Final Destination - You Never Know

15 Capítulo 15 - De Volta ao Escuro


Notas iniciais
Hallo.

De Volta ao Escuro

–James? — Uma voz feminina o surpreendeu e o deixou tenso. Era Emma, muito nervosa. — Michael está morto.

Aquela calmaria durou pouco tempo. James engoliu em seco e só conseguiu soltar um grunhido estranho, que todos na mesa entenderam como um "quê?".

–Ele está morto droga! — Emma gritou, pareceu que começou a chorar e desligou. James encarou os três assustado.

–Fala cara! — Peter disse preocupado.

–Michael está morto. -Todos na mesa viraram os olhos, James percebeu a apreensão instantânea crescendo no rosto de cada um.

Julie tapou o rosto e encostou o cotovelo na mesa, Susan cruzou os braços e suspirou fundo.

–Tem certeza cara? — Peter perguntou desolado.

–Tenho, era Emma, ela não brincaria com isso.

Houve um breve silêncio e então Susan perguntou o que todos queriam saber.

–Então não está acabado?

James e Peter a encararam e Susan pôde perceber a resposta no olhar dos dois.

Na mente de James, as palavras de Ming voltaram: "Você sentirá quando tudo acabar". Talvez fosse isso, ele nunca tinha tido aquela sensação, seu subconsciente sabia disso o tempo todo.

–Então quem é o próximo? — Julie tirou as mãos do rosto.

–Michael e Emma morriam juntos numa explosão, depois você — encarou Julie — e depois eu.

–Michael provavelmente morreria primeiro nessa explosão, então Emma é a próxima? — Peter perguntou.

–Acho que sim, vamos! — James disse e se levantou, não havia mesmo tempo nenhum a perder. Como ele acabaria com aquilo, ele não sabia, mas iria salvar Emma.

–Vamos onde? — Julie se levantou.

–Salvar Emma oras! — Peter pareceu indignado com a pergunta de Julie e se levantou. Julie também.

Os três saíram correndo. Susan olhou pra eles se distanciando e logo viu a mesa com os lanches intocados e a Coca Cola.

–Mas que droga! — Revirou a bolsa, jogou 20 dólares na mesa e saiu correndo atrás deles.

James parou no saguão do shopping e os outros três fizeram o mesmo esperando qualquer reação dele.

–Onde Emma pode estar? — James perguntou.

–Retorna ué? — Susan apontou para o celular que ainda estava na mão dele.

Ela atendeu logo:

–Emma, onde você tá? — James perguntou apressado.

Emma respondeu nervosa:

–Na casa do Michael – ela disse e voltou a chorar pelo telefone. Assuou o nariz. — Por quê?

–Estamos indo aí. — James disse e desligou.

–Alguém tem idéia de onde Michael mora? — James perguntou se arrependendo de não ter perguntado isso a Emma.

–Acho que sei. Venham! — Peter disse e saiu correndo. Eles o seguiram.

Saíram do shopping e entraram correndo no estacionamento do lado, Peter destravou o Impala 85 de seu pai e entrou com James do lado e as garotas no banco traseiro.

Peter manobrou o Impala muito rápido pra fora do estacionamento e disparou a toda na Avenida Lewton. James, Susan e Julie checaram os cintos assustados enquanto Peter encarava a rua com um olhar de psicopata.

–Calma aí cara — James disse — Temos que ficar vivos.

Peter soltou uma risada nervosa e entrou numa rua grande, diminuindo a velocidade. Provavelmente estavam próximos do local, por que Peter e elas soltaram os cintos, juntos. James odiava essa mania que as pessoas têm de soltar os cintos poucos quilômetros antes de seu destino final. Sua mãe fazia isso quando entrava na rua da casa deles, mesmo que a casa deles fosse à última.

Estavam realmente no caminho certo, James pode constatar quando viu uma ambulância no fim da rua.

Peter parou na frente de uma construção.

–A casa dele é aqui. — Apontou para a casa ao lado da construção. Desceram do carro e avistaram as faixas interditando em volta do terreno em frente à construção. Aproximou-se e viu uma motosserra tombada perto de um lençol branco coberto de sangue. Era Michael morto.

Um policial passou perto dele e ele perguntou:

–O que houve?

–O idiota estava bêbado e derrubou a motosserra no próprio pescoço.

James xingou Michael mentalmente e percebeu que os três atrás dele tinham feito o mesmo.

–Mas que idiota! — Peter gritou. — Quem faz isso?

–Não acredito! — Susan gritou — Quem é que bebe e mexe com motosserras?

James chacoalhou a cabeça e olhou pra cima.

–Emma! — Julie gritou e saiu correndo em direção ao gramado da casa de Michael, eles a seguiram.

Emma estava sentada e chorando baixinho, embaixo de uma árvore, encostada no tronco, de frente a construção. Emma era uma garota extremamente branca com os cabelos dourados e lisos balançantes na frente de seu rosto angelical.

Julie e James abaixaram perto dela.

–Você tá bem?

–Tô. — Ela disse baixinho e limpou o nariz.

–O quê houve?

–Ele bebeu ontem depois da noticia de vocês e hoje de novo. — Soluçou e limpou o nariz. — Eu disse a ele que ainda estava com medo, não parecia que tudo tinha acabado, eu senti isso! — soluçou de novo.

–É eu também achei isso — James disse.

–Quando ele me ouviu falando dessa sensação ruim, ele pegou a motosserra lá dentro e começou a.. . a equilibrá-la.

–Ligada? — Peter perguntou surpreso.

–Sim.

–Puta que pariu que cara idiota mano. — Peter disse gritando e chutou uma pedrinha.

–É eu concordo. — James disse, mas parou ao ver Emma.

Julie e Susan começaram a consolar Emma, mesmo que fosse difícil.

Todos já tinham entendido a morte de Michael, que, bêbado derrubou a motosserra ligada no próprio pescoço. Isso era perturbadoramente idiota para todos.

O celular de Julie tocou, ela viu quem era na tela e se afastou para atender. James ficou sozinho com Emma e Peter.

James observou uns caras se aproximarem do corpo de Michael, com uma maca.

Ao passarem o corpo dele para a maca, James viu o braço dele aparecer, sujo de sangue, e o chão em baixo do corpo dele também. Nesse momento ele se virou a Emma tentando esconder dela uma imagem que ela mesma tinha visto muito pior, momentos antes.

–Olha Emma, eu acho que você. . .

BOOOOOM. Uma explosão muito forte ensurdeceu James, então ele viu Peter cair no chão, apavorado, olhando para a construção, com os olhos arregalados. Nisso, várias coisas ocorreram a James. Emma estava em perigo, e algo se aproximava de ambos. Então, num golpe de sorte, ainda agachado, tombou pra frente, e empurrou Emma, que ainda estava encostada na árvore para o chão e sentiu algo passar a centímetros de distância de suas costas numa velocidade assustadora.

Ele estava caído sobre ela, que gritou.

A audição de James voltou, junto com os outros sentidos que tinham ido dar uma volta.

A construção explodiu, sem mais ou menos, arremessando pedaços de concreto a um a distância assustadora, e destruindo até um pedaço da casa de Michael. Gritos.

James ainda pode ver os pedacinhos de concreto caindo ao longo da rua, e virou-se para Emma, que olhava assustada para a árvore, que ela estava encostada segundos antes.

Um vergalhão da construção havia afincado brutalmente na árvore. As quatro pontas de ferro estavam enfiadas firmemente onde a cabeça de Emma estava encostada segundos antes. Era isso que passou raspando na costa de James, era isso que deveria matar Emma. James a salvou.

Mas Emma não parecia estar agradecida nem nada do tipo. Olhava mais assustada ainda para o terreno da construção. James se virou e descobriu o motivo.

A explosão assustou os caras que estavam com a maca do corpo de Michael e a derrubaram. O corpo de Michael estava caído, descoberto, todo ensanguentado e o pescoço só seguravam a cabeça dele por uma lasca. A motosserra cavou fundo.

Emma gritou de novo e cobriu o rosto, Julie ou Susan gritaram em algum lugar. James se deu conta de que ainda estava caído em cima de Emma e se levantou. Puxou a mão de Peter, o ajudando a levantar e andou em direção ao banco onde Julie e Susan estavam assustadas, mas ilesas.

Sentou se para olhar a construção que simplesmente não existia mais. Pedaços de concreto por toda a rua, vidros quebrados e alarmes de carros disparando. O movimento de policias e ambulâncias aumentou. Um dos caras que ajudava com a maca estava morto. Três policiais que investigavam algo na construção, também deveriam estar mortos. Alguns feridos. Peter ileso, James e Emma também, mas Emma deveria ter morrido ali e James se machucado feio devido à distância em que estavam da construção. A polícia iria estranhar isso, talvez.

Nada ter acontecido com ele e Peter, ele desconfiou de que fosse por que não era a hora deles, mas ele achou que bem que a morte poderia aproveitar o embale. Ela poderia ter matado todos os cinco com aquela explosão, mas pareceu que ela só quis Emma naquele momento.

–James, James, você ta bem? – Só agora percebeu Julie o balançando.

–Acho que sim.

–Peter, Peter?

James se virou e viu Peter como um robô, olhando friamente para o antigo lugar da construção. Susan o balançava violentamente até que Julie e James fizeram o mesmo. Peter retomou a consciência olhou firme nos olhos de cada um e desmaiou. James o segurou antes que ele pudesse virar para fora do banco e atingir o chão.


Notas finais
Então, gostaram da morte do Michael?
Ela será explicada melhor no capítulo 18.
E James salvou Emma do vergalhão. Isso foi LOL. Então, não sei mais o que escrever, obrigado pelo apoio, e comentem galera.. Gostaram?