Final Destination - You Never Know

19 Capítulo 19 - Para Sempre Agora


Notas iniciais
Então, aqui vai o 19. Quem não entendeu o 18, talvez entenda melhor tudo agora.

Capítulo 19

Para Sempre Agora

3 de junho de 2008


Abriu os olhos. Aquele peso tinha ido embora, mas a dor começava agora. Ele estava no hospital. Aquilo tudo não tinha sido uma visão. Ele estava salvo.

A dor que ele sentiu ao se lembrar de todas as promessas que nunca foram cumpridas era horrível. Ele traiu seus melhores amigos. Ele daria tudo para voltar atrás.

Aos poucos percebeu seus sentidos voltando. Seus braços, suas pernas, tudo estava bem com ele a não ser um curativo em seu braço.

–James? — Christine entrou no quarto e o abraçou. — Você tá bem?

James nunca descobriu quem ou o que tinha feito ele ter aquela última visão, ou o flashback que abriu sua mente. Com aquelas imagens que ele nunca deveria ter visto. Talvez fosse Deus mesmo, talvez.

–Mãe. . . — James soltou rouco, de tanto berrar. Há quanto tempo ele estava ali?

–Que dia é hoje?

–3 de junho, você chegou aqui ontem. Só voltou agora — Ela sorriu de um modo triste e o abraçou.

–Emma mãe, cadê ela? — James perguntou e procurou Emma no quarto.

–Ela está bem. Em casa. — pausou — James, o que realmente aconteceu nesses últimos dias?

–Não sei mãe.

Ela pareceu titubear sozinha.

–Emma me contou de tudo, as visões, as mortes, por que não me contou isso? — Ficou séria.

–Você não iria acreditar. Não mesmo. — soluçou.

–James, Christa me contou há alguns dias atrás no telefone, o que realmente matou Erin, e eu fiquei sabendo de muita coisa nesses anos todos.

–De que iria adiantar mãe? A senhora ficaria ainda mais preocupada.

–É talvez. Você acha que acabou agora?

–Não sei mãe, acho que sim.

–Christine sorriu e beijou sua testa.

James sabia a resposta que receberia, mas ainda perguntou:

–E eles?

Christine parou e olhou para o teto. Pareceu que segurou o choro.

–Você viu o que aconteceu com eles James. Descanse agora.

James concordou e se virou na cama. Ficou olhando o soro descer, de alguém próximo dele, até dormir.

15 de junho de 2008

James não foi ao funeral deles. E não se sentiu mal por ter feito isso. Até evitou um vexame. Ele sabia que iria chorar de novo, e pelo que conhecia seus amigos, eles odiariam o ver naquela situação.

Ele preferiu ficar sozinho por todos aqueles dias que tinham se passado. Sentia que se pensasse em chorar mais uma vez, seus vasos lacrimais explodiriam. Não era fácil pensar que nunca mais veria seus amigos. Tudo aconteceu no momento errado.

Os pontos em seu braço o incomodaram. Terrivelmente, James ainda lidava com eles, sentado em outra mesa no Golden Gate Coffee. Emma sorriu ao vê-lo e se dirigiu a mesa dele.

–Oi James. — Puxou uma cadeira e se sentou.

–Oi — James se assustou.

–Você tá bem?

–Estou melhor, e você?

–Estou bem também — Ela disse e olhou para os pontos no braço de James.

–Isso é...

–Aquela droga que caiu no meu braço.

Emma não pode conter o riso. James sorriu também.

–Então, acho que eu sei por que quer falar comigo, inclusive eu estava só esperando a poeira abaixar pra falar com você.

–É importante. Acho que estamos salvos agora.

–Eu também acho — Emma disse — Mas como você descobriu como enganá-la James? Eu não entendi mesmo.

–Aquele dia, quando Peter apontou lá em cima, eu tive outra visão mas foi do passado.

–Como assim?

–Eu vi tudo de novo. Desde minha visão até chegar ao Peter lá em cima. Inclusive eu vi momentos em que eu não estive presente.

–Como?

–Aquele vergalhão, que deveria ter te matado, você o mudou de lugar momentos antes, não é?

Emma pareceu se lembrar daquele dia.

–Como você sabe? — Perguntou assustada.

–Eu vi, vi também Sarah com alguém, Susan e Peter presos na lavanderia, como se eu estivesse lá dentro e Michael derrubando a motosserra. Foi como se eu tivesse lá em todos esses momentos.

–Você viu toda a cena? — Ela perguntou.

–Não, mas vi vários fatos importantes de todos esses dias nesse flashback, ou visão. Uma garota me falou sobre um esquema, uma relação entre elas, e eu achei.

–E qual era?

–Todas as mortes foram ou seriam quase um suicídio nunca planejado.

Ela concordou.

–Como?

–Sarah: esse foi um fato estranho, vi ela e alguém conversando no flashback, e depois ela morrendo. Acho que ele teve a chance de sair do lugar, e não saiu. Stephanie: ela empurrou o balanço que emperrou no ar, e a nocauteou. Josh, ele estava bêbado, não te contei, mas eu e Peter o vimos morrer. E tentamos o salvar, mas ele empurrou a cabeça na vitrine mais e mais. Oliver: um garfo atingiu seu olho, garfo que ele mesmo deixou ali na panela, e que ele ainda teria chances se não tivesse puxado o garfo. Peter e Susan conseguiram se trancar na lavanderia sozinhos, e eles mesmos que alagaram o lugar, Michael — ele pausou — ele derrubou cerveja em seu braço, também bebeu e soltou a motosserra em si mesmo, Julie ligou a mangueira, que molhou o local em que mais tarde ela seria eletrocutada, eu, dispensei um táxi, e esse taxista, disse logo depois que o turno havia acabado, e que ele iria beber. Esse mesmo táxi me atropelaria depois. Eu tropecei e forcei aquele poste de luz que ficou frouxo e mais tarde me mataria com o globo, você, se chocou com o mecânico, que derrubou o óleo, que mais tarde o mesmo táxi iria deslizar e te atropelar também, Julie, tirou um parafuso de um letreiro daquele hospital, que mais tarde se soltou e a . . . matou, . Algo que foi estranho, mas eu também consigo entender em partes, é que Peter e Susan, de algum jeito, tiveram a intenção de provocar suicídio. Peter subiu lá em cima, e Susan viu que o caminhão iria a atropelar, mas não saiu do lugar, Peter então, no choque talvez, pulou. – James parou e tomou fôlego.

Emma ficou de boca aberta com o que James havia dito. Tudo estava relacionado mesmo. Todos causaram ou causariam suas próprias mortes.

Depois que James falou tudo aquilo, ele percebeu como tudo fazia mais sentido agora. Até as frases de Ming "Você tem que perder algo para ganhar algo" e "desvie o esquema de você". .

–Então – James voltou a dizer – eu achei que, se nós evitássemos o nosso próprio suicídio, a gente tiraria fora o nosso nome da lista. Eu evitei o meu e você evitou o seu. Estamos salvos agora. . Não havia como um salvar o outro, é salvar a si mesmo.

–Você foi muito esperto James, mas é uma pena. . .

–Que descobri isso tarde demais. – James completou, ele já sabia disso.

–Eu sinto muito James. – Emma disse.

–Eu também Emma. Eu também.

James cutucou os pontos em seu braço e suspirou. Um raio de sol entrou pela janela do café e ele percebeu o quanto o momento fora de final de filme. Ele suspirou e sorriu.


As aulas ainda voltaram aquele mês e terminaram em agosto. James e Emma ambos não se preocuparam muito mais.

A explosão na construção nunca fora solucionada, mas Emma disse que poderia ser o cigarro, a cerveja, o álcool e um curto circuito. Não houve formatura.



Notas finais
Então, entenderam?
Qualquer coisa: minha caixa de mensagens ou página de recados ou facebook serve para isso.
Acabou? NÃÃÃÃÃÃÃO... Tem mais um capítulo.