Notas iniciais
Olá leitores, gostaria de informá-los de que mudei um pouco a história, reescrevi ela, na verdade kkkk Li alguns comentários antigos, e decidi adaptar a história.

Já faz dois anos que Kishan se foi. Mesmo depois desse tempo, não conseguimos superar a morte de Sr. Kadam e a partida do lindo tigre negro de olhos dourados. Ainda existiam lágrimas derramadas. Tanto eu, quanto Ren optamos por não buscar ajuda de um profissional, até porque quem acreditaria nas nossas histórias? Então, decidimos um apoiar o outro. Falávamos sobre o assunto, como nos sentíamos. Como poderíamos superar, de certa forma, a dor que nos assolava.

Frequentemente sinto a presença de Kishan aqui no Oregon, dentro de casa. Ele foi muito mais que um amigo para mim, Kishan foi um amor, e ainda guardo um espaço pra ele no meu coração. Sei que ele ainda cuida muito bem da parte do coração dele que pertence a mim. Depois de ler aquela carta, penso nele o tempo inteiro.

Assim que nossa missão com Durga acabou, Ren e eu decidimos dar um tempo nos estudos, mas terminamos nossas faculdades. Eu optava por ficar em casa, ou visitar meus pais adotivos, em quanto que Ren fazia voos do Oregon para Índia, sempre tratando de negócios e aprendendo com Nilima a gerenciar a empresa, função que era exercida tão bem pelo Sr. Kadam.

Cada vez que saia para visitar Sarah e Mike, minha cabeça pensava imediatamente em algum prato a la papel reciclado que me aguardava. Rebecca e Sammy continuam como eram, apesar de mais velhos. Eles ainda possuem todos os brinquedos que mandamos da Índia, e também os livros que Ren comprou no Natal.

Às vezes, gosto de imaginar como minha vida seria se eu nunca tivesse aceitado aquele trabalho no circo. Não teria Estudos Internacionais como meu principal interesse na faculdade. Não teria conhecido Lee, ou Jason, talvez, muito menos Artie. Teria sido uma vida mais tranquila, sem problemas além de problemas que pessoas normais possuíam. Provavelmente estaria trabalhando em algum escritório, em alguma empresa. Mas não teria certeza de que seria uma vida tão feliz quanto a vida que tenho hoje.

Com o passar dos meses, e com a convivência, Sunil conseguiu conquistar Nilima, não posso dizer que foi um trabalho fácil. Nilima era muito centrada em explicar e ensinar como funcionava o mundo moderno, mas dava para perceber que ele preferia prestar mais atenção nela, ao invés do que ela estava explicando para ele. E depois de alguns pedidos negados, finalmente Nilima aceitou ir a um encontro com Sunil, imagino que ele teria sido muito paciente, e, com certeza, persistente. Mas ainda não consideravam essa interação como um namoro oficial. Enquanto ainda estávamos reunidos na Índia, era divertido ver como ele conhecia nossas tecnologias, a história, o mundo, num geral. Ren também aceitou algumas aulas, apesar de ser mais afiado que Sunil, afinal, Ren acompanhou a evolução diante de seus olhos, apesar de não poder usufruir de tais meios por conta de sua forma de tigre.

Quando ambos decidimos voltar para o Oregon, Ren decidiu confiar o futuro dos negócios da família nas mãos de Nilima e Sunil, que já eram considerados da família por tudo que já haviam feito por nós, principalmente Nilima. Ren não quis deixar de acompanhar o progresso, mas era uma coisa que ele podia fazer estando em outro continente, apesar de acarretar em algumas viagens para Índia, mas era bom. Ele nunca deixaria de se conectar com sua cultura e família. Manteria os laços fortes.

E é exatamente isso que desejamos.