matá-la... Ah a melhor parte, você deixou que a capturassem na sua própria casa barra parquinho de diversões o que resultou na perda de memória de Nora que durou...

Ele não terminha a frase porque Pach avançara contra ele com velocidade absurda e o levanta da cadeira fincando os dedos em seu pescoço. Abafo um grito. Scott tem dificuldade para respirar, mas não se opõe à investida. Então ouço o que ele diz na cabeça de Pach “Também me importo com Nora. Considerando que também sinta o mesmo acredite: sou um trunfo para proteção dela.”

Pach solta o aperto de uma vez bruscamente. Scott leva os dedos ao pescoço. Por mais que sejam invulneráveis, os nefilins ainda sentem dor. Isso explica a cara vermelha de Scott.

_Vejo que deu atenção ao bom senso...

_ Escuta aqui! Eu não gosto de você. Não confio em você. Não tenho motivos pra sequer acreditar em você. Tem dez minutos e se não tiver nada que interesse a mim ou à minha namorada..._ Ele da ênfase na palavra namorada._ ...eu vou sair daqui e não vou permitir que chegue perto dela. Ouviu bem?

_Uaul. Para um anjinho você é bem possessivo não? Já parou pra pensar que talvez Nora queira minha companhia?_Pach continua parado com todos os músculos do corpo contraídos._ Ok ok, trato feito. Dez minutos e se o que eu tiver não for o suficiente pra você não chego perto da sua anjinha.

_Que bom que sabe que ela é minha._ Ele encosta-se à quina da mesa e o encara._ O tempo esta correndo.

_Bom, estou reunindo nefilins. Precisamos recrutar o máximo possível. Deve saber que a Irmandade não desistiu da guerra. Mas com a morte de Mão Negra as coisas ficaram mais difíceis. Hank nos fez promessas, ele nos fez desejar com todas as forças e lutar por nossa liberdade. O Cheshvan esta batendo a nossa porta, e acredite, não estou nem um pouquinho a fim de jurar lealdade a nem um maldito anjo caído! Sem ofensas.

_Você fala de Mão Negra com muita paixão para alguém que passou a vida fugindo.

_Sou parte da irmandade agora. Sou um deles. _ Ele dobra a manga da camisa e mostra uma tatuagem da fênix em seu pulso, a mesma imagem do medalhão._ Sou leal a eles e não fui forçado a isso e maneira repugnante como vocês fazem. _ Ele não se esforça a esconder o desprezo que sente pelo o que Pach é por natureza.

_Entendo sua raivinha. O que não entendi até agora é onde Nora se encaixa em tudo isso.

_Quer bancar o desentendido? Sabe muito bem o que ela tem a ver com isso. Alias é sua culpa que ela esteja passando por essa provação afinal. Ou não foi pra salvar a sua pele que ela matou Mão Negra? Vamos anjinho, pense. Por que acha que temos interesse nela?

_Sei bem o que esses nojentos querem. Vou partir com Nora dentro de alguns dias e procurarei a base nefilin. Vou acompanhar de perto o que eles realmente querem dela.

Os olhos de Scott faíscam e seu roso se ilumina com um grande sorriso. Ele levanta de um salto.

_Pois aqui esta seu guia de viajem. Eu estou na cidade justamente para convencer Nora a vir comigo...

Novamente Pach investe sobre Scott e imobiliza-o na parede com o anti braço em seu pescoço. Sua voz sai tremida de ódio quando fala.

_Ela vai comigo. Você só nos mostrará o caminho. Se os caídos não estivecem tão agitados não me arriscaria ao ponto de confiar em você. Mas estou ficando sem tempo. Você vai somente nos mostrar o caminho e nada mais. Somente pense em tentar aluma coisa com Nora e verá do que sou capaz de fazer por ela.

_Acordo feito!_Ele diz sem ar, a coloração vermelha do rosto deu lugar ao roxo. Pach o solta e começa a falar mais alguma coisa que não ouso, tudo começa a rodar a minha visão borrada.


Sinto novamente o aroma de hortelã e a cama de Pach que me olha ansioso.

Fico em silencio por um momento absorvendo tudo que acabara de ouvir. A Irmandade, a fuga, a posição de Scott nesse levante. Mas um único pensamento me faz abrir um sorriso. Pach me devolve um olhar surpreso e curioso.

_Como você é ciumento. _Sussurro para ele. Ele devolve com um sorriso voraz.

_Você é minha Anjo.


Notas finais
Consegui agradar todo mundo??? Me pediram cps mais longos, mais pimenta na relação dos dois, o treinamento, e respostas...
Esse capitulo foi dificil viu. bjinhos
~Déh