Final Fantasy XV - Another Tale

9 Ano 756 da Era Moderna, 13 de Outubro - Parte 1


Notas iniciais
Olá! Estou de volta. Foram meses complicados para mim, assim que para muitos suponho. Nesse meio tempo desde o lançamento do último capitulo, tive de entregar o meu projeto de graduação e outros projetos extracurriculares. Infelizmente não posso dizer que isso significa que terá uma frequência maior de capítulos lançados em pouco tempo. Essa história é um hobbie para mim, e apesar de ser bom dedicar em atividades para você mesmo, tenho também de atender minhas obrigações. No entanto isso não significa de irei desaparecer mais uma vez ainda, veremos mais capítulos novos dessa história ainda esse mês!

Sem a luz do sol era difícil pôr em ordem o meu relógio biológico. Não sabia dizer se era sete horas da manhã ou as três da tarde. Acordava por ansiedade e voltava a dormir, e isso se repetiu umas três vezes até uma sirene soar. Perigo! Foi a primeira coisa que pensei, mas meu novo amigo me acalmou quando eu pulei da cama, dizendo que era apenas a hora da troca de turnos. Aliviado apesar do coração palpitando, meu sono deveria esperar, era a sirene do meu turno. Que jeito bom de se acordar.

— “São três turnos, ou seja, a sirene toca três vezes, exceto quando há demônios. O som também é diferente quando são eles, algo das ondas sonoras desorientá-los por algum tempo ou coisa do tipo.” – Disse Tobul, com um pouco mais energia do que eu.

Lembrando sobre o que Marechal me disse ontem, perguntei a Tobul onde poderia procurar por Monica.

— “Ela fica no centro de operações, é praticamente no mesmo corredor de onde você veio, só virar à esquerda para a usina de energia.”

Agradeci meu colega de dormitório e segui suas instruções. Ao chegar no centro de operações encontrei uma equipe de quatro integrantes saindo de lá, e uma mulher olhando para um mapa posto sob uma mesa e enquanto segurava uma prancheta onde estava escrevendo algo. Ela tinha um cabelo curto e cinza, ainda que aparentasse estar na casa dos trinta anos de idade. Assim como todo guarda real ela usava preto.

— “Suponho que você seja um dos recrutas que o marechal falou.” – Algum momento eu tinha me distraído olhando para o que ela estava fazendo que não percebi que seus olhos e atenção estavam em mim. – “Libertus, chegou a comentar de você. Comentar é modéstia, na verdade ele falou muito bem de você, de seu potencial. Iustitia, certo?”

— “Iustitia Petrum, senhora!” – Disse, enquanto alinhava minha postura e batia continência.

— “Não será necessário me mostrar protocolos fúteis, garoto. Eu não sou uma tradicionalista como Cor. E você ainda é um civil.”

— “Sim, senhora!” – Me sentindo mais leve, aliviei um pouco a postura, mas ainda mantendo uma devida firmeza para não dar uma péssima primeira impressão.

— “E pode me chamar de Monica, não sou tão velha para ser chamada de senhora.” – Ela soltava um sorriso simpático toda vez que falava, diferente do sempre sério Cor. – “Bom vamos começar com as instruções. O mapa aqui na mesa é o mapa de todo o continente de Lucis. Temos algumas bases de operações, mas temos, cinco quartéis-generais, Lestallum, Velha Lestallum, Meldacio, Cauthess e Caem. Apesar de nossa situação estar em um nível aceitável, precisamos enviar suprimentos e energia para nossos quarteis e suas respectivas bases. Lestallum é a única cidade com uma usina de energia ainda funcional, no entanto abrir caminho entre os demônios para enviar comboios e eletricidade provou ser desafiador para as nossas forças. O grupo que estava aqui agora pouco estavam indo em uma missão para reestabelecer a rede elétrica entre ligando nós a Velha Lestallum. Afinal sabe-se lá até quando os geradores darão conta de alimentar aquela cidade.” – Monica fechou os olhos e colocou a prancheta sob o mapa, enquanto massageava as têmporas com uma mão. – “Garoto, não vou mentir, não está nada fácil. E provavelmente não viraremos essa maré tão cedo, esperança é tudo que nos resta e está cada vez mais em falta. – Monica se apoiava com as duas mãos na mesa, semicerrando os olhos como se estivesse me analisando, vendo se eu era realmente material para ser um Lâmina. – Eu sei que os reis de Lucis têm nos ajudado dando as bençãos deles aos nossos recrutas. Mas você tem certeza de quer continuar?”

Suspirei e assenti – “Certeza eu não tenho. Porém, eu quero estar aqui, eu quero fazer isso! O mundo todo está na escuridão e o Feroz acredita em mim, Libertus e o Marechal, minha família... Sei que posso não ter o que é necessário, e posso não estar aqui para ver o mundo em paz novamente quando esse dia chegar, mas se eu disser não... Eu estaria errando comigo mesmo.”

— “Pois bem, Iustitia.” – Monica pegou algo debaixo da mesa e o jogou para mim. Ao olhar, percebi que era o distintivo de maior prestígio de toda Lucis. — “Bem-vindo ao Lâminas do Rei.”

Notas finais
Descobrimos um pouco sobre os Lâminas, mas há ainda mais para vermos o bom e mal dessa organização. Veremos isso nos próximos capítulos!