Finais Felizes Na Ecomoda.
44 Capítulo 44: A vingança da oxigenada!
Notas iniciais
Marcela desligou o telefone ainda sem entender o que aconteceu com Patricia, definitivamente a loira não era mais a mesma. Já não poderia contar como sempre com Patricia, pois como ela mesma dissera tinha outras prioridades e ela Marcela Valencia não era uma dessas prioridades, não era prioridade na vida de Armando, não era prioridade na vida de Michel, não era nem mesmo prioridade na sua própria vida e isso doía. Caminhou até o quarto e dentro da bolsa encontrou um livro e dentro dele lá estava ela, desbotada, amassada mas bem viva em sua memória a rosa cor-de-rosa que Michel havia lhe dado. A rosa que por um breve espaço de tempo representava o seu renascimento agora parecia indicar que só restavam ruínas de um amor que tinha tudo para ser perfeito mas que por sua culpa morreu agonizando. Talvez a vida seja isso uma mistura de percas e desencontros, talvez só estejamos aqui para aprender e ela mais do que ninguém já deveria ter aprendido a dura lição das percas, pra quem sempre teve tudo perder o minímo que seja é extremamente penoso.
Ao meio dia Armando chegou a casa de Betty, tinham combinado que ele almoçaria na casa dela. Dona Júlia havia preparado um assado de panela especial para o futuro genro e apesar de certa tristeza por Patricia e Nicolas, ela demonstrava muito bom humor.
– Nossa dona Júlia está um cheiro delicioso! Armando elogiava.
– Sim doutor porque nós os Pinzóns temos a benção de Deus de termos as melhores esposas, melhores mães, a esposa do meu finado tio Lázaro por exemplo...
– Querido depois você conta a história da esposa do finado tio Lázaro agora deixe o doutor comer tranquilo. Interferiu dona Júlia, com toda delicadeza do mundo, o seu esposo.
– Júlia eu já lhe disse para não me interromper! Protestou seu Hermes.
Patricia que ainda não havia descido, continuava em seu quarto, chorando e pensando em que rumo dar a sua vida quando ouviu a voz de Nicolas lá embaixo.
– Hum dona Júlia esse cheirinho chegou até lá em casa e eu disse mamãe eu vou almoçar na dona Júlia hoje! Nicolas falou tentando parecer alegre.
Dona Júlia buscou mais um prato e entregando a Nicolas, perguntou baixinho:
– Veio comer ou saber se aqui já não mora mais nenhuma Patricia Fernandez?
– Ela foi embora? Nicolas perguntou sério.
– Você vai descobrir em breve! Dona Júlia falou e voltou para o seu lugar ao lado de Hermes.
Patricia se arrumou com a sua melhor roupa, penteou os cabelos, se maquiou e disfarçou a tristeza. Já havia feito Nicolas se apaixonar por ela, sem ter trabalho algum imagina agora que ela estava disposta a jogar pra valer. Linda, deslumbrante desceu as escadas com um sorriso intrigante.
– Boa tarde! Patricia falou com uma voz sensual.
– Boa tarde Patricia, chegamos a acreditar que sua presença não iria estragar o nosso almoço, mas veja só nos enganamos. Armando brincou.
– Não seja tão mal Armando, ainda mais agora que voltarei a trabalhar na Ecomoda. Patricia falou sem olhar Nicolas.
Nicolas ficou atordoado, Beatriz ficou em choque e Armando engasgou.
– Como assim trabalhar na Ecomoda? Betty que história é essa? Armando perguntou irritado.
– Bem Armando é que eu não posso continuar morando aqui com a Betty de favor, não seria justo e tenho minhas dividas pra saldar por isso eu vou pedir a Betty um cargo na empresa, é claro que eu não aspiro já entrar como vice-presidente mas pretendo começar aos poucos e mostrar o meu potencial. Patricia falou sentando-se a mesa.
Todos estavam atônitos, até mesmo seu Hermes com a declaração de Patricia. Dona Júlia foi quem parabenizou Patricia por sua iniciativa.
– Obrigada dona Júlia! Agradeceu Patricia. Agora podemos comer que estou morrendo de fome.
Depois do almoço que ocorreu sem nenhuma conversa por parte de Patricia e Nicolas, Betty foi conversar com Patricia na cozinha.
– Patricia que história é essa de ir trabalhar na Ecomoda? Betty perguntou curiosa.
– O que disse é verdade Betty, preciso de um emprego, ainda mais agora que estou sem noivo.
– Como assim sem noivo? O que houve entre você e o Nicolas?
– Sua mãe não te contou? Patricia perguntou intrigada.
Betty negou com a cabeça.
– Nós terminamos!
– Sério? Betty perguntou incrédula.
– Sim, dissemos coisas horríveis um ao outro ontem a noite. Coisas que não dá pra voltar atrás! Patricia confessou.
– Mas que tipo de coisas?
– Começou quando eu contei pra ele que iria morar com a Marcela até o nosso casamento...
– Você vai morar com a dona Marcela? Betty interrompeu curiosa.
– Não Betty, apesar da ideia me agradar a sua mãe me fez ver que não era uma boa ideia. Continuando, ele falou mal da Marcela, eu a defendi e acabei falando mal de você. Disse que se por um lado a Marcela foi cruel com você, você foi pior a traindo pelas costas dela.
Betty derramou uma lágrima ao ouvir a narrativa de Patricia,
– Por favor Betty, não chora não, eu falei num impulso não fiz por mal.
– Eu sei! É que é duro ouvir essa verdade, não deixa de ser uma verdade não é?
– Dissemos muitas coisas ruins um ao outro e agora eu preciso mostrar a ele que eu não sou um clone seu, mas também não sou mais aquela mulher fútil e superficial. E a melhor maneira de fazer isso é trabalhando, mostrando minhas capacidades intelectuais.
– Intelectuais? Betty riu. Está bem Patricia eu vou ver o que posso fazer por você, em que cargo eu posso te colocar.
– Ai obrigada Betty, significa muito pra mim.
– Eu sei. E estou orgulhosa por ter recusado o convite da dona Marcela, não por ser ela mas por querer ter a sua própria independência.
– Meninas desculpem interromper mais tem visitas pra você. Dona Júlia falou.
– Pra mim, mãe? Betty perguntou.
– Não, para a Patricia! Dona Júlia respondeu.
– Quem é? Betty perguntou temendo que fosse Marcela.
– Suas amigas da Ecomoda. Dona Júlia respondeu.
– Minhas amigas? Eu não tenho amigas na Ecomoda! Patricia declarou.
Quando Betty, Patricia e dona Júlia chegaram na sala Nicolas já havia ido embora e o quartel conversava animado com Armando e com seu Hermes.
– Mas que invasão é essa? Patricia perguntou irritada.
– Calma oxigenda, que hoje vinhemos em missão de paz! Sandra declarou.
– Missão de paz? Que missão de paz? Betty perguntou curiosa.
– Betty não acho que você saiba do que se trata, mas nós gostaríamos de falar com a oxigenada em particular. Disse Sofia.
– Estão excluindo a Betty da conversa? Armando se irritou.
– Acontece doutor Armando que a Betty precisa ficar neutra nessa história, para o bem dela. Exclareceu Aura Maria.
– Agora estou preocupada, do que se trata? Betty perguntou nervosa.
– Betty é melhor que você fique neutra e nem saiba de nada, minha filha! Falou Inesita.
– Já que é assim, nós vamos passear amor e deixamos a Patricia conversar a sós com o quartel, o que acha? Betty sugeriu sorrindo.
– Iria até o Sol com você, minha vida! Armando respondeu todo derretido.
– Menos doutor! Falou Seu Hermes, depois de casar o senhor pode ir até outra Galáxia, mas até lá somente até a esquina, somente até a esquina doutor.
Todos riram.
No pequeno quarto de Patricia se acomodavam as meninas do quartel, umas sentada na cama, outras em pé.
– Mais que bagunça heim oxigenada! Quantas roupas espalhadas pelo chão, nunca ouviu falar de guarda-roupa? Sandra questionou pegando uma blusa do chão.
– Não seja atrevida girafa solteirona! Berrou a loira. Então o que querem?
– Bem Patricia depois de muito ponderarmos sobre quem deveria ter a nossa amizade, decidimos que entre a Jenny e você, a menos pior era você! Bertha iniciou.
– Mas do que estão falando, o que a Jenny tem a ver comigo? Patricia perguntou confusa.
– Só tudo oxigenada, só tudo e principalmente com o seu noivo! Sofia falou sorrindo.
– O que a Jenny tem a ver com o Nicolas? Patricia perguntou ainda sem entender.
– Ai oxigenada você precisa verificar a validade da sua tinta de cabelo, não se lembrar que a Jenny é louca por homens com dinheiro! Aura Maria falou.
– E advinha só quem é o partido mais cobiçado da Ecomoda agora? Sandra questionou.
– Aquela desgraçada está dando em cima do Nicolas? Enquanto eu estava de empregada dele e da bruxa da mãe dele, aquele descarado estava me traindo.Patricia gritou furiosa.
– Sim querida, a Jenny passa horas enfurnada na sala dele e só Deus sabe o que os dois conversam! Aura Maria falou.
– Se é que conversam! Bertha completou.
– Agora eu entendo, aquele desgraçado só queria um pretexto pra terminar comigo e cair na gandaia com aquela rouba maridos! Patricia bufou de ódio.
– Como assim ele terminou com você? Então já está tudo perdido? Sofia questinou.
– Perdido? Eu vou mostrar a essa Jenny que ninguém rouba um homem de Patricia Fernandez! Patricia declarou furiosa.
Na sorveteria da esquina Armando e Beatriz pareciam dois adolescentes apaixonados, ela nunca tinha vivido um namoro e estava amando toda aquela atenção e cuidado da parte dele.
– Você quer sorvete de morango ou chocolate meu amor? Armando perguntou.
– Chocolate, meu favorito. Ela sorriu.
Armando foi buscar os sorvetes enquanto ela se sentava numa mesinha da sorveteria, escolheu uma mesa ao ar livre mesmo e sentia um imenso orgulho de poder estar com ele tomando um simples sorvete. Ela que tantas vezes havia visto as moças com seus namorados naquela mesma mesa e imaginava quando seria a sua vez, enfim chegou e não era um namorado qualquer mas o homem dos seus sonhos.
– Desculpa a demora meu amor! Armando chegou trazendo o sorvete. Mas creio que valeu a pena esperar pois está uma delícia.
– Sim, valeu a pena esperar cada minuto, cada segundo por você! Ela sorriu e ele percebeu que ela não estava falando do sorvete.
Armando começou a beijá-la quando alguém puxou o paletó.
– Menos doutor, bem menos doutor! A minha filha não é o sorvete, não se esqueça que o diabo é porco. Falou seu Hermes que estava sentado na mesa ao lado com dona Júlia.
– Hermes deixe as crianças em paz. Dona Júlia pediu.
– Ai é que mora o problema Júlia, eles não são crianças. O que eu sempre tenho dito a você? O diabo é porco e gosta de enganar os outros! Hermes falou.
– Seu Hermes, dona Júlia porque não se sentam conosco? Armando perguntou com bom humor.
– Ah doutor não queremos atrapalhar! Dona Júlia falou gentilmente.
– Vocês não atrapalham, afinal já estão bem atrás de nós não é? Armando falou com um sorriso sem graça.
Seu Hermes se levantou e se sentou na mesa com a filha e com o futuro genro.
– Hermes! Dona Júlia repreendeu.
– Não seja mau educada Júlia, o doutor quer que sentemos a mesa com eles! Hermes falou irritado.
No final da tarde tanto Armando quanto Betty estavam conversando animadamente com Hermes e dona Júlia, assim como Patricia e o quartel planejavam uma vingança contra a Jenny.
– Dessa vez aquela safada da Jenny não vai escapar! Vibrou Sofia entusiasmada.

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