Final alternativo para Future Perfect.
1 Future Perfect
Sede do FBI Quantico, Virginia.
Penelope não conseguia dormir. A ameaça contra ela a estava fazendo perder o sono. Ela decidiu sair para pegar algo na sala de descanso da equipe. Ela se deu conta que estava sozinha na sede e começou a andar pelos corredores vazios do lugar. Ela sentia arrepios. De repente uma voz que ela não conhecia chamou sua atenção.
— Não se mexa. – Disse a voz.
Penelope ouviu um clique atrás dela e algo duro encostar na parte de trás da cabeça dela.
— Finalmente te pegamos sozinha. – Continuou a voz. – Agora ande ou vai levar um tiro no meio da cabeça.
Garcia estava assustada demais para falar alguma coisa. Ela começou a andar sempre com medo do cano da arma em sua cabeça.
— Onde estão seus amigos? – Perguntou a voz.
— Eles não estão aqui. – Respondeu.
— É.... Isso eu vi. – Falou. — Entre no elevador e feche os olhos.
Garcia obedeceu.
— Pode abrir. – Disse a voz. – Aperte o botão para o Lobby.
Ela fez. Havia uma arma apontada em sua cabeça.
— Nós vamos sair daqui como se fossemos duas amigas. Você na frente e eu atrás. – Disse a Voz. – A arma está sobre meu casaco. Um aviso um tiro.
Garcia concordou. As duas saíram do prédio e a arma voltou a ser mirada para a cabeça de Garcia.
— Entre na van. – Disse a voz.
— Isso é um pouco demais. – Disse Garcia. – Pode me matar aqui
— Quando chegar a hora talvez eu faça isso. – Disse a voz. Ela deu uma coronhada em Garcia que desmaiou. – Temos que correr. – Disse para o parceiro na van.
Ele e mais um cara colocaram Garcia na van e amarram seus pulsos e colocaram um pedaço de fita na boca. O que ficou na direção pisou no acelerador deixando uma marca no asfalto.
No dia seguinte...
Hotch e Rossi foram os primeiros a chegarem para trabalhar. Como de costume nas últimas semanas passaram onde Garcia estava dormindo para chama-la para o trabalho, mas não a encontraram. A cama estava arrumada. Morgan chegou um pouco depois ao trabalho e estranhou os dois agentes em reunião na sala de Hotchner. Resolveu se intrometer.
— Ah. Desculpa. – Disse Morgan entrando sem permissão. – Achei que a Garcia estava com você.
Os dois agentes voltaram seus olhares para Morgan.
— Ela não estava com você? – Perguntou Hotch assustado.
— Não. – Respondeu Morgan. – Ela estava aqui no prédio.
— Não a encontramos em nenhum lugar quando chegamos. – Disse Rossi. – Venha conosco.
Morgan seguiu Hotch e Rossi até a sala onde Garcia deveria estar. A cama estava arrumada e não tinha sinal da agente.
— Ela não pode ter simplesmente sumido. – Disse Morgan.
— As câmeras estavam off quando chegamos hoje. – Disse Hotchner. – Qualquer coisa de ontem à noite foi apagado completamente.
— Por quem? – Perguntou Morgan.
— Quem sabe. – Respondeu Hotch.
— Devemos avisar Reid e JJ. E também a Prentiss. – Disse Morgan. – Afinal a Penelope é a melhor amiga dela.
— Já tentamos o celular do Reid e só cai na caixa postal. JJ ainda está com o filho menor. – Disse Hotchner. – Chame Lewis aqui e comece uma busca. – Completou Hotchner.
— Sim Hotch. – Morgan saiu da sala irritado.
Ele tentou ligar para Reid.
— Qual é garoto. Atenda. – Disse Morgan.
— Reid. – Atendeu Spencer do outro lado.
— Ei menino gênio precisamos de você. – Disse Morgan.
— Estou de licença. – Disse Reid. – Então não posso... – Reid foi interrompido por Morgan.
— A Penelope sumiu. – Disse Morgan.
— Como assim ela sumiu? – Disse Reid preocupado.
— Ela sumiu. – Disse Morgan. – Não sabemos o que realmente aconteceu.
— Estarei aí em 2 horas. – Disse Reid.
— Obrigado. – Disse Morgan desligando o telefone.
Hotchner estava discutindo com Rossi quem poderia ter levado Penelope da sede do FBI.
— Algum os assassinos atrás dela? – Perguntou Rossi.
— Aqui na sede do FBI? – Respondeu Hotchner com outra pergunta. – Impossível. É um lugar seguro.
— E o guarda que estava vigiando o tempo todo? – Perguntou Rossi. – Onde ele está?
— Boa pergunta. – Respondeu Hotchner. – Ei. Morgan. Venha aqui. – Chamou.
— O que foi? – Perguntou Morgan.
— Tinha um guarda cuidando da Penelope e não o achamos. – Disse Hotchner.
— Vou iniciar uma busca. – Disse Morgan.
Os agentes do prédio foram convocados para a busca.
— Buscamos por esse homem. – Disse Morgan mostrando uma foto para o pessoal. – Encontre-o vivo ou morto. De preferência que ele esteja vivo.
O pessoal saiu em grupos e começou a procura. Banheiros, salas vazias, elevadores desabilitados e qualquer buraco grande o suficiente para alguém se esconder foram verificados. O único lugar ainda não verificado era a garagem do prédio. Hotchner seguiu com Morgan e Rossi para lá. Reid havia estacionado o seu carro quando os agentes chegaram ao local.
— Ei Reid. – Disse Morgan. – Finalmente chegou.
— Vim o mais rápido que consegui. – Disse Reid vendo os agentes. – Conseguiram alguma pista?
— Um guarda desapareceu. Ele tomava conta da Penelope. – Disse Morgan. – Eu é que devia ter ficado com ela.
— Ninguém poderia prever isso Morgan. – Disse Hotchner. – Temos que achar ela.
— E nós vamos. – Disse Rossi.
— Falta verificar a garagem. Esse guarda tem que estar em algum lugar. – Disse Morgan se distanciando.
— Ele está irritado por não ter conseguido proteger a Penelope. – Disse Hotchner.
— Ei. Aqui. – Gritou Morgan. – É ele.
Hotchner, Rossi e Reid se aproximaram e viram o guarda morto no chão.
— Ele foi atraído para cá. – Disse Hotchner. – Tentou pegar a arma, mas foi baleado antes de conseguir atirar.
Morgan saiu enraivecido de perto e chutou uma das portas de um carro.
— Desculpa. – Disse ele.
— Morgan. Eu sei que você está nervoso. – Disse Rossi – Mas vamos encontrar a Penelope.
— E se for tarde para ela? – Perguntou Morgan.
— Não vai ser Morgan. – Disse Hotchner. – Veja. Tem marcas de pneus daqui até fora da garagem. – Disse Hotchner vendo marcas de pneus.
— Uma van? – Perguntou Rossi.
— E dois sequestradores. – Disse Hotchner. – Penelope foi levada pelos assassinos que a perseguiam. – Disse Hotchner. – A questão é.... Quanto tempo ela ainda tem?
Morgan ficou ainda mais desesperado. Os agentes subiram de volta ao escritório.
— Preciso do Kevin aqui. – Disse Hotchner. – Alguém chame ele.
— Eu chamo. – Disse Lewis.
— Enquanto ele chega precisamos traçar uma linha de tempo. – Disse Hotchner. – A cama está arrumada. Então temos duas linhas de raciocínio. Ou ela dormiu aqui e saiu recentemente ou ela não chegou a dormir aqui.
— E com o guarda morto não podemos ter uma ideia de quem possa ser. – Disse Rossi.
Hotchner e Rossi foram verificar o quartinho onde Garcia estava dormindo. Esperavam achar alguma coisa que determinasse se ela havia dormido ou não lá.
— A cama está feita. Ela pode ter arrumado antes de sair. – Disse Hotchner. – Dave?
— O travesseiro está no chão. – Falou Rossi se abaixando para pegar o travesseiro. – Ela não iria deixa-lo no chão. – Disse.
— Está certo Dave. – Disse Hotchner. – Há algumas embalagens no chão. – Disse Hotchner. – Ela pode ter ido até a cozinha e deve ter esquecido algo lá. – Disse Hotchner indo para a cozinha sendo acompanhado por Dave. – Mas foi impedida de chegar. – Hotchner parou de repente. – Ei. Venha aqui. – Disse chamando a moça que colhia digitais. – Veja essa porta.
A moça passou o pó na fechadura da porta.
— Te pegamos. – Disse Hotchner e Rossi juntos.
Kevin apareceu na sede. Não sabia o que realmente havia acontecido.
— Senhor. – Disse Kevin chegando perto de Hotchner.
— Kevin. – Disse Hotchner. – Precisamos de seus conhecimentos técnicos.
— E a Penelope? – Perguntou Kevin.
— Foi sequestrada aqui na sede do FBI. – Disse Hotchner. – É por isso que precisamos de você.
— Do que precisam? — Perguntou Kevin sentando na mesa da sala principal.
— De tudo o que você tiver. — Disse Hotchner.
Kevin olhou para Hotchner e começou a ajudar.
O tempo era crucial para trazer Penelope de volta com vida.
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