Final alternativo, Happy end.
1 Happy end.
Notas iniciais
Happy end?
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Alguns anos haviam se passado desde o dia em que Mary se declarou em uma noite estrelada para seu anjo. Muitas coisas deram certo, e o amor entre as duas foi evoluindo, passando a ser um relacionamento sério.
Cinco anos atrás...
– Finalmente nos formamos, em? – Riko dizia olhando nos olhos de Mary profundamente.
– Sim... A escola cansa! Finalmente iremos sair daqui juntas... – Respondeu pensativa.
Riko corou levemente com aquele comentário.
– M-Mary...
– Pode dizer! – A garota da noite teve um sobressalto.
– Eu tenho um pedido para fazer... – Dizia ela, misteriosamente.
– Pode pedir. – Mary sorriu singelamente.
– V-Você... – Ela gaguejava e aparentava estar muito nervosa e ansiosa. – Você quer... Namorar comigo? – Pediu ela, totalmente vermelha, mas mesmo assim, olhava nos olhos da noite da maior. – D-Digo... Eu amo você, e você me ama... Eu quero isso faz tempo!
Mary ficou muito emocionada, estava a ponto de chorar.
– Eu quero! Eu quero muito! – Aceitou ela, deixando algumas lágrimas de felicidade escapar.
Riko abraçou Mary fortemente, e lentamente, selaram um beijo terno e calmo.
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O despertador tocou exatamente as sete horas, fazendo a garota da Noite acordar assustada, estava debaixo de muitos cobertores, era um dia realmente muito frio, e do seu lado, dormia tranquilamente sua namorada, estavam namorando faz cinco anos, esses anos que passaram juntas... Foram mágicos.
– Ei, amor, está na hora de levantar! – Chamava Mary por Riko.
– Só mais cinco minutos... – Pedia ela extremamente sonolenta.
– Ok! Mas, vou vir te encher daqui a pouco. – Exclamava.
Não teve resposta. Levantou-se preguiçosamente e se espreguiçando com vontade, saiu da cama sem fazer barulho, teria que tomar café-da-manhã e ir pra faculdade às 8h, enquanto Riko iria pra gravadora às 9h.
Mary cursava psicologia, enquanto a garota Anjo deixou os estudos pra seguir seu sonho, ser cantora! O que deu muito certo, e ganhou fama bem rápido.
A garota da Noite estava quase se formando em psicologia, e ainda não trabalhava então quem as sustentava era Riko.
Ambas tinham vinte e dois anos de idade.
Mary foi até a cozinha daquele apartamento pequeno, porém aconchegante, em que as duas moravam juntas, preparou algumas torradas para si, enquanto preparou várias panquecas para a amada, fez um rápido suco de laranja natural, colocou tudo numa bandeja e deixou na pequena mesa.
Comeu rapidamente as torradas e foi levar a bandeja pra Riko.
– Amor, trouxe café na cama pra você! – Chamava a garota da Noite, animadamente.
A menor encostou-se na e na parede que havia atrás dela e pegou a bandeja e seus olhos brilharam.
– Você fez isso para mim?! – Perguntou ela surpresa, e seus olhos ainda brilhavam.
– Claro! – Sorria bobamente.
Riko começou a comer rapidamente, parecia estar com fome.
Ambas cresceram e mudaram bastante, Mary cortou seu cabelo e deixou ele parecido com o de um garoto, curto, bagunçado e sempre jogado pro lado esquerdo, continuava sendo mais alta que Riko, estava com 1,81 de altura, enquanto a garota Anjo estava com 1,65. O corpo de Mary não se desenvolveu muito, tinha poucas curvas, e continuava reta.
Riko, pelo contrário, se desenvolveu muito, muitas curvas e seus seios eram medianos, mas eram consideravelmente grandes.
– Amor... Eu vou terminar de me arrumar e vou pra faculdade, ok? Daqui a pouco você levanta e vai pra gravadora entregar as novas músicas, você vai chegar que horas mais ou menos? – A garota da Noite perguntava e informava.
– Vou chegar lá pelas dez horas da noite... – Respondeu sem ânimo.
– Waaah, tão tarde assim?! – Perguntava fingindo desapontamento, na verdade, estava feliz, pois teria muito tempo pra planejar uma surpresa.
– Sim... É muito tempo sem v-você... – Dizia ela, morrendo de vergonha.
Mary se encantou com a beleza da namorada por alguns segundos, logo se aproximou e deu um rápido selinho, se afastando rapidamente.
– Vamos nos ver a noite, boba! – Exclamava animadamente, sorrindo de orelha a orelha.
– S-Sim... – Concordou.
Mary trocou-se na frente de Riko mesmo, vestiu uma costumeira calça jeans e seu moletom vermelho, que ficava bem largo nela, e depois de fazer isso saiu ligeiramente do quarto, pegou o elevador e foi a pé pra faculdade.
Riko terminou de comer e arrumou-se rapidamente, e foi pra gravadora em sua moto.
As aulas passaram devagar pra Mary, ela não prestou atenção em nenhuma, pensava nos seus planos para a noite que terá com Riko...
– As alianças... Sim, preciso ir pega-las depois da aula... – Sussurrava pra si mesma.
Sua amiga que sentava atrás da mesma, escutou.
– Está sussurrando sobre alianças, uh? – Perguntava ela, com um sorriso debochado.
Era Rinny, uma das duas melhores amigas de Mary, a outra estava em intercâmbio.
Rinny tinha 1,70 de altura, cabelo até o fim de suas costas e vermelho, bem bagunçado e rebelde, com olhos castanhos chocolate, sempre com um sorriso debochado ou irônico estampado no rosto, uma menina descolada, distraída e sarcástica, briguenta acima de tudo, mas bem no fundo era uma pessoa maravilhosa.
– Não enche Rinny! – Murmurou irritada.
– Está pensando em pedir a Riko em casamento? – Perguntou, já sabendo a resposta, e continuava com aquele sorrisinho irritante.
– S-Sim... – Respondeu com vergonha. – Já namoramos faz cinco anos! Eu te conto os detalhes depois da aula. – Sussurrou, percebendo que o professor olhava para as duas com raiva e impaciência.
Rinny apenas direcionou uma piscadela para Mary e voltou a prestar atenção na aula.
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Mary segurava sua mochila com um dos braços apenas, estava cansada, e daqui um tempo seria o pôr do sol, estava pronta para ir em direção à loja de joias, mas foi impedida por Rinny que correu até avistar a garota da Noite parecendo pensativa.
– Ei, Mary, acorda! – Chamava.
– Wah! Ah, é só você. – Respondeu fria.
– Ei, não seja fria! – Respondeu animada. – E aí, vai mesmo pedir ela?
– Bem... Vou, eu estou decidida! – Respondeu clara.
– Boa sorte! Bem, sabe que acho o casal muito fofo! Estou torcendo por vocês. – Respondeu sorrindo torto.
– O-Obrigada! Eu vou indo. – Falou, colocando a mochila nas costas e as mãos no bolso do moletom. – Tenho que ir comprar velas, rosas e pegar as alianças.
– Ok! Posso ser a madrinha né? – Perguntou brincalhona.
– Claro... – Respondeu com a voz distante.
Com isso, Mary se afastou, e foi em direção à loja pra pegar as alianças.
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Riko sentia uma ansiedade sem motivo, sentia que alguma coisa muito boa aconteceria naquele mesmo dia! Sentia-se inquieta, se atrapalhava por qualquer coisa.
– Ei, Riko! Não desafine essa voz! – Reclamava um colega de trabalho, severamente.
– Desculpa... – Dizia com a voz distante.
Um amigo de trabalho se aproximou lentamente, logo Riko iria cantar uma de suas músicas, mas parecia estranha.
– Você... Você está bem, Ri-chan? – Perguntava ele, sorrindo amigavelmente.
–... Estou! – Respondeu visivelmente assustada e envergonhada. – Só estou pensativa hoje...
– De boa, Ri-chan! – Sorria ligeiramente. – Só fiquei preocupado. – Ria levemente.
A garota Anjo apenas esboçou um sorriso em seu rosto.
– Estou bem.
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Mary chegou preguiçosamente ao recinto onde pegaria as alianças, deu uma olhada em volta e foi falar com a recepcionista.
– Hm... Eu vim pegar as minhas alianças! Eu as reservei duas semanas atrás... – Pedia, educadamente.
– Só um momento... – Pediu, enquanto andava em volta da bancada.
– Aqui está! – A atendente lhe deu uma pequena caixa embrulhada.
– Valeu! – Dizia Mary, estava pronta para se retirar dali, mas foi interrompida.
– Deve ser uma mulher de sorte... O senhor é tão bonito! – Dizia ela, tentando puxar assunto.
As feições de Mary passaram a ser uma face triste, a atendente achou que ela era homem! Bom, isso acontece frequentemente, mas sempre machuca Mary.
– Olha... Eu sou mulher, ok? E, sim, é uma mulher de sorte a minha amada. – Respondeu quase que cuspindo as palavras.
– Oh... Desculpe! Não queria te magoar! – Desculpava-se desesperada.
– Está tudo bem, eu entendo. – Olhou para trás, sorrindo ironicamente.
Já tinha as alianças, iria comprar as velas e as pétalas de rosa.
Foi às pressas comprar os detalhes, tinha que chegar rápido em casa, teria que preparar o jantar especial!
A garota da Noite chegou ao apartamento às oito horas, colocou tudo em cima da mesa e começou a trabalhar no jantar.
Depois de três horas, tudo estava pronto, a mesa estava posta, com uma grande lasanha apetitosa, as velas espalhadas pela casa, e as rosas jogadas pela casa, e concentradas principalmente na cama de casal.
Pegou sua roupa e tomou um banho de uns quarenta minutos, saiu, e colocou sua roupa.
Uma jeans simples e uma camiseta social branca com botões pretos, um de seus conjuntos favoritos! Mary sabia que essa era uma roupa que Riko achava muito bonita.
Logo, estava tudo pronto, Mary guardou a caixinha no bolso de trás de sua calça.
A garota da Noite esperava ansiosamente se escondendo atrás da porta, esperando sua namorada chegar para aquela noite.
Minutos que mais pareciam eternidades se passaram, e o barulho de chaves foi escutado através da porta, lentamente ela foi sendo aberta, revelando uma pequena pessoa que parecia estar cansada.
Ela estranhou a pouca iluminação.
– Mary? – Perguntou preocupada.
A maior saiu de seu esconderijo com um grande sorriso no rosto.
– Estou aqui meu amor, essa noite vai ser especial para nós duas. – Dizia ela, calmamente.
–... – As bochechas da menor ficaram vermelhas. – Que tipo de especial?
– E-Ei! Não pense besteiras... – Mary respondeu vermelha, desviando o olhar e inflando suas bochechas.
– Desculpe. – Depositou um pequeno beijo na bochecha da amada Mary.
– Tudo bem! – Sorria de orelha a orelha. – Venha!
Riko arqueou as sobrancelhas, confusa.
Mary pegou a mão da amada e rapidamente a levou para a sala, onde a mesa estava posta e muitas velhas iluminavam o cômodo.
Riko ficou quieta e surpresa, estava feliz, e sua intuição estava certa!
– Muito obrigada, amor! – Agradeceu Riko, pulando na amada.
– Pra você isso é pouco... – Respondeu pensativa, estava ansiosa e nervosa pra pedi-la em casamento, mas não iria desistir agora! – E aí, está com fome?
– Muita fome... – Respondeu chorosa.
Depois disso, ambas sentaram-se e comeram, mesmo com fome, conversavam sobre coisas banais, como, o que fariam amanhã, a programação do dia, quem limparia a casa, e por aí fluía o assunto.
Nervosamente, Mary levantou-se de seu lugar e pediu para que sua amada também levanta-se. Estava nervosa, e muito ansiosa, a ideia de ter aquela mulher ao seu lado pelo resto da vida a deixava realmente muito feliz, mas estava envergonhada e sem palavras pra descrever seus sentimentos.
Ficaram frente a frente, as pernas de Mary fraquejavam.
– O que aconteceu? – Riko perguntou preocupada.
– V-Você aconteceu... – Disse, desviando o olhar, o que fez Riko se sentir muito triste. Percebendo isso, se apressou ao se ajoelhar.
Pegou a pequena caixa que estava no cós da calça, pegou a mão da menor, beijou-a levemente, logo após, abriu a caixinha revelando as alianças.
– Hanashi Riko... – Fez uma pausa rápida. – Você aceita casar comigo?
Riko ficou paralisada e sem reação, seu rosto estava todo vermelho e seus olhos arregalados. A reação da amada deixou Mary absurdamente infeliz, e estava se levantando.
– Eu aceito Tatsuya Mary! Eu aceito, eu aceito! Eu quero passar minha vida toda com você! Eu não tenho dúvidas disso!
A tristeza logo foi embora.
Riko abraçou forte sua amada, estava chorando de felicidade, eram noivas agora! A felicidade transbordava.
Ficaram alguns minutos assim, abraçadas ternamente, apenas escutando o choro de felicidade uma da outra. Em um movimento rápido Mary pegou Riko estilo noiva e a levou para o quarto, deitando-a na cama e ficando por cima e roubando-lhe um beijo ardente. Estavam literalmente deitadas num mar de rosas.
– Eu farei você feliz, Hanashi Riko. – Falou Mary, sorrindo singelamente.
– Eu sei que fará... Eu tenho certeza, e farei o mesmo. – Respondeu Riko, sorrindo igualmente.
O final de outro mundo pode ser melhor.
Mas, nunca será o fim verdadeiro.
Não é mesmo?
Apenas comece novamente.
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Final alternativo, Happy end.
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