Filhos dos Deuses - 1° Livro
16 Capitulo 16 - Encontramos uma deusa
Embarcamos no ônibus, meia hora depois do lanche, Vyck tinha me alertado, que era para mim, ir sozinho, quando achássemos Atena, demorou 2 horas, até chegarmos em Atenas, quando finalmente chegamos, já era noite, então decidimos esperar amanhecer.
Fomos até um hotel, perto de um lago, aparentemente era bonito, mas quando entramos, parecia que estávamos em uma caverna, da pré-historia, as únicas cadeiras que tinha no local, eram de madeiras e a pintura tinha uma cor bege morta, a recepcionista, parecia mas um cadáver, que tinham esquecido de enterrar. Ela tinha a pele morena e enrugada, seus cabelos eram brancos e crespos, seus olhos eram pretos, ela vestia, um vestido cinza, que mas parecia roupa de um hospital, ela era muito magra. Quando chegamos perto, ela sorriu e, seus dentes não eram nada aconchegante.
– Em como posso ajudar, a esse belo casal ? — Falou a senhora.
– Nós não so.......
– Queremos um quarto por favor — Disse Vyck me interrompendo.
– O que mais temos, são quartos, assinem aqui, por favor ?
– Me da uma caneta — Vyck, pegou a caneta da senhora e, assinou com outro nome.
– Muito obrigada, senhora Mary Sants Longd.
– Obrigada a senhora — Vyck pegou a chave e, subimos para o nosso quarto.
– Senhora Mary, serio ?
– O que, você acha que eu vou dar meu nome verdadeiro ?
– Não, e falando nisso qual e o seu nome ?
– Vyck.
– Eu quero saber ele todo.
– Para que ?
– Você já sabe o meu, então, eu tenho direito de saber o seu.
– Aff, Vyctorya Montes Chavier, pronto satisfeito ?
– Sim, professora Chavier — Vyck como sempre me deu um tapa.
– Seu idiota.
– O que ?, eu não tenho culpa se, seu nome parece com a do professor Chavier.
– Sobe logo para o quarto, cabeça de alga.
– Filha da terra.
– Quieto e, ande.
– Sim, professora Chavier.
– Já estou me arrependendo de ter te falado meu nome, para você.
– Tá, já parei — Disse sorrindo, ela me olhou e, retribuiu o sorriso, subimos o resto dos degraus e, chegamos a porta 21, que era nosso quarto, abrimos a porta, o quarto tinha uma cama de casal, uma pequena comoda do lado, uma televisão antiga, na mesa, e uma porta que dava para o banheiro.
– Da pelo menos para passar a noite.
– Onde eu vou dormir ?
– Vamos dividir a cama, você de um lado e eu do outro.
– Sério ?
– Quer dormir no chão ?
– Tá — Entramos e fechamos a porta — Vou tomar um banho, já tem dias que eu não tomo.
– Vai rápido, que eu também quero — Abri o guarda-roupa, que tinha no quarto, e vi que la tinha uma muda de roupa limpa, que alguém deveria ter esquecido, a blusa era verde simples, e uma calça jeans, fui para o banheiro, tomei meu banho, e me arrumei. Enquanto Vyck tomava seu banho, eu arrumei a cama, colocando uma cortina, no meio, para separar o nosso lado — O que e isso ? — Eu dei um pulo de susto.
– Avisa antes, quase você me mata do coração.
– Desculpa, mas o que e isso ?
– Esse e o meu lado, e esse e o seu.
– Ok, agora vamos dormir, estou morrendo de sono.
– Boa noite.
– Para você também.
***
Sonhei com minha mãe, ela estava em um cemitério, toda de preto, chorava muito, toda a vez que eu tentava me aproximar dela, a imagem fugia de mim, eu corria, mas não adiantava, ela sempre se afastava, e eu não conseguia ver de quem era o tumulo. De repente o chão começou a rachar e, uma crosta enorme se abriu de baixo dos meus pês, um homem saiu dela, ele me olhava como se eu tivesse feito algo de errado, ele tinha os cabelos cinza, seus olhos eram pretos, uma expressão solitária, pele pálida, vestia um terno preto, não passava dos 30 anos de idade.
– Jason, como você pode ? — Sua voz era suave
– O que ? Eu não fiz nada.
– Você me deixou, Jason — Agora sua voz era a de Lym.
– Lym, não, eu estou indo atrás de você, eu vou te salvar, juro.
– Você me abandonou, sua nova namoradinha, você nunca percebeu ? Ela esta mentindo para você, como você pode Jason ?
– Lym, ela não é minha namorada, Lym — Não conseguia mas falar.
– Como pode, Jason — Disse Lym chorando.
– Lym, eu não fiz nada.
– Eu não tenho orgulho de ser seu pai — Agora falou uma voz mas grossa.
– Quem e você ?
– Você e um fracasso, como meu filho — Percebi que era Poseidon.
– Você não e real — Disse, tentando fugir dali.
– Como você pode dizer isso de mim ? — Agora era a voz de minha mãe.
– Me deixa em paz.
– Jason você não me ama, mas eu amo você — Agora era a voz de Vyck — Deixa aquela garota morrer, e fique comigo.
– Me deixe, em paz — Senti a raiva dentro de mim — Eu vou matar você, fale, quem você é ?
– Sou seu caçador — Disse uma voz maldosa.
***
Acordei com Vyck encharcada, e gritando comigo — Seu idiota, você me molhou.
– O que ? Eu estava dormindo.
– Você simplesmente quebrou o cano, e jorrou a água na minha cara.
– Desculpa, não fiz por querer.
– Você deve ter feito isso por influência do sonho, com o que você sonhou ? — Contei a ela o sonho, com exceção da parte da voz dela.
– Você deve ter ficado com raiva, eu te desculpa dessa vez, mas da próxima vez que você fizer isso, eu te enterro vivo.
– Já pedi desculpas.
– Pelo menos me acordou na hora de sair, vá la para fora enquanto eu mudo de roupa — sai do quarto e esperei durante 10 minutos, quando ela saiu estava com uma bermuda jeans, e uma regata branca — Vamos embora — Segui ela até a saida, e fomos a procura do templo de Atena, chegamos a uma entrada onde tinha duas estatuas da deusa, com uma lança na mão e um escudo, seguimos trilha adentro, até chegarmos a entrada do templo, que não permitia a entrada de visitantes, esperamos até esvaziar um pouco, e entramos as escondidas, procuramos em todo os lugares do templo, tateamos as paredes para ver se tinha alguma entrada, nada, até que Vyck gritou meu nome, corri até ela — Olhe, uma entrada.
– Como você achou ?
– Apertei essa pedra solta, ai abriu.
– Vamos entrar ?
– Toma — Vyck me entregou uma tocha, e um esqueiro, acendi ela e desci — Eu fico aqui, você terá que ir sozinho.
– Tá, então você me espera aqui — Desci as escadas, durante 5 minutos, até encontrar uma parte que não tinha mais escadas, analisei a queda, deveria ser de uns 5 metros, podia ouvir um pequeno córrego la embaixo, de repente me veio a ideia na cabeça, estiquei as mãos, e me concentrei na água, senti sua força, sua vida, e de repente a água jorrou, usei ela para formar uma escada para descer, quando eu desci o ultimo degrau aquático, ele se desfez, me virei para a escuridão, apontei a tocha para a entrada, segui enfrente, o corredor era úmido, alguma pedras estavam soltas, e em alguns lugares tinha uma armadilhas, algumas das armadilhas eram dardos, e outras, eram estacas escondidos no chão, segui por mais 10 minutos, até chegar em uma porta antiga, ela estava entreaberta, avancei adentro, quando abri a porta la estava Atena, com o vestido preto, uma coroa de carvalho na cabeça, seus cabelos loiros caindo pelos ombros, e seus olhos cinzentos, e não dava para deixar de perceber as correntes.
– Graças a Zeus, você veio — Disse ela com alegria.
– Eu vou te tirar daqui.
– Vai ter que passar por mim primeiro — Disse alguém atrás de mim.
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