Notas iniciais
Ola gente, eu sou louca por livros e
Sempre imagino como eu os escreveria
Então espero que gostem.

A noite estava clara, Duda pode ver claramente que algo a seguia desde que saiu de Nova York, a três dias atrás. Ela sabia que era questão de tempo para que a coisa que a seguia ataca-la, ela sabia dos riscos antes de embarcar nessa viagem "ele" lhe alertou sobre os riscos.

"--Tome cuidado minha heroína, se realmente deseja saber quem és, deve encontrar o acampamento meio-sangue, lá aprendera sobre suas origens, mas tome cuidado sua aura é poderosa e os monstros sentem isso.Então enviarei um presente que vai te ajudar."

Duda não sabia quem era esse homem misterioso, mas sabia que sem ele já estaria morta, Encontrou em sua escrivaninha na manhã em que saiu de casa, ao lado da carta que havia escrito para o pai ,o presente, "os presentes", sim eram três coisas bem diferentes.

Ao lado de uma gaiola pequena estavam um anel de ouro e bronze e uma pulseira em formato de cobra com pequenos rubis no lugar dos olhos, dentro da gaiola havia um pequeno porquinho da índia preto com manchas brancas.

Até então Duda não havia achado muita utilidade para os presentes,mas decidiu que seria muita imprudência deixa-los para trás, os colocou em braços diferentes sendo que o anel serviu no dedo indicador da mão direita e a pulseira encaixou perfeitamente em seu braço esquerdo.

—-Humpf. Ótimo, um rato um anel e uma pulseira vão ajudar muito na minha jornada, valeu ai cara, seja lá quem você for!--Disse encarando pequeno animal que dormia aninhado no bolso de sua jaqueta de couro de mil dólares.

Ela evitava olhar para o anel e a pulseira em seus braços, porque sempre lhe trazia lembranças de seu pai e as joias extravagantes que ele insistia em dar a ela em datas importantes, a única delas que Duda carregava consigo era um delicado colar com um pequeno cavalo pendurado que agora estava oculto abaixo de seus cabelos.

"-- É um Pégaso filha..."-- lembrou-se das palavras de seu pai quando o ganhou. "--O cavalo alado da mitologia Grega, ele vai lhe trazer sorte."

As lágrimas enchiam seus olhos toda vez que se lembrava do pai, eles se davam bem, mesmo com a desaprovação dele sobre a forma como Duda se vestia, Jeans escuro de cós alto e boca larga, sempre com as mesmas botas country,um cinto de couro, maiô preto de alça por baixo de um casaco xadrez vermelho e jaqueta de couro.Parecia que estava pronta a qualquer hora para montar a cavalo ou dar um mergulho.

"-Para sempre, me lembrar de onde eu vim pai, ou vai negar que eu nasci em uma cidadezinha do interior do Brasil?--" ela sempre lhe dizia isso quando ele perguntava por que ela insistia em usar aquela roupa.

"--Não filha, não vou negar, mas você nunca viveu lá nem um mês sequer." Dizia ele sempre com o mesmo tom ofendido. "--Será que é pedir muito para que você se vista como as moças de sua idade?".

Ele sempre sedia, mas como forma de provocação sempre dava um jeito de comprar as roupas mais caras que encontrava, para o desgosto da filha. Por isso o colar importava tanto para Duda, foi comprado em uma viagem deles, e custou pouco menos de dez dólares em uma lojinha em frente ao aeroporto.

Voltando de suas lembranças reparou que ainda estava a encarar o pequeno animal que agora já estava acordado e atento em seu bolso, atento até demais, suas orelhinhas estavam em pé e sua pelagem eriçada.

—-Calma pequeno...-- disse ela acariciando a pequena cabeça do porquinho -- Está tudo bem, falta pouco para chegarmos na coli...-- O Resto da frase dela foi abafado por um longo rugido que veio de dentro da floresta.

—-Corra...corra...-- surgiu uma voz na cabeça de Duda quase que ao mesmo tempo que o pequeno rato guinchava.

Duda tentou escondê lo no bolso, mas ficou sem reação quando dois leões saíram das sombras das árvores e ficaram frente a frente com a garota, no mesmo instante, Blecaute, apelido que o porquinho ganhou, saiu correndo pelo pasto onde vacas dormiam tranquilamente perto dali.

Só aí Duda reagiu, conseguiu pegar sua mochila, e correu para o mesmo pasto que Blecaute sumira a pouco. Depois de correr por alguns minutos percebeu que já estava em uma rodovia deserta bem longe da floresta. E se alegrou ao ver que havia despistado as feras.

Mas a alegria durou pouco, quando olhou para o céu claro percebeu duas figuras com enormes asas. --Ta de brincadeira? Essas coisas voam? Sacanagem!--.

Ainda observando os leões com asa se aproximarem,fez um leve movimento com a mão direita para o lado e ali aonde havia um anel agora estava uma espada de tamanho médio, que observou Duda tinha metade de sua afiada lâmina de um ouro que refletia a luz do luar e a outra metade era de bronze.

Com a aproximação das feras uma onda de energia atravessou o corpo da garota, e ela partiu para cima. Conseguiu acertar o primeiro leão que voava mais baixo e se dissipou em poeira amarela assim que a lâmina encostou nele.

Já o outro ,percebeu ela, não seria tão fácil assim, então ela correu na direção oposta o mais rápido que pode, a coisa se chocou contra ela passando as garras em seu antebraço direito, que a fez cair de costas na grama.

Duda soltou um grito de dor, e conseguir levantar golpeando com a espada inutilmente o ar, a fera se preparou para mais uma investida contra ela. Mas antes de chegar a seu alvo foi interceptado por um cavalo voador com uma patada bem na cabeça.

O cavalo se voltou para Duda que estava olhando incrédula, enquanto o cavalo ia em sua direção com enormes asas que chegavam facilmente a três metros abertas, a menina percebeu que o cavalo era preto com manchas brancas.

Blecaute? Mas o que...-- exclamou ela boquiaberta sem esperar resposta.

E aí mestra.--uma voz zuniu na cabeça de Duda. --A cavalaria chegou.

Mas o que! Blecaute...você fala...e é um cavalo agora...e aquilo...-- Disse apontando para o leão que agora já se recuperava da pancada.

Sem gaguejar chefinha, tecnicamente eu não falo, você que pode se comunicar comigo de alguma forma, e sim eu sou um pégaso às vezes-- relinchou o Pégaso agora cheirando a dona, provavelmente procurando ferimentos.

—-E, e aquilo-- apontou ela para o leão que agora já recuperado tomava velocidade em sua direção.

A, aquilo vai provavelmente matá-la se você não me montar e mata-lo primeiro-- Sentindo uma forte dor no braço e ainda sem acreditar no que estava acontecendo,ela montou rapidamente como se tivesse feito isso sua vida inteira.

—-E agora o que eu faço-- Ela já estava montada e com a espada na mão.

—-Faça o que você nasceu pra fazer, use as suas armas e lute.-- o cavalo apontou com a cabeça para a mão dela que estava com a espada.

Duda olhou para seu braço esquerdo onde a pulseira estivera e em seu lugar uma fina cobra de prata com olhos rubi rastejava em direção a sua mão.--É claro! Um laço!-- disse olhando incrédula para suas armas.

E então miauzinho, tá pronto pra apanhar?-- Umas onda de adrenalina pulsava em suas veias, e avançaram para o monstro que agora dava rasantes no céu.

Não foi nada fácil chegar perto,ainda mais com aquelas enormes garras que agora olhando bem, Duda reparou não serem garras de leão e sim de águia. Um Grifo.

O Grifo deu um golpe com as garras, mas Blecaute foi rápido e desviou.

Duda conseguiu prender a pata traseira do animal com o laço, o trazendo para mais perto com toda a força possível, não foi fácil. Finalmente ela conseguiu desferir um último golpe com sua espada que acertou o grifo em cheio nas costelas, o fazendo virar pó.

—-Isso aí, agora o bonitão aqui bem que merece no mínimo uns torrões de açúcar e alguns Donuts né! Chefe?-- Montada em Blecaute,a menina estava esgotada o laço voltou a ser uma pulseira tão instantaneamente quanto a espada virou um anel.

Para o acampamento meio-sangue.-- Foi a única coisa que Duda conseguiu dizer antes de desmaiar agarrada no do Pégaso.

Notas finais
Sera que ela vai chegar gente?
Beijãoo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.