Finais Felizes Na Ecomoda.
52 Capítulo 52: Um plano sinistro/ A procura de Marcela
Notas iniciais

Daniel estava em seu apartamento, não gostava de pedir almoço no próprio apartamento mas não poderia arriscar ser visto com Mario. Havia muito em jogo e se não fosse cuidadoso seus planos de investimento e todo o seu capital estariam arruinados para sempre. Mario chegou atrasado e apesar da irritação de ter que aturar o mimado do Daniel Valencia, demonstrou bom humor enquanto planejavam metodicamente uma maneira de obter o dinheiro do investimento brasileiro.
– Um empréstimo? Sugeriu Daniel.
– Empréstimo? Ah! Claro vamos dizer doutora Beatriz Pinzón a senhorita poderia nos fazer um empréstimo? E ela diria “claro querido Mario e adorável Daniel de quanto precisam?” Por favor, Daniel não vamos ser ridículos! Mario declarou.
– Precisamos de uma maneira para forçá-la a entregar o dinheiro! Daniel refletiu comendo um sushi.
– Como forçar uma mulher a fazer o que nós, homens queremos? Ah! Mas é claro a solução dessa resposta é bem óbvia, tão óbvia que eu e o Armando já usamos e pra você saber deu mais do que certo. Mario debochou.
– Sim eu sei e veja só como acabou o seu brilhante plano Armando apaixonado pela horrenda assistente e você agredido na frente do quartel das feias por ele, e claro não vamos esquecer da empresa milionária que vocês entregaram nas mãos dela. Seu plano deu muito certo Mario, é mais do que justo considerá-lo um mestre Yoda. Daniel retrucou.
– Todo plano tem falhas, toda escolha consequências! Concluiu Mario.
– Nossa que alívio eu sinto por ter como conselheiro um homem que só faz idiotices. Você Mario é tão brilhante quanto uma vela ao meio dia. Ironizou Daniel.
– Brilhante, sim eu sou mesmo brilhante! Mario gritou animado com a ideia que acabara de ter.
Daniel se interessou ao ver a reação entusiasmada de Calderon.
– Imagine só você Danielzinho, alto executivo de uma empresa milionária sai tarde da empresa e ao chegar perto do seu carro, baw, é sequestrado. Mario narrou empolgado.
– Deus me livre! Sem capital e sequestrado, os bandidos me matariam! Irritou-se Daniel.
– É um sequestro de mentirinha Daniel. Explicou Mario.
– Mas você realmente é um gênio heim Mario, agora eu entendo porque o seu plano de sedução com a Beatriz falhou. Me sequestrar só mesmo uma mente brilhante como a sua pensaria em algo tão sinistro. Ironizou irritado Daniel.
– Pense Daniel a Ecomoda teria que pagar todo o dinheiro que os sequestradores pedissem, afinal de contas se trata de um dos herdeiros da Ecomoda. Beatriz não poderia negar o valor pedido pelos bandidos, ela liberaria até mesmo todo o dinheiro que foi investido pelos brasileiros. Mario falou empolgado como uma criança que ganha um presente.
– Verdade se eu fosse mesmo sequestrado a Ecomoda seria obrigada a pagar o resgate aos bandidos. Os olhos de Daniel brilharam. Mas como faríamos para conseguir sequestradores de mentirinha, como você diz?
– Eu tenho alguns conhecidos, são de confiança pagamos a eles uma boa quantia mas ficaremos com a maior parte. Dividimos entre nós dois, você termina seu alto investimento e eu viajo para as Ilhas Maldivas para umas férias bem merecidas. Mario concluiu.
– Esse sim é um bom plano mas e quanto a Ecomoda? Daniel questionou.
– A Ecomoda sem o dinheiro do investimento brasileiro vai provavelmente quebrar. O que seria realmente terrível, eu dei a minha vida por essa empresa. Mario ponderou.
– A Ecomoda quebraria de qualquer maneira administrada pelo incompetente do Armando, era lógico que ela afundasse. Comentou sem remorso Daniel.
– Mas ela está se recuperando Daniel, nas mãos da Beatriz nós temos que admitir que a Empresa está melhorando rapidamente. Mario continuou.
– Está com piedade da empresa Mariozinho? Perguntou com ironia Daniel.
– E você não? Daniel é o legado dos seus pais! Você mais do que eu era para defender a empresa. Mario comentou absorto.
– E eu tentei fazer isso quando a empresa foi parar nas suas mãos e nas do Armando, mas infelizmente fracassei e a empresa dos meus pais, das minhas irmãs e minha está nas mãos de Beatriz Pinzón Solano e da terrível família dela, sem falar naquele idiota do Nicolas Mora. Agora a única coisa que desejo é ter minha própria empresa e para isso eu não vou poupar esforços. Daniel concluiu.
– Quando iniciarmos o plano não terá volta Daniel, a Ecomoda vai afundar. Você precisa ter absoluta certeza de que quer arruinar o resto dos Mendonzas? Mario falou reticente.
– Margarita e Roberto tem algum capital fora do país, conseguirão se manter. Marcela e Maria Beatriz eu as manterei. Concluiu Daniel.
– E quanto ao Armando? Mario perguntou preocupado com o ex- melhor amigo.
– Ele será mais do que feliz ao lado da Beatriz Pinzón morando naquele bairro de classe média baixa. Daniel concluiu. Você está muito preocupado com o Armando para quem até ontem o detestava.
– Eu estou magoado com o Armando, mas ainda sou amigo dele. Mario respondeu.
– Quem tem amigos como você, não precisa de inimigos! Daniel comentou ironicamente.
– Não desejo prejudicar o Armando, mas foi ele quem preferiu a Beatriz em detrimento da nossa amizade. Talvez quando ele perder a empresa, perder o encantamento pela Beatriz nossa amizade retorne. Mario refletiu pois no fundo tudo o que desejava era reatar a amizade com Armando.
– É mesmo? E você pretende levá-lo para as Ilhas Maldivas com você? Gargalhou Daniel.
Mario fez uma cara de irritação e apesar da certeza de não falhar com esse plano, não queria prejudicar a Ecomoda, nem o Armando mas uma vez decidido não havia como voltar atrás.
Patricia estava esperando ser chamada para falar com o reitor da Universidad Nacional de Colombia. Suas mãos tremiam de nervosismo e ansiedade, o medo de não conseguir a vaga no meio do semestre lhe dava uma angústia. Não tinha mais um noivo, não poderia se dar ao luxo de ser bancada por sua amiga rica, não recebia mais a quantia absurda de salário na empresa onde trabalhava, sua esperança era poder concluir a faculdade de finanças e mostrar a todos o seu valor. Não queria mais depender de ninguém e nem morar mais de favor, desejava ser independente e livre das suas dívidas. Nicolas havia pagado praticamente todas as suas dívidas mas ela iria pagar cada centavo dele e nunca mais ele poderia jogar na cara dela tudo o que fez por ela. Doeu e ainda doía as palavras de Nicolas como facas afiadas em seu coração mas ela tinha o seu orgulho e iria pagar a ele tudo o que devia.
– Senhorita Patricia Fernandez o reitor a espera. Uma secretária baixinha e ruiva falou interrompendo seus pensamentos.
– Sim, obrigada! Ela respondeu e entrou na sala.
Um senhor de idade avançada com enormes óculos estava sentado numa mesa imensa de mogno e lia atentamente os papéis sobre a mesa.
– Boa tarde senhorita Patricia Fernandez! Ele a cumprimentou sem ao menos olhá-la.
– Bo, bo, boa tarde! Ela gaguejou devido ao seu nervosismo.
– Li sua ficha de inscrição e devo dizer que a senhorita não preenche o perfil de aluna da Universidade. Ele falou seriamente.
– Sim, eu sei. Mas senhor reitor eu preciso muito dessa vaga, eu preciso desesperadamente estudar. Ela falou num tom de súplica.
– Vi que fez uma excelente faculdade apesar das suas notas não serem altas conseguiu concluir metade do curso de finanças na San Marino. Ele falou olhando atentamente o papel em seus mãos.
– Sim, mas não consegui concluir pois me casei muito cedo. E agora eu preciso desesperadamente retomar meus estudos. Ela falou.
Ela notou que ele fez uma cara de pouco caso, decidiu então contar um pouco da sua história na esperança de que ele tivesse compaixão e lhe concedesse a vaga.
– E por que não retorna para a San Marino? Ele questionou intrigado.
– Pra falar sinceramente eu não tenho dinheiro para pagar uma faculdade cara, estou arruinada, devo muito dinheiro, não tenho ninguém por mim e preciso me capacitar se eu quiser mudar de vida. Eu sei que não estou mais na idade de fazer uma faculdade...
– Já era pra estar no mestrado ou no doutorado. Ele a interrompeu.
– Sim, eu sei. Mas se o senhor me der uma chance, uma única chance vou provar que eu a mereço. Como poderei melhorar se ninguém me dá oportunidade? Patricia questionou um pouco chorosa.
– Eu lamento senhorita Fernandez mas está muito longe dos padrões desta Universidade. Ele falou.
Ela compreendeu pelo olhar dele que ele não mudaria de idéia, levantou-se e foi andando em direção a porta. Não ela não podia perder aquela chance, era tudo o que restava a ela.
– O senhor não sabe o que é perder tudo, não tenho família, moro de favor com uma amiga, me divorciei e até o noivo que eu tinha me deixou por uma biscate. A minha esperança era estudar, mostrar que eu tenho algum valor e eu só esperava que o senhor pudesse perceber o quanto é importante esta vaga pra mim! E se me der esta oportunidade eu prometo não falhar e ser a melhor aluna desta Universidade! Patricia declarou olhando nos olhos do reitor.
– Bom determinação eu vi que tem, vou lhe conceder esta oportunidade senhorita Fernandez. Comece amanhã a partir das 18:00 horas.
Patricia começou a chorar de emoção e correu para abraçar o reitor que lhe dava esta oportunidade incrível.
Na clínica Michel agradecia a Catalina por ter cuidado de Marcela.
– Imagino o tanto de trabalho que a Marcela deve ter lhe dado! Ele riu.
– Imagine Michel, foi um prazer mas admito que a curiosidade está me matando. Você estava tão interessado na Betty e de repente me liga pedindo pra eu ficar com a Marcela porque ela corre o risco de perder o seu filho! Catalina falou baixinho para que os pais de Michel e a própria Marcela não a ouvisse.
– Eu estava realmente interessado na Betty, como não se interessar por uma mulher fantástica, inteligente, brilhante? Mas essa mulher maravilhosa já havia dado o seu coração para outro, eu não vou disputar por algo que não me pertence. Então fui resignado para o aeroporto, onde encontrei a Marcela, ela também ia viajar, ia para Miami. Ela estava tão triste, tão perdida que eu não resisti e a convidei a vir para Cartagena comigo. Quando eu menos esperei me apaixonei por ela. Ele falou relembrando os dias em Cartagena ao lado dela.
– Marcela é uma mulher fantástica, com um gênio um pouco difícil de lidar, é mimada ao extremo mas é uma boa pessoa. O que eu não entendo é como você conseguiu ter um relacionamento com ela, pois o coração dela era devotado ao Armando Mendonza. Catalina questionou.
– Sim, eu sei. Mas eu sei que ela não o ama, é apenas uma obsessão infantil. Uma fantasia que ela criou na infância e retém na tentativa de manter vivos os dias em que ela foi mais feliz. Michel confidenciou.
– Sim, eu sei. Mas vocês estão aqui agora e você deu a ela, algo que o Armando jamais daria, um amor verdadeiro e uma família. Torço pela felicidade de vocês! Catalina falou abraçou Michel e se despediu de todos, era hora de voltar ao trabalho.
Depois do almoço Betty entregou os documentos sobre o investimento brasileiro para que Freddy levasse ao apartamento da Marcela para que ela assinasse.
Meia hora depois Freddy voltou dizendo que a dona Marcela saiu ontem pela manhã e ainda não retornara ao apartamento, segundo o porteiro. Beatriz ficou preocupada será que Patricia havia contado sobre o noivado para Marcela e ela havia feito uma besteira. Com esses pensamentos Betty se desesperou e correu para a sala de Armando.
– Meu amor o que houve? Você está pálida! Armando perguntou preocupado.
– A dona Marcela, ela não está no apartamento! Betty falou sentando-se na cadeira com as pernas trêmulas.
– Ela pode estar num shopping, fazendo compras não é motivo para ficar angustiada assim. Armando sorriu.
– Armando ela está desaparecida desde ontem pela manhã! Betty falou assustada olhando nos olhos de Armando.
– Como você sabe? Armando perguntou começando a ficar nervoso.
– O porteiro do prédio dela falou para o Freddy, quando ele foi deixar os documentos para ela assinar. E se ela descobriu sobre o nosso noivado, e se ela cometeu uma loucura, nós sabemos o quanto ela é apaixonada por você! Betty começou a chorar desesperadamente.
– Calma, eu, eu vou perguntar ao Daniel se ele tem notícias dela. Armando falou.
Daniel ainda não havia voltado do almoço, Jamille informou a Armando quando ele voltava lívido da presidência. Ela perguntou se poderia ajudar mas ele não deu resposta e entrou na sua sala.
– Daniel ainda não chegou. Ele respondeu.
– Eu nunca vou me perdoar se a dona Marcela tiver feito uma loucura por minha causa. Beatriz falou aos prantos.
– Não aconteceu nada com ela, e se tiver acontecido qualquer coisa não foi sua culpa, foi minha e somente minha. Armando assumiu também preocupado com o paradeiro de Marcela. Já sei, vou ligar pro celular dela.
Ele tirou o celular do bolso e discou o número que sabia gravado de memória, o número que ele tinha convicção de que nunca mais ligaria para ele, o número que tantas vezes o incomodou e aborreceu o número que agora ele temia não ser atendido por ela. Dona Isabelle que estava sentada junto à mesinha ouviu o celular tocando e temendo despertar Marcela que acabara de dormir, atendeu o celular não entendeu o idioma, pois era o mesmo idioma de Marcela e quem falava era um homem. Infelizmente Michel e Louis haviam saído para tomar café e ela estava sozinha com Marcela.
– Meu amor atendeu uma francesa, eu não entendo o idioma. Armando falou e Betty tomou o celular dele pois ela falava fluente francês.
Dona Isabelle por fim entendeu o que a moça do outro lado da linha perguntava, pedia para falar com a Marcela. Dona Isabelle explicou que Marcela acabara de dormir e como o estado dela ainda era muito delicado achava melhor não despertá-la. Beatriz se desesperou ao ouvir sobre o estado delicado de Marcela e perguntou onde a executiva da Ecomoda estava. Dona Isabelle que não sabia direito o endereço, disse somente que estava numa clínica.
Depois de dona Isabelle desligar o celular, as lágrimas de Betty caíam copiosamente contando a Armando que Marcela estava numa clínica e seu estado era delicado. Armando abraçou forte Beatriz e disse que iria encontrar Marcela nem que tivesse que revistar todas as clínicas de Bogotá.
– Eu vou com você! Betty falou.
– Não meu amor, um de nós dois precisa ficar na empresa. E se tudo tiver acontecido por minha causa é melhor que eu assuma as conseqüências, pois a culpa é só minha. Armando saiu desesperado da Ecomoda e iniciou a sua busca.
O quartel entrou correndo na sala de Armando depois de vê-lo correndo desesperado e lá encontraram Beatriz chorando desconsoladamente.
– Betty o que aconteceu? Sofia perguntou nervosa.
– Ai Betty pelo amor de Deus diz o que houve, você nesse estado o seu Armando saiu feito um louco, vocês brigaram amiga? Aura Maria perguntou nervosa enquanto abraçava Betty.
– A dona Marcela, ela está numa clínica e seu estado é delicado! Betty falou vertendo mais lágrimas.
O quartel ficou atônito e em choque.
– Betty mas o que aconteceu? Sandra por fim perguntou.
– Eu acho que ela descobriu sobre o noivado e cometeu uma loucura. Betty respondeu ainda desesperada.
– Ai meu Deus, do jeito que aquela lá existia pelo seu Armando é bem capaz de ter cometido uma loucura mesmo! Bertha falou sentando-se no sofá.
– Eu nunca quis que isso acontecesse, eu não imaginei que a minha felicidade poderia prejudicá-la. Betty falou.
– A Betty mas é claro que desde o princípio a sua relação com o seu Armando a prejudicou. Você teve um caso com o noivo dela, fez com que ele se apaixonasse por você e a largasse no altar. Sofia falava quando foi interrompida pelo olhar fuzilante do quartel. Betty chorou mais alto e não ouvia mais nada, perdida estava em sua culpa e em seu remorso.
Daniel chegou a Ecomoda e estranhou nenhuma das secretárias estarem em seus postos de trabalho, ouvindo um choro convulsivo na sala de Armando, curioso foi até lá saber quem chorava agonizantemente daquele modo. Entrando na sala encontrou Beatriz chorando desconsoladamente e todo o quartel, inclusive Mariana tentando consolá-la.
– Está tudo bem? Ele perguntou timidamente.
Betty olhou Daniel com o coração partido e pediu para o quartel os deixarem a sós. Quando todas saíram Beatriz explicou pausadamente tudo o que havia ocorrido. Daniel ficou lívido, caiu sentado na cadeira. O mundo parecia que girava diante de si e Betty não tinha palavras de conforto para dar, somente a falta de informações a respeito da sua irmã querida.
– Se acontecer alguma coisa com a minha irmã, eu não vou perdoar nem o Armando e nem você! Daniel saiu da Ecomoda e também foi atrás de Marcela.
A empresa ficou num clima enlutado, até mesmo Jamille estava preocupada com Marcela. Por mais que ela odiasse Daniel Valencia não desejava mal a sua irmã que no fundo também era uma vítima, assim como ela, das armadilhas de Armando.
– Ai mais que cara de velório são essas pinturas de Picasso? Hugo perguntou afetado saindo do ateliê.
As meninas que não sabiam se deveriam contar ou não, permaneceram caladas.
– Não querem falar menos mal, assim não escuto o cacarejar de vocês. Hugo riu. Escutem e a terrível presidente já chegou?
– Sim, Seu Hugo ela está na sala do doutor Mendonza! Aura Maria respondeu timidamente.
– Certamente devem estar aos beijos e abraços e como eu não quero ver algo tão sinistro que me dê pesadelos durante a noite, vou me abster ao meu ateliê. Pois tenho que dormir muito bem à noite para ter meu soninho de beleza! Hugo falou mais para si do que para Aura Maria.
– Não seu Hugo, o seu Armando não está na Ecomoda! Falou Sofia.
– Está passeando pela cidade? Certamente cansou da beleza exótica da presidente e voltou a caçar em terras mais férteis. Hugo gargalhou.
– Não Seu Hugo, ele foi atrás da dona Marcela! Falou Bertha.
– Como assim? Armando reatou com Marti? Hugo perguntou curioso.
– Não. É que parece que a dona Marcela descobriu sobre o noivado do Seu Armando com a Betty e cometeu uma loucura a pobrezinha, está internada numa clínica entre a vida e a morte. Bertha falou aumentando a fofoca.
Hugo passou mal e quase desmaiou, foi amparado pelo quartel e por Freddy que foi chamado urgente no segundo andar da Empresa. Quando Betty soube que Hugo estava na Ecomoda e que havia passado mal com a notícia de que Marcela estava internada correu para o ateliê e lá o encontrou tomando chá de maracujá, para acalmar os nervos. Quando por fim ele conseguiu falar, perguntou em que clínica estava a sua Marcela.
– Eu não sei, mas não pretendo ficar mais aqui na Ecomoda sem notícias vou procurá-la e se quiser pode vir comigo. Beatriz falou e foi com Hugo.
Na portaria da Ecomoda enquanto esperavam Wilson trazer o carro da presidente, Patricia chegou mais feliz do que criança na manhã de natal e não entendeu como Hugo e Betty estavam tão unidos.
– Vamos começar pelas clínicas perto da casa da Marci. Hugo falava para Betty que ouvia atentamente e concordava com ele.
– Huguinho você voltou! Ela falou alegre mas quando notou o semblante dele e o de Betty perguntou o que havia acontecido.
– É uma longa história Patricia entre no carro que nós contamos no caminho. Entraram no carro de Betty, Hugo no carona e Patricia atrás sem entender ainda o que estava acontecendo. E partiram a procura de Marcela.
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