Filhos dos Deuses - 1° Livro
18 Capitulo 18 - Visito meu Pai
Acordei em um quarto todo azul, em uma das paredes tinha uma concha gigante, na outra uma pequena janela, em um pedestal estava o meu colar, e meu tridente, levantei e fui para a porta, abri, esperando ver médicos gritando comigo, ao invés disso vi um corredor vazio, que dava para uma imensa escuridão. Andei durante cinco minutos abrindo varias portas, tentando encontrar Lym, mas nada dela. Quando cheguei ao final do corredor ouvi vozes, abri as portas duplas, e me dei em um salão, no meio tinha um trono, ao lado estava o tridente, que alguns dias atrás tinha sonhado com ele. O salão era o mesmo, que voltar a dormir. No interior estava, um homem com um uniforme de guerra grega antiga, seus cabelos pretos, olhos verdes, e sua pele branca, me fez lembrar a mim mesmo. Ele conversava com uma espécie de tritão, da cintura para baixo ele era peixe, e da cintura para cima homem, tinha cabelos ruivos, olhos verdes musgo.
– Olha quem acordou — Falou o guerreiro grego.
– Onde eu estou ? E quem e você ?
– Não achei que fosse esquecer de seu pai tão rapidamente.
– Poseidon ?
– Filho, você esta no meu palácio.
– Lyanna, onde .....
– Calma ela esta descansando em um quarto, ela chegou aqui muito machucada, e você estava desmaiado, então deixei ela nas mãos do meu melhor curandeiro.
– Vyck, Symon e Syntia, eles ficaram no ....
– Eles ainda não voltaram, não sei por que, a guerra já deveria ter acabado.
– Por que você não ajuda eles ?
– Eu não tenho domínios sobre aquele lugar, bem que eu gostaria de ajuda-los.
– Você não e um deus ? Faça alguma coisa então.
– Não seja impetulante garoto, eu já fiz muito ao colocar uma filha de Atena no meu palácio, você me deve gratidão.
– Pelo que ? Por me colocar no mundo para sofrer, para que ? Você nunca deu a minima importância para mim, nenhum dos deuses, vocês são todos arrogantes, se acham superiores a todos nós, mas na verdade precisam de nós.
– Você não sabe de nada garoto, nós todos temos nossos deveres, temos nossa lutas para travar, não temos tempo para bancarmos pais.
– Eu não sei de nada ? Tem certeza ? Vocês não podem bancar os pais ? Então para que tem filhos ?
– Vocês dois chega — Falou o metade peixe — Vocês dois são totalmente iguais, todos os dois são arrogantes. Se vocês ainda não perceberam, temos que consertar as nossas defesas, se ouve mais algum ataque de Cimopoleia estamos ferrados.
– Mande colocarem o máximo de reforços nos portões principais.
– E as barreiras ?
– Tristani, você pensara em algo muito eficiente, agora vá.
– Sim senhor. A e tente não matar um ao outro — Quando Tristani saiu, me virei para Poseidon.
– Quem era Chipolomeia ?
– Cimopoleia e a sua irmã, deusa das tempestades marinhas violentas, ela e minha filha.
– Sua própria filha te atacando, isso mostra o belo pai que você é.
– Garoto tenha mais respeito, eu posso torrar você agora mesmo.
– Quero ver a Lym.
– Ela esta na enfermaria.
– Onde fica ?
– Ache você mesmo, não posso ficar bancando o guia turístico.
Sai da sala batendo as portas atrás de mim, como alguém tão irritante podia ser meu pai, minha mãe estava cega quando ficou com ele. Do lado de fora do palácio, tinha uma praça, onde tinha uma estatua gigante de Poseidon, varias casas, pessoas caminhavam pelas ruas, não, não eram pessoas, eram ciclopes, eles corriam por todos os lados, levando e trazendo armas, um tropeçou na própria espada, e caiu com tudo no chão, ele rapidamente se levantou. O mais estranho era que ele tinha um único olho, vinha um barulho do alto, olhei em volta para ver de onde vinha então me arrependi de olhar, la estava uma mulher, com águas vivas em vez de cabelos, pele tão pálida que quase era transparente, seus olhos irradiavam uma tonalidade de verde forte, ela fazia furacões em baixo d'água, as muralhas do palácio eram um tipo de vidro, que pelo visto iria se romper facilmente. Um dos ciclopes esbarrou em mim.
– Me perdoe, filho de Poseidon.
– Tudo bem, você sabe onde fica a enfermaria ?
– Ali — Apontou para um mausoléu no fundo, ele tinha três metros de altura, dois andares, sua cor era branco, ele tinha dois tridentes na porte como se fossem fechaduras.
– Obrigado — Disse, mas o ciclope já tinha ido embora.
Fui correndo até a enfermaria, empurrei as portas, e me deparei com vários ciclopes e náiades em marcas, andei entre eles a procura de Lym, tentei perguntar as enfermeiras, mas elas nem me davam atenção, continuei andando pelo corredor, até chegar em uma porta de ouro, girei a maçaneta e espiei dentro do quarto, la estava ela, com o rosto estava com curativos, e seus braços e pernas todos machucados, me aproximei dela que estava em um sono profundo.
– O que você esta fazendo aqui ? — Quase cai de costas com o susto.
– D-desculpa, eu vim ver como ela estava.
– Ela esta se recuperando, quem e você ?
– Sou amigo dela — Ela me analisou e depois de uns cinco minutos me olhando ela arregalou os olhos.
– A Filho de Poseidon, desculpe não ter te reconhecido.
– Tudo bem — Lym dormia tão tranquilamente, parecia que a qualquer hora ela poderia acordar — Ela vai ficar bem ?
– Vai sim, ela e forte.
– Ela esta em coma ?
– Não, e uma espécie de transe em que ela mesma se colocou, para não sofrer.
– E quando ela vai sair desse transe ?
– Não posso dizer ao certo, mais a qualquer momento ela pode abrir os olhos — Não tinha reparado o quanto a enfermeira era bonita, ela tinha os cabelos castanhos, olhos azuis e uma pele pálida tão bela.
– O que esta acontecendo lá fora ?
– A filha de Poseidon esta atacando nos atacando.
– Por que ?
– Ela quer tomar o trono do pai.
– Nossa que imaginação.
– Agora saia, preciso cuidar dela — Disse a enfermeira me expulsando do quarto — Qualquer avanço eu te falo.
– Obrigado — Tentei dizer, mais ela já tinha fechado a porta.
***
Lá fora estava um caos completo, enquanto os ciclopes reforçavam as barreiras, as náiades e os tritões atacavam Cimopoleia, que não causava nenhum efeito em sua bela biga aquática, atrás dela estava seu exercito de monstros marinhos, que atacavam sem parar as barreiras da cidade. Poseidon abriu as portas de palácio.
– CIMOPOLEIA PARE COM ISSO, NÃO QUERO MACHUCA-LA — Gritou Poseidon, em troca ela gritou.
– PAPAI ENTREGUE E CIDADE, E TALVEZ EU TENHA PENA DE VOCÊ — Poseidon olhou para o ciclope mais próximo, ele saiu correndo e logo depois Cimopoleia estava presa , e seu exercito tinha fugido — Ola papai, você sabe que estava somente brincando né ?
– Chega Cimopoleia, você já abusou da sorte varias vezes antes, mais agora chega, você nunca mais me atacara.
– Juro pelo Rio Estinge papai, nunca mais irei atacar a sua cidade outra vez — Falou Cimopoleia.
– Eu estou cansado disso, volte mais uma vez em meu reino e eu não terei pena de você.
– Sim papai — Poseidon fez um gesto com a mão e os cabos que prendiam a deusa soltaram, ela rapidamente fugiu mar adentro — Cuidado Poseidon Jurei não atacar a cidade, mais nada jurei em te atacar — Disse ela rindo. Poseidon se virou e me olhou com a cara fechada, senti uma onda de raiva emanando de Poseidon, mais rapidamente ele escondeu isso, e tomou uma expressão mais serena e calma.
– Trate para que ela nunca mais possa chagar perto de meu povo — Disse ele a um dos ciclopes, que parecia ser o chefe da guarda. Poseidon vei em minha direção — Precisamos conversar, venha — Disse ele já indo embora. Segui ele até o salão, onde ele parou e se virou para mim — Jason Vyck, Symon e Syntia voltaram, bem pelo mesmos parte de Syntia.
– Como assim parte de Syntia ? Onde eles estão ?
– Eles agora estão no salão Curant's, a minha sala de cura, Syntia perdeu uma das pernas e esta toda machucada, Vyck esta em um quarto descansando e Symon também, mais eu não vim falar deles, temos coisas mais importantes a conversar — Poseidon me olhou com piedade — Você tem um grande caminho pela frente, temos muita conversa pela frente, mais antes você precisa sair daqui, Zeus não esta gostando de eu te dar abrigo, no primeiro momento em que sua amiga se recuperar vocês irão sair daqui.
– Por que ?
– Zeus não gosta que nos interferimos no destino de nossos filhos.
– E que caminho e esse ?
– Vamos falar com a Vyck — Saímos pelo corredor e fomos em direção ao quarto de Vyck.
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